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Mercado aquecido aumenta preço do metro quadrado

Mercado aquecido aumenta preço do metro quadrado

O bom momento da construção civil traz vantagens para quem investe em imóveis

O crescimento constante da construção civil no Brasil está causando um vertiginoso aumento nas vendas. O efeito colateral da alta procura é o aumento do preço dos materiais de construção, e consequentemente, do metro quadrado. Boa notícia para quem quer vender, mas o comprador deve ficar de olho em alguns detalhes na hora de adquirir o imóvel pronto. 

Segundo a vice-presidente do Sinduscon de Londrina, Célia Catussi, o preço do metro quadrado no município está entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. ”Depende da localização, do tempo de construção e se o imóvel é novo ou usado, mas é muito difícil achar um preço menor que esse. Há pouco tempo o preço por metro era de R$ 1 mil, mas o aquecimento do mercado e a procura refletiram diretamente nesse valor”, explica. 

Mercado aquecido aumenta preço do metro quadrado

Barra de ferro cai e mata operário em obra da Zona Sul de SP

Um pedreiro morreu após ser atingido por uma barra de ferro que caiu do 18º andar de uma obra em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (29). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), o operário Roberto Celis Alves, de 31 anos, estava no refeitório tomando café quando decidiu sair para chupar uma laranja em área próxima ao elevador de carga quando foi atingido pela barra de ferro.

Mercado aquecido aumenta preço do metro quadrado

Inflação brasileira é uma das mais altas do mundo

A inflação atual brasileira, assim como as previsões para 2011 e 2012, está entre as mais elevadas do planeta. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Banco Central. Em 12 meses até agosto, quando a inflação brasileira atingiu a marca de 7,33%, ela foi superada somente pela inflação da Índia (acima de 8%) e da Rússia (cerca de 8%). 

Os números mostram que a inflação brasileira, em 12 meses até agosto, ficou acima da inflação da China, em torno de 6%, dos Estados Unidos (pouco abaixo de 4%), além da África do Sul (pouco acima de 5%), do Reino Unido (entre 4% e 5%), da Nova Zelândia (entre 5% e 6%), e da Suécia, Noruega, Colômbia, México e Chile. Estes últimos países estão com inflação corrente todos abaixo de 4%.

As previsões de inflação do Banco Central, de 6,4% para este ano e em torno de 5% para 2012, que constam no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira, também estão acima da estimativa para a grande maioria das nações – sendo superada, novamente, pela Índia, Rússia e África do Sul (só para 2012). Para este ano, a inflação prevista para a Índia está um pouco abaixo de 9% e, para 2012, em torno de 7%. No caso da Rússia, a estimativa para 2011 está em torno de 9% e, para o ano que vem, está um pouco abaixo de 8%. No caso da África do Sul, a estimativa está em 5% para este ano e em aproximadamente 6% para 2012.

Taxa de juros – Além de ter a inflação entre as mais altas do planeta, os números mostram que a taxa de juros brasileira é a mais elevada do mundo em termos reais – após o abatimento da inflação prevista para o futuro. Atualmente, os juros reais brasileiros estão acima de 5% ao ano, enquanto que, no caso da Índia e Rússia (cuja inflação corrente também está alta, assim como as previsões para 2011 e 2012), estão entre zero e 1% ao ano. A China também possui taxa de juros neste patamar e, no caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Nova Zelândia, as taxas de juros estão negativas.

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Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Pela nona vez consecutiva, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou queda, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador recuou 1,6% em setembro, após cair 2,2% em agosto. O recuo na confiança em setembro foi influenciada principalmente pela piora das perspectivas em relação aos próximos meses.

O ICI, que vai até 200 pontos, caiu de 102,7 pontos em agosto para 101,1 pontos em setembro. Este é o menor patamar de confiança desde agosto de 2009 (100,2 pontos), ano em que o País sofria os efeitos negativos da crise global em sua economia. O resultado também ficou 2,9 pontos abaixo da média histórica do indicador, apurada desde 2003.

Entre os dois subindicadores componentes do ICI, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,6%, após mostrar um recuo de 3,6% em agosto. Mas o segundo componente do ICI, o Índice de Expectativas (IE), teve queda mais intensa em setembro, de 2,6%, ante retração de 0,7% apurada em agosto. No caso do IE, o nível do indicador em setembro ficou abaixo da linha divisória entre expectativas favoráveis e desfavoráveis pela primeira vez desde agosto de 2009.

