por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
Governo vai integrar dados e promete tirar do papel dispositivo que cancela benefício em caso de recusa injustificada de vaga
O trabalhador desempregado que rejeitar uma vaga oferecida pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) e não apresentar uma justificativa aceitável poderá perder o seguro-desemprego. O cancelamento do pagamento desse auxílio, segundo o Ministério do Trabalho, está previsto no artigo 8º da Lei nº 7.998, de 1990, mas nunca foi aplicado efetivamente. Agora, com a criação de um sistema que integra os dados do Sine, das Superintendências Regionais do Trabalho e da Caixa Econômica Federal, além de entidades de qualificação profissional, o governo acredita que é hora de fazer cumprir o pressuposto legal.
De acordo com o diretor do Departamento de Emprego e Salário do ministério, Rodolfo Torelly, esse sistema, chamado de Mais Emprego, já está funcionando em 23 estados e no Distrito Federal. Até meados do próximo ano, todo o país estará incluído. É quando o Ministério do Trabalho pretende fazer valer a lei, muito clara sobre o assunto. Ela prevê que o pagamento do seguro-desemprego será cancelado quando, entre outros motivos, houver recusa, por parte do desempregado, de outro emprego condizente com sua qualificação e remuneração anterior. O ministério justifica a pouca aplicação da lei pela inexistência de um cadastro nacional de emprego on-line, agora quase totalmente integrado.
“Seguro não é parcela indenizatória. É para o desemprego involuntário”, justificou Torelly. Ele explicou que, em determinadas situações, o trabalhador pode recusar o novo emprego e não perder o pagamento do seguro. É o caso de a vaga oferecida não ser condizente com a ocupação ou o salário ser muito diferente da remuneração anterior. O trabalhador também poderá optar por não ocupar a vaga se estiver fazendo um curso de qualificação profissional ou por motivo de doença. Mas desculpas como “vou descansar ou tirar férias” não serão aceitas.
O diretor disse que o governo será bastante criterioso no corte do seguro-desemprego. “Tudo dependerá da entrevista a que o trabalhador será submetido ao procurar atendimento”, observou. A cada oferta de trabalho que recusar, ele deverá assinar uma carta, justificando por que abriu mão de uma oportunidade.
Sistema
No caso de não haver uma vaga adequada à situação do trabalhador, o seguro-desemprego continuará sendo pago normalmente. O Ministério do Trabalho garante que, quando o posto surgir, o trabalhador será convocado. Se a convocação não surtir efeito por três vezes, o pagamento do seguro será automaticamente suspenso. Para esse sistema começar a funcionar, o portal Mais Emprego precisa estar implantado em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
“Não compensa de forma alguma ficar sem emprego”, disse Torelly. O seguro-desemprego é pago em até cinco parcelas, de acordo com o tempo de registro em carteira, a quem foi dispensado sem justa causa ou sofreu dispensa indireta — que ocorre quando o empregado solicita judicialmente a dispensa do trabalho, alegando que o empregador não está cumprindo o contrato. O valor varia de um salário mínimo (R$ 545) a R$ 1.019.
Ponto eletrônico adiado de novo
O governo prorrogou por mais de 30 dias o prazo para que as empresas implantem o sistema do ponto eletrônico, que deveria entrar em vigor ontem. É a terceira vez em que ocorre o adiamento. Em nota, o Ministério do Trabalho informou que levou em consideração os apelos das confederações patronais. Agora, as máquinas, que registram o horário de entrada e de saída dos empregados e imprimem um comprovante, precisam estar em operação a partir de 3 de outubro. Segundo estimativa do ministério, cerca de 100 mil empresas já utilizam o novo modelo. Os preços dos aparelhos no mercado estão entre R$ 1,7 mil e R$ 3,8 mil, custo considerado alto para as pequenas empresas.
por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
Um dia depois de anunciar o Orçamento e dizer que em 2012 não haveria reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal e para servidores do Judiciário, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, se viu obrigada a voltar atrás na decisão. A dura reação de integrantes do STF causou tanto mal-estar na Esplanada que a presidente da República precisou intervir. Prestes a embarcar para São Paulo, o ministro Guido Mantega foi convocado às pressas por Dilma para dar um jeito de encaixar a proposta do Judiciário na peça orçamentária e acabar com o impasse. No fim do dia, Miriam e os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (AGU) foram conversar com o presidente da Suprema Corte, Cezar Peluso, e lá garantiram: o projeto, exatamente como foi apresentado pelo Judiciário, será encaminhado hoje ao Congresso.
