por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
Publicação revela que em 2009, só 40% dos paranaenses tinham carteira assinada
No Paraná, das 5,5 milhões de pessoas ocupadas no Estado, em 2009, 2,2 milhões trabalharam com carteira assinada — ou seja apenas 40% dos trabalhadores atuavam no mercado formal. Os números foram revelados pelo Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, lançado ontem pela A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A publicação traz informações sobre o mercado de trabalho brasileiro, ocupação, postos de trabalho gerados e renda.
“A taxa de desocupação foi de 6,3%, o que mostra que o n[úmero de desocupados caiu num ritmo maior do que o aumento da população ativa mas a inserção ocupacional e, especialmente, a formalização, ainda são precárias. Com a análise desses números, poderemos aprimorar nossas políticas públicas e direcionar nossos esforços para iniciativas que resultem no aumento da formalização do trabalho e qualificação profissional”, afirmou Neivo Beraldin, superintendente regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE-PR).
Para o superintendente regional Neivo Beraldin, o anuário é uma ferramenta extremamente importante para a construção das políticas públicas de trabalho, emprego e renda.
Segundo o supervisor técnico do Dieese no Paraná, Cid Cordeiro, os dados do Anuário revelaram que, em 2010, 754 mil pessoas se inscreveram no SINE, dos quais 173 mil foram colocadas, sendo 3.740 pessoas com deficiência. “O dado revela que a inserção de pessoas com deficiência está aquém do necessário. O mesmo se dá em relação à qualificação profissional. Em 2010, estavam inscritos em cursos de qualificação no Paraná 2.265 educandos, equivalente a 1,2% do total do país, o que revela a necessidade de mais investimentos na promoção de cursos porque há demanda e grande potencial de crescimento”, analisa.
Em relação à qualificação de mão-de-obra no Estado, o superintendente Neivo Beraldin revelou que a intenção da SRTE/PR é oferecer mais cursos que atendam às demandas do mercado de trabalho. “Tenho dialogado com os dirigentes do sistema S (entidades como SESI, Senai, Senac, SESC), com lideranças da Federação das Indústrias (Fiep) e da Organização de Cooperativas do Estado (Ocepar) para construirmos juntos um modelo de qualificação que efetivamente possa inserir os jovens, especialmente aprendizes e os que buscam o primeiro emprego. Nossa meta é passar de 12 mil jovens aprendizes para 50 mil. O Paraná precisa oferecer cursos de qualidade, de acordo com o perfil sócio-econômico regional do Estado, para que esses jovens tenham mais oportunidades de emprego “, diz.
Participaram do lançamento do Anuário, o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Economia solidária, Luiz Claudio Romanelli; o secretário municipal de Trabalho e Emprego de Curitiba, Paulo Bracarense e técnicos de várias secretarias estaduais, municipais e da SRTE/PR.
Anuário – Disponível em seis volumes, contém dados relacionados às políticas públicas de emprego, trabalho e renda. Cada livro trata sobre um tema diferente, como mercado de trabalho, intermediação de mão de obra, qualificação social e profissional, seguro desemprego, economia solidária e o Programa de Geração de Emprego, Trabalho e Renda (Proger) e nesta edição um específico sobre o mercado de trabalho para a Juventude. A publicação retrata a heterogeneidade estrutural do mercado de trabalho brasileiro, refletida na diversidade de ocupações e indicadores.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A falta de mão de obra qualificada foi apontada como o principal problema da indústria da construção, de acordo com a Sondagem Industrial da Construção, feita trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada ontem. O item foi apontado por 56,5% dos empresários ligados às micro, pequenas e médias empresas e por 48,8% dos executivos ouvidos pela pesquisa em grandes empresas. Apesar disso, os percentuais são menores que os apurados na sondagem do trimestre anterior (68,1% e 59,7% respectivamente).
