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Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o programa Minha Casa, Minha Vida é um elemento muito importante para a expansão do setor habitacional no País. “A missão do governo e do setor privado é viabilizar o Minha casa, Minha Vida 2, com mais dois milhões de unidades (até 2014) e completar o Minha Casa, Minha Vida 1”, comentou o ministro hoje, após reunião de duas horas com empreendedores do setor privado da construção civil.
Segundo Mantega, o setor de habitação é muito importante para a expansão dos investimentos e do Produto Interno Bruto (PIB) do País, e trabalhamos com a expectativa de crescimento do PIB acima de 4% em 2012″, destacou. “Para isso, é importante um grande programa de investimentos em várias áreas. O governo vai viabilizar todas elas e o destaque é para o setor habitacional, um dos programas mais fortes. Serão vários bilhões de reais que estão colocados neste programa, diretamente no Minha Casa e Minha Vida”, comentou.
 
O ministro chegou a afirmar que somente a Caixa Econômica Federal (CEF) deve direcionar R$ 80 bilhões para o crédito habitacional em 2012. Logo em seguida, porém, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, corrigiu de forma elegante que o montante total a ser disponibilizado subiu e chegará a R$ 90 bilhões neste ano. De acordo com Mantega, o crédito habitacional no País está em plena expansão, pois registrou um crescimento de 44% em 2011. “E neste ano, o crédito do setor deve manter a velocidade”, destacou.
Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Construção civil adota soluções de emergência por falta de mão-de-obra

Eles receberam permissão para entrar no país e agora começam a se espalhar pelos canteiros de obra Brasil afora. Trabalhadores vindos do Haiti têm ajudado a preencher as muitas vagas criadas pela construção civil. Mesmo assim, ainda está faltando gente.
 
O maior problema das empresas hoje está nas portas das obras: a placa de “Precisa-se”. “Não estamos tendo mais pessoas disponíveis, porque a taxa de desemprego está muito baixa. Você não consegue nem substituir com a alta rotatividade”, afirma o economista Márcio Salvato.
 
Em Cuiabá (MT), a solução foi empregar haitianos que têm permissão para trabalhar no Brasil. No Haiti Clércius Monestine era professor de francês e aqui vai aprender no canteiro de obras. “Agora eu trabalho como ajudante da construção”, afirma o ajudante de pedreiro Clércius Monestine.
 
Isaac Relh quer trazer a família do Haiti. O mestre de obras conta que milhares de pessoas deixaram o país por causa da crise econômica provocada pelo terremoto, há dois anos. “Há muita dificuldade de estudar, de trabalhar, de tudo”, cita.
 
Na maioria das empresas, experiência já não é exigida. Para cumprir os prazos de entrega das obras, uma construtora, por exemplo, encontrou uma maneira mais rápida de qualificar os novos profissionais. Os mais velhos apadrinham os recém-chegados e ensinam a profissão.
 
“Se ele for bem qualificado, melhora o salário. Por outro lado, o padrinho também recebe uma premiação”, diz a gerente de recursos humanos Gláucia Teixeira.
 
Seu Nascimento é o professor de Jocélio. O jovem de 19 anos começou como servente de pedreiro no ano passado e agora já é lustrador. “A gente vai aprendendo, o salário aumenta e vai ficando melhor”, comemora Jocélio.
 
Luciano Alves de Oliveira também já teve um padrinho e hoje é almoxarife. No local de trabalho, ele percebe que está faltando gente. “Tínhamos quatro. Hoje só tem eu e mais um. E a obra continua, é cada vez mais rápido o processo. É muito estressante, às vezes. Tem de correr atrás para ver se batiza um urgente”, brinca o almoxarife.
Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Construção civil adota soluções de emergência por falta de mão-de-obra

Eles receberam permissão para entrar no país e agora começam a se espalhar pelos canteiros de obra Brasil afora. Trabalhadores vindos do Haiti têm ajudado a preencher as muitas vagas criadas pela construção civil. Mesmo assim, ainda está faltando gente.
 
O maior problema das empresas hoje está nas portas das obras: a placa de “Precisa-se”. “Não estamos tendo mais pessoas disponíveis, porque a taxa de desemprego está muito baixa. Você não consegue nem substituir com a alta rotatividade”, afirma o economista Márcio Salvato.
 
Em Cuiabá (MT), a solução foi empregar haitianos que têm permissão para trabalhar no Brasil. No Haiti Clércius Monestine era professor de francês e aqui vai aprender no canteiro de obras. “Agora eu trabalho como ajudante da construção”, afirma o ajudante de pedreiro Clércius Monestine.
 
Isaac Relh quer trazer a família do Haiti. O mestre de obras conta que milhares de pessoas deixaram o país por causa da crise econômica provocada pelo terremoto, há dois anos. “Há muita dificuldade de estudar, de trabalhar, de tudo”, cita.
 
Na maioria das empresas, experiência já não é exigida. Para cumprir os prazos de entrega das obras, uma construtora, por exemplo, encontrou uma maneira mais rápida de qualificar os novos profissionais. Os mais velhos apadrinham os recém-chegados e ensinam a profissão.
 