Após forte reação do presidente do Supremo, Dilma manda reinserir propostas de aumento no Orçamento da União
O Judiciário conseguiu virar o jogo e incluir no Orçamento da União de 2012 os pedidos de reajustes salariais para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e para seus servidores. Ao divulgar, anteontem, a peça orçamentária, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, foi incisiva e disse que a pasta havia excluído as previsões no projeto encaminhado ao Congresso Nacional. “Não é adequado”, afirmou ela, na ocasião, em referência ao momento de ajuste fiscal. Mas a decisão causou tamanho mal-estar entre o Executivo e a mais alta Corte de Justiça que a presidente Dilma Rousseff precisou intervir.
Ontem, Dilma mandou o ministro da Fazenda, que estava a caminho de São Paulo, cancelar o voo e ir para a Casa Civil. O comando foi para que o auxiliar desse um jeito de incluir a proposta do Judiciário no Orçamento e reverter a situação. No fim do dia, ao lado dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Miriam foi conversar com o presidente da Suprema Corte, Cezar Peluso, e garantiu que encaminhará ao Congresso, hoje, uma mensagem para que o Legislativo considere o reajuste salarial assim como havia sido apresentado pelo Judiciário.
A mudança veio depois das críticas feitas por Peluso. Visivelmente contrariado, o presidente do STF disse não ter dúvida de que o Executivo revisaria a questão. “Parece que houve um pequeno equívoco que o Executivo vai retificar, sem dúvida. Nem precisava receber comunicação. É uma coisa óbvia. Houve um pequeno equívoco”, afirmou o ministro na tarde de ontem.
A posição do governo, no entanto, foi tomada com bastante clareza. Na terça-feira, Peluso recebeu quatro ministros em seu gabinete. Na ocasião, ele foi comunicado de que o Orçamento de 2012 não contemplaria o aumento salarial de 14,79% para os ministros do STF e de 56% para os servidores da Casa. A proposta orçamentária, apresentada por Peluso no começo de agosto, prevê um salto de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil no salário dos magistrados da Suprema Corte. O impacto total dos reajustes é estimado em R$ 8 bilhões.
Equilíbrio
O ministro do STF Marco Aurélio Mello foi irônico quando questionado sobre a possibilidade de ter havido algum “equívoco” na preparação do Orçamento, como citou o colega Peluso. “De bens intencionados, o Brasil está cheio. A quadra que vivenciamos é um tanto quanto estranha. Não se pode atropelar a Constituição”, respondeu. Ele observou que a Constituição não permite ao Executivo revisar o Orçamento apresentado pelo Judiciário.
Para o ministro, o corte não saiu do “âmbito técnico-burocrata”, mas da Presidência da República. “O ruim é que, frente ao leigo, que não percebe que, acima de tudo, devemos preservar a Constituição, a bandeira do Judiciário não é boa. Ao contrário, é capaz de acharem que nós somos perdulários. Não é isso. O que está em jogo não é pecúnia, não é dinheiro, não é gasto. O que está em jogo é o princípio que implica equilíbrio, que se faz ao mundo jurídico para que não haja supremacia de poderes que estão no mesmo patamar”, ressaltou Marco Aurélio.
Repúdio
O atropelo feito pelo Ministério do Planejamento também desagradou a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe). Ramiro López, coordenador da entidade, observou que, embora seja reticente quanto ao assunto, o Executivo, via de regra, se comporta dentro da lei. “É um procedimento contrário à Constituição. Nossa posição é de repúdio. Não esperávamos essa atitude”, disse.
