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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Será ironia? O jornalista Ilimar Franco publicou na sua coluna no jornal O Globo: “Diante da rejeição do ex-governador José Serra nas eleições para a prefeitura de S.Paulo, conforme o Datafolha, alguns de seus aliados avaliam que ele deveria considerar concorrer a vereador na capital paulista. Citam como exemplo decisão do ex-prefeito do Rio Cesar Maia. E os casos do ex-senador Arthur Virgílio e do ex-deputado Fernando Gabeira, que estão avaliando recomeçarem como vereadores em Manaus e no Rio”.
Provocação ou possibilidade?

É certo que a comparação com o demo Cesar Maia, o tucano-valentão Arthur Virgilio e o verde-travestido Fernando Gabeira deve incomodar o todo-poderoso Serra. Junto com outros direitistas famosos, como Tasso Jereissati (CE), Marco Maciel (PE) e Heráclito Fortes (PI), eles foram varridos pela onda lulista nas eleições do ano passado e hoje estão no ostracismo.

Já o ex-presidenciável tucano não sai dos jornalões e é cotado para uma nova – a terceira – disputa sucessória. Também é cortejado pelo maroto Aécio Neves para disputar a prefeitura da capital paulista. Diz ainda gozar de certo poder no ninho tucano, mantém estranhos laços com ricos empresários e possui prestígio entre os barões da mídia. Candidato a vereador? Só pode ser provocação!

Sonho presidencial mais distante

Mas não é! Como a própria imprensa constatou nos bastidores do congresso da Juventude do PSDB, neste final de semana, José Serra está cada vez mais isolado no partido. O senador mineiro já seduziu até os “tucaninhos” para o seu projeto presidencial. Na cúpula do partido, o ex-governador virou figura decorativa e é rejeitado por seus pares. Não tem qualquer posto de comando real.

A cada dia, o seu sonho de disputar novamente a Presidência da República fica mais distante. Poucos tucanos ainda acreditam nas suas chances! Na maioria dos estados, Serra já virou carta fora do baralho. As direções estaduais da legenda evitam convidá-lo para qualquer solenidade. Até FHC, o chefão dos tucanos, já andou dizendo que agora é a vez do senador mineiro.

Isolamento em São Paulo

Já em São Paulo, Serra sofre a vingança maligna de Geraldo Alckmin. Traído na disputa da prefeitura da capital em 2008, quando Serra rifou o PSDB e apoiou o ex-demo Gilberto Kassab, o governador dá o troco. Não sobrou nem casinha de cachorro no Palácio dos Bandeirantes. Para piorar, seu fiel aliado, Kassab, abandonou o DEM e criou o PSD, complicando a dobradinha demotucana.

Nas últimas semanas, outras três péssimas notícias para Serra. A pesquisa Datafolha confirmou que a sua rejeição é recorde entre os paulistanos – 35%. Os outros quatro pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Aníbal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli), mesmo frágeis, agora dizem que não se curvam diante de Serra. O espaço encurtou para ele na briga pela prefeitura da capital.

Corrupção e a bomba do Amaury

Dias antes, seu ex-subchefe da Casa Civil no governo paulista e um dos coordenadores de finanças da sua campanha presidencial, João Faustino, suplente do senador demo Agripino Maia, foi preso, acusado de comandar uma quadrilha que fraudou a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. A mídia, sempre tão seletiva, abafou o escândalo, mas ele ainda vai dar muita dor de cabeça.

Por último, a pior das bombas. Tão aguardado, saiu o livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro, com inúmeras e documentadas provas de corrupção contra José Serra – sua filha, seu cunhado, seu primo, seu tesoureiro e outros amiguinhos. A obra desnorteou o ex-todo-poderoso. Ele só conseguiu balbuciar que o livro é “um lixo”, como que confessando as suas sujeiras.

Como se observa, a coisa está feia para Serra. Talvez só sobre mesmo uma vaguinha de vereador, como especulou Ilimar Franco.

