NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Gilberto Carvalho, Fernando Pimentel e Mercadante têm mais afinidade com a presidente e sofrem menos com broncas
 
Predomina nos corredores e nos bastidores do governo em Brasília a informação de que a relação da presidente Dilma Rousseff com a maioria de seus ministros é marcada pelo atrito quase constante. Mas há um grupo que se destaca pela proximidade e afinidade que conquistou com Dilma. O ministro Fernando Pimentel (Desen­­volvimento, Indústria e Comércio Exterior) é um dos expoentes desse grupo. O comportamento da presidente em relação às suspeitas que pesam sobre as consultorias milionárias do ministro reforça o tamanho do seu prestígio no Planalto.
Os ministros apontados como os mais influentes no Planalto são os que menos sofrem as conse­­quên­­cias do descontentamento da presidente no dia a dia. Porém, mesmo eles, em alguns momentos, costumam receber broncas presidenciais.
  
Nesses quase 12 meses de governo Dilma, alguns deles são traídos pela vaidade e até vendem uma proximidade e cumplicidade acima da realidade. Mas é fato que conquistaram a confiança de Dilma uma trinca de ministros apelidados de “meninos superpoderosos”: além de Pimentel, Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).

De todos, Pimentel já era o mais próximo por ter convivido com Dilma na época da luta contra a ditadura. A primeira crise envolvendo Pimentel – a que tomou conta da campanha de Dilma, quando foi realizado um dossiê contra o candidato tucano José Serra – não a afastou de Pimentel. E na crise atual, pelo menos até agora, a presidente continua fiel ao amigo mineiro.

Pimentel acompanhou a presidente em praticamente todas as viagens e, até antes do caso das consultorias, era consultado por ela em assuntos importantes. Em Nova York, em setembro, por exemplo, Dilma discutiu em vários momentos com Pimentel o tom do discurso que faria nas Nações Unidas. Ele tinha longas conversas com ela sobre questões políticas e era também conselheiro de problemas cotidianos.

Outro que ganhou a confiança de Dilma é Aloizio Mercadante. Na última viagem à África, em outubro, Dilma sentiu falta de Mercadante e, na última hora, mandou incluí-lo na comitiva, obrigando-o a alterar toda a sua agenda. A afinidade dos dois cresceu também na avaliação sobre a condução da política econômica.

A proximidade com Merca­­­dante cresceu tanto que, durante o processo de substituição do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, Dilma chegou a alertá-lo que ele era uma opção reserva. Logo depois, foi confirmada a nomeação de Celso Amorim. Agora, é citado nas rodas políticas como o preferido para substituir Fernando Haddad no Ministério da Educação.

Também tem conquistado pontos com a presidente o ministro Gilberto Carvalho. Apontado inicialmente como uma espécie de “olhos e ouvidos” do ex-presidente Lula, Gilberto ganhou a confiança da presidente ao longo desses primeiros 12 meses de mandato. Tanto que ela o tem escalado cada vez mais para missões especiais.

Durante a crise que culminou com a queda do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, Gilberto foi o principal interlocutor do Pla­­­nalto junto ao PCdoB. Ele também mantém um contato permanente entre Dilma e Lula.

Agenda

Do outro lado, os “renegados”

Agência Estado

Levantamento nas 352 agendas oficiais da presidente entre 1º de janeiro e a última quinta-feira, incluindo as programações de fins de semana, mostra o outro lado dessa história: o dos ministros menos prestigiados. Há uma só audiência com o ministro da Pesca. Foi em 7 de janeiro, quando a titular da pasta era Ideli Salvatti, hoje ministra das Relações Institucionais.

O atual ministro da pasta, Luiz Sérgio, jamais foi recebido pela presidente da República. No mesmo grupo em que está o da Pesca encontram-se os da Igualdade Racial e Assuntos Estratégicos. Luiza Bairros e Moreira Franco, titulares destas pastas, só foram recebidos por Dilma uma única vez até agora.

Luiz Sérgio e Luiza Bairros não quiseram comentar o pouco prestígio com a presidente. Moreira Franco informou, por intermédio de sua assessoria, que já despachou com a presidente fora da agenda por quatro vezes, antes das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CNDES), quando mostrou os projetos estratégicos para o país nos quais está trabalhando.

