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PLS 451/08: Senado Federal aprova aumento no valor do adicional noturno

Dilma e Serra terão seu primeiro confronto direto em debate na TV

Na preparação para o primeiro confronto direto da campanha presidencial, os principais adversários, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), passaram os últimos dias treinando estratégias para que hoje, no debate da Rede Bandeirantes, as suas próprias biografias não se transformem em armadilhas.

 

No caso de Dilma, a ordem é dosar sua associação com o presidente Lula para que ela não endosse a tese do rival, de que é “fruto de marqueteiro” e não tem ideias próprias. Com o intuito de não ficar à sombra do governo Lula, a petista foi orientada a enfatizar propostas para um próximo mandato.

Dilma vai também explorar o que sua equipe define como “pontos fracos” do tucano quando governou São Paulo: educação e segurança pública. Uma das estratégias será lembrar graves problemas de segurança no Estado e citar dados da Organização Mundial da Saúde indicando que a taxa de homicídios virou “epidemia”.

Para Serra, o fundamental no confronto é evitar que sua atuação no governo Fernando Henrique Cardoso se transforme em fato negativo quando indicadores da administração tucana sejam confrontados com os do governo Lula.

A orientação da campanha de Serra é evitar o confronto e buscar o debate de propostas. A estratégia é mostrar que o tucano tem mais ideias e mais experiência para governar e um clima de enfrentamento não seria favorável ao candidato.

No sábado e no domingo, Serra se reuniu à noite em seu escritório para discutir o debate com os marqueteiros Luiz Gonzalez e Woile Guimarães, o estrategista Felipe Soutello, a coordenadora da campanha na internet, Soninha Francine, e o sociólogo Eduardo Graeff. Também estavam no grupo colaboradores da época do Palácio dos Bandeirantes, que levaram dados da gestão.

A tática de Marina Silva (PV) também será evitar acusações e confrontos pessoais. Sua estratégia é mostrar que as propostas de política econômica de Serra e Dilma estão ultrapassadas, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável. A candidata do PV chama os concorrentes de “crescimentistas”, que ignoram as possibilidades de uma nova economia, com fontes de energia alternativa.

Já Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participa do programa na confortável posição de franco atirador.

PLS 451/08: Senado Federal aprova aumento no valor do adicional noturno

Brasileiros poderão opinar sobre projetos em tramitação

Os cidadãos poderão ter a internet como canal para se manifestar a respeito de projetos em tramitação no Senado. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 77/10, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), que recebeu nesta quarta-feira (4) parecer favorável da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta que estabelece o mecanismo de participação popular na tramitação das proposições legislativas na Casa será ainda analisada, em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O relator do projeto, senador Marco Maciel (DEM-PE), considerou que o tema é de competência privativa do Senado. Por isso, sugeriu em seu voto, acolhido pela comissão, converter o PLS 77/10 em um projeto de resolução.

Se ele for aprovado, o sítio na Internet do Senado Federal terá uma ferramenta que permita ao cidadão manifestar sua opinião acerca de qualquer proposição legislativa. Qualquer cidadão, prossegue o texto, poderá apoiar ou rejeitar as proposições, mediante o preenchimento de cadastro único com seus dados pessoais de identificação. Deverá ainda ser divulgado o número de manifestações favoráveis e contrárias a cada proposição.

A comissão aprovou, também, projetos de decreto legislativo que autorizam o funcionamento de emissoras de rádio e televisão em diversas cidades do país.

PLS 451/08: Senado Federal aprova aumento no valor do adicional noturno

Lei seca será reduzida para 12h em dia de eleição no Paraná

Estabelecimentos deverão ficar sem vender os produtos entre as 5 horas e 17 horas do dia 3 de outubro

As vendas de bebidas alcoólicas no dia das eleições no Paraná, ao contrário de outros anos, que eram suspensas por 24 horas, desta vez ficarão proibidas por apenas 12 horas. O acordo resultou de reuniões da Secretaria de Estado da Segurança Pública com representantes de associações que reúnem proprietários de bares e restaurantes. “A lei precisa ser respeitada, mas os estabelecimentos não podem ser penalizados”, afirmou o diretor executivo da regional paranaense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Luciano Bartolomeu.

Os estabelecimentos deverão ficar sem vender os produtos entre as 5 horas e 17 horas do dia 3 de outubro, quando se realiza o primeiro turno das eleições. “Depois das 17 horas, não se vai vender mais ou menos, apenas volta-se à normalidade”, destacou Bartolomeu. Segundo ele, a decisão de reduzir o tempo da chamada “lei seca” ajuda os bares e restaurantes que não terão atritos com os clientes, mesmo que eles insistam na compra de bebidas alcoólicas. “É mais uma questão de prestação de serviço”, disse. “Todo mundo tem que participar e ajudar.”