por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
A julgar pelo que deputados federais e senadores dizem de si mesmos, a direita nunca esteve tão envergonhada no Congresso Nacional quanto na última legislatura.
Pesquisa realizada com 139 congressistas mostra que em 2009 apenas 11,9% dos deputados e senadores se colocavam à direita da reputação de seus partidos (88,1% diziam se perceber à esquerda).
O percentual é o menor entre as seis edições da pesquisa, feita desde 1990 com 797 parlamentares diferentes, e mostra grande declínio em relação a 1997 e 2001.
Naqueles anos, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, 21,6% dos parlamentares se classificavam mais de direita do que seus próprios partidos.
Os dados integram a Pesquisa Legislativa Brasileira, cuja edição de 2009 foi analisada no livro “O Congresso por Ele Mesmo” (UFMG, 2011), organizado por Timothy Power e Cesar Zucco Jr.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
A julgar pelo que deputados federais e senadores dizem de si mesmos, a direita nunca esteve tão envergonhada no Congresso Nacional quanto na última legislatura.
Pesquisa realizada com 139 congressistas mostra que em 2009 apenas 11,9% dos deputados e senadores se colocavam à direita da reputação de seus partidos (88,1% diziam se perceber à esquerda).
O percentual é o menor entre as seis edições da pesquisa, feita desde 1990 com 797 parlamentares diferentes, e mostra grande declínio em relação a 1997 e 2001.
Naqueles anos, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, 21,6% dos parlamentares se classificavam mais de direita do que seus próprios partidos.
Os dados integram a Pesquisa Legislativa Brasileira, cuja edição de 2009 foi analisada no livro “O Congresso por Ele Mesmo” (UFMG, 2011), organizado por Timothy Power e Cesar Zucco Jr.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
A meta prometida no início do ano era de geração de 3 milhões de vagas — muito além da expectativa de órgãos do próprio governo.
Ministério do Trabalho reduziu a meta de geração de empregos para 2011. A meta prometida no início do ano era de geração de 3 milhões de vagas — muito além da expectativa de órgãos do próprio governo.
“Primeiro eu reavaliei para 2,7 milhões. Estou achando, pelo caminhar da carruagem, que esse número não vai ser atingido”, afirmou o ministro Carlos Lupi. “Eu fiz uma reavaliação para 2,4 milhões, mas pode ficar abaixo disso”, reiterou.
Em setembro, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi explicou que a geração mensal de vagas ocorria num ritmo menor no segundo semestre devido a uma desaceleração da economia e da forte entrada de produtos importados, “que está prejudicando as contratações na indústria”.
“O mercado interno já esta tomando providências para conter a desaceleração, como a baixa de juros e linhas de créditos maiores para alguns setores. Todas as medidas tem efeitos no mercado de trabalho, porém, não é um efeito imediato”, afirmou o ministro.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
A meta prometida no início do ano era de geração de 3 milhões de vagas — muito além da expectativa de órgãos do próprio governo.
Ministério do Trabalho reduziu a meta de geração de empregos para 2011. A meta prometida no início do ano era de geração de 3 milhões de vagas — muito além da expectativa de órgãos do próprio governo.
“Primeiro eu reavaliei para 2,7 milhões. Estou achando, pelo caminhar da carruagem, que esse número não vai ser atingido”, afirmou o ministro Carlos Lupi. “Eu fiz uma reavaliação para 2,4 milhões, mas pode ficar abaixo disso”, reiterou.
Em setembro, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi explicou que a geração mensal de vagas ocorria num ritmo menor no segundo semestre devido a uma desaceleração da economia e da forte entrada de produtos importados, “que está prejudicando as contratações na indústria”.
“O mercado interno já esta tomando providências para conter a desaceleração, como a baixa de juros e linhas de créditos maiores para alguns setores. Todas as medidas tem efeitos no mercado de trabalho, porém, não é um efeito imediato”, afirmou o ministro.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Desde a crise de 2008, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%
O governo volta a incentivar o crédito para o consumo em um momento que, teoricamente, tem ingredientes arriscados: brasileiros nunca deveram tanto e nunca comprometeram parcela tão grande do salário para pagar as dívidas. Desde a crise de 2008, quando o governo aumentou a oferta de crédito para manter a economia aquecida, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%. Enquanto isso, o salário aumentou bem menos: 33,3%.