A agenda da presidente não registra a presença do general José Elito de Carvalho (Segurança Institucional) nas audiências. Mas ele despacha com a presidente todos os dias, assim que ela chega ao Palácio do Planalto. Aldo Rebelo (Esportes), que tomou posse em 31 de outubro, esteve com Dilma uma vez. Orlando Silva, seu antecessor, foi chamado à sala da presidente da República nove vezes. Na mesma situação encontra-se Mendes Ribeiro (Agricultura), que foi recebido uma vez.

Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Gilberto Carvalho, Fernando Pimentel e Mercadante têm mais afinidade com a presidente e sofrem menos com broncas
 
Predomina nos corredores e nos bastidores do governo em Brasília a informação de que a relação da presidente Dilma Rousseff com a maioria de seus ministros é marcada pelo atrito quase constante. Mas há um grupo que se destaca pela proximidade e afinidade que conquistou com Dilma. O ministro Fernando Pimentel (Desen­­volvimento, Indústria e Comércio Exterior) é um dos expoentes desse grupo. O comportamento da presidente em relação às suspeitas que pesam sobre as consultorias milionárias do ministro reforça o tamanho do seu prestígio no Planalto.
Os ministros apontados como os mais influentes no Planalto são os que menos sofrem as conse­­quên­­cias do descontentamento da presidente no dia a dia. Porém, mesmo eles, em alguns momentos, costumam receber broncas presidenciais.
  
Nesses quase 12 meses de governo Dilma, alguns deles são traídos pela vaidade e até vendem uma proximidade e cumplicidade acima da realidade. Mas é fato que conquistaram a confiança de Dilma uma trinca de ministros apelidados de “meninos superpoderosos”: além de Pimentel, Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).

De todos, Pimentel já era o mais próximo por ter convivido com Dilma na época da luta contra a ditadura. A primeira crise envolvendo Pimentel – a que tomou conta da campanha de Dilma, quando foi realizado um dossiê contra o candidato tucano José Serra – não a afastou de Pimentel. E na crise atual, pelo menos até agora, a presidente continua fiel ao amigo mineiro.

Pimentel acompanhou a presidente em praticamente todas as viagens e, até antes do caso das consultorias, era consultado por ela em assuntos importantes. Em Nova York, em setembro, por exemplo, Dilma discutiu em vários momentos com Pimentel o tom do discurso que faria nas Nações Unidas. Ele tinha longas conversas com ela sobre questões políticas e era também conselheiro de problemas cotidianos.

Outro que ganhou a confiança de Dilma é Aloizio Mercadante. Na última viagem à África, em outubro, Dilma sentiu falta de Mercadante e, na última hora, mandou incluí-lo na comitiva, obrigando-o a alterar toda a sua agenda. A afinidade dos dois cresceu também na avaliação sobre a condução da política econômica.

A proximidade com Merca­­­dante cresceu tanto que, durante o processo de substituição do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, Dilma chegou a alertá-lo que ele era uma opção reserva. Logo depois, foi confirmada a nomeação de Celso Amorim. Agora, é citado nas rodas políticas como o preferido para substituir Fernando Haddad no Ministério da Educação.

Também tem conquistado pontos com a presidente o ministro Gilberto Carvalho. Apontado inicialmente como uma espécie de “olhos e ouvidos” do ex-presidente Lula, Gilberto ganhou a confiança da presidente ao longo desses primeiros 12 meses de mandato. Tanto que ela o tem escalado cada vez mais para missões especiais.

Durante a crise que culminou com a queda do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, Gilberto foi o principal interlocutor do Pla­­­nalto junto ao PCdoB. Ele também mantém um contato permanente entre Dilma e Lula.

Agenda

Do outro lado, os “renegados”

Agência Estado

Levantamento nas 352 agendas oficiais da presidente entre 1º de janeiro e a última quinta-feira, incluindo as programações de fins de semana, mostra o outro lado dessa história: o dos ministros menos prestigiados. Há uma só audiência com o ministro da Pesca. Foi em 7 de janeiro, quando a titular da pasta era Ideli Salvatti, hoje ministra das Relações Institucionais.