O bate-boca também envolveu os integrantes do Movimento Pró-Subsídio, que defendem uma mudança no modelo remuneratório do Judiciário. Para o analista judiciário Rodrigo Barros, integrante do grupo, o governo federal retrocedeu para evitar uma crise institucional. “Agora, temos a perspectiva de aprofundar os debates sobre um novo sistema de remuneração”, afirmou. A ideia é que, em vez de ter um reajuste linear de 56%, os servidores passem a receber por meio de subsídio — pagamento com um teto incluindo o vencimento básico e uma série de gratificações. Essa parcela só não englobaria valores indenizatórios, como auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-transporte e 13º salário.
Assim, funcionários mais antigos, que incorporaram gratificações (a última vantagem foi extinta em 1999), ficarão com os salários congelados se suas remunerações ultrapassarem o teto do subsídio. A possibilidade está prevista em uma emenda do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) ao Projeto de Lei nº 6.613/09, que está parado na Câmara e altera o plano de carreira dos servidores do Judiciário. O projeto original não altera o modelo de remuneração. Mas a emenda estabelece subsídio com teto de R$ 11,5 mil para os técnicos e de R$ 18,4 mil para os analistas.
A estimativa é de que, hoje, 60% dos 121,5 mil ativos do Poder sejam mais antigos na carreira e tenham gratificações incorporadas. Alguns mais antigos têm mais de 15 rubricas no contracheque, entre vencimento, gratificações e vantagens pessoais. Os outros 40% dos servidores, que ingressaram no funcionalismo sem esses benefícios, ganham proporcionalmente menos. As possíveis alterações, no entanto, são polêmicas. Entre os órgãos contrários está o próprio STF.
Correndo por fora
Como o governo incluiu no Orçamento de 2012 correção salarial somente para metade dos servidores (ativos e inativos) do Executivo, algumas categorias correram, na última hora, para apresentar ao Congresso projetos de lei dentro do prazo final para entrar na Lei Orçamentária do ano que vem. Diante do impasse quanto ao aumento dos vencimentos dos juízes em cerca de 14,8%, que já tramita na Câmara, até o Supremo Tribunal Federal (STF) protocolou nova proposta, prevendo correção de 4,8% no vencimento de seus ministros. A Mesa da Câmara também quer alterar novamente o plano de cargos e salários para seus funcionários, estabelecendo aumento de até 108%. O Ministério Público da União (MPU) saiu na frente da turma do Judiciário e propôs o pagamento em forma de subsídio para seus servidores, prevendo um reajuste médio de 100%.
por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
Em debate nesta quinta-feira (1º) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), líderes sindicais conclamaram senadores e deputados a derrubar veto da Presidência da República a dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que assegurava recursos para conceder reajustes acima da inflação para aposentadorias e pensões.
Para Celso Amaral de Miranda Pimenta, diretor da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), houve quebra de compromisso.
– O governo assumiu compromisso com os sindicatos e com o próprio Congresso, mas depois vetou. O veto pegou [as centrais sindicais] de surpresa.
Também Lourenço Ferreira do Prado, coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores, registrou inconformismo com o veto, o qual, segundo ele, não tem base técnica nem respaldo da sociedade.
Para Warley Martins Gonçalles, presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), apenas a união de todos os trabalhadores, ativos e inativos, poderá conquistar a aprovação de uma política de ganhos reais para aposentadorias e pensões.
A importância da união das entidades sindicalistas foi reafirmada por Paulo José Zaneti, representante da Força Sindical.
– Nada cai do céu, temos que fazer pressão sobre o Congresso, para reverter essa situação.
Warley Gonçalles lembra que a Previdência é a segunda maior arrecadação do país, abaixo apenas do Tesouro Nacional, e nega que o sistema esteja quebrado.