Na sequência da lista de problemas, os empresários apontaram a elevada carga tributária (51,6% das micro, pequenas e médias empresas e 39% das grandes). Os números mostram um aumento da preocupação dos empresários de menor porte com taxas e impostos em relação à pesquisa anterior (48,8%), diferentemente das opiniões dos grandes empresários, que passaram a se preocupar menos com a questão tributária em relação à penúltima sondagem (48,9%). A pesquisa também mostra que a falta de demanda é outra preocupação dos construtores. Segundo a CNI, esse item foi assinalado como problema por 19,5% dos entrevistados das grandes empresas no terceiro trimestre do ano. No segundo trimestre, o porcentual, nesse quesito, era apenas 10,6%.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
Enviado por Sandra Bezerra, 31/10/2011 – 15:28
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sinduscon-PR promovem no próximo dia 22 de novembro, das 13h às 18h20, na sede do Sindicato, em Curitiba, o VII Seminário de Inovação na Construção Civil do Programa Inovação Tecnológica (PIT) da CBIC.
O tema “Capacitação para Inovação do Programa de Inovação Tecnológica” será um dos temas de destaque do evento, que também abordará os seguintes assuntos: “BIM (Building Information Modeling): implantação e aplicações práticas em empreendimento comercial”; “O processo de implantação da norma de desempenho da Tecnisa”; “Wood frame – Sistema Construtivo em estrutura de madeira”; “Por que aço?”, e “Engenharia Soluções sustentáveis para empreendimentos residenciais”.
Mais informações pelo telefone: (41) 3051-4335.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
“Construção civil também é lugar de mulher”. Esse é o tema da campanha que será lançada hoje durante o IV Congresso da Federação das Mulheres do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo sensibilizar o mercado e a sociedade para que as mulheres tenham a oportunidade de ocupar as vagas de emprego geradas pela indústria da construção civil. “Esse setor está crescendo muito e as perspectivas com as obras da Copa do Mundo são as melhores possíveis, então é preciso romper barreiras para que seja viabilizada a participação da mulher neste mercado de trabalho”, disse a presidente da Federação das Mulheres do RN, Vera Raposo.
De acordo com a engenheira civil e vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Larissa Dantas Gentile, o setor é bastante carente de mão-de-obra especializada e é preciso que a mulher busque qualificação para ocupar essas vagas. “O espaço existe e é imenso. A carência de mão-de-obra especializada no setor é muito grande e esse espaço vem sendo ocupado apenas pelos homens. A participação de mulheres na construção civil atualmente se resume aos cargos mais altos, como engenheira, arquiteta, e cargos de escritório, eventualmente tem uma pedreira na obra. Então é preciso que a mulher se interesse, se qualifique, e vá em busca do emprego, porque as vagas existem”, disse.
A presidente da Federação das Mulheres do RN, Vera Raposo, já se reuniu com representantes do Sinduscon, Senai e poder público em busca de alternativas que promovam a inserção da mulher neste setor. “A sinalização é muito positiva, o que se fala é que não existem trablhores qualificados, e que o diferencial das mulheres seria na questão do acambamento, finalização da obra. A princípio ninguém se coloca contra, mas tem que ter uma mudança cultural, por parte dos empresários e das próprias mulheres. Nós precisamos sensibilizar as mulheres de que elas são capazes de ocupar esses espaços na indústria da construção civil”, disse.
“É uma oportunidade que as mulheres podem abraçar, porque a mulher tem condições de ocupar um cargo de pedreira, por exemplo. Principalmente na parte de acabamentos, assentamento de pisos, revestimentos, a mulher é mais detalhista, mais organizadas, além de ser mais flexível no trabalho”, completou Larissa Gentile.O IV Congresso da Federação das Mulheres do Rio Grande do Norte acontece hoje, no Hotel Residence, no período de 9h às 17h.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A recuperação da economia mundial está mais distante do que se imaginava. Do ponto de vista do emprego, pelo menos, a superação da crise só ocorrerá por volta de 2016. Isso, desde que se cumpra o requisito da geração de 80 milhões de vagas para que os níveis de ocupação retornem ao patamar anterior ao colapso neoliberal. É o que diz o informe da OIT divulgado nesta 2ª feira.
