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Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

Embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negue oficialmente, pois sabe que o tema é polêmico, a presidente Dilma Rousseff já começou a estudar uma nova proposta da equipe econômica para alterar a correção da caderneta de poupança, fixada hoje em TR (Taxa Referencial) mais 6% ao ano. Segundo técnicos do governo, a mudança só valeria para depósitos futuros. Ou seja, os atuais poupadores não seriam prejudicados pela mudança, para não gerar reclamações nem acusações de quebra de contrato.
 
O novo modelo, ainda em versão preliminar, prevê que o retorno dado pela caderneta seja variável, deixando esse tipo de investimento em linha com as taxas praticadas no mercado. A ideia é manter o equilíbrio entre aplicações na poupança e demais aplicações financeiras, evitando que o movimento de queda nas taxas de juros no país provoque uma corrida dos investidores para a poupança.

Quando reduz a Selic, o Banco Central (BC) acaba afetando a remuneração dos fundos de investimentos, cujo retorno varia de acordo com os juros. Assim, a poupança está se tornando cada vez mais atraente, pois dá um retorno garantido aos seus aplicadores e ainda tem como vantagem a não incidência de Imposto de Renda (IR). Mas, caso haja uma migração em massa para a caderneta, os bancos e o próprio governo terão problemas sérios. Os bancos passariam a ter dificuldades para o cumprimento da exigência de aplicação de 65% dos depósitos em poupança na habitação.

Saída de fundo poderá afetar gestão da dívida

Além disso, a saída dos fundos também poderia afetar a administração da dívida pública do país, pois essas aplicações são compostas, em boa parte, por títulos públicos.

A presidente Dilma sabe que o assunto é delicado, especialmente em ano eleitoral. O próprio presidente Lula já havia tentado mexer na caderneta, mas acabou engavetando um projeto que previa a incidência de IR para depósitos de valor mais alto, diante das fortes críticas e risco de prejudicar a população de baixa renda, um público importante da caderneta. Mantega também vem tratando o assunto com muita cautela, pois sabe que a recepção de qualquer mudança não será positiva.

No entanto, a presidente e o próprio ministro também estão cientes de que o BC poderá ser forçado a interromper a trajetória de queda dos juros, caso nenhuma mudança seja feita nas regras da poupança. Dentro do governo, já há quem diga que a Selic, hoje fixada em 10,5% ao ano, não teria condições de cair muito mais. O limite seria 9% ao ano.

– A agenda de desenvolvimento financeiro que a presidente quer tocar começa pela poupança – disse uma fonte graduada do governo, confirmando a disposição de mudança na regras da caderneta.

Equipe quer fortalecer ação da política monetária

Num segundo momento, a equipe econômica também quer trabalhar para aumentar o poder de fogo da política monetária. Nesse caso, o que se discute é dar algum tipo de incentivo para que os aplicadores optem por investimentos em renda fixa e não por aqueles atrelados à Taxa Selic.

Isso porque quanto maior a demanda por títulos (públicos ou privados) atrelados à Selic, menos força tem a queda dos juros sobre a economia. Esse movimento de procura pelos títulos é entendido como uma defesa do mercado contra oscilações e acaba fazendo com que a oferta de crédito seja menor do que seu real potencial dentro da economia brasileira.
Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

OIT lança vídeos sobre Trabalho Decente

O Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil está lançando dois vídeos sobre o tema Trabalho Decente. Os vídeos foram produzidos a partir das demandas recebidas pela OIT durante o processo de realização das Conferências Estaduais de Trabalho Decente.

As conferências ocorreram entre os meses de setembro e dezembro de 2011 em todas as unidades da Federação (com exceção do estado do Acre) e envolveram representantes de governos e representações de empregadores e de trabalhadores e da sociedade civil no mais amplo processo de diálogo social em curso no país.
 
As estimativas são de que cerca de 23 mil pessoas participaram das discussões sobre os temas do mundo do trabalho, que culminarão com a realização da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (CNETD), que será realizada em Brasília em maio deste ano.
 