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Será ironia? O jornalista Ilimar Franco publicou na sua coluna no jornal O Globo: “Diante da rejeição do ex-governador José Serra nas eleições para a prefeitura de S.Paulo, conforme o Datafolha, alguns de seus aliados avaliam que ele deveria considerar concorrer a vereador na capital paulista. Citam como exemplo decisão do ex-prefeito do Rio Cesar Maia. E os casos do ex-senador Arthur Virgílio e do ex-deputado Fernando Gabeira, que estão avaliando recomeçarem como vereadores em Manaus e no Rio”.
Provocação ou possibilidade?

É certo que a comparação com o demo Cesar Maia, o tucano-valentão Arthur Virgilio e o verde-travestido Fernando Gabeira deve incomodar o todo-poderoso Serra. Junto com outros direitistas famosos, como Tasso Jereissati (CE), Marco Maciel (PE) e Heráclito Fortes (PI), eles foram varridos pela onda lulista nas eleições do ano passado e hoje estão no ostracismo.

Já o ex-presidenciável tucano não sai dos jornalões e é cotado para uma nova – a terceira – disputa sucessória. Também é cortejado pelo maroto Aécio Neves para disputar a prefeitura da capital paulista. Diz ainda gozar de certo poder no ninho tucano, mantém estranhos laços com ricos empresários e possui prestígio entre os barões da mídia. Candidato a vereador? Só pode ser provocação!

Sonho presidencial mais distante

Mas não é! Como a própria imprensa constatou nos bastidores do congresso da Juventude do PSDB, neste final de semana, José Serra está cada vez mais isolado no partido. O senador mineiro já seduziu até os “tucaninhos” para o seu projeto presidencial. Na cúpula do partido, o ex-governador virou figura decorativa e é rejeitado por seus pares. Não tem qualquer posto de comando real.

A cada dia, o seu sonho de disputar novamente a Presidência da República fica mais distante. Poucos tucanos ainda acreditam nas suas chances! Na maioria dos estados, Serra já virou carta fora do baralho. As direções estaduais da legenda evitam convidá-lo para qualquer solenidade. Até FHC, o chefão dos tucanos, já andou dizendo que agora é a vez do senador mineiro.

Isolamento em São Paulo

Já em São Paulo, Serra sofre a vingança maligna de Geraldo Alckmin. Traído na disputa da prefeitura da capital em 2008, quando Serra rifou o PSDB e apoiou o ex-demo Gilberto Kassab, o governador dá o troco. Não sobrou nem casinha de cachorro no Palácio dos Bandeirantes. Para piorar, seu fiel aliado, Kassab, abandonou o DEM e criou o PSD, complicando a dobradinha demotucana.

Nas últimas semanas, outras três péssimas notícias para Serra. A pesquisa Datafolha confirmou que a sua rejeição é recorde entre os paulistanos – 35%. Os outros quatro pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Aníbal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli), mesmo frágeis, agora dizem que não se curvam diante de Serra. O espaço encurtou para ele na briga pela prefeitura da capital.

Corrupção e a bomba do Amaury

Dias antes, seu ex-subchefe da Casa Civil no governo paulista e um dos coordenadores de finanças da sua campanha presidencial, João Faustino, suplente do senador demo Agripino Maia, foi preso, acusado de comandar uma quadrilha que fraudou a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. A mídia, sempre tão seletiva, abafou o escândalo, mas ele ainda vai dar muita dor de cabeça.

Por último, a pior das bombas. Tão aguardado, saiu o livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro, com inúmeras e documentadas provas de corrupção contra José Serra – sua filha, seu cunhado, seu primo, seu tesoureiro e outros amiguinhos. A obra desnorteou o ex-todo-poderoso. Ele só conseguiu balbuciar que o livro é “um lixo”, como que confessando as suas sujeiras.

Como se observa, a coisa está feia para Serra. Talvez só sobre mesmo uma vaguinha de vereador, como especulou Ilimar Franco.