O atual ministro da pasta, Luiz Sérgio, jamais foi recebido pela presidente da República. No mesmo grupo em que está o da Pesca encontram-se os da Igualdade Racial e Assuntos Estratégicos. Luiza Bairros e Moreira Franco, titulares destas pastas, só foram recebidos por Dilma uma única vez até agora.

Luiz Sérgio e Luiza Bairros não quiseram comentar o pouco prestígio com a presidente. Moreira Franco informou, por intermédio de sua assessoria, que já despachou com a presidente fora da agenda por quatro vezes, antes das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CNDES), quando mostrou os projetos estratégicos para o país nos quais está trabalhando.

A agenda da presidente não registra a presença do general José Elito de Carvalho (Segurança Institucional) nas audiências. Mas ele despacha com a presidente todos os dias, assim que ela chega ao Palácio do Planalto. Aldo Rebelo (Esportes), que tomou posse em 31 de outubro, esteve com Dilma uma vez. Orlando Silva, seu antecessor, foi chamado à sala da presidente da República nove vezes. Na mesma situação encontra-se Mendes Ribeiro (Agricultura), que foi recebido uma vez.

Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Morre o ditador Kim Jong-il, da Coreia do Norte

Filho mais novo é o ‘grande sucessor’, anuncia TV estatal. Coreia do Sul põe Forças Armadas em alerta e Bolsa de Seul cai
 
Sul-coreanos assistem à notícia da morte do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II Foto: Ahn Young-joon / AP
Sul-coreanos assistem à notícia da morte do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II Ahn Young-joon / AP
 
PYONGYANG e SEUL – A TV estatal da Coreia do Norte informou nesta segunda-feira que o governante do país, Kim Jong-il, morreu no último sábado, às 8h30m (horário local, 21h30m de sexta-feira pelo horário de Brasília). O ditador, de 69 anos, enfrentava sérios problemas de saúde e já tinha sofrido um derrame, em 2008. Segundo fontes, ele estava em estado de apoplexia há alguns meses. De acordo com um despacho norte-coreano publicado pela agência sul-coreana Yonhap, Kim morreu por causa de “fadiga mental e física” e teve um ataque cardíaco durante uma viagem.
 
O anúncio da morte do ditador, que governou o país com mão de ferro por 17 anos, foi transmitido pela TV estatal com um pronunciamento emocionado de uma apresentadora vestida de preto: “Nosso grande líder morreu”.
 
O ditador morto sábado – que recebeu o comando da Coreia do Norte de seu pai – já havia escolhido o mais novo de seus três filhos, Kim Jong-un, para sucedê-lo. A TV estatal anunciou oficialmente: “Kim Jong-un é o grande sucessor e líder do partido (dos Trabalhadores), das Forças Armadas e do povo”
 
Mas há desconfianças sobre o futuro político do país, que há anos vive uma séria crise econômica e fortes tensões com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão, países que Kim Jong-il já ameaçou atacar.
 
REAÇÕES TENSAS NOS VIZINHOS E NOS MERCADOS

 

As forças armadas sul-coreanas entraram em alerta e a bolsa de Seul – país constantemente ameaçado pela Coreia do Norte – teve forte baixa após o anúncio da morte do ditador. Motivo: as incertezes envolvendo o vizinho comunista. O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência.
 
Nos Estados Unidos, a Casa Branca informou que está monitorando de perto a situação. O presidente Obama e seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, conversaram por telefone logo após o anúncio da morte do ditador.
 
No Japão, o primeiro-ministro Yoshihiko teve uma reunião especial de segurança com seu gabinete e disse a seus ministros que se preparassem para qualquer circunstância inesperada, incluindo uma queda acentuada das bolsas ou “questões fronteiriças”. Ao mesmo tempo, o governo japonês expressou condolências pela morte do ditador norte-coreano.
 
“O governo expressa suas condolências após o anúncio repentino da morte inesperada do presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-il. O governo japonês espera que isso não tenha consequências negativas para a paz e a estabilidade na península coreana”, disse o comunicado.
 
Na Austrália, o ministro do Exterior, Kevin Rudd, pediu “calma” aos governos da região para manter a situação controlada perante a “ambiguidade e incerteza” provocadas pela morte do líder norte-coreano.
 