“Se ele for bem qualificado, melhora o salário. Por outro lado, o padrinho também recebe uma premiação”, diz a gerente de recursos humanos Gláucia Teixeira.
 
Seu Nascimento é o professor de Jocélio. O jovem de 19 anos começou como servente de pedreiro no ano passado e agora já é lustrador. “A gente vai aprendendo, o salário aumenta e vai ficando melhor”, comemora Jocélio.
 
Luciano Alves de Oliveira também já teve um padrinho e hoje é almoxarife. No local de trabalho, ele percebe que está faltando gente. “Tínhamos quatro. Hoje só tem eu e mais um. E a obra continua, é cada vez mais rápido o processo. É muito estressante, às vezes. Tem de correr atrás para ver se batiza um urgente”, brinca o almoxarife.
Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Construtora da Arena da Amazônia é suspeita de assédio moral, diz MPT

construtora Andrade Gutierrez S. A, responsável pela construção da Arena da Amazônia, é suspeita de cometer práticas de assédio moral a empregados nos canteiros de obras. Nesta segunda-feira (30), o Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT/AM) recomendou práticas contra assédio moral.
 
A recomendação foi expedida pelo procurador do Trabalho, Jorsinei Dourado do Nascimento, e determina a abstenção imediata de práticas que possam causar constrangimentos e humilhações aos empregados. A medida é resultado de uma denúncia de trabalhadores do canteiro de obras da Arena da Amazônia que estariam sofrendo com constrangimentos e humilhações constantes por parte dos superiores hierárquicos da construtora.
 
A recomendação advertiu ainda que a empresa Andrade Gutierrez promova políticas de esclarecimento aos funcionários (superiores e subordinados) relacionadas a explicação do que é o assédio moral no ambiente de trabalho e orientações sobre boas práticas de relacionamento interpessoal.
 
Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de imprensa da construtora Andrade Gutierrez informou, no fim da manhã desta terça-feira, que não recebeu a recomendação do MPT/AM.O MPT/AM informou que vai solicitar informações à empresa quanto a realização das medidas no prazo de 30 dias. De acordo com o procurador do Trabalho, Jorsinei Dourado do Nascimento, os comportamentos expõem o trabalhador. “Como conseqüência disso, muitos trabalhadores se veem obrigados a pedir demissão como solução para se livrarem dos transtornos, ou estão adoecendo (estresse e depressão), ou, ainda, se suicidando”, asseverou o procurador.
 
Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Construtora da Arena da Amazônia é suspeita de assédio moral, diz MPT

construtora Andrade Gutierrez S. A, responsável pela construção da Arena da Amazônia, é suspeita de cometer práticas de assédio moral a empregados nos canteiros de obras. Nesta segunda-feira (30), o Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT/AM) recomendou práticas contra assédio moral.
 
A recomendação foi expedida pelo procurador do Trabalho, Jorsinei Dourado do Nascimento, e determina a abstenção imediata de práticas que possam causar constrangimentos e humilhações aos empregados. A medida é resultado de uma denúncia de trabalhadores do canteiro de obras da Arena da Amazônia que estariam sofrendo com constrangimentos e humilhações constantes por parte dos superiores hierárquicos da construtora.
 
A recomendação advertiu ainda que a empresa Andrade Gutierrez promova políticas de esclarecimento aos funcionários (superiores e subordinados) relacionadas a explicação do que é o assédio moral no ambiente de trabalho e orientações sobre boas práticas de relacionamento interpessoal.
 
Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de imprensa da construtora Andrade Gutierrez informou, no fim da manhã desta terça-feira, que não recebeu a recomendação do MPT/AM.O MPT/AM informou que vai solicitar informações à empresa quanto a realização das medidas no prazo de 30 dias. De acordo com o procurador do Trabalho, Jorsinei Dourado do Nascimento, os comportamentos expõem o trabalhador. “Como conseqüência disso, muitos trabalhadores se veem obrigados a pedir demissão como solução para se livrarem dos transtornos, ou estão adoecendo (estresse e depressão), ou, ainda, se suicidando”, asseverou o procurador.
 
Mantega: Minha Casa ajudará País a crescer mais em 2012

Jovens cariocas da classe C movimentam R$ 5 bilhões anuais

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data Popular identificou que os jovens da classe média da Região Metropolitana do Rio de Janeiro – ou classe C – são responsáveis, hoje, por movimentar, com o próprio salário, R$ 5 bilhões por ano na economia.
 
O dado foi apresentado durante a divulgação da pesquisa “Geração C: o Retrato dos Jovens Cariocas”. De acordo com o levantamento, 3,5 milhões de jovens da Região Metropolitana pertencem à classe C, onde estão enquadradas as famílias com renda mensal até R$ 2,5 mil, de acordo com o Data Popular.
 
“R$ 5 bilhões é muito dinheiro em qualquer cidade do mundo, ainda mais no Rio de Janeiro”, ressalta Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.
 