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Definição das férias deve ser feita com antecedência nas empresas

Negociar com antecedência o período de férias pode ser a diferença entre ver frustrados os planos para o período de folga ou aproveitar dias de frente para o mar em um lugar paradisíaco. Para fugir dos erros, especialistas em recursos humanos recomendam planejamento às empresas e muita paciência aos trabalhadores. 
“O importante é todos manifestarem o desejo (do momento em que pretendem se ausentar). Depois, o gestor vai compatibilizar todas as datas”, diz o diretor de novos serviços e produtos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), Cezar Tegon. 
O levantamento de preferências, segundo ele, deve levar em conta todo o ano. “E a pessoa deve participar da decisão de quando poderá tirar férias. É importante negociar de forma transparente”, completa. 
Feita a definição de datas, as empresas devem preparar previamente os colaboradores para a ausência dos colegas, de acordo com a diretora de recruitment services da Business Partners Consulting, Bárbara Will. “Com um mês de antecedência para o funcionário sair de férias, ele pode treinar a pessoa que o substituirá. Isso depende muito da estrutura das áreas da empresa, mas, em cada função, normalmente há pares que podem se alternar.” 
A folga de superiores, segundo Bárbara, também pode ser uma oportunidade para que os outros colaboradores mostrem capacidade de assumir responsabilidades adicionais. Já Tegon acredita que o atual momento do mercado – de escassez de mão de obra – dê mais condições de negociação aos trabalhadores: “Hoje, não dá para imaginar que férias não importam”.
Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Definição das férias deve ser feita com antecedência nas empresas

Negociar com antecedência o período de férias pode ser a diferença entre ver frustrados os planos para o período de folga ou aproveitar dias de frente para o mar em um lugar paradisíaco. Para fugir dos erros, especialistas em recursos humanos recomendam planejamento às empresas e muita paciência aos trabalhadores. 
“O importante é todos manifestarem o desejo (do momento em que pretendem se ausentar). Depois, o gestor vai compatibilizar todas as datas”, diz o diretor de novos serviços e produtos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), Cezar Tegon. 
O levantamento de preferências, segundo ele, deve levar em conta todo o ano. “E a pessoa deve participar da decisão de quando poderá tirar férias. É importante negociar de forma transparente”, completa. 
Feita a definição de datas, as empresas devem preparar previamente os colaboradores para a ausência dos colegas, de acordo com a diretora de recruitment services da Business Partners Consulting, Bárbara Will. “Com um mês de antecedência para o funcionário sair de férias, ele pode treinar a pessoa que o substituirá. Isso depende muito da estrutura das áreas da empresa, mas, em cada função, normalmente há pares que podem se alternar.” 
A folga de superiores, segundo Bárbara, também pode ser uma oportunidade para que os outros colaboradores mostrem capacidade de assumir responsabilidades adicionais. Já Tegon acredita que o atual momento do mercado – de escassez de mão de obra – dê mais condições de negociação aos trabalhadores: “Hoje, não dá para imaginar que férias não importam”.
Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Aumento do mínimo injeta R$ 64 bi na economia e dá fôlego ao PIB em 2012

O reajuste de 14,3% no valor do salário mínimo, que passa dos atuais R$ 545 para R$ 625, segundo fonte no Planalto, em janeiro, deverá injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia brasileira em 2012. A destinação desses recursos para consumo ou pagamento de dívidas tende a acelerar os negócios e permitir que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer no primeiro trimestre do ano que vem, depois de ficar praticamente estagnado ao longo do segundo semestre de 2011.
 
“Nossa estimativa é de que o PIB brasileiro volte a crescer em um ritmo de 0,8% no primeiro trimestre de 2012, principalmente por causa do impulso dado pelo salário mínimo em um período que tradicionalmente é fraco”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, autor do estudo sobre o impacto do aumento do mínimo no crescimento econômico do País.
 
Nesse cenário, o aumento do mínimo em 2012 passa de vilão a mocinho. No lugar de dar mais combustível à escalada da inflação, como criticavam economistas e empresários, essa montanha de dinheiro passou a ser bem vinda para reacelerar a economia brasileira.
 
“Se isso viesse num momento de atividade econômica excitada, promoveria muita preocupação”, diz Paulo Francini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Porém, vem em um momento em que a economia dá sinais de redução e queda até maiores que o previsto.”
 