O governo chinês, país da região que tem as melhores relações com o regime norte-coreano, expressou condolências e disse que continuará buscando com a Coreia do Norte “a establidade regional”.
 
UM LÍDER EXÓTICO, MAS PERIGOSO

 

A morte de Kim Jong-il, considerado um líder exótico mas que vinha dando muita dor de cabeça ao ocidente por seu programa nuclear, pode amenizar ou agravar a situação no país comunista, que busca ter armas nucleares e sofre um embargo econômico liderado pelos EUA, enquanto a maior parte de sua população vive na miséria. A quem acredite que o país poderia enfrentar uma convulsão social após a morte de seu “líder supremo”.
 
A questão da sucessão norte-coreana sempre foi tão sigilosa que só o círculo familiar imediato e confidentes do dirigente tem alguma noção clara da situação. Na Coreia do Sul, por outro lado, especulações sobre a saúde de Kim e sua sucessão sempre foram um assunto recorrente.
 
O provável sucessor, Jong-un, nasceu no final de 1983 ou começo de 84 e foi educado em Berna, na Suíça. Segundo amigos, era um aluno inteligente e sociável na adolescência. Aprendeu basquete com um israelense e é fã de mangás japoneses e de Arnold Schwarzenegger. Porém, sua juventude sempre foi considerada uma barreira à sua ascensão, numa sociedade que tradicionalmente preza a experiência dos mais velhos. No ano passado, porém, com menos de 30 anos de idade ele foi nomeado general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.
 
A mídia diz que o filho mais velho de Kim, Jong-nam, com mais de 40 anos – e que apareceu desleixado e obeso em um filme – sempre esteve fora do páreo. Já o segundo, Jong-chol, seria considerado fraco demais para governar. A agência Yonhap disse que Jang Song-taek, cunhado de Kim e dirigente do partido, atuaria como “tutor” do sucessor Kim Jong-un.
 
O FUNERAL
 
Kim Jong-il, o ditador exôtico que morreu sábado, era o filho mais velho de Kim Il-Sung, o fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país, numa linha de cunho stalinista. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado. Na Coreia do Sul e no ocidente, no entanto, a versão é diferente: o ditador que morreu sábado teria nascido num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.
 
Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim Jong-il fez carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Já em 1980 foi designado por seu pai o sucessor no comando do país. Porém, só em 1994, após a morte do pai, assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores e o comando de fato das Forças Armadas.
 
A agência oficial KCNAO informou que o funeral do ditador será em 28 de dezembro, em Pyongyang, com o país comunista de luto até 29 de dezembro. O ditador deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de seu pai .
Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Morre o ditador Kim Jong-il, da Coreia do Norte

Filho mais novo é o ‘grande sucessor’, anuncia TV estatal. Coreia do Sul põe Forças Armadas em alerta e Bolsa de Seul cai
 
Sul-coreanos assistem à notícia da morte do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II Foto: Ahn Young-joon / AP
Sul-coreanos assistem à notícia da morte do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II Ahn Young-joon / AP
 
PYONGYANG e SEUL – A TV estatal da Coreia do Norte informou nesta segunda-feira que o governante do país, Kim Jong-il, morreu no último sábado, às 8h30m (horário local, 21h30m de sexta-feira pelo horário de Brasília). O ditador, de 69 anos, enfrentava sérios problemas de saúde e já tinha sofrido um derrame, em 2008. Segundo fontes, ele estava em estado de apoplexia há alguns meses. De acordo com um despacho norte-coreano publicado pela agência sul-coreana Yonhap, Kim morreu por causa de “fadiga mental e física” e teve um ataque cardíaco durante uma viagem.
 
O anúncio da morte do ditador, que governou o país com mão de ferro por 17 anos, foi transmitido pela TV estatal com um pronunciamento emocionado de uma apresentadora vestida de preto: “Nosso grande líder morreu”.
 