“Outra grande questão mostrada pela pesquisa mostrou é que as profissões dos jovens da nova classe C e dos pais deles são diferentes. Enquanto os jovens trabalham como operadores de telemarketing e funcionários de lojas e mercados, que exigem mais escolaridade e oferecem planos de carreira, os pais eram empregados domésticos ou operários da construção civil, profissões que não aparecem nem entre as cinco primeiras desempenhadas pelos filhos deles”, complementa.
 
Profissões revelam ‘diferença geracional’ 
A pesquisa revela que 15% dos jovens da classe média da região metropolitana do Rio de Janeiro são trabalhadores do comércio, em lojas e mercados, 6% são escriturários, agentes e auxiliares administrativos, 4% são caixas ou bilheteiros, 3% são recepcionistas ou operadores de telemarketing, e 2% trabalham com serviços de embelezamento e higiene. É um perfil bem diferente dos pais deles, os quais 11% são trabalhadores domésticos, 5% são operários na construção civil, 4% trabalham no comércio, 3% são costureiros e 2% são motoristas, vigias e porteiros.

Para o diretor do Data Popular, a nova escolha profissional “marca a diferença geracional” entre os pais e os jovens da atual classe média. “Os jovens da nova classe C procuram planos de carreira. E a proporção de jovens com carteira assinada (72,9%) é maior do que a dos pais deles (66,7%)”, ressaltou Meirelles. Segundo o Data Popular, os 3,5 milhões de jovens (15 a 25 anos) que estão na classe C representam 64% do total de 5,5 milhões que residem na Região Metropolitana fluminense.

Pesquisa: jovem de classe C é novo formador de opinião

O estudo afirma que, para cada R$ 100 que o pai recebe de salário, o jovem da classe C ganha R$ 72,30. Já os filhos das classes A e B ganham R$ 28,50 a cada R$ 100 ganhos pelos pais. “Não entra mesada, porque assim seria covardia. Só contamos os valores referentes a salários. O objetivo não era medir o potencial de consumo, mas sim o potencial de influência na tomada de decisão”, explica Meirelles.
 
‘Vai a baile funk, e à universidade’
“O dado qualitativo mais importante da pesquisa é que esse jovem é o cara que vai ao baile funk, se diverte, e que também toma as decisões e faz as compras no supermercado. É o mesmo cara. É o cara que a elite não enxerga, não identifica”, destaca Meirelles. “Esse cara quer dançar, quer curtir a comunidade e também é o trabalhador e o universitário”, complementa.

Por conta dessa constatação, Meirelles afirma que “nenhuma grande decisão é tomada sem escutar esse novo jovem” e que a juventude da classe C é vista de “forma estereotipada” pela elite. “Muitos pensam: ‘Eles só querem ver mulher rebolando.’ Mas esquecem que são a mesma pessoa. Não há contradição nenhuma entre ouvir funk e ser um universitário, um bom pai de família”, ressalta.

“Você quer conquistar os jovens que vão a bailes funk? Ou você quer conquistar os jovens que vão as universidades? Na segunda pergunta, nenhuma empresa iria titubear. Mas os jovens de classe média fazem as duas coisas”, observa Meirelles. “Tem um mundo que as empresas não fazem ideia do que é, e que movimenta R$ 5 bilhões”, complementa.

Classe média compra menos em shoppings

O estudo mostra que 70% desses jovens da Classe C têm cartões de débito, 69%, de crédito, e 54%, cartões de lojas. Além disso, de acordo com a pesquisa, boa parte deles já ajuda financeiramente em casa: 23% fazem as compras de mês, 22% pagam contas (luz, gás, telefone, etc) e 64% são os responsáveis pelas compras de itens de tecnologia.

Os jovens da classe média compram mais em lojas de rua (62%) do que em shoppings (56%), e 275 mil deles são responsáveis por fazer as compras em supermercados para a família. Do total, segundo a pesquisa, 80% valorizam ofertas e produtos com descontos e 67% não gostam de acumular dívidas. E 44% dos jovens da Geração C têm poupança, se acordo com o Data Popular.

A pesquisa mostra ainda que 28% dos jovens da chamada “Geração C” tem intenção de comprar um carro, 27% querem comprar um imóvel e 58% desejam fazer uma viagem de lazer. Outro dado do levantamento mostra que 28% dos jovens da classe C não moram mais na casa dos pais. Entre os jovens da elite do Grande Rio, segundo o Data Popular, esse número cai para 7%: quatro vezes menos. “O jovem da classe média é mais maduro e independente do que o jovem de elite”, afirma Meirelles. “Os jovens emergentes ajudam mais na tarefa de casa do que o jovem da classe AB”, acrescenta.

Maioria dos universitários é da classe C

O estudo afirma que, hoje, cinco em cada dez universitários da Região Metropolitana são da classe média. “Foi uma surpresa revelada pela pesquisa. A gente não sabia que seria maioria absoluta entre os universitários”, conta o diretor do Data Popular.

“Do total, 68% dos jovens da classe média estudaram mais que o pai. Às vezes, é a primeira geração de universitários da família”, observa.