por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Linha com foco na classe média tem limite de R$ 20 mil, com juros de até 12% ao ano e 120 meses para pagamento
De início, estarão disponíveis R$ 300 mi; empréstimo só ocorrerá para imóveis com valor até R$ 500 mil
MAELI PRADO
Com o objetivo de estimular a construção civil, o governo aprovou ontem uma nova linha de financiamento, com foco na classe média, para compra de material para reforma ou ampliação de imóveis. Os recursos virão do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Hoje, há linha para material de construção destinada a famílias de menor poder aquisitivo, com renda bruta mensal de até R$ 5.400, a juro máximo de 8,16% ao ano.
A modalidade aprovada ontem não prevê limite de renda e determina custo anual máximo, incluindo juro, comissões e encargos, de 12%, com 120 meses para pagar.
Segundo o Conselho Curador do FGTS, que tomou a decisão em reunião extraordinária, antecipada na edição de ontem do jornal “O Globo”, hoje a linha mais barata destinada à classe média no mercado tem juros de 23,14% ao ano, com prazo para pagamento de até 60 meses.
O limite máximo de financiamento da nova linha será de R$ 20 mil por tomador. “É um limite adequado, já que em média as reformas requerem R$ 8.000”, afirmou Paulo Eduardo Furtado, assessor do Ministério do Trabalho.
A princípio, serão disponibilizados R$ 300 milhões para a linha, montante que poderá chegar a R$ 1 bilhão, dependendo da demanda.
A linha de financiamento anterior, voltada para a baixa renda, emprestou R$ 3,5 bilhões nos últimos oito anos.
“É pouco”, afirmou Claudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) e membro do Conselho Curador.
“Mas uma taxa de 8,16% ao ano é tão baixa que é irreal. Essa nova medida ampliará o leque.”
Como o FGTS faz parte do Sistema Financeiro da Habitação, que abrange imóveis de até R$ 500 mil, esse será o teto do valor das residências que serão reformadas com a nova linha de crédito.
Os recursos a serem emprestados são originários do FGTS, mas o tomador não precisará retirar dinheiro de sua conta no fundo para ter acesso ao financiamento. O crédito será oferecido pela Caixa Econômica Federal, mas o Banco do Brasil, segundo o Ministério do Trabalho, tem interesse na linha, aberta também a bancos privados.
A linha, que também poderá ser usada para instalação de hidrômetros individuais e implementação de sistemas por aquecimento solar, entra em vigor em 30 dias.
ESTÍMULO
O objetivo do governo é estimular a construção civil, que no segundo semestre do ano passado sentiu o impacto das restrições de crédito.
“Em 2011, nosso crescimento no volume de vendas foi de 4,5% sobre 2010, quando a alta tinha sido muito maior, de 10,8%”, disse Conz.
Com as medidas tomadas ontem, a expectativa é crescer, em 2012, entre 7% e 8% na comparação com 2011.
DE BRASÍLIA
por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Apesar da ampla utilização da madeira no setor da construção civil, os engenheiros civis ainda têm pouco conhecimento sobre conteúdos técnicos, legais e ambientais da matéria-prima, principalmente quanto às questões de sustentabilidade. Isso é o que apontou uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba.
O estudo avaliou o conteúdo lecionado sobre madeira nos 53 cursos de graduação em Engenharia Civil no Estado de São Paulo, sendo oito oferecidos por instituições públicas e as demais pelas privadas. Os dados foram coletados a partir da matriz curricular dos cursos e do programa/ementa das disciplinas oferecidas que tratam do tema. Foram realizadas, também, entrevistas com roteiro semi-estruturado via telefone e internet.
Os conteúdos referentes às propriedades, características, anatomia e estrutura da madeira são abordados em 100% dos cursos, com variação na carga horária destinada ao assunto. De acordo com a pesquisa, no entanto, isso é suficiente, somente, para que o graduando tenha uma noção geral sobre o material, mas não permite conhecimento sobre suas propriedades e espécies de forma a fazer uma correta seleção e especificação de materiais para os diferentes usos.
Nesse quesito, apenas 40% dos futuros engenheiros civis formados em São Paulo tem contato com disciplinas que abordam certificação florestal e acabamento e preservação da madeira. Sobre origem legal da madeira, apenas 60% dos alunos tem contato com o assunto.
