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Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

A produção da indústria brasileira caiu 2% em setembro na comparação livre de influência sazonais com agosto. O resultado representa uma acentuação da queda frente ao desempenho de agosto, quando o setor havia registradado recuo de 0,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado mostra uma forte freada da indústria, que sente os efeitos de alta dos juros (processo encerrado em agosto), a menor demanda global diante da crise e a desaceleração do consumo doméstico. A queda de agosto para setembro é a maior desde abril (-2,3%).

Em relação a setembro de 2010, houve queda de 1,6%. Já no acumulado do ano, a indústria soma alta de 1,1%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou positivo em 1,6%.

Segundo o IBGE, as categorias com piores desempenhos foram as de bens duráveis (-9%), bens de capital (-5,5%), semi e não duráveis (-1,3%), intermediários (estável); na comparação setembro ante agosto.

Já os setores com as quedas mais expressivas, na mesma comparação, foram: fumo (-30,6%), material elétrico e equipamentos de comunicação (-13,6%), veículos automotores (-11%). Por outro lado, as altas de destaque ficaram com material de escritório e informária (9,6%) e outros produtos químicos (4,2%).

Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

OIT: é preciso criar 80 milhões de empregos

Dilma defenderá no G-20 adoção de políticas não recessivas

GENEBRA e SÃO PAULO. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou ontem um panorama sombrio do mercado de trabalho mundial. Segundo a entidade, para recuperar o nível de emprego anterior à crise global seria preciso criar 80 milhões de vagas nos próximos dois anos, sendo 27 milhões nos países ricos, e o restante, naqueles em desenvolvimento.

No “Relatório Mundo do Trabalho 2011: Fazendo os mercados trabalharem por empregos”, a OIT afirma que a economia global está às portas de uma nova recessão laboral, que vai retardar a recuperação econômica e provocar tensões sociais em muitos países. Isso se aplica, segundo o relatório, à União Europeia, à região árabe e, em menor proporção, à Ásia.

Ontem, em São Paulo, durante premiação das empresas mais admiradas, na revista “Carta Capital”, a presidente Dima Rousseff defendeu:

– Inegavelmente, a solução dessa crise, apesar de ela ser de responsabilidade dos países avançados, e em especial dos europeus, não pode passar apenas por ajustes recessivos. Do contrário, a recessão será uma profecia auto-realizável – disse, lembrando que levará essa ideia à reunião do G-20, em Cannes.

Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

Vanhoni pode apresentar nesta terça-feira (1º) parecer sobre o PNE

O relator do projeto de lei (PL 8.035/10), do Executivo, que institui o Programa Nacional de Educação (PNE), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), deve apresentar, nesta terça-feira (1º), seu parecer na comissão especial que analisa o tema.

A expectativa do relator é votá-lo na comissão até o fim de novembro.

Vanhoni ressaltou a importância do PNE, que define as metas da educação brasileira para os próximos dez anos.

“Além da universalização do ensino para toda a população de 4 a 17 anos, o PNE abrange temas como a oferta de ensino em tempo integral em 50% das escolas públicas, o alcance de índices mínimos de qualidade da educação básica e a duplicação das matrículas do ensino profissional”, disse.

Na última semana, Angelo Vanhoni e a presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), receberam um abaixo-assinado com 140 mil cartões postais de apoio à aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação.

“Nós estamos finalizando os estudos sobre todas as necessidades da educação, envolvendo a inclusão de quatro milhões de crianças nas creches; o ensino infantil; a expansão do ensino superior, o problema do ensino médio; a valorização do magistério; o diálogo com a Ciência e Tecnologia e a qualidade da educação responsável pela formação de doutores e mestres em todo o território nacional. Em função dessas demandas, vamos fixar números. Poderá ser 10%, 9% ou 8% do PIB”, destacou o relator.

Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos 5% do PIB. A proposta do PNE 2012-2015 prevê a ampliação para 7% até 2020. No entanto, entidades da sociedade civil – educadores e estudantes pedem a destinação de pelo menos 10% do PIB para a educação.

Na última quarta-feira (26) entidades dos trabalhadores em educação sob o comando da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) fizeram uma marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa da aplicação de 10% do PIB para educação.

Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

A acumulação de riquezas nas mãos de cada vez menos pessoas tem se acentuado. Estados Unidos e Europa, que passam por uma crise econômica persistente, em flagrante e revoltoso contraste, possuem dois terços dos milionários do planeta.

O mundo testemunha uma dramática piora dos indicadores sociais nos países ricos. Os mais pobres perdem oportunidades e suas economias, mas alguns poucos continuam enriquecendo, aproveitando a “chance de lucrar”, torcendo, inescrupulosamente, por recessão global e ganhando sobre o desespero da esmagadora maioria da população.

