por NCSTPR | 17/01/23 | Ultimas Notícias
Relatório da Organização Internacional do Trabalho alerta para o aumento do desemprego e da precarização do trabalho em decorrência da desaceleração econômica global
Henrique Lessa
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta sobre o crescimento do desemprego e da precarização do trabalho no mundo em decorrência da desaceleração econômica. As informações estão no relatório “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo”, divulgado nesta segunda-feira (16/1) em Genebra, na Suíça.
“A atual desaceleração econômica global provavelmente forçará mais trabalhadores e trabalhadoras a aceitar empregos de menor qualidade, mal remunerados, precários e sem proteção social, acentuando assim as desigualdades exacerbadas pela crise da covid-19”, diz o documento.
Ainda segundo o relatório do organismo multilateral vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento do emprego no mundo deve ficar em 1% no ano de 2023, menos da metade do crescimento observado em 2022. Segundo a OIT, a taxa de desemprego global deve ter um pequeno aumento, chegando a um total de 208 milhões de pessoas sem emprego, o que equivale a uma taxa global de 5,8% da população economicamente ativa do planeta.
O número de desempregados ainda permanece em 16 milhões acima do nível pré-pandemia de 2019, revertendo a tendência de queda em 2020 e 2021 do desemprego global. O documento aponta também que o alto desemprego deve implicar em uma diminuição da qualidade das vagas. Segundo o relatório, a escassez de melhores oportunidades forçará muitos trabalhadores a aceitar empregos de menor qualidade, frequentemente mal remunerados, e às vezes com um número reduzido de horas.
Estagflação atinge empregos e produtividade
O relatório aponta como causas para essa estagflação, que ameaça a produtividade e a recuperação do mercado de trabalho, as crescentes tensões geopolíticas no mundo, assim como a guerra na Ucrânia, “Todos estes fatores juntos criaram as condições para a estagflação — uma inflação elevada e um baixo crescimento econômico simultaneamente —, pela primeira vez desde a década de 1970”, continua o estudo.
“A desaceleração no crescimento global do emprego significa que não esperamos que as perdas sofridas durante a crise da covid-19 sejam recuperadas antes de 2025”, diz Richard Samans, diretor do Departamento de Pesquisa da OIT e coordenador do relatório.
América Latina, Caribe e Ásia
A situação do desemprego é desigual, tanto entre as camadas da população como nas diferentes regiões do mundo. Na região que inclui o Brasil, a América Latina, assim como o Caribe e a Ásia, é previsto um crescimento pequeno do emprego, da ordem de 1%, com uma estabilidade nos índices de desemprego.
Já na África e nos Estados Árabes o crescimento do emprego será maior, da ordem dos 3% ou mais. Mas com o aumento da sua população em idade ativa, as duas regiões apenas devem registrar uma diminuição pequena nas suas taxas de desempregados, com 7,4% para 7,3% na África e uma redução de 8,5% para 8,2% nos Estados Árabes.
A Europa e a Ásia Central, regiões mais atingidas pelas consequências econômicas do conflito na Ucrânia, prevê-se um declínio do emprego em 2023, mas com uma redução do crescimento da população em idade ativa. Os índices de desemprego podem oscilar em um crescimento pequeno, dentro de uma margem de estabilidade. Já no cenário de estabilidade do emprego na América do Norte, em 2023, deve acontecer um aumento mais sensível na taxa de desemprego da região.
Em todas as regiões, o mercado de trabalho para mulheres e jovens é especialmente adverso. Globalmente, a taxa de ocupação das mulheres foi de 47,4% em 2022, contra 72,3% dos homens. A diferença de quase 25 pontos aponta que, para cada homem desempregado, encontramos duas mulheres nessa condição. Entre os jovens entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego é três vezes superior à da população adulta.
CORREIO BRAZILIENSE
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/01/5066490-oit-aponta-crescimento-do-desemprego-no-mundo-em-2023.html
por NCSTPR | 17/01/23 | Ultimas Notícias
A OIT prevê ainda um leve aumento do desemprego no mundo este ano, de cerca de 3 milhões de pessoas, atingindo 208 milhões; Em 2022, cerca de 2 bilhões de trabalhadores tinham empregos informais, e 214 milhões viviam na extrema pobreza.
Por France Presse
A atual desaceleração da economia mundial obriga mais trabalhadores a aceitarem empregos mal pagos, precários e desprovidos de proteção social, acentuando as desigualdades exacerbadas pela crise da Covid-19, alertou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (16).
A OIT prevê ainda um leve aumento do desemprego no mundo este ano, de cerca de 3 milhões de pessoas, atingindo 208 milhões (taxa de desemprego mundial de 5,8%). Trata-se de uma inversão da queda observada de 2020 a 2022.
Além disso, por causa da inflação, como os preços sobem mais rápido do que as rendas nominais do trabalho, mais pessoas podem cair na pobreza, de acordo com o relatório anual da OIT sobre emprego.
A esta tendência juntam-se as quedas significativas de renda observadas durante a crise da Covid-19.
Novas tensões geopolíticas, o conflito na