“Esses temas são parte das políticas e procedimentos adotados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), pelos bancos financiadores da construção civil e pelo Governo do Estado de São Paulo para a sustentabilidade na cadeia produtiva da construção civil e nas cadeias florestais”, afirmou Adriana Nolasco, professora responsável pela supervisão da pesquisa, à Agência de Notícias da USP. O estudo foi realizado pelas alunas de engenharia florestal, Giovana Indiani e Mayra Bonfim.
por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Apesar da ampla utilização da madeira no setor da construção civil, os engenheiros civis ainda têm pouco conhecimento sobre conteúdos técnicos, legais e ambientais da matéria-prima, principalmente quanto às questões de sustentabilidade. Isso é o que apontou uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba.
O estudo avaliou o conteúdo lecionado sobre madeira nos 53 cursos de graduação em Engenharia Civil no Estado de São Paulo, sendo oito oferecidos por instituições públicas e as demais pelas privadas. Os dados foram coletados a partir da matriz curricular dos cursos e do programa/ementa das disciplinas oferecidas que tratam do tema. Foram realizadas, também, entrevistas com roteiro semi-estruturado via telefone e internet.
Os conteúdos referentes às propriedades, características, anatomia e estrutura da madeira são abordados em 100% dos cursos, com variação na carga horária destinada ao assunto. De acordo com a pesquisa, no entanto, isso é suficiente, somente, para que o graduando tenha uma noção geral sobre o material, mas não permite conhecimento sobre suas propriedades e espécies de forma a fazer uma correta seleção e especificação de materiais para os diferentes usos.
Nesse quesito, apenas 40% dos futuros engenheiros civis formados em São Paulo tem contato com disciplinas que abordam certificação florestal e acabamento e preservação da madeira. Sobre origem legal da madeira, apenas 60% dos alunos tem contato com o assunto.
“Esses temas são parte das políticas e procedimentos adotados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), pelos bancos financiadores da construção civil e pelo Governo do Estado de São Paulo para a sustentabilidade na cadeia produtiva da construção civil e nas cadeias florestais”, afirmou Adriana Nolasco, professora responsável pela supervisão da pesquisa, à Agência de Notícias da USP. O estudo foi realizado pelas alunas de engenharia florestal, Giovana Indiani e Mayra Bonfim.
por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Situação da Itália é a mais preocupante, diz a Fitch; França terá sua avaliação mantida
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A agência de classificação de risco Fitch informou que seis países europeus podem ter notas de crédito rebaixadas até o fim do mês e que a situação da Itália, hoje nota A+, é a mais preocupante.
David Riley, diretor de classificações, afirmou que a Fitch poderá rebaixar as notas de Itália, Espanha, Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Chipre. “O futuro do euro será decidido nos portões de Roma.”
A Itália, terceira maior economia da zona do euro, teria que arrecadar € 360 bilhões para sanar suas dívidas, segundo a Fitch. O país se encontra em dificuldades financeiras, com os investidores exigindo juros cada vez mais altos para os empréstimos.
A agência também afirmou que não rebaixará a nota AAA da França, que continua no topo e apresentou números melhores ontem.
Contrariando as expectativas, a produção industrial francesa aumentou 1,1% em novembro, segundo o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Os economistas previam um crescimento mais modesto, perto do 0,2% visto em outubro. Como resultado, a Bolsa de Paris subiu 2,66% depois de quatro dias em baixa.
por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Situação da Itália é a mais preocupante, diz a Fitch; França terá sua avaliação mantida
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A agência de classificação de risco Fitch informou que seis países europeus podem ter notas de crédito rebaixadas até o fim do mês e que a situação da Itália, hoje nota A+, é a mais preocupante.
David Riley, diretor de classificações, afirmou que a Fitch poderá rebaixar as notas de Itália, Espanha, Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Chipre. “O futuro do euro será decidido nos portões de Roma.”
A Itália, terceira maior economia da zona do euro, teria que arrecadar € 360 bilhões para sanar suas dívidas, segundo a Fitch. O país se encontra em dificuldades financeiras, com os investidores exigindo juros cada vez mais altos para os empréstimos.
A agência também afirmou que não rebaixará a nota AAA da França, que continua no topo e apresentou números melhores ontem.