Na comparação com setembro do ano passado, o ICI registrou queda de 11% em setembro deste ano, mais forte que a apurada em agosto (-9,2%), no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com setembro do ano passado, houve quedas de 10,7% e de 11,2%, respectivamente, para o Índice de Situação Atual e para o Índice de Expectativas, em setembro deste ano.

O levantamento para o cálculo do índice foi feito entre os dias 5 e 27 deste mês, em uma amostra de 1.241 empresas informantes.

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Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Maria Aparecida Silva
do Agora

A nova regra do seguro-desemprego aumentou o tempo de espera e reduziu o número de atendimentos para os trabalhadores que pedem o benefício nos postos de São Paulo.

Agora, o seguro pode ser suspenso caso o trabalhador recuse, sem justificativa, um emprego oferecido pelo governo.

No Poupatempo da Sé (região central da capital), por exemplo, os trabalhadores aguardam mais de oito horas para serem atendidos desde segunda-feira, quando a nova regra foi implantada no posto.

A reportagem, anteontem, pegou a senha de atendimento às 10h, e teve o atendimento marcado para às 18h. Antes, a espera era de duas horas. Segundo os servidores, o número de atendimentos foi reduzido de 600 para 230 por dia.

O motorista de carreto Claudemir Inácio, 41 anos, mora em Pirituba (zona norte) e foi encaminhado para uma vaga na Água Rasa (zona leste).

Tentou recusar o emprego por ser distante de sua casa. Ele levaria uma hora para chegar, de ônibus. Porém, sua justificativa não foi aceita pelo ministério.

Resposta

Procurado para comentar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, Rodolfo Peres Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, justifica a redução dos atendimentos ao fato de ser um sistema novo que unifica as vagas em todo o país e que, por problemas técnicos, às vezes sai do ar.

Em relação à situação do motorista, Torelly diz acreditar que o entrevistador “usou um mau parâmetro no encaminhamento do profissional”.

Ele confirmou que o seguro será liberado em 30 dias após o pedido, independentemente da duração da seleção e disse que “os postos serão reorientados a serem mais criteriosos na análise dos dados”.

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Apesar de modesto, desempenho da indústria surpreende Fiesp

São Paulo – O diretor adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Walter Sacca, disse hoje (29) que o desempenho da indústria de transformação paulista em agosto chegou a surpreender, porque as estimativas mostravam a indústria enfraquecida, sem resultados significativos. “Porém, a estimativa para o restante do ano é que vamos ter uma acomodação no crescimento da indústria, que está em 3,5%”. Para ele, o setor vai fechar o ano com  uma taxa ligeiramente inferior.

Segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), a indústria paulista cresceu 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior, com ajustes sazonais. Na comparação com agosto de 2010, o INA cresceu 3%. No acumulado do ano, houve elevação de 2,6% e, em 12 meses, de 3,1%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), com ajuste sazonal em agosto, ficou em 82,6 pontos, o mesmo nível de julho.

Entre os setores, os destaques foram para celulose, papel e produtos de papel que registrou queda de 0,9%. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi 5,9%. No acumulado do ano, -2,1% e, no acumulado dos 12 meses, -0,8%.

Minerais não metálicos registraram alta de 1,5% com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2010, a elevação foi 6,4%. De janeiro a agosto, o setor cresceu 3,6% e, no acumulado de 12 meses, 3,8%. O setor de metalurgia básica cresceu 1,2% com ajuste sazonal, mas acumula queda de 0,9% no ano e de 1,5% no período de 12 meses terminado em agosto.

Sacca disse que a indústria fica receosa com os reflexos do agravamento da crise econômica mundial. “Temos esperança de que passaremos incólumes, e estamos convictos de que os efeitos do que fatalmente está para acontecer aqui serão menores do que na Europa e Estados Unidos”.

O Sensor, pesquisa da Fiesp que avalia as expectativas da indústria, indicou para setembro o valor de 48,9, número aproximado ao de agosto (48,5). Segundo Sacca, índices abaixo de 50 indicam expectativa negativa. “Como o Sensor estava abaixo de 50 no mês passado, [o resultado deste mês] indica estabilidade. Entretanto, nos meses anteriores, o Sensor ficou sempre acima de 50”. O mercado ficou em 54,5, as vendas em 49,4, o estoque em 38,1, o emprego em 47 e os investimentos em 52,4.

Edição: Vinicius Doria