No primeiro vídeo é apresentada uma visão geral sobre o Trabalho Decente, com testemunhos de representantes do Escritório da OIT, de organizações de empregadores e de trabalhadores e do governo. Há participações da Diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, do coordenador nacional do Projeto Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC, pela sigla em inglês), Renato Mendes, do coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo, Luiz Machado, e da coordenadora do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho e Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Márcia Vasconcelos.
 
Os representantes dos empregadores junto ao Conselho de Administração da OIT, Dagoberto Lima Godoy, e dos trabalhadores, Nilton Souza Silva, e Mário Barbosa, da Assessoria Internacional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), também dão seus testemunhos.
 

O segundo vídeo, intitulado “Fala Povo”, traz depoimentos espontâneos de trabalhadores e cidadãos mostrando o que as pessoas entendem por Trabalho Decente.

Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

“Barcelona: Queremos empregos e não celulares”

Um protesto marcou o final do primeiro dia do Mobile World Congress, a maior feira mundial do setor de telecomunicações, em Barcelona. O que era uma manifestação sindical, promovida pelos funcionários do sistema de transporte de ônibus da cidade e por ex-funcionários da HP contra as demissões, acabou por se tornar um ato contra o próprio evento e contra essa indústria que não tem limites éticos para a sua produção.
 
Manifesto contra demissões em Barcelona
Manifesto contra demissões em Barcelona
Integrantes do evento deixaram os pavilhões, no pé da montanha de Montjuic, sob forte proteção policial.

Do lado de fora, algumas centenas de pessoas seguravam cartazes e entoavam cantos. Um cartaz dizia: “Pedimos empregos e nos trouxeram celulares”.

Até onde se pode observar, não houve violência nem do lado da polícia nem do lado dos manifestantes, que se dispersaram algum tempo depois.

Aguardada com ansiedade pelos aficionados da telefonia móvel, o Mobile World Congress traz as principais tendências para aparelhos smartphones, além de novos aplicativos.

O evento

O Congresso teve início nesta segunda-feira (27) e deve seguir até a próxima quinta-feira. Ele reúne os principais nomes da indústria da tecnologia móvel no mundo, não apenas os fabricantes de telefones celulares, mas também desenvolvedores de softwares, que deverão apresentar seus novos aplicativos para smartphones.

Já as operadoras de telefonia móvel devem se mostrar um tanto quanto cautelosas. Se por um lado elas devem confirmar o investimento de bilhões na melhora das redes, cada vez mais rápidas, por outro, seus negócios têm se mostrado cambaleantes.

Elas conseguem exercer cada vez menos influência sobre serviços usados pelos clientes em seus celulares, pois eles escolhem o que querem baixar das lojas de aplicativos online. Google e Apple faturam bem com esse serviço, e as operadoras se veem reduzidas ao papel de meras transportadoras de dados.

Christiane Marcondes com informações de agências



Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

SINDUSCON-PR organiza mega feirão do emprego

O Sinduscon-PR, com apoio da CBIC e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), promoverá em abril, dia 21, em Curitiba, o Mega Feirão do Emprego para a Construção Civil.
 
Durante o evento, os visitantes poderão conferir as oportunidades de empregos na região e as ofertas de cursos de capacitação destinados aos trabalhadores da construção civil.
 
A feira será realizada no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep-PR).
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HSBC: Brasil será 7ª economia mundial apenas em 2050

O Brasil será a sétima economia mundial em 2050, de acordo com estudo “O Mundo em 2050”, feito pelo banco HSBC. Nos próximos quarenta anos, uma vez que a projeção foi feita com números referentes a 2010, o Brasil deve crescer a um ritmo mais acelerado do que os países desenvolvidos, o que deve alçá-lo a um novo posto no ranking.

A projeção se baseia em um modelo que considera fundamentos como o Produto Interno Bruto (PIB), a renda per capita, segurança jurídica, democracia, escolaridade e o crescimento populacional.

O estudo destaca que, entre 1986 e 1994, o Brasil conviveu com taxas de inflação acima de 500% e afirma que o controle da inflação foi o ponto de reversão na história recente do País. “Tal foi essa reversão em sua gestão econômica que agora o País está taxando o investimento estrangeiro para impedir o fluxo de capital”, cita o estudo.