Impacto. Nos cálculos da LCA, o ganho real de 7,5% do salário mínimo deverá agregar 0,3 ponto porcentual ao crescimento do consumo das famílias, componente que responde por 60% do PIB brasileiro sob a ótica da demanda. Assim, o reajuste do mínimo agregaria 0,2 ponto porcentual ao crescimento do PIB como um todo no ano que vem.
 
O economista explica que o impacto relativamente pequeno sobre o PIB acontece porque a massa de rendimentos da economia vinculados ao salário mínimo (somando rendas do trabalho, previdenciária e assistencial) é de “apenas” 22% da massa total brasileira.
 
O aumento real de 7,5% deverá beneficiar cerca de 66 milhões de pessoas, o que representa 46% da população que recebe algum rendimento no País. Além de aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, o cálculo inclui ocupados com rendimento de até 1,5 salário mínimo e beneficiários da Lei Orgânica Social (LOAS) e do Renda Mensal Vitalícia, também atrelados ao salário mínimo.
 
Mas a participação da massa de rendimentos vinculados ao mínimo muda bastante dependendo da região. No Norte, ela é de 29% e, no Nordeste, de 37%. Já no Centro-oeste é de 19%, enquanto no Sudeste e no Sul fica em 17% e 18%, nessa ordem.

Altamiro Borges: Serra para vereador em 2012

Aumento do mínimo injeta R$ 64 bi na economia e dá fôlego ao PIB em 2012

O reajuste de 14,3% no valor do salário mínimo, que passa dos atuais R$ 545 para R$ 625, segundo fonte no Planalto, em janeiro, deverá injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia brasileira em 2012. A destinação desses recursos para consumo ou pagamento de dívidas tende a acelerar os negócios e permitir que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer no primeiro trimestre do ano que vem, depois de ficar praticamente estagnado ao longo do segundo semestre de 2011.
 
“Nossa estimativa é de que o PIB brasileiro volte a crescer em um ritmo de 0,8% no primeiro trimestre de 2012, principalmente por causa do impulso dado pelo salário mínimo em um período que tradicionalmente é fraco”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, autor do estudo sobre o impacto do aumento do mínimo no crescimento econômico do País.
 
Nesse cenário, o aumento do mínimo em 2012 passa de vilão a mocinho. No lugar de dar mais combustível à escalada da inflação, como criticavam economistas e empresários, essa montanha de dinheiro passou a ser bem vinda para reacelerar a economia brasileira.
 
“Se isso viesse num momento de atividade econômica excitada, promoveria muita preocupação”, diz Paulo Francini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Porém, vem em um momento em que a economia dá sinais de redução e queda até maiores que o previsto.”
 
Impacto. Nos cálculos da LCA, o ganho real de 7,5% do salário mínimo deverá agregar 0,3 ponto porcentual ao crescimento do consumo das famílias, componente que responde por 60% do PIB brasileiro sob a ótica da demanda. Assim, o reajuste do mínimo agregaria 0,2 ponto porcentual ao crescimento do PIB como um todo no ano que vem.
 
O economista explica que o impacto relativamente pequeno sobre o PIB acontece porque a massa de rendimentos da economia vinculados ao salário mínimo (somando rendas do trabalho, previdenciária e assistencial) é de “apenas” 22% da massa total brasileira.
 
O aumento real de 7,5% deverá beneficiar cerca de 66 milhões de pessoas, o que representa 46% da população que recebe algum rendimento no País. Além de aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, o cálculo inclui ocupados com rendimento de até 1,5 salário mínimo e beneficiários da Lei Orgânica Social (LOAS) e do Renda Mensal Vitalícia, também atrelados ao salário mínimo.
 
Mas a participação da massa de rendimentos vinculados ao mínimo muda bastante dependendo da região. No Norte, ela é de 29% e, no Nordeste, de 37%. Já no Centro-oeste é de 19%, enquanto no Sudeste e no Sul fica em 17% e 18%, nessa ordem.