Contrariando as expectativas, a produção industrial francesa aumentou 1,1% em novembro, segundo o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Os economistas previam um crescimento mais modesto, perto do 0,2% visto em outubro. Como resultado, a Bolsa de Paris subiu 2,66% depois de quatro dias em baixa.
por master | 11/01/12 | Ultimas Notícias
Produção cresceu 5,6% de janeiro a novembro, o terceiro melhor resultado do país. Principal influência veio das montadoras e da Repar
Os segmentos de veículos e combustíveis foram os “motores” da produção industrial do Paraná em 2011. No acumulado de janeiro a novembro, os dois ramos cresceram, respectivamente, 28,1% e 13,1% em relação ao mesmo período de 2010, puxando para cima a média geral da indústria paranaense. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice estadual avançou 5,6% nos 11 primeiros meses do ano, a terceira maior taxa entre os 14 locais pesquisados, atrás de Espírito Santo (6,7%) e Goiás (6,2%) e bem acima da média nacional (0,4%).
O forte crescimento da produção de veículos consolida a recuperação do polo automotivo local. Após baixar 27,3% em 2009, o volume produzido praticamente dobrou nos últimos dois anos. Em 2011, diz o IBGE, o desempenho do segmento foi influenciado principalmente pela produção de caminhões. A afirmação encontra respaldo nos bons números da Volvo, de Curitiba, que elevou suas vendas no mercado brasileiro em quase 25% no ano passado, bem acima da média de todas as empresas (9,6%). Mas a fabricação de veículos leves também aumentou. A Renault, por exemplo, está ampliando sua fábrica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, depois de sucessivos recordes nos últimos anos.
Perspectivas
Fiep prevê alta de 3,5% em 2012
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) prevê um crescimento mais modesto para a produção estadual em 2012. De acordo com o economista Roberto Zürcher, o setor deve avançar cerca de 3,5%, cerca de dois pontos porcentuais abaixo do índice acumulado até novembro de 2011. A taxa paranaense deve superar a média nacional: a Fiep prevê que a produção brasileira cresça 2%, estimativa mais pessimista que a do mercado financeiro (de 3,43%).
“A economia está desacelerando no mundo todo”, diz Zürcher. “A produção agrícola, que influencia a indústria paranaense, deve ter preços menores em 2012. Por outro lado, o setor automotivo deve ter um bom ano, porque o governo federal o está incentivando, através do crédito, para evitar uma freada mais brusca da economia.”
O economista explica que o crescimento da indústria do Paraná depende de uma colaboração do clima, para que a safra agrícola não seja ainda mais prejudicada. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a falta de chuva já reduziu em quase 12% a produção potencial de grãos do estado. “Se a situação piorar, a indústria não conseguirá crescer 3,5%”, avisa Zürcher.
O aumento da produção de combustíveis ocorre após dois anos de retração – na soma dos anos de 2009 e 2010, a atividade havia encolhido quase 9%. Na pesquisa divulgada ontem, o IBGE destacou a expansão da fabricação de óleo diesel e gasolina, os dois principais produtos da Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), da Petrobras, que fica em Araucária, na região de Curitiba. Passando por obras de ampliação há alguns anos, a refinaria conseguiu, em 2011, compensar os maus resultados das usinas de etanol, prejudicadas pela falta de renovação dos canaviais e por problemas climáticos.
Além de veículos e combustíveis, outros nove segmentos da indústria paranaense produziram mais em 2011, segundo o IBGE. Entre eles, o instituto ressaltou a expansão do ramo de máquinas, aparelhos e materiais elétricos – cujo crescimento de 16,2% foi puxado por cabos e fibras óticas para telecomunicações – e da indústria madeireira, que cresceu pela primeira vez em seis anos. Mas o aumento de 8,9% na produção de madeira entre janeiro e novembro ficou longe de compensar os maus resultados dos cinco anos anteriores, quando a produção encolheu 45%.
O economista Roberto Zürcher, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), também destaca a boa produção agrícola de 2011. “A safra foi muito boa, o que ajudou a agroindústria, principal ramo industrial do estado. Além disso, a renda do campo implicou o consumo de outros bens, ajudando outros segmentos”, diz.
Retração
Apenas três dos 14 ramos da indústria paranaense monitorados pelo IBGE produziram menos no ano passado: mobiliário, com retração de 5% de janeiro a novembro; máquinas e equipamentos (-5,3%) e edição e impressão (-12,2%). Os três haviam crescido em 2010 – no caso dos dois primeiros, mais de 20%. A indústria gráfica, por sua vez, encerrou uma série de três anos de expansão, na qual acumulou crescimento de 146%.