O ditador morto sábado – que recebeu o comando da Coreia do Norte de seu pai – já havia escolhido o mais novo de seus três filhos, Kim Jong-un, para sucedê-lo. A TV estatal anunciou oficialmente: “Kim Jong-un é o grande sucessor e líder do partido (dos Trabalhadores), das Forças Armadas e do povo”
 
Mas há desconfianças sobre o futuro político do país, que há anos vive uma séria crise econômica e fortes tensões com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão, países que Kim Jong-il já ameaçou atacar.
 
REAÇÕES TENSAS NOS VIZINHOS E NOS MERCADOS

 

As forças armadas sul-coreanas entraram em alerta e a bolsa de Seul – país constantemente ameaçado pela Coreia do Norte – teve forte baixa após o anúncio da morte do ditador. Motivo: as incertezes envolvendo o vizinho comunista. O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência.
 
Nos Estados Unidos, a Casa Branca informou que está monitorando de perto a situação. O presidente Obama e seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, conversaram por telefone logo após o anúncio da morte do ditador.
 
No Japão, o primeiro-ministro Yoshihiko teve uma reunião especial de segurança com seu gabinete e disse a seus ministros que se preparassem para qualquer circunstância inesperada, incluindo uma queda acentuada das bolsas ou “questões fronteiriças”. Ao mesmo tempo, o governo japonês expressou condolências pela morte do ditador norte-coreano.
 
“O governo expressa suas condolências após o anúncio repentino da morte inesperada do presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-il. O governo japonês espera que isso não tenha consequências negativas para a paz e a estabilidade na península coreana”, disse o comunicado.
 
Na Austrália, o ministro do Exterior, Kevin Rudd, pediu “calma” aos governos da região para manter a situação controlada perante a “ambiguidade e incerteza” provocadas pela morte do líder norte-coreano.
 
O governo chinês, país da região que tem as melhores relações com o regime norte-coreano, expressou condolências e disse que continuará buscando com a Coreia do Norte “a establidade regional”.
 
UM LÍDER EXÓTICO, MAS PERIGOSO

 

A morte de Kim Jong-il, considerado um líder exótico mas que vinha dando muita dor de cabeça ao ocidente por seu programa nuclear, pode amenizar ou agravar a situação no país comunista, que busca ter armas nucleares e sofre um embargo econômico liderado pelos EUA, enquanto a maior parte de sua população vive na miséria. A quem acredite que o país poderia enfrentar uma convulsão social após a morte de seu “líder supremo”.
 
A questão da sucessão norte-coreana sempre foi tão sigilosa que só o círculo familiar imediato e confidentes do dirigente tem alguma noção clara da situação. Na Coreia do Sul, por outro lado, especulações sobre a saúde de Kim e sua sucessão sempre foram um assunto recorrente.
 
O provável sucessor, Jong-un, nasceu no final de 1983 ou começo de 84 e foi educado em Berna, na Suíça. Segundo amigos, era um aluno inteligente e sociável na adolescência. Aprendeu basquete com um israelense e é fã de mangás japoneses e de Arnold Schwarzenegger. Porém, sua juventude sempre foi considerada uma barreira à sua ascensão, numa sociedade que tradicionalmente preza a experiência dos mais velhos. No ano passado, porém, com menos de 30 anos de idade ele foi nomeado general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.
 
A mídia diz que o filho mais velho de Kim, Jong-nam, com mais de 40 anos – e que apareceu desleixado e obeso em um filme – sempre esteve fora do páreo. Já o segundo, Jong-chol, seria considerado fraco demais para governar. A agência Yonhap disse que Jang Song-taek, cunhado de Kim e dirigente do partido, atuaria como “tutor” do sucessor Kim Jong-un.
 
O FUNERAL
 
Kim Jong-il, o ditador exôtico que morreu sábado, era o filho mais velho de Kim Il-Sung, o fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país, numa linha de cunho stalinista. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado. Na Coreia do Sul e no ocidente, no entanto, a versão é diferente: o ditador que morreu sábado teria nascido num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.
 
Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim Jong-il fez carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Já em 1980 foi designado por seu pai o sucessor no comando do país. Porém, só em 1994, após a morte do pai, assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores e o comando de fato das Forças Armadas.
 
