por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Dados do IBGE referentes a 2009 revelam empobrecimento da cidade que ficou em 51º lugar no Estado e em 780º no cenário nacional
Chama atenção o fato de o PIB geral de Londrina ser o 4º maior do Estado em 2009 e o per capita chegar na 51 colocação
A segunda maior cidade paranaense apresentou o 51º Produto Interno Bruto per capita do Estado. Os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), referentes a 2009, mostram uma Londrina empobrecida. O PIB per capita do município daquele ano foi de R$ 17.396,39, abaixo da média paranaense, que atingiu R$ 17.779,11.
Só para se ter uma ideia, o PIB per capita de Araucária, cidade mais rica do Estado em 2009, representou quase seis vezes o de Londrina. Cidades como Curitiba, Maringá e Rolândia apresentaram, respectivamente, PIB per capita 42%, 24% e 15% maiores que o de Londrina. O da vizinha Ibiporã também foi 30% superior (ver quadro).
Na comparação com o ano anterior, 2008, o PIB per capita de Ibiporã, que era de R$ 17.920,63 foi um dos que mais cresceram: 27%. O de Maringá, que era de R$ 18.558,68, subiu 17% e o de Londrina, 9%. Já Curitiba, que havia apresentado R$ 23.696,43 naquele ano, teve um crescimento mais tímido, de 4%.
No cenário nacional, Londrina ficou na 780 posição entre os 5.565 municípios brasileiros. A cidade mais rica do País era São Francisco do Conde, na Bahia, cujo PIB per capita foi de R$ 360.815, ou seja, mais de 20 vezes maior que o de Londrina.
Joinville, que ”roubou” de Londrina o título de 3 maior cidade do Sul do País no último Censo, revelou uma renda per capita 54% maior.
Chama a atenção o fato de o PIB geral de Londrina ser o 4º maior do Estado em 2009 e o per capita chegar na 51 colocação. Em 2009, o Produto Interno Bruto da cidade atingiu R$ 8,8 bilhões. Curitiba apresentou naquele ano o maior PIB geral, de R$ 45,7 bilhões, seguida de Araucária, com R$ 11,9 bilhões. Maringá vem na sequência de Londrina, com R$ 7,2 bilhões.
O mau desempenho da cidade não supreendeu o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho. ”Esse resultado era esperado porque há muitos anos Londrina vem investindo apenas em passivos para o município”, argumenta. Segundo ele, a pressão para construção de loteamentos residenciais não é devidamente acompanhada por empreendimentos que gerem ativos, como indústrias.
Benvenho explica que o aumento de áreas residenciais gera passivos, pois exige obras de infraestrutura necessárias para o atendimento da população, como construção de escolas e hospitais, e implantação de saneamento e pavimentação de vias de trânsito. ”Não há um planejamento para criar empreendimentos que gerem riqueza para a cidade. Cabe ao município ter essa visão de futuro para criar ativos”, avalia.
Ele afirma que é preciso buscar um equilíbrio na atração desses empreendimentos para Londrina. ”No entorno do aeroporto estávamos em vias de aprovar um loteamento residencial ao invés de pensarmos em indústrias que trariam maior valor agregado”, aponta.
Segundo Benvenho, o próprio Plano Diretor deveria avaliar a expansão da Avenida Saul Elkind para que as novas áreas contemplem também unidades produtivas. Ele avalia, ainda, que a cidade vem empobrecendo por falta de uma política clara de desenvolvimento.
A reportagem procurou o prefeito Barbosa Neto, mas ele estava em viagem a Brasília e não foi encontrado.
por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Dados do IBGE referentes a 2009 revelam empobrecimento da cidade que ficou em 51º lugar no Estado e em 780º no cenário nacional
Chama atenção o fato de o PIB geral de Londrina ser o 4º maior do Estado em 2009 e o per capita chegar na 51 colocação
A segunda maior cidade paranaense apresentou o 51º Produto Interno Bruto per capita do Estado. Os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), referentes a 2009, mostram uma Londrina empobrecida. O PIB per capita do município daquele ano foi de R$ 17.396,39, abaixo da média paranaense, que atingiu R$ 17.779,11.
Só para se ter uma ideia, o PIB per capita de Araucária, cidade mais rica do Estado em 2009, representou quase seis vezes o de Londrina. Cidades como Curitiba, Maringá e Rolândia apresentaram, respectivamente, PIB per capita 42%, 24% e 15% maiores que o de Londrina. O da vizinha Ibiporã também foi 30% superior (ver quadro).
Na comparação com o ano anterior, 2008, o PIB per capita de Ibiporã, que era de R$ 17.920,63 foi um dos que mais cresceram: 27%. O de Maringá, que era de R$ 18.558,68, subiu 17% e o de Londrina, 9%. Já Curitiba, que havia apresentado R$ 23.696,43 naquele ano, teve um crescimento mais tímido, de 4%.
No cenário nacional, Londrina ficou na 780 posição entre os 5.565 municípios brasileiros. A cidade mais rica do País era São Francisco do Conde, na Bahia, cujo PIB per capita foi de R$ 360.815, ou seja, mais de 20 vezes maior que o de Londrina.
Joinville, que ”roubou” de Londrina o título de 3 maior cidade do Sul do País no último Censo, revelou uma renda per capita 54% maior.
Chama a atenção o fato de o PIB geral de Londrina ser o 4º maior do Estado em 2009 e o per capita chegar na 51 colocação. Em 2009, o Produto Interno Bruto da cidade atingiu R$ 8,8 bilhões. Curitiba apresentou naquele ano o maior PIB geral, de R$ 45,7 bilhões, seguida de Araucária, com R$ 11,9 bilhões. Maringá vem na sequência de Londrina, com R$ 7,2 bilhões.
O mau desempenho da cidade não supreendeu o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho. ”Esse resultado era esperado porque há muitos anos Londrina vem investindo apenas em passivos para o município”, argumenta. Segundo ele, a pressão para construção de loteamentos residenciais não é devidamente acompanhada por empreendimentos que gerem ativos, como indústrias.
Benvenho explica que o aumento de áreas residenciais gera passivos, pois exige obras de infraestrutura necessárias para o atendimento da população, como construção de escolas e hospitais, e implantação de saneamento e pavimentação de vias de trânsito. ”Não há um planejamento para criar empreendimentos que gerem riqueza para a cidade. Cabe ao município ter essa visão de futuro para criar ativos”, avalia.
Ele afirma que é preciso buscar um equilíbrio na atração desses empreendimentos para Londrina. ”No entorno do aeroporto estávamos em vias de aprovar um loteamento residencial ao invés de pensarmos em indústrias que trariam maior valor agregado”, aponta.
Segundo Benvenho, o próprio Plano Diretor deveria avaliar a expansão da Avenida Saul Elkind para que as novas áreas contemplem também unidades produtivas. Ele avalia, ainda, que a cidade vem empobrecendo por falta de uma política clara de desenvolvimento.
A reportagem procurou o prefeito Barbosa Neto, mas ele estava em viagem a Brasília e não foi encontrado.
por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Essas aposentadorias terão garantida a paridade de reajuste com os cargos da ativa.
Leonardo Prado
Faria de Sá: é inaceitável que a pessoa com invalidez tenha seus proventos limitados.
O Plenário aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 270/08, que concede aposentadoria integral aos servidores públicos aposentados por invalidez permanente caso tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003, data de publicação daEmenda Constitucional 41, a última reforma da Previdência.
A matéria, de autoria da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), foi aprovada hoje por unanimidade (401 votos), mas precisa passar por um segundo turno de votação antes de ser enviada ao Senado.
De acordo com o texto, o servidor que entrou no setor público até essa data e já se aposentou ou venha a se aposentar por invalidez permanente terá direito a proventos calculados com base na remuneração do cargo em que se der a aposentadoria, sem uso da média das maiores contribuições, como prevê a Lei 10.887/04, que disciplinou o tema.
Essas aposentadorias também terão garantida a paridade de reajuste com os cargos da ativa, regra estendida às pensões derivadas desses proventos. Segundo o relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a mudança feita pela PEC corrige uma das distorções da reforma previdenciária. “É inaceitável que o indivíduo atingido por uma situação de invalidez, que mais precisa de cuidados e atenção do Estado, tenha seus proventos mais limitados que o servidor saudável”, afirmou.
A Reforma da Previdência instituiu a aposentadoria por invalidez permanente com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável listada em lei.
Retroatividade
Para o relator, os aposentados poderão recorrer à Justiça para requerer a retroatividade. “O governo foi contra a retroatividade, mas ela poderá ser requerida na Justiça”, afirmou.
A PEC estipula um prazo de 180 dias para o Executivo revisar as aposentadorias e pensões concedidas a partir de 1º de janeiro de 2004. Os efeitos financeiros dessa revisão vão valer a partir data de promulgação da futura emenda constitucional.
A deputada Andreia Zito agradeceu aos deputados envolvidos na discussão pela aprovação da PEC, lembrando que o próprio presidente se empenhou em colocar o assunto em pauta. Ela também parabenizou as instituições que representam os aposentados por invalidez. “Estamos mostrando para o Brasil e para essas pessoas que não nos esquecemos delas”, afirmou.
Saiba mais sobre a tramitação de PECs
Íntegra da proposta:
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Regina Céli Assumpção
No substitutivo que Faria de Sá apresentou à comissão especial, estava prevista retroatividade a 2003, mas o texto aprovado retirou essa regra nas negociações com o governo.
por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Essas aposentadorias terão garantida a paridade de reajuste com os cargos da ativa.
Leonardo Prado
Faria de Sá: é inaceitável que a pessoa com invalidez tenha seus proventos limitados.
O Plenário aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 270/08, que concede aposentadoria integral aos servidores públicos aposentados por invalidez permanente caso tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003, data de publicação daEmenda Constitucional 41, a última reforma da Previdência.
A matéria, de autoria da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), foi aprovada hoje por unanimidade (401 votos), mas precisa passar por um segundo turno de votação antes de ser enviada ao Senado.
De acordo com o texto, o servidor que entrou no setor público até essa data e já se aposentou ou venha a se aposentar por invalidez permanente terá direito a proventos calculados com base na remuneração do cargo em que se der a aposentadoria, sem uso da média das maiores contribuições, como prevê a Lei 10.887/04, que disciplinou o tema.
Essas aposentadorias também terão garantida a paridade de reajuste com os cargos da ativa, regra estendida às pensões derivadas desses proventos. Segundo o relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a mudança feita pela PEC corrige uma das distorções da reforma previdenciária. “É inaceitável que o indivíduo atingido por uma situação de invalidez, que mais precisa de cuidados e atenção do Estado, tenha seus proventos mais limitados que o servidor saudável”, afirmou.
A Reforma da Previdência instituiu a aposentadoria por invalidez permanente com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável listada em lei.
Retroatividade
Para o relator, os aposentados poderão recorrer à Justiça para requerer a retroatividade. “O governo foi contra a retroatividade, mas ela poderá ser requerida na Justiça”, afirmou.
A PEC estipula um prazo de 180 dias para o Executivo revisar as aposentadorias e pensões concedidas a partir de 1º de janeiro de 2004. Os efeitos financeiros dessa revisão vão valer a partir data de promulgação da futura emenda constitucional.
A deputada Andreia Zito agradeceu aos deputados envolvidos na discussão pela aprovação da PEC, lembrando que o próprio presidente se empenhou em colocar o assunto em pauta. Ela também parabenizou as instituições que representam os aposentados por invalidez. “Estamos mostrando para o Brasil e para essas pessoas que não nos esquecemos delas”, afirmou.
Saiba mais sobre a tramitação de PECs
Íntegra da proposta:
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Regina Céli Assumpção
No substitutivo que Faria de Sá apresentou à comissão especial, estava prevista retroatividade a 2003, mas o texto aprovado retirou essa regra nas negociações com o governo.
por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Impulsionado por projetos de infraestrutura, o setor industrial demonstra mais otimismo em relação a 2012, depois de ter sido bastante afetado neste ano. Mas, para consolidar a aceleração do crescimento, o discurso ainda é de cobranças para desoneração tributária, flexibilização das leis trabalhistas e um câmbio mais desvalorizado.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou nesta quarta-feira que a economia vai crescer 3,0 por cento em 2012 e reduziu a estimativa de crescimento para este ano para 2,8 por cento, ante 3,4 por cento. Sobre o Produto Interno Bruto (PIB) industrial, a expectativa é de expansão de 2,3 por cento em 2012, contra 1,8 por cento neste ano.
“A maior contribuição ao crescimento ainda virá do consumo doméstico, que deverá expandir 4 por cento e contribuir com 2,6 pontos para a elevação do PIB”, informou a CNI em nota. “Esse é o resultado da combinação do aumento do salário mínimo, do relaxamentto dos controles monetários, e da expansão nos gastos públicos.”
O presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que a indústria deve retomar sua competitividade graças ao maior controle dos preços e pela maior estabilidade do câmbio em torno de 1,80 real. Ele citou a importância de projetos voltados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, para dar fôlego a diversos setores industriais, da construção civil até a área energética.
“Os projetos da Copa e das Olimpíadas são muito importantes para a economia, porque puxam diversos outros setores, já que a cadeia produtiva é muito longa”, afirmou Andrade, citando também investimentos no setor de petróleo e gás e na indústria automobilística.
A CNI estima que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, referência para o regime de metas do governo) deverá cair dos 6,5 por cento previstos para este ano a 5,2 por cento em 2012.
A formação bruta de capital fixo, uma medida de investimento, deverá ter no ano que vem expansão de 5,0 por cento, contra 4,8 por cento prevista para este ano.
Em relação à taxa básica de juros, a CNI estima que a Selic cairá mais um ponto percentual em 2012, terminando o próximo ano em 10,00 por cento.
“Temos questões que prejudicam o nosso desempenho, que é a carga tributária muito elevada, as questões trabalhísticas… o salário do trabalhador tem crescido muito”, disse ele, cobrando maior comprometimento do governo em medidas para garantir competitividade da indústria em relação aos produtos importados.
MERCADO INTERNACIONAL
A CNI acredita que o câmbio terá quase uma estabilidade entre este ano e o próximo, com a cotação do dólar saindo de 1,79 real e terminando 2012 em 1,80 real.
Andrade disse que a desvalorização do real ajuda na recuperação da indústria, mas para garantir uma competitividade maior seria preciso que a taxa ficasse entre 2,10 reais e 2,20 reais.
“O problema é que, com a redução do mercado nos EUA e na Europa, outros países veem o Brasil como mercado para colocar seus produtos, fazendo com que a indústria brasileira tenha dificuldade de competir com esse mercado”, afirmou.
Apesar de acreditar que o governo aumentará os gastos públicos para combater a crise econômica internacional, a CNI prevê que o superávit primário ficará em 3,0 por cento do PIB no ano que vem, contra meta de 3,25 por cento prevista para este ano.
Para o gerente-executivo de políticas econômicas da CNI, Flavio Castelo Branco, o governo pode lançar mão de um contingenciamento de cerca de 40 bilhões para adequar as despesas orçamentárias. Segundo ele, o governo só não conseguirá cumprir o primário diante de um agravamento ainda maior da situação internacional.
A indústria estima ainda que a dívida pública líquida deverá ser reduzida de 39,1 por cento neste ano para 38,6 por cento no ano que vem.
A CNI acredita que o superávit comercial cairá no ano que vem para 20,8 bilhões de dólares, ante saldo positivo esperado de 28,8 bilhões de dólares neste ano. O déficit em conta corrente é estimado em 56 bilhões de dólares em 2012, contra 50 bilhões de dólares neste ano.
por master | 15/12/11 | Ultimas Notícias
Impulsionado por projetos de infraestrutura, o setor industrial demonstra mais otimismo em relação a 2012, depois de ter sido bastante afetado neste ano. Mas, para consolidar a aceleração do crescimento, o discurso ainda é de cobranças para desoneração tributária, flexibilização das leis trabalhistas e um câmbio mais desvalorizado.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou nesta quarta-feira que a economia vai crescer 3,0 por cento em 2012 e reduziu a estimativa de crescimento para este ano para 2,8 por cento, ante 3,4 por cento. Sobre o Produto Interno Bruto (PIB) industrial, a expectativa é de expansão de 2,3 por cento em 2012, contra 1,8 por cento neste ano.
“A maior contribuição ao crescimento ainda virá do consumo doméstico, que deverá expandir 4 por cento e contribuir com 2,6 pontos para a elevação do PIB”, informou a CNI em nota. “Esse é o resultado da combinação do aumento do salário mínimo, do relaxamentto dos controles monetários, e da expansão nos gastos públicos.”
O presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que a indústria deve retomar sua competitividade graças ao maior controle dos preços e pela maior estabilidade do câmbio em torno de 1,80 real. Ele citou a importância de projetos voltados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, para dar fôlego a diversos setores industriais, da construção civil até a área energética.
“Os projetos da Copa e das Olimpíadas são muito importantes para a economia, porque puxam diversos outros setores, já que a cadeia produtiva é muito longa”, afirmou Andrade, citando também investimentos no setor de petróleo e gás e na indústria automobilística.
A CNI estima que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, referência para o regime de metas do governo) deverá cair dos 6,5 por cento previstos para este ano a 5,2 por cento em 2012.
A formação bruta de capital fixo, uma medida de investimento, deverá ter no ano que vem expansão de 5,0 por cento, contra 4,8 por cento prevista para este ano.
Em relação à taxa básica de juros, a CNI estima que a Selic cairá mais um ponto percentual em 2012, terminando o próximo ano em 10,00 por cento.
“Temos questões que prejudicam o nosso desempenho, que é a carga tributária muito elevada, as questões trabalhísticas… o salário do trabalhador tem crescido muito”, disse ele, cobrando maior comprometimento do governo em medidas para garantir competitividade da indústria em relação aos produtos importados.
MERCADO INTERNACIONAL
A CNI acredita que o câmbio terá quase uma estabilidade entre este ano e o próximo, com a cotação do dólar saindo de 1,79 real e terminando 2012 em 1,80 real.
Andrade disse que a desvalorização do real ajuda na recuperação da indústria, mas para garantir uma competitividade maior seria preciso que a taxa ficasse entre 2,10 reais e 2,20 reais.
“O problema é que, com a redução do mercado nos EUA e na Europa, outros países veem o Brasil como mercado para colocar seus produtos, fazendo com que a indústria brasileira tenha dificuldade de competir com esse mercado”, afirmou.
Apesar de acreditar que o governo aumentará os gastos públicos para combater a crise econômica internacional, a CNI prevê que o superávit primário ficará em 3,0 por cento do PIB no ano que vem, contra meta de 3,25 por cento prevista para este ano.
Para o gerente-executivo de políticas econômicas da CNI, Flavio Castelo Branco, o governo pode lançar mão de um contingenciamento de cerca de 40 bilhões para adequar as despesas orçamentárias. Segundo ele, o governo só não conseguirá cumprir o primário diante de um agravamento ainda maior da situação internacional.
A indústria estima ainda que a dívida pública líquida deverá ser reduzida de 39,1 por cento neste ano para 38,6 por cento no ano que vem.
A CNI acredita que o superávit comercial cairá no ano que vem para 20,8 bilhões de dólares, ante saldo positivo esperado de 28,8 bilhões de dólares neste ano. O déficit em conta corrente é estimado em 56 bilhões de dólares em 2012, contra 50 bilhões de dólares neste ano.