Os sumidouros do crescimento e das vagas estão claros; as responsabilidades são inequívocas. A grande façanha dos 30 anos de finanças desreguladas foi, grosso modo, aviltar a oferta e a qualidade do emprego pela sua flexibilização e deslocamento a zonas de ‘baixo custo’; reduzir a participação do trabalho na renda e isentar o capital rebaixando receitas fiscais dos governos.
Promoveu-se em troca a grande era do endividamento. Famílias, governos e Estados soberanos tornaram-se mais e mais dependentes do capital a juro, cuja liberdade foi lubrificada pela eliminação das salvaguardas regulatórias instituídas após a crise de 29. Embora o diagnóstico seja reconhecido até por segmentos dos ‘mercados’, ele carece ainda de consequências políticas coerentes.
A mídia tem cumprido seu papel de guarda-sol a sombrear o debate das alternativas à superação desse modelo, em meio a uma crise de insolvência das dívidas públicas e privadas. Na Europa, corroída por 16 milhões de desempregados, em meio ao assalto final aos pilares do Estado do Bem-Estar Social, essa película protetora é reforçado pela opacidade de um quadro ideológico feito de rendição social-democrata ao neoliberalismo.
A Espanha é o caso mais desconcertante (leia o comentário de Eric Nepomuceno) dessa colonização pelos ditames dos mercados. Depois de incluir o arrocho fiscal na Constituição para ‘acalmar’ os credores, o governo Zapatero está prestes a entregar o poder ao PP de Aznar: a direita tem 15 pontos de vantagem nas enquetes do pleito do dia 20. A pressão das ruas,portanto, mesmo no berço dos indignados, terá que amadurecer propostas e organização para se tornar, de fato, uma opção à regressividade em marcha.
Quanto à social-democracia européia, basta recordar o que Tatcher disse dela ao deixar o poder, em 1990. Indagada sobre o seu maior feito, a dama de ferro resumiu de forma ferina: ‘Foi fazer de Tony Blair o líder dos trabalhistas’.
Postado por Saul Leblon às 14:21
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
O protesto realizado nesta segunda-feira em frente à reitoria da USP reuniu alunos da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e estudantes de outros cursos como Psicologia, Ciências Moleculares, Computação, Biblioteconomia, Física, Educação Física e Pedagogia.
Segundo levantamento realizado aleatoriamente pela Folha com 37 participantes, 28 responderam ser contrários à presença da PM no campus. Dois afirmaram ser favoráveis e os sete não souberam opinar sobre o assunto.
Quatro professores do curso de História também participaram da manifestação. O docente Henrique Carneiro disse concordar com o protesto dos estudantes. “A função da PM não pode ser a repressão de costume”,afirmou. Porém, o professor disee ser contrário à ocupação do prédio da USP.
A manifestação terminou por volta das 19h40 e reuniu cerca de 300 estudantes.
PROTESTO
Na quinta-feira (27), três estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade e isso desencadeou um confronto entre policiais e alunos, quando estes reagiram contra a prisão dos colegas.
Desde então, alunos ocupam um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Os estudantes afirmam que a polícia tem realizado abordagens truculentas e perseguição, até dentro dos prédios.
APOIO
Um grupo de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) marcou um protesto para apoiar a presença da Polícia Militar no campus. O evento está previsto para acontecer às 17h de terça (1º) na praça do Relógio.
De acordo com o texto publicado no Facebook, o movimento repudia o episódio de quinta-feira. “A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre e os fora da lei são devidamente punidos!”, diz a nota. “A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito!”, afirma o grupo em outro trecho.