A agência oficial KCNAO informou que o funeral do ditador será em 28 de dezembro, em Pyongyang, com o país comunista de luto até 29 de dezembro. O ditador deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de seu pai .
Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Ciência sem Fronteiras recebe inscrições para jovens talentos estudarem no exterior

O governo federal está investindo R$ 3,2 bilhões no programa Ciência sem Fronteiras, para oferecer 75 mil bolsas de estudos até 2014 para que jovens talentos possam estudar nas melhores universidades do mundo. Além do investimento público, uma parceria com empresas e outras instituições já viabilizou a oferta de mais 26 mil bolsas nos próximos anos, totalizando 101 mil bolsas do programa. A prioridade é para a formação de profissionais das áreas das engenharias, das ciências extatas, das ciências médicas e da tecnologia da informação.
 
Transcrição
 
Apresentador: Olá, amigos! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta! 
 
Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia aos nossos ouvintes! 
 
Apresentador: Hoje nós vamos falar sobre o Ciência sem Fronteiras – um programa que interessa muito aos jovens. E teve novidades na semana passada, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Teve sim, Luciano. A novidade é que nós abrimos, agora em dezembro, inscrições para selecionar 12.500 jovens brasileiros dos cursos de graduação, que vão estudar durante um ano e meio em universidades dos Estados Unidos, da Alemanha, da Itália, do Reino Unido ou da França. Para os Estados Unidos, serão 4.500. Para a Alemanha, 2.500. Para a França, 1.500. E para o Reino Unido, 2.500. Já para a Itália, serão 1.500 bolsas. No dia 02 de janeiro vamos abrir mais 500 vagas para o Canadá. Em fevereiro, faremos outra chamada, desta vez, Luciano, para universidades na Holanda, na Bélgica, Espanha, Portugal, Coreia e Suécia. 
 
Apresentador: O programa está focado em alguma área específica, presidenta? 
 
Presidenta: Está sim, Luciano. A necessidade mais urgente do nosso mercado de trabalho é ampliar a formação na área das engenharias, das ciências exatas, das ciências médicas e da tecnologia de informação. Agora, Luciano, esse é um programa que veio para ficar. Tenho a certeza de que depois desses 101 mil estudantes ou mais, que vamos selecionar até 2014, virão mais outros milhares. Eles vão estudar lá fora e, depois, com os conhecimentos científicos, serão cada vez mais capazes de ajudar o Brasil a ganhar mais produtividade e competitividade. O Ciência sem Fronteiras é um investimento no futuro do Brasil. 
 
Apresentador: O Ciência sem Fronteiras terá bolsas também para pós-graduação? 
 
Presidenta: Terá sim, Luciano. Para o doutorado e pós-doutorado, as inscrições de estudantes brasileiros ficam abertas permanentemente. Vamos ter também bolsas para atrair doutores estrangeiros para vir trabalhar em centros de pesquisa ou empresas aqui no Brasil. 
 
Apresentador: E quanto vai ser investido pelo governo federal nesse programa, presidenta? 
 
Presidenta: O governo federal esta investindo R$ 3,2 bilhões para oferecer essas 75 mil bolsas – é um impulso inédito para a formação científica e tecnológica de nossos jovens numa escala, Luciano, nunca antes vista no nosso país. 
 
Apresentador: Algumas empresas também vão bancar bolsas de estudo no exterior, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Isso mesmo, Luciano. A adesão das empresas está sendo um sucesso. Quando nós lançamos o programa, no final de julho propusemos às empresas o desafio de cobrir os custos de 25 mil bolsas. Em menos de cinco meses nós já superamos essa meta – as empresas garantiram 26 mil bolsas – que serão pagas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Febraban, (Federação Brasileira de Bancos), a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base, a Vale, a Petrobras e a Eletrobras. 
 
Apresentador: Mas para estudar no exterior é preciso dominar outro idioma, não é? 
 
Presidenta: Ah, é sim, Luciano. Por isso, nós vamos ajudar os estudantes a superar essa barreira. Primeiro, nossas universidades vão oferecer cursos de línguas, aqui no Brasil, para quem tiver mais de 600 pontos no Enem, e quiser também se candidatar a uma bolsa no exterior. Mas, o mais importante, Luciano, é que iremos levar os estudantes selecionados para o exterior de seis a oito meses antes do início dos cursos, para que eles façam cursos de imersão no idioma do país onde serão bolsistas do Ciência sem Fronteiras. 
 