– Passamos a vida toda pagando rigorosamente nossa aposentadoria e machuca ouvir que o trabalhador da ativa está sustentando os aposentados. Nós trabalhamos 30, 40 anos para pagar nossa aposentadoria – protestou.
Ao criticar decisão do governo em fazer superávit em detrimento dos direitos dos aposentados, os líderes sindicais disseram confiar na derrubada do veto à política sustentável de recomposição de aposentadorias e pensões.
Voto secreto
Na opinião do senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, um dos obstáculos ao atendimento dessa demanda é a votação secreta de vetos. Para ele, o movimento sindical deveria fazer uma “cruzada nacional” pelo fim do voto secreto no exame de vetos, pois, “quando o voto é aberto, todos são a favor do trabalhador”.
Já quando a votação é fechada, avalia Paim, os vetos são mantidos, mesmo quando é parte de projeto aprovado por unanimidade no Congresso.
– Vetou, acabou. A última palavra é do Executivo.
Primeiro a falar no debate, André Luiz Marques, presidente do Instituto dos Advogados Previdenciários (Iape), afirmou que, historicamente, as mudanças feitas na Previdência Social têm por objetivo o fim do sistema público.
– Paulatina e silenciosamente, estão privatizando a Previdência. Ela está sendo tão adulterada que está deixando de ser social.
Ele afirmou que a Previdência distribui riquezas e disse que, hoje, muitos aposentados custeiam os estudos de seus filhos e netos. Marques considera que, quanto maior for a Previdência, menor será a necessidade de o governo gastar com assistência social.
No mesmo sentido, Hélio Gustavo Alves, presidente de honra do Iape, classificou de inconstitucionais todas as reformas do sistema previdenciário feitas no país, por terem modificado regras para os que já contribuíam para a Previdência.
– Temos que fazer uma reforma daqui pra frente, não para quem já contribui – opinou.
Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
Sistema Nacional de Emprego deve eliminar intermediários e canteiros de obras terão comitês de segurança e saúde
A contratação dos trabalhadores para a construção civil por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine) é uma das decisões de consenso entre trabalhadores e empresários, reunidos na última quarta-feira (31), no Palácio do Planalto, em Brasília. A medida visa eliminar a figura do intermediário, conhecido como “gato”. Durante a reunião, coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, as partes aprovaram também itens do pacto setorial da construção civil que tratam de saúde e segurança no trabalho e também sobre a formação e qualificação de mão de obra.
O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral, que coordenou a sessão da plenária da Mesa de Diálogo e Negociação Tripartite, avalia que houve um amadurecimento no diálogo, iniciado após os conflitos nas obras da usina de Jirau, em março deste ano. Naquela ocasião, milhares de operários paralisaram a construção da usina, no rio Madeira, em Rondônia, para reivindicar melhores condições de trabalho. A Mesa de Negociação, instalada logo após, tem o objetivo de construir entre os setores patronais e as centrais sindicais – com a intermediação do governo – um acordo sobre as condições de trabalho na área da construção. O resultado final será um Compromisso Nacional tripartite, que contará com a adesão de empresas da indústria da construção e de sindicatos de trabalhadores, a exemplo do que foi feito no pacto para melhorar as condições de trabalho na lavoura da cana-de-açúcar firmado em 2009.
Sine – A União deverá garantir a infraestrutura física e o pessoal necessário nos postos do Sine para que as empresas possam efetuar a seleção de trabalhadores nos seus locais de origem. Os empresários que aderirem ao acordo, se comprometem a disponibilizar as ofertas de vagas no sistema público de emprego.
As empresas deverão informar ao Sine, com antecedência mínima de 30 dias, uma previsão do número e do perfil das vagas a serem abertas, como será a forma de seleção, e quais as condições de contratação. As empresas vão contratar, preferencialmente, trabalhadores que vivem nos locais de execução dos serviços ou no seu entorno.