Movimentos como o Occupy Wall Street denunciam a jogatina do sistema financeiro, a ganância absurda dos bancos e sua ética da acumulação de riquezas desenfreada e egoísta, sem enfrentar a regulação por parte dos mecanismos de controle de capital dos estados, a despeito da crise porque passam milhões de pessoas que perdem suas casas, seus empregos e suas vidas.

No Rio de Janeiro um grupo de aproximadamente 150 pessoas, do Ocupa Rio, tomou a praça da Cinelândia no Rio de Janeiro no sábado dia 15 de outubro e fizeram nova ocupação no sábado, dia 22, para conscientizar a sociedade contra esta desigualdade que maltrata a humanidade.

Pois bem, o total de riqueza acumulada pelas pessoas do ranking que ilustra esta postagem é quase do tamanho de toda a riqueza da Colômbia, um país com 46 milhões de habitantes!

Vivemos em um mundo desregulado, ainda norteado pela ostentação e egoísmo da riqueza absurda para pouquíssimos, em 2010 a FAO estimou em mais de 1 bilhão de pessoas passando fome e os países ricos e a ONU viram as costas para esta dura realidade.

Milionários controlam 39% da riqueza global
Fortuna dos milionários, que são menos de 1% da população, cresceu duas vezes a riqueza do mundo; em 2010, mais ricos detinham 35% do total.

Os milionários e bilionários passaram a controlar 38,5% da riqueza mundial, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, publicado pelo banco Credit Suisse. A fortuna das 29,7 milhões de pessoas que têm mais de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão) – menos de 1% da população mundial – alcançou US$ 89 trilhões (R$ 157,5 trilhões) ou US$ 20 trilhões a mais do que no ano passado. Em 2010, os milionários eram donos de 35,6% da riqueza mundial.

A fortuna dos milionários cresceu 29% – percentual duas vezes maior do que a riqueza do mundo como um todo, que agora soma US$ 231 trilhões (R$ 409 trilhões). Existem hoje 84.700 pessoas que têm mais de US$ 50 milhões, sendo que 35.400 moram nos EUA. Há 29 mil pessoas com mais de US$ 100 milhões e apenas 2.700 com mais de US$ 500 milhões.

A Europa ultrapassou a América do Norte e é lar de 37,2% dos milionários do mundo em comparação aos 37% do continente americano. O Japão concentra 3,1 milhão de milionários (11% do total), seguido por China e Austrália, cada um com 1 milhão. Em termos de países, Suíça, Austrália e Noruega são as três nações mais ricas do mundo; na Ásia, tem-se também Cingapura.

Nos próximos cinco anos, a riqueza mundial deverá aumentar em 50% a US$ 345 trilhões. Os mercados emergentes devem ter mais milionários nos próximos anos. A China já conta com um milhão de milionários. A riqueza na Índia e no Brasil devem mais do que dobrar. (Fonte: iG)

Conferências Macrorregionais do Emprego e Trabalho Decente

Conferências Macrorregionais do Emprego e Trabalho Decente

Curitiba, Região Metropolitana e Litoral

imagemnoticia13Na quinta-feira (27) foi realizada na cidade de Matinhos, litoral do Paraná, a quinta Conferência Macrorregional sobre o Trabalho Decente. Mais de 400 pessoas participaram do evento, entre elas, representantes do governo e de organizações de trabalhadores e de empregadores de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.

Entre as principais metas da conferência estavam o debate e apresentação de propostas relacionadas aos princípios e direitos fundamentais do trabalho, o fortalecimento do tripartismo e o diálogo social como instrumento democrático para a construção de políticas públicas direcionadas ao trabalho decente.

 Na avaliação do secretário de estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o fortalecimento do diálogo direto com os atuantes em cada uma das regiões do Paraná auxiliou para mapear as condições regionais. “Todo o material que foi apresentado nas conferências servirá para desenvolver ações para garantir que o trabalho seja exercido em condições de igualdade, liberdade e segurança”, disse. 

No evento em Matinhos foram escolhidos os 190 delegados, sendo, 19 da Sociedade Civil, 57 do Governo, 57 das Organizações Patronais e 57 dos Trabalhadores, destes, 11 delegados e 1 suplente (21% da bancada trabalhista) são representantes da NCST/PR.  

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Produção industrial tem queda de 2% em setembro, diz IBGE

Crescimento demográfico: 7 bilhões

População mundial chega hoje a essa marca com crescentes desigualdades econômicas e sociais.