Apresentador: Qual é o critério para ingressar no programa? 
 
Presidenta: O principal critério é o mérito do estudante, que será medido pela pontuação no Enem. Queremos oferecer oportunidades para os melhores estudantes de todo o Brasil estudarem fora do país, independentemente da renda da família. Para você ver que o mérito não depende da classe social, eu vou te dar um exemplo, o exemplo do estudante Lincoln Barbosa Silva: ele é filho de uma cabeleireira, de uma família simples, Luciano, ele estudou em escola pública e terminou o Ensino Médio em um curso supletivo. Com uma boa nota no Enem, conseguiu uma bolsa do ProUni para um curso superior de desenho industrial no Senac de Santo Amaro, em São Paulo. Mas ele queria mais, o Lincoln se candidatou à primeira chamada do Ciência sem Fronteiras em outubro, e conseguiu uma bolsa no Instituto Rochester, de Nova Iorque. Então, Luciano, os jovens que estão nos ouvindo podem ter certeza de que, com o Ciência sem Fronteiras, daremos oportunidade aos melhores talentos, porque o conhecimento é o que move e muda o mundo. 
 
Apresentador: Presidenta, infelizmente nós estamos chegando ao fim do programa, que é o nosso último Café antes do Natal. 
 
Presidenta: Olha, Luciano, eu queria aproveitar para desejar um Feliz Natal para você e a todos os nossos ouvintes. Mandar um abraço para cada uma das famílias brasileiras. Queria dizer que nós trabalhamos muito neste ano para fazer do Brasil um país cada vez melhor e mais justo. Vamos trabalhar ainda mais. Feliz Natal a todos! E Feliz Natal para você e sua família, Luciano! 
 
Apresentador: Feliz Natal, presidenta! E você que nos ouve pode acessar este programa na internet pelo www.cafe.ebc.com.br. E para mais informações sobre bolsas de estudos no exterior, o endereço é www.cienciasemfronteiras.gov.br. Um Feliz Natal a todos!
 
Planalto tem três ministros “superpoderosos”

Ciência sem Fronteiras recebe inscrições para jovens talentos estudarem no exterior

O governo federal está investindo R$ 3,2 bilhões no programa Ciência sem Fronteiras, para oferecer 75 mil bolsas de estudos até 2014 para que jovens talentos possam estudar nas melhores universidades do mundo. Além do investimento público, uma parceria com empresas e outras instituições já viabilizou a oferta de mais 26 mil bolsas nos próximos anos, totalizando 101 mil bolsas do programa. A prioridade é para a formação de profissionais das áreas das engenharias, das ciências extatas, das ciências médicas e da tecnologia da informação.
 
Transcrição
 
Apresentador: Olá, amigos! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta! 
 
Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia aos nossos ouvintes! 
 
Apresentador: Hoje nós vamos falar sobre o Ciência sem Fronteiras – um programa que interessa muito aos jovens. E teve novidades na semana passada, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Teve sim, Luciano. A novidade é que nós abrimos, agora em dezembro, inscrições para selecionar 12.500 jovens brasileiros dos cursos de graduação, que vão estudar durante um ano e meio em universidades dos Estados Unidos, da Alemanha, da Itália, do Reino Unido ou da França. Para os Estados Unidos, serão 4.500. Para a Alemanha, 2.500. Para a França, 1.500. E para o Reino Unido, 2.500. Já para a Itália, serão 1.500 bolsas. No dia 02 de janeiro vamos abrir mais 500 vagas para o Canadá. Em fevereiro, faremos outra chamada, desta vez, Luciano, para universidades na Holanda, na Bélgica, Espanha, Portugal, Coreia e Suécia. 
 
Apresentador: O programa está focado em alguma área específica, presidenta? 
 
Presidenta: Está sim, Luciano. A necessidade mais urgente do nosso mercado de trabalho é ampliar a formação na área das engenharias, das ciências exatas, das ciências médicas e da tecnologia de informação. Agora, Luciano, esse é um programa que veio para ficar. Tenho a certeza de que depois desses 101 mil estudantes ou mais, que vamos selecionar até 2014, virão mais outros milhares. Eles vão estudar lá fora e, depois, com os conhecimentos científicos, serão cada vez mais capazes de ajudar o Brasil a ganhar mais produtividade e competitividade. O Ciência sem Fronteiras é um investimento no futuro do Brasil. 
 