Além da transparência na seleção de mão de obra, uma das preocupações centrais dos trabalhadores se relaciona à saúde e segurança no trabalho. Por consenso, foi aprovada a proposta de criação de comitês de gestão de saúde e segurança no trabalho, formados por representantes das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) e de trabalhadores e empresários. Esses comitês vão controlar situações de riscos e propor programas de formação em segurança e saúde no trabalho. O comitê deverá promover mudanças nas condições técnicas ou organizacionais, que ofereçam riscos aos trabalhadores. Outra atribuição será fazer levantamentos de problemas nos canteiros, informar os trabalhadores sobre os riscos existentes, orientá-los quanto a prevenção de acidentes e também quanto ao direito de recusa de se expor ao perigo.
Qualificação – A União deve elaborar Planos de Qualificação para a indústria da construção, de âmbito nacional, regional e local. Além da articulação com estados e municípios, deverá ser usada a metodologia de audiências públicas para permitir a participação de empregadores e trabalhadores. Aos empregadores, caberá elaborar e implementar as ações de qualificação profissional voltadas para o desenvolvimento das obras. O empresariado deverá co-financiar as ações de formação. Os representantes dos trabalhadores deverão apresentar demandas de qualificação.
por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
O governador Beto Richa confirmou nesta quinta-feira (01) a instalação de uma fábrica de caminhões do grupo norte-americano Paccar em Ponta Grossa. A informação foi transmitida ao governador, que está na Europa, pelo presidente da empresa, Mark Pigott, durante conversa telefônica. A empresa vai investir US$ 200 milhões na planta paranaense para montagem de modelos da marca DAF.
O investimento será enquadrado no programa Paraná Competitivo e a formalização do acordo entre o Governo do Estado e a multinacional será no dia 15 de setembro, durante as comemorações do aniversário de Ponta Grossa. A empresa projeta abrir 500 empregos diretos ao iniciar as operações, em abril de 2013. “É uma conquista muito importante para o Paraná e resultado do esforço da equipe de governo para criar um bom ambiente de negócios para investidores nacionais e estrangeiros”, afirmou o governador.
Richa retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após cumprir uma agenda de visitas a países europeus para prospectar novas oportunidades de negócios para o Estado. O último compromisso na Europa foi com dirigentes da Pirelli Pneus, em Milão, que reuniu os executivos Alberto Pirelli, Francesco Gori e Ugo Forner. A comitiva foi recebida pelo cônsul-geral do Brasil na cidade, embaixador Luiz Henrique Pereira da Fonseca.
Um dos principais compromissos do governador foi com o mais alto executivo da Renault, Carlos Tavares, em Paris. Na reunião, foi entregue uma carta de intenções do Governo do Paraná garantindo total apoio para que a empresa francesa realize novos investimentos na unidade paranaense.
Também na França, Richa visitou a cooperativa Limagrain, maior produtor de sementes da Europa, que já realiza investimentos de R$ 91 milhões no Paraná. Neste ano, o grupo comprou parte das operações da empresa Sementes Guerra, de Pato Branco, e projeta expandir sua atuação no Estado com a instalação de uma nova unidade na região de Guarapuava.
Uma das áreas de interesse dos franceses é o mercado brasileiro de pães e bolos industrializados. A companhia é dona da marca de pães Jacquet, líder no mercado francês, e dos bolos Brossard. Outra atividade com a qual negocia incentivos com o governo é a fabricação de sacolas plásticas biodegradáveis.
Em palestra para 32 empresários na Embaixada do Brasil em Paris, organizada pelo embaixador José Maurício Bustani, o governador destacou que o Paraná quer desenvolver setores como biotecnologia, nanotecologia, veículos e autopeças, máquinas e equipamentos, tecnologia da informação, energia, equipamentos médicos, indústria agroalimentar, metalmecânica, reflorestamento e turismo.
Ainda na França, Richa e o vice-presidente da região de Rhône-Alpes, Bernard Soulage, firmaram um acordo para dar continuidade a uma parceria iniciada em 2005. A proposta é estabelecer um comitê misto que fixará um plano de ação para desenvolver novas formas de cooperação bilateral nas áreas econômica, cultural e institucional.