A população mundial chega hoje a 7 bilhões de pessoas, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), em meio a necessidades urgentes de redistribuição da riqueza para o combate a crescentes desigualdades. Cada país celebrará à própria moda esse novo recorde de explosão demográfica: alguns vão até eleger um bebê como símbolo e outros vão organizar competições esportivas e festividades.

Em Zâmbia, na África, será realizado um concurso musical, e no Vietnã, um show intitulado 7 Billion: Counting nn Each Other (7 bilhões de pessoas apoiando-se mutuamente). Na Rússia, as autoridades vão entregar presentes a alguns recém-nascidos. No entanto, para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o dia que marca a existência de 7 bilhões de seres humanos não é motivo de alegria.

Os recém-nascidos chegam a um mundo contraditório, com muita comida para uns e com a falta de alimentos para 1 bilhão de pessoas que vão dormir com fome todas as noites. “Muitas pessoas gozam de luxuosos estilos de vida e muitos outros vivem na pobreza”, disse Ban em entrevista à revista americana Time. O recorde demográfico deveria ser visto como “um chamado à ação”, insistiu. A nova cifra demográfica representa un incremento de 1 bilhão de pessoas em relação ao número anunciado à meia-noite de 12 de outubro de 1999, quando a ONU nomeou um recém-nascido bósnio, Adnan Mevic, como o terráqueo de número 6 bilhões.

O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, foi fotografado num hospital de Sarajevo, segurando Mevic em seus braços. A família da criança vive, hoje, mergulhada na pobreza, o que explica, em parte, o fato de neste ano não haver foto simbólica com o chefe da ONU para imortalizar o novo recorde demográfico. “Não se trata de números. Trata-se de pessoas”, disse Ban numa escola de Nova York semana passada. “Serão sete bilhões de pessoas que vão precisar de alimentos em quantidade suficiente, assim como de energia, além de boas oportunidades na vida de emprego e educação; direitos e a própria liberdade de criar seus próprios filhos em paz e segurança”, acrescentou.

Dirigindo-se aos estudantes, o chefe das Nações Unidas acrescentou: “Tudo o que quiserem para vocês mesmos deverá ser multiplicado por 7 bilhões”. Ban levará esta mensagem ao G20, que reunirá as economias desenvolvidas e as emergentes mais importantes, na próxima semana no sul da França.

 

Índia

Segundo estimativas da ONU, cerca de dois bebês nascem a cada segundo: a cifra de 7 bilhões continuará aumentando na próxima década, até chegar a 10 bilhões em 2100. Dez países, sozinhos, serão responsáveis por mais da metade disso. Oito são africanos. O caso mais extremo é o de Zâmbia, onde a expectativa de vida hoje é de apenas 49 anos – a média mundial é de 69. As Nações Unidas preveem que a Índia se converta no país mais povoado do mundo em 2025, quando seus habitantes somarem 1,5 bilhão, superando a China.

Enquanto isso, um relatório do Fundo de População da ONU (UNFPA) destaca que o mundo enfrentará crescentes obstáculos para criar empregos para as novas gerações, especialmente nos países pobres, e que a mudança climática e a explosão demográfica vão agravar as crises de fome e de seca. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população se tornará um problema para o Japão e os países europeus, com suas repercussões afetando as políticas de migração, saúde e emprego, adverte o documento.

O temor de que as condições de vida piorarão por causa do aumento populacional aflige parte da humanidade ao menos desde que o reverendo Thomas Malthus, em 1798, colocou em dúvida a capacidade do planeta de prover subsistência para todos. Até o momento, as previsões de Malthus e de outros pessimistas que ecoaram suas ideias não se confirmaram.

Consumo

Nos últimos 60 anos, apesar de termos vivido uma verdadeira explosão populacional – de 2,5 para 7 bilhões –, a expectativa de vida aumentou em mais de 20 anos. No entanto, no debate atual sobre a capacidade do planeta de prover recursos naturais para sustentar uma população crescente, há uma nova variável ainda sem resposta: o aquecimento global. Se, para alguns, são os países pobres que ameaçam sobrecarregar o planeta por causa de suas altas taxas de fecundidade, para outros, a principal responsabilidade é dos países ricos e seus atuais padrões de consumo.

No Maláui, por exemplo, a taxa de fecundidade supera a média de seis filhos por mulher. Nos EUA, está próxima de dois. No entanto, um único americano impacta no aquecimento global o equivalente, segundo a ONG Global Footprint Network, a 11 habitantes do Maláui. Esse impacto hu­­mano será ainda maior no planeta se os 3 bilhões a mais de habitantes até 2100 tiverem padrões de consumo semelhantes aos de nações ricas hoje.