Apresentador: O Ciência sem Fronteiras terá bolsas também para pós-graduação? 
 
Presidenta: Terá sim, Luciano. Para o doutorado e pós-doutorado, as inscrições de estudantes brasileiros ficam abertas permanentemente. Vamos ter também bolsas para atrair doutores estrangeiros para vir trabalhar em centros de pesquisa ou empresas aqui no Brasil. 
 
Apresentador: E quanto vai ser investido pelo governo federal nesse programa, presidenta? 
 
Presidenta: O governo federal esta investindo R$ 3,2 bilhões para oferecer essas 75 mil bolsas – é um impulso inédito para a formação científica e tecnológica de nossos jovens numa escala, Luciano, nunca antes vista no nosso país. 
 
Apresentador: Algumas empresas também vão bancar bolsas de estudo no exterior, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Isso mesmo, Luciano. A adesão das empresas está sendo um sucesso. Quando nós lançamos o programa, no final de julho propusemos às empresas o desafio de cobrir os custos de 25 mil bolsas. Em menos de cinco meses nós já superamos essa meta – as empresas garantiram 26 mil bolsas – que serão pagas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Febraban, (Federação Brasileira de Bancos), a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base, a Vale, a Petrobras e a Eletrobras. 
 
Apresentador: Mas para estudar no exterior é preciso dominar outro idioma, não é? 
 
Presidenta: Ah, é sim, Luciano. Por isso, nós vamos ajudar os estudantes a superar essa barreira. Primeiro, nossas universidades vão oferecer cursos de línguas, aqui no Brasil, para quem tiver mais de 600 pontos no Enem, e quiser também se candidatar a uma bolsa no exterior. Mas, o mais importante, Luciano, é que iremos levar os estudantes selecionados para o exterior de seis a oito meses antes do início dos cursos, para que eles façam cursos de imersão no idioma do país onde serão bolsistas do Ciência sem Fronteiras. 
 
Apresentador: Qual é o critério para ingressar no programa? 
 
Presidenta: O principal critério é o mérito do estudante, que será medido pela pontuação no Enem. Queremos oferecer oportunidades para os melhores estudantes de todo o Brasil estudarem fora do país, independentemente da renda da família. Para você ver que o mérito não depende da classe social, eu vou te dar um exemplo, o exemplo do estudante Lincoln Barbosa Silva: ele é filho de uma cabeleireira, de uma família simples, Luciano, ele estudou em escola pública e terminou o Ensino Médio em um curso supletivo. Com uma boa nota no Enem, conseguiu uma bolsa do ProUni para um curso superior de desenho industrial no Senac de Santo Amaro, em São Paulo. Mas ele queria mais, o Lincoln se candidatou à primeira chamada do Ciência sem Fronteiras em outubro, e conseguiu uma bolsa no Instituto Rochester, de Nova Iorque. Então, Luciano, os jovens que estão nos ouvindo podem ter certeza de que, com o Ciência sem Fronteiras, daremos oportunidade aos melhores talentos, porque o conhecimento é o que move e muda o mundo. 
 
Apresentador: Presidenta, infelizmente nós estamos chegando ao fim do programa, que é o nosso último Café antes do Natal. 
 
Presidenta: Olha, Luciano, eu queria aproveitar para desejar um Feliz Natal para você e a todos os nossos ouvintes. Mandar um abraço para cada uma das famílias brasileiras. Queria dizer que nós trabalhamos muito neste ano para fazer do Brasil um país cada vez melhor e mais justo. Vamos trabalhar ainda mais. Feliz Natal a todos! E Feliz Natal para você e sua família, Luciano! 
 
Apresentador: Feliz Natal, presidenta! E você que nos ouve pode acessar este programa na internet pelo www.cafe.ebc.com.br. E para mais informações sobre bolsas de estudos no exterior, o endereço é www.cienciasemfronteiras.gov.br. Um Feliz Natal a todos!