UCRÂNIA – Oportunidades de investimento e intercâmbio foram a pauta da visita a Ucrânia, onde a missão paranaense também participou das comemorações dos 20 anos de independência do País e dos 120 anos da imigração ucraniana para o Paraná, a convite do primeiro ministro Mykola Azárov.
No campo dos negócios, houve um acordo para viabilizar uma parceria entre o governo do Estado, através do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), e a Ukraine Indar, para transferência de tecnologia para produção de produtos farmacêuticos e bioquímicos. O objetivo é desenvolver estudos e pesquisas para a produção de vacinas no Paraná, envolvendo também a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Estas conversas iniciais podem evoluir para a implantação de um centro de inovação tecnológica internacional no Estado”, disse o governador.
POLÔNIA – Na viagem a Europa, Richa retribuiu visita do governador da província polonesa de Wielkopolska, Marek Wosniak. O encontro aconteceu na sede do governo local, na cidade de Poznan, e pauta se concentrou em formas de aumentar o intercâmbio comercial entre as partes.
O governador Beto Richa destacou que os laços culturais que unem o Paraná – que abriga 60% da colônia polonesa no Brasil – e a Polônia deveriam contribuir para o fortalecimento da corrente comercial. Em 2010, os negócios entre as duas partes não passou de US$ 66 milhões.
Wozniak declarou o interesse polonês em investimentos na área da construção, principalmente em infraestrutura de transportes. Foi estabelecido o intercâmbio para estudantes brasileiros na Universidade Médica, uma instituição pública de Poznan que abriga atualmente 1.100 estudantes estrangeiros e abre 260 vagas todo ano.
A comitiva visitou também a Universidade de Ciências da Vida e conheceu o departamento de Biotecnologia e Microbiologia de Alimentos. Os poloneses se mostraram dispostos a estabelecer intercâmbios com instituições paranaenses como Tecpar e Iapar.
por master | 02/09/11 | Ultimas Notícias
A juíza titular da 26ª Vara de Trabalho de Belo Horizonte, Maria Cecília Alves Pinto, julgou favorável o pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho de um motorista de ônibus que era obrigado, por determinação da empresa, a cobrar passagem dos usuários. Nessa atividade, o reclamante chegou a ser agredido. Por essa razão, a magistrada entendeu que o trabalhador estava exposto a uma situação de perigo de morte, tendo a reclamada descumprido a sua obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho seguro.
A representante da empresa reconheceu que o empregado, durante sua escala de trabalho, foi agredido por usuários do ônibus, ao tentar cobrar deles o valor das passagens. Devido à gravidade desse incidente, o reclamante foi afastado do trabalho, por recomendação médica. Ela também confirmou que a empresa orienta os motoristas a cobrarem as passagens, não deixando que os passageiros trafeguem sem o devido pagamento, e esse foi o motivo da agressão.
“Logo, a agressão sofrida pelo reclamante deveu-se ao fato de ter-lhe sido atribuída incumbência de exigir o pagamento da passagem para o transporte, independente da circunstância, sem que a empresa oferecesse as condições adequadas de segurança”
, concluiu a julgadora. Mesmo que a reclamada não desejasse o ocorrido, ficou claro que houve exposição do trabalhador a uma situação de risco à sua integridade física e mental. Assim agindo, a empregadora descumpriu sua obrigação contratual de garantir um ambiente seguro de trabalho. E, para a magistrada, essas circunstâncias são suficientes para justificar a ruptura indireta do contrato de trabalho.
Com esses fundamentos, a juíza sentenciante julgou procedente o pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho do reclamante, fixando o término na data da publicação da sentença. A reclamada foi condenada ao pagamento das verbas rescisórias típicas da dispensa sem justa causa e a anotar a CTPS do empregado, além de lhe fornecer as guias para que ela possa requerer o seguro desemprego. A ré apresentou recurso, que ainda não foi julgado.
( 0001084-23.2011.5.03.0105 RO )