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Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Rio de Janeiro registra a maior alta nos preços, com avanço de 35%.
 
O preço dos imóveis nas principais capitais brasileiras avançou 26% no ano de 2011, atingindo uma média de R$ 6.185 por metro quadrado.
 
Apenas em dezembro, a alta foi de 1,1%, frente a um aumento de 1,4% em novembro. 
 
O índice foi divulgado nesta quarta-feira (4/1) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Zap Imóveis.
 
No ano, o Rio de Janeiro teve o maior aumento, com avanço de 35%. Lá, o preço do metro quadrado é estimado em R$ 7.421.
 
Contudo, a região mais cara continua sendo o Distrito Federal, onde os imóveis custam em média R$ 7.919 por metro quadrado.
 
Em São Paulo, os imóveis tiveram alta de 27% em 2011, somando R$ 6.066 por metro quadrado.
 
Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Rio de Janeiro registra a maior alta nos preços, com avanço de 35%.
 
O preço dos imóveis nas principais capitais brasileiras avançou 26% no ano de 2011, atingindo uma média de R$ 6.185 por metro quadrado.
 
Apenas em dezembro, a alta foi de 1,1%, frente a um aumento de 1,4% em novembro. 
 
O índice foi divulgado nesta quarta-feira (4/1) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Zap Imóveis.
 
No ano, o Rio de Janeiro teve o maior aumento, com avanço de 35%. Lá, o preço do metro quadrado é estimado em R$ 7.421.
 
Contudo, a região mais cara continua sendo o Distrito Federal, onde os imóveis custam em média R$ 7.919 por metro quadrado.
 
Em São Paulo, os imóveis tiveram alta de 27% em 2011, somando R$ 6.066 por metro quadrado.
 
Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Salários devem aumentar menos em 2012

Desaquecimento econômico vai ter impacto no mercado de trabalho e reduzir margem para negociações salariais.
 
A despeito do aumento de 14% do salário mínimo no início deste ano, os reajustes salariais podem ficar mais contidos e, pela primeira vez em cinco anos, crescer menos do que a produtividade em diversos setores da economia.
 
Se por um lado o ritmo de expansão do rendimento, uma das molas propulsoras da atividade econômica, vai perder força, por outro, arrefecerá uma vertente de pressão inflacionária que tanto preocupou os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) ao longo de 2010 e de 2011.
 
Segundo Márcio Salvato, coordenador de economia do Ibmec-MG, o enfraquecimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e, por consequência, do brasileiro, inevitavelmente, terá impacto sobre o nível de emprego.
 
Não necessariamente por meio de demissões, mas havendo um recuo no número de contratações. Na indústria, exemplifica, o menor uso da capacidade instalada leva a uma menor necessidade de empregados.
 
“Com isso, inverte-se a situação e as empresas ganham mais força nas negociações salariais, podendo impedir que os reajustes sejam maiores do que o aumento da sua produtividade”, afirmou.
 
O coordenador ressalta que o aumento do salário mínimo vai pressionar algumas funções básicas de determinados setores que ainda estejam mais vigorosos.
 
Outros, porém, vão demandar menos e podem cortar as vagas cujos salários estão acima do que as empresas estão dispostas a pagar. Ele lembra que, até meados de 2011, o que se viu foi o movimento contrário.
 
Ou seja, as companhias precisando de cada vez mais empregados, porém, diante de mais um gargalo da economia brasileira: a falta de mão de obra qualificada. Como havia – e ainda há em alguns setores como o da construção civil – esse problema, a maioria dos reajustes pedidos foi sancionada.
 
“Em ciclos de maior dificuldade econômica, naturalmente, há uma alteração para maiores ganhos de produtividade, pois os custos são menores.”
 
Dados do Banco Central mostram que a diferença média entre as taxas de crescimento acumuladas dos salários reais e da produtividade oscilou entre 4,6 pontos percentuais (p.p.) e 5,9 p.p. entre o terceiro trimestre de 2009 e o segundo trimestre de 2010.
 
Mas do final do ano passado até agora, esse espaço ficou maior, atingindo 10,4 pontos.
 
Nesse período, segundo o BC, a indústria de alimentos e bebidas concedeu reajuste salarial real (descontada a inflação) 1,7 ponto acima do que o crescimento da sua produtividade. No setor químico, esse aumento foi 14,5 p.p. acima entre 2008 e 2009, recuando a partir daí.
 
O maior problema encontrado foi no setor de serviços gerais onde os rendimentos em alta expressiva não estão acompanhados por ganhos de produção.
 
Samy Dama, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que o aumento dos salários descasados da produção injeta mais dinheiro na economia do que a oferta de bens ou serviços, sancionando uma espiral inflacionária.
 
“Isso faz com que haja mais gente disposta a pagar mais, o mercado percebe isso e eleva os preços.”
 