Como pontos a melhorar, o estudo cita que a democracia poderia ter contribuído mais para reforçar a segurança jurídica do País e também menciona a necessidade de controlar a corrupção. O banco reconhece os esforços para elevar o nível de escolaridade do País, ainda considerado baixo.

Em 2050, as maiores economias mundiais serão, por ordem, China, Estados Unidos, Índia, Japão, Alemanha, Reino Unido, Brasil, México, França e Canadá. Atualmente, o País é a nona economia mundial, segundo o estudo, que se baseou em dados de 2010. As principais mudanças em relação ao ranking atual das dez maiores economias do banco serão a saída da Itália, que será a 11ª maior economia, e a entrada do México, atualmente na 13ª posição.

Segundo o estudo do HSBC, em quarenta anos, o PIB do Brasil vai aumentar 221%, de US$ 921 bilhões em 2010 para US$ 2,960 trilhões em 2050 (a preços constantes de 2000). A população brasileira, de 195 milhões em 2010, vai crescer 12%, para 219 milhões.

Entre 2010 e 2050, de acordo com o HSBC, a renda per capita vai passar de US$ 4,711 mil para US$ 13,547 mil, um crescimento de 188%, não suficiente, porém, para melhorar a posição do País no ranking de renda per capita. Até lá, o Brasil, atualmente na 52ª posição, cairá para o 61º lugar.

No ranking das 100 maiores economias de 2050, o Brasil está no grupo de países que vão apresentar um crescimento moderado, em uma média anual entre 3% e 5%. No grupo, estão 43 países, entre eles México, Turquia, Rússia, Indonésia e Argentina.


Entre os que apresentarão um crescimento rápido, em uma média anual acima de 5%, estão 26 países, como China, Índia, Filipinas, Egito e Malásia. Também fazem parte do grupo países sul-americanos como Peru, Equador, Bolívia e Paraguai. No grupo dos que terão uma economia estável, com crescimento médio anual abaixo de 3%, estão 31 países, boa parte desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e os países da União Europeia.
Governo prepara novo modelo de remuneração para a poupança

Índia realiza sua maior greve desde a independência

Milhões de trabalhadores do setor privado e funcionários públicos da Índia iniciaram nesta terça-feira (28) uma greve que, segundo os dirigentes dos principais sindicatos, é a maior realizada no país desde a independência, em 1947.

A paralisação afeta setores chaves da economia como transporte e telecomunicações, indústria manufatureira, bancos, mineração e metalurgia, atividade portuária e serviços postais.

Entre as principais demandas figuram o fim da terceirização, a emenda à lei do salário mínimo, o registro obrigatório dos sindicatos em um prazo de 45 dias, entre outras.

Também, a criação de redes de seguridade social universal para os trabalhadores do setor informal mediante a criação de um fundo nacional de seguridade social, a aplicação das leis trabalhistas básicas, e a adoção de medidas contra as pessoas jurídicas o físicas que violem as leis trabalhistas.

As correntes sindicais de todos os principais partidos políticos apóiam a greve, assinalou a agência de noticias IANS.


Há poucos dias, o Partido Comunista da Índia (Marxista) denunciou que o número de desempregados no país aumentou a um ritmo galopante no ano passado enquanto o número de pessoas com fortunas avaliadas em 10 bilhões de dólares chegou a 55, contra nove há 20 anos.

Segundo dados oficiais, na Índia o número de milionários passa de um milhão, ao passo que cerca de 400 milhões de cidadãos vivem com menos de dois dólares ao dia, a despeito dos êxitos macroeconômicos que o gigante asiático exibe.

Organizações sindicais e de defesa dos direitos calculam que mais de 256 mil agricultores indianos se suicidaram de 1995 até os dias de hoje, levados à ruína pelas políticas neoliberais.

Na segunda-feira (27), o primeiro-ministro Manmohan Singh e o ministro do Trabalho, Mallikarjun Kharge, chamaram em vão os tabalhadores a suspoender a greve e a resolver os problemas na mesa de negociações.