por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO
Dirigentes do PSDB e secretários de Estado do governo de São Paulo passaram a avaliar como possível a candidatura do ex-governador José Serra a prefeito no ano que vem.
Serra tem reiterado que não disputará novamente o cargo, para o qual foi eleito em 2004. Mas intensificou sua atividade política nas últimas semanas.
Na última sexta-feira, Serra promoveu o seminário “Liderança política e gestão municipal nas grandes cidades”, na Casa do Saber, como informou ontem o “Painel”.
Convocou para palestrar oito ex-assessores, que trabalharam com ele na prefeitura, no governo e no Ministério da Saúde.
Estiveram lá Mauro Ricardo (ex-titular da Fazenda, hoje na gestão de Gilberto Kassab), Barjas Negri (que sucedeu Serra na Saúde), Francisco Luna (ex-secretário de Planejamento) e Sidney Beraldo, chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin.
O público foram prefeitos e candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados no interior de São Paulo e em outros Estados.
Na sua vez de falar, Serra brincou: “Não sou candidato a mais nada”. Ele e a plateia riram da frase.
O seminário foi seguido de um jantar em que o ex-governador foi novamente o anfitrião dos convidados de fora de São Paulo.
“Ele estava bem mais leve, muito animado”, descreve um dos ex-auxiliares.
Enquanto alguns interpretam que Serra se prepara para entrar no páreo da disputa municipal, outros veem a articulação como meio de ampliar inserção nacional de olho em 2014.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO
Dirigentes do PSDB e secretários de Estado do governo de São Paulo passaram a avaliar como possível a candidatura do ex-governador José Serra a prefeito no ano que vem.
Serra tem reiterado que não disputará novamente o cargo, para o qual foi eleito em 2004. Mas intensificou sua atividade política nas últimas semanas.
Na última sexta-feira, Serra promoveu o seminário “Liderança política e gestão municipal nas grandes cidades”, na Casa do Saber, como informou ontem o “Painel”.
Convocou para palestrar oito ex-assessores, que trabalharam com ele na prefeitura, no governo e no Ministério da Saúde.
Estiveram lá Mauro Ricardo (ex-titular da Fazenda, hoje na gestão de Gilberto Kassab), Barjas Negri (que sucedeu Serra na Saúde), Francisco Luna (ex-secretário de Planejamento) e Sidney Beraldo, chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin.
O público foram prefeitos e candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados no interior de São Paulo e em outros Estados.
Na sua vez de falar, Serra brincou: “Não sou candidato a mais nada”. Ele e a plateia riram da frase.
O seminário foi seguido de um jantar em que o ex-governador foi novamente o anfitrião dos convidados de fora de São Paulo.
“Ele estava bem mais leve, muito animado”, descreve um dos ex-auxiliares.
Enquanto alguns interpretam que Serra se prepara para entrar no páreo da disputa municipal, outros veem a articulação como meio de ampliar inserção nacional de olho em 2014.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Simone Maria da Silva, 33 anos, não vê nenhum impacto negativo na implantação do complexo portuário e industrial de Suape. Mesmo as mazelas de que todos reclamam, como o tráfego pesado e engarrafamentos em área de turismo, são para ela coisas positivas: “É o progresso”, afirma com sorriso aberto.
Há dois anos ela foi contratada, com carteira assinada, por uma das 50 empresas em fase de construção no complexo. Trabalha como faxineira em um dormitório alugado pelo empregador no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, para hospedar 109 dos seus trabalhadores.
“Trabalho cantando”, diz ela, satisfeita como emprego que lhe proporciona plano de saúde, vale-alimentação e transporte.Ganha em torno de R$ 2 mil por mês com as horas extras e em dois anos já reformou sua casa em Ipojuca.Comprou móveis novos e computador para os filhos de 15 e 16 anos. Simone frequenta academia de ginástica e já viajou de avião para o Rio. “Muito chique”, diz ela.
O marido também trabalha em Suape, assim como um primo, três irmãos e quatro cunhados. Todos na área da construção civil-são encarregados de construção, armadores, montadores de andaime. Os filhos de 15 e 16 anos estão terminando a 8.ª série e vão fazer curso técnico de mecânica. De olho em Suape.
Locomotiva. Ao destacar o “glamour” de Suape, Simone interpreta, na sua linguagem, os números e o discurso político e empresarial em torno do complexo: maior canteiro de obras do Brasil, locomotiva do desenvolvimento,redenção da economia pernambucana, maior polo de desenvolvimento do País, berço da nova indústria naval brasileira.
Cinquenta empresas em instalação – entre elas indústrias de produtos químicos, metalomecânica e logística – superam R$ 40 bilhões em investimentos e geram 42 mil empregos na construção civil. As 100 empresas já instaladas – entre elas o Estaleiro Atlântico Sul – são responsáveis por 25 mil empregos diretos.
Tudo numa área de 13,5 mil hectares, a 50 quilômetros do Recife, espraiando- se entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Somente a Refinaria Abreu e Lima, em construção, ocupa 630 hectares e representa investimentos de US$ 13,3 bilhões.
Outro empreendimento estruturador do complexo industrial de Suape é a Petroquímica Suape, que terá fábricas de resinas plásticas em 55 hectares – investimento de R$ 2,2 bilhões.
O porto já se destaca pelo ritmo acelerado: cresceu no ano passado 16,3% na movimentação de cargas e 34,4% na movimentação de contêineres. Se nos últimos cinco anos foram movimentados 9 milhões de toneladas de carga, a estimativa é fechar 2011 com 11 milhões e chegar a 13 milhões em 2013.
A expectativa é que o Porto de Suape venha a se tornar um dos três maiores portos brasileiros em 2016, alcançando a marca de 50milhões de toneladas de carga. Até 2013 deverá receber investimento superior a US$ 1 bilhão para construção de mais quatro terminais.
Atualmente, Suape possui cinco cais para atracamento no porto interno e um molhe de pedras de proteção em “L”, que abriga três píeres degranéis líquidos, um cais de múltiplo uso e uma tancagem flutuante de GLP, no porto externo.
A aposta é que Suape deverá ter papel importante no escoamento da produção a ser gerada com a descoberta da reserva de petróleo, na camada pré-sal entre o Espírito Santo e Santa Catarina, a uma profundidade de 5 mil a 6 mil metros abaixo da lâmina de água, eque deverá tornar o Brasil um dos dez maiores produtores mundiais. Assim como na construção de navios para o transporte offshore para a extração de petróleo.
Com essa perspectiva, foi criado, em 2008, o Fórum Suape Global, com o objetivo de transformar Pernambuco num polo provedor de bens e serviços para indústrias de petróleo, gás, offshore e naval.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Simone Maria da Silva, 33 anos, não vê nenhum impacto negativo na implantação do complexo portuário e industrial de Suape. Mesmo as mazelas de que todos reclamam, como o tráfego pesado e engarrafamentos em área de turismo, são para ela coisas positivas: “É o progresso”, afirma com sorriso aberto.
Há dois anos ela foi contratada, com carteira assinada, por uma das 50 empresas em fase de construção no complexo. Trabalha como faxineira em um dormitório alugado pelo empregador no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, para hospedar 109 dos seus trabalhadores.
“Trabalho cantando”, diz ela, satisfeita como emprego que lhe proporciona plano de saúde, vale-alimentação e transporte.Ganha em torno de R$ 2 mil por mês com as horas extras e em dois anos já reformou sua casa em Ipojuca.Comprou móveis novos e computador para os filhos de 15 e 16 anos. Simone frequenta academia de ginástica e já viajou de avião para o Rio. “Muito chique”, diz ela.
O marido também trabalha em Suape, assim como um primo, três irmãos e quatro cunhados. Todos na área da construção civil-são encarregados de construção, armadores, montadores de andaime. Os filhos de 15 e 16 anos estão terminando a 8.ª série e vão fazer curso técnico de mecânica. De olho em Suape.
Locomotiva. Ao destacar o “glamour” de Suape, Simone interpreta, na sua linguagem, os números e o discurso político e empresarial em torno do complexo: maior canteiro de obras do Brasil, locomotiva do desenvolvimento,redenção da economia pernambucana, maior polo de desenvolvimento do País, berço da nova indústria naval brasileira.
Cinquenta empresas em instalação – entre elas indústrias de produtos químicos, metalomecânica e logística – superam R$ 40 bilhões em investimentos e geram 42 mil empregos na construção civil. As 100 empresas já instaladas – entre elas o Estaleiro Atlântico Sul – são responsáveis por 25 mil empregos diretos.
Tudo numa área de 13,5 mil hectares, a 50 quilômetros do Recife, espraiando- se entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Somente a Refinaria Abreu e Lima, em construção, ocupa 630 hectares e representa investimentos de US$ 13,3 bilhões.
Outro empreendimento estruturador do complexo industrial de Suape é a Petroquímica Suape, que terá fábricas de resinas plásticas em 55 hectares – investimento de R$ 2,2 bilhões.
O porto já se destaca pelo ritmo acelerado: cresceu no ano passado 16,3% na movimentação de cargas e 34,4% na movimentação de contêineres. Se nos últimos cinco anos foram movimentados 9 milhões de toneladas de carga, a estimativa é fechar 2011 com 11 milhões e chegar a 13 milhões em 2013.
A expectativa é que o Porto de Suape venha a se tornar um dos três maiores portos brasileiros em 2016, alcançando a marca de 50milhões de toneladas de carga. Até 2013 deverá receber investimento superior a US$ 1 bilhão para construção de mais quatro terminais.
Atualmente, Suape possui cinco cais para atracamento no porto interno e um molhe de pedras de proteção em “L”, que abriga três píeres degranéis líquidos, um cais de múltiplo uso e uma tancagem flutuante de GLP, no porto externo.
A aposta é que Suape deverá ter papel importante no escoamento da produção a ser gerada com a descoberta da reserva de petróleo, na camada pré-sal entre o Espírito Santo e Santa Catarina, a uma profundidade de 5 mil a 6 mil metros abaixo da lâmina de água, eque deverá tornar o Brasil um dos dez maiores produtores mundiais. Assim como na construção de navios para o transporte offshore para a extração de petróleo.
Com essa perspectiva, foi criado, em 2008, o Fórum Suape Global, com o objetivo de transformar Pernambuco num polo provedor de bens e serviços para indústrias de petróleo, gás, offshore e naval.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Secretário da RF diz que não se justifica ‘exigir do contribuinte que apresente dados sobre algo que nós já temos’
PIS/Cofins será simplificado; só IR de empresa pode consumir 240 horas para preparar e revisar documentos
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O governo decidiu acabar com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.
Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.
Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio de sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
“Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos”, afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa.
Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.
Hoje, o órgão já tem um sistema que mede a produção eletronicamente, no momento em que o líquido é engarrafado, o que torna a entrega do documento inócua.
Após a DIF, outras sete declarações serão eliminadas gradualmente. A previsão é que o fim da declaração do IR das empresas ocorra em 2013 ou 2014.
Para as empresas, reunir essa documentação é custoso. O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) calcula que elas gastem 1,5% do faturamento anual com as chamadas “obrigações acessórias” demandadas hoje pela Receita.
A DIPJ é a mais complexa. Inclui, além do dados do IR, informações sobre o balanço das empresas, pagamentos de dividendos e de apuração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Elaborá-la uma vez por ano leva em média 200 horas de trabalho mais 40 horas para a revisão. Não entregá-la, porém, pode custar até 20% do imposto devido em multas.
“O custo é muito elevado, pois cada vez mais as declarações exigem uma maior quantidade de informações. As empresas necessitam de diversos profissionais”, afirma o advogado Luciano Costa, sócio da Pactum Consultoria Empresarial.
EXTINÇÃO
De acordo com Barreto, não há no radar do governo uma reforma dos tributos federais: serão feitas ações pontuais, como a extinção da declaração ou a publicação de notas públicas esclarecendo dúvidas de contribuintes.
O governo também não pretende, segundo o secretário, elevar o rol de companhias que poderão declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, que é uma forma simplificada para companhias maiores.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Secretário da RF diz que não se justifica ‘exigir do contribuinte que apresente dados sobre algo que nós já temos’
PIS/Cofins será simplificado; só IR de empresa pode consumir 240 horas para preparar e revisar documentos
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O governo decidiu acabar com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.
Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.
Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio de sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
“Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos”, afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa.
Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.
Hoje, o órgão já tem um sistema que mede a produção eletronicamente, no momento em que o líquido é engarrafado, o que torna a entrega do documento inócua.
Após a DIF, outras sete declarações serão eliminadas gradualmente. A previsão é que o fim da declaração do IR das empresas ocorra em 2013 ou 2014.
Para as empresas, reunir essa documentação é custoso. O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) calcula que elas gastem 1,5% do faturamento anual com as chamadas “obrigações acessórias” demandadas hoje pela Receita.
A DIPJ é a mais complexa. Inclui, além do dados do IR, informações sobre o balanço das empresas, pagamentos de dividendos e de apuração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Elaborá-la uma vez por ano leva em média 200 horas de trabalho mais 40 horas para a revisão. Não entregá-la, porém, pode custar até 20% do imposto devido em multas.
“O custo é muito elevado, pois cada vez mais as declarações exigem uma maior quantidade de informações. As empresas necessitam de diversos profissionais”, afirma o advogado Luciano Costa, sócio da Pactum Consultoria Empresarial.
EXTINÇÃO
De acordo com Barreto, não há no radar do governo uma reforma dos tributos federais: serão feitas ações pontuais, como a extinção da declaração ou a publicação de notas públicas esclarecendo dúvidas de contribuintes.
O governo também não pretende, segundo o secretário, elevar o rol de companhias que poderão declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, que é uma forma simplificada para companhias maiores.