Dados do Banco Central revelam que o endividamento das famílias está no nível mais alto da história: pessoas físicas devem cerca de R$ 715,19 bilhões aos bancos em operações das mais simples, como o microcrédito e o cheque especial, até financiamentos longos, como o imobiliário e de veículos, passando pelo caro cartão de crédito.
Segundo o BC, cada brasileiro deve atualmente 41,8% da soma dos salários de um ano inteiro, um recorde. Há pouco mais de três anos, quando começou a crise de 2008, brasileiros deviam o correspondente a 32,2% de sua renda de 12 meses.
Pela metodologia usada nesses cálculos, o endividamento é o total das dívidas de uma família em relação à sua renda somada em um ano. Seria como dizer que, na média, cada um dos mais de 192 milhões de brasileiros deve atualmente R$ 3.724 às financeiras e bancos. No início da crise passada, quando o Brasil tinha 2 milhões de habitantes a menos e o governo ainda não havia incentivado o crédito, o endividamento médio era de R$ 2.093.
O diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, disse no começo do mês que a instituição não está preocupada com o aumento do endividamento das famílias porque o prazo praticado pelos bancos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o mercado de trabalho e a renda seguem em expansão. “Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse na ocasião.
Nos últimos dias, o BC retirou parte das amarras impostas ao crédito no fim do ano passado. Com o objetivo de aumentar a demanda interna, foram anunciados incentivos para financiamentos voltados ao consumo – como o crédito para veículos, pessoal e consignado. Além disso, o juro básico da economia cai desde agosto com o mesmo objetivo de baratear o crédito, incentivar o consumo e, assim, reduzir os efeitos da crise internacional. O receituário é bem parecido com o usado na crise de 2008.
Mas o quadro tem, gradualmente, mudado. Apesar do esforço para incentivar a economia interna, as forças geradas pelo complicado quadro global têm aparecido cada vez mais: estoques elevados, produção industrial cada vez mais lenta e desaceleração na geração de empregos.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Desde a crise de 2008, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%
O governo volta a incentivar o crédito para o consumo em um momento que, teoricamente, tem ingredientes arriscados: brasileiros nunca deveram tanto e nunca comprometeram parcela tão grande do salário para pagar as dívidas. Desde a crise de 2008, quando o governo aumentou a oferta de crédito para manter a economia aquecida, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%. Enquanto isso, o salário aumentou bem menos: 33,3%.
Dados do Banco Central revelam que o endividamento das famílias está no nível mais alto da história: pessoas físicas devem cerca de R$ 715,19 bilhões aos bancos em operações das mais simples, como o microcrédito e o cheque especial, até financiamentos longos, como o imobiliário e de veículos, passando pelo caro cartão de crédito.
Segundo o BC, cada brasileiro deve atualmente 41,8% da soma dos salários de um ano inteiro, um recorde. Há pouco mais de três anos, quando começou a crise de 2008, brasileiros deviam o correspondente a 32,2% de sua renda de 12 meses.
Pela metodologia usada nesses cálculos, o endividamento é o total das dívidas de uma família em relação à sua renda somada em um ano. Seria como dizer que, na média, cada um dos mais de 192 milhões de brasileiros deve atualmente R$ 3.724 às financeiras e bancos. No início da crise passada, quando o Brasil tinha 2 milhões de habitantes a menos e o governo ainda não havia incentivado o crédito, o endividamento médio era de R$ 2.093.
O diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, disse no começo do mês que a instituição não está preocupada com o aumento do endividamento das famílias porque o prazo praticado pelos bancos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o mercado de trabalho e a renda seguem em expansão. “Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse na ocasião.
Nos últimos dias, o BC retirou parte das amarras impostas ao crédito no fim do ano passado. Com o objetivo de aumentar a demanda interna, foram anunciados incentivos para financiamentos voltados ao consumo – como o crédito para veículos, pessoal e consignado. Além disso, o juro básico da economia cai desde agosto com o mesmo objetivo de baratear o crédito, incentivar o consumo e, assim, reduzir os efeitos da crise internacional. O receituário é bem parecido com o usado na crise de 2008.
Mas o quadro tem, gradualmente, mudado. Apesar do esforço para incentivar a economia interna, as forças geradas pelo complicado quadro global têm aparecido cada vez mais: estoques elevados, produção industrial cada vez mais lenta e desaceleração na geração de empregos.