Diante de um cenário que projeta a economia menos aquecida no ano que vem, Dama espera estabilização dos salários e um alívio para o gargalo de mão de obra. Mas alerta: “o problema da qualificação arrefece, mas assim que o país retomar a trajetória de crescimento maior, volta a aparecer uma vez que o processo de qualificação é de médio e longo prazo.”
 
Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Salários devem aumentar menos em 2012

Desaquecimento econômico vai ter impacto no mercado de trabalho e reduzir margem para negociações salariais.
 
A despeito do aumento de 14% do salário mínimo no início deste ano, os reajustes salariais podem ficar mais contidos e, pela primeira vez em cinco anos, crescer menos do que a produtividade em diversos setores da economia.
 
Se por um lado o ritmo de expansão do rendimento, uma das molas propulsoras da atividade econômica, vai perder força, por outro, arrefecerá uma vertente de pressão inflacionária que tanto preocupou os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) ao longo de 2010 e de 2011.
 
Segundo Márcio Salvato, coordenador de economia do Ibmec-MG, o enfraquecimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e, por consequência, do brasileiro, inevitavelmente, terá impacto sobre o nível de emprego.
 
Não necessariamente por meio de demissões, mas havendo um recuo no número de contratações. Na indústria, exemplifica, o menor uso da capacidade instalada leva a uma menor necessidade de empregados.
 
“Com isso, inverte-se a situação e as empresas ganham mais força nas negociações salariais, podendo impedir que os reajustes sejam maiores do que o aumento da sua produtividade”, afirmou.
 
O coordenador ressalta que o aumento do salário mínimo vai pressionar algumas funções básicas de determinados setores que ainda estejam mais vigorosos.
 
Outros, porém, vão demandar menos e podem cortar as vagas cujos salários estão acima do que as empresas estão dispostas a pagar. Ele lembra que, até meados de 2011, o que se viu foi o movimento contrário.
 
Ou seja, as companhias precisando de cada vez mais empregados, porém, diante de mais um gargalo da economia brasileira: a falta de mão de obra qualificada. Como havia – e ainda há em alguns setores como o da construção civil – esse problema, a maioria dos reajustes pedidos foi sancionada.
 
“Em ciclos de maior dificuldade econômica, naturalmente, há uma alteração para maiores ganhos de produtividade, pois os custos são menores.”
 
Dados do Banco Central mostram que a diferença média entre as taxas de crescimento acumuladas dos salários reais e da produtividade oscilou entre 4,6 pontos percentuais (p.p.) e 5,9 p.p. entre o terceiro trimestre de 2009 e o segundo trimestre de 2010.
 
Mas do final do ano passado até agora, esse espaço ficou maior, atingindo 10,4 pontos.
 
Nesse período, segundo o BC, a indústria de alimentos e bebidas concedeu reajuste salarial real (descontada a inflação) 1,7 ponto acima do que o crescimento da sua produtividade. No setor químico, esse aumento foi 14,5 p.p. acima entre 2008 e 2009, recuando a partir daí.
 
O maior problema encontrado foi no setor de serviços gerais onde os rendimentos em alta expressiva não estão acompanhados por ganhos de produção.
 
Samy Dama, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que o aumento dos salários descasados da produção injeta mais dinheiro na economia do que a oferta de bens ou serviços, sancionando uma espiral inflacionária.
 
“Isso faz com que haja mais gente disposta a pagar mais, o mercado percebe isso e eleva os preços.”
 
Diante de um cenário que projeta a economia menos aquecida no ano que vem, Dama espera estabilização dos salários e um alívio para o gargalo de mão de obra. Mas alerta: “o problema da qualificação arrefece, mas assim que o país retomar a trajetória de crescimento maior, volta a aparecer uma vez que o processo de qualificação é de médio e longo prazo.”
 
Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Cesta sobe 10,26% em Londrina e ‘corroe’ reajuste do mínimo

O índice fechou em cerca de 4% acima da inflação; tomate liderou lista de alta, acumulando aumento de 35,11%
 
 
 
 
 
 
 
A cesta básica em Londrina fechou 2011 com um aumento de 10,26%, cerca de 4% acima da inflação do período no País. Dos 13 itens pesquisados em nove supermercados da cidade durante o ano passado, apenas dois apresentaram redução de preço: o açúcar (queda de 9,53%) e a farinha de trigo (9,66%). Já entre os principais produtos que puxaram a alta, o tomate liderou com 35,11% de aumento, seguido do café (33,12%), feijão (26,62%), margarina (19,03%) e a carne (6,50%). 
 
No início de 2010, o kit estava custando R$ 618,50 para uma família de quatro pessoas (2 adultos e 2 crianças) e em dezembro de 2010 já havia saltado para R$ 681,95. Portanto, o londrinense que ganha apenas um salário mínimo – mesmo com o novo reajuste de R$ 545 para R$ 622 (14,13%) programado para fevereiro – ainda não conseguirá adquirir todos os itens da cesta. ”Isso prova que os aumentos durante o ano passado dos produtos já corroeram o novo reajuste do mínimo. Sem falar que ainda não contamos com a variação de janeiro deste ano”, explica o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa da cesta básica da Faculdade Pitágoras. 
O professor comenta ainda que, durante os últimos dez anos que realiza a pesquisa de preços na cidade, o aumento somado atingiu a impressionante marca de 154,57%, variando entre 8% e 10% ao ano. ”Porém, a melhoria da renda da população, mesmo que seja tímida, também influencia nos preços. As pessoas fatalmente acabam consumindo mais e a inflação aparece”. 
Questionado sobre a variação de 10,26% parecer pequena quando comparado com o aumento real dos supermercados – como no caso da carne, que chegou a subir 50% nos últimos meses – Santos comenta que isso ocorre porque a pesquisa consegue capitar apenas um comparativo entre dois dias dos meses avaliados. ”Durante o mês, a oscilação acaba sendo muito mais brusca. Se o consumidor não realiza pesquisa de preços, frequenta apenas um supermercado, ele vai acabar se deparando com um aumento muito maior”, relata. 
Só para estimar a importância da pesquisa de preços, no mês de dezembro passado, quando a cesta apresentou queda de 0,89% em comparativo a novembro, seria possível economizar R$ 240,62. A variação do preço da carne chegou a 58,82%, com o quilo do coxão mole variando de R$ 11,90 a R$ 18,90. Por isso, não há como escapar: visitar pelo menos três supermercados ainda é a melhor estratégia para fugir dos preços exorbitantes dos alimentos. ”Em 2012, as variações devem manter a média do ano passado. O clima também tem que ajudar, se a seca persistir, poderemos ter aumentos maiores até agosto”, conclui.
 
 
 
Fotos: Ricardo Chicarelli
A variação no quilo da carne chegou a 58,82%, reforçando a
importância da pesquisa de preços pelo consumidor
Preços dos imóveis sobem 26% em 2011, aponta Fipe

Cesta sobe 10,26% em Londrina e ‘corroe’ reajuste do mínimo

O índice fechou em cerca de 4% acima da inflação; tomate liderou lista de alta, acumulando aumento de 35,11%
 
 
 
 
 
 
 
A cesta básica em Londrina fechou 2011 com um aumento de 10,26%, cerca de 4% acima da inflação do período no País. Dos 13 itens pesquisados em nove supermercados da cidade durante o ano passado, apenas dois apresentaram redução de preço: o açúcar (queda de 9,53%) e a farinha de trigo (9,66%). Já entre os principais produtos que puxaram a alta, o tomate liderou com 35,11% de aumento, seguido do café (33,12%), feijão (26,62%), margarina (19,03%) e a carne (6,50%). 
 
No início de 2010, o kit estava custando R$ 618,50 para uma família de quatro pessoas (2 adultos e 2 crianças) e em dezembro de 2010 já havia saltado para R$ 681,95. Portanto, o londrinense que ganha apenas um salário mínimo – mesmo com o novo reajuste de R$ 545 para R$ 622 (14,13%) programado para fevereiro – ainda não conseguirá adquirir todos os itens da cesta. ”Isso prova que os aumentos durante o ano passado dos produtos já corroeram o novo reajuste do mínimo. Sem falar que ainda não contamos com a variação de janeiro deste ano”, explica o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa da cesta básica da Faculdade Pitágoras. 
O professor comenta ainda que, durante os últimos dez anos que realiza a pesquisa de preços na cidade, o aumento somado atingiu a impressionante marca de 154,57%, variando entre 8% e 10% ao ano. ”Porém, a melhoria da renda da população, mesmo que seja tímida, também influencia nos preços. As pessoas fatalmente acabam consumindo mais e a inflação aparece”. 
Questionado sobre a variação de 10,26% parecer pequena quando comparado com o aumento real dos supermercados – como no caso da carne, que chegou a subir 50% nos últimos meses – Santos comenta que isso ocorre porque a pesquisa consegue capitar apenas um comparativo entre dois dias dos meses avaliados. ”Durante o mês, a oscilação acaba sendo muito mais brusca. Se o consumidor não realiza pesquisa de preços, frequenta apenas um supermercado, ele vai acabar se deparando com um aumento muito maior”, relata. 
Só para estimar a importância da pesquisa de preços, no mês de dezembro passado, quando a cesta apresentou queda de 0,89% em comparativo a novembro, seria possível economizar R$ 240,62. A variação do preço da carne chegou a 58,82%, com o quilo do coxão mole variando de R$ 11,90 a R$ 18,90. Por isso, não há como escapar: visitar pelo menos três supermercados ainda é a melhor estratégia para fugir dos preços exorbitantes dos alimentos. ”Em 2012, as variações devem manter a média do ano passado. O clima também tem que ajudar, se a seca persistir, poderemos ter aumentos maiores até agosto”, conclui.
 
 
 
Fotos: Ricardo Chicarelli
A variação no quilo da carne chegou a 58,82%, reforçando a
importância da pesquisa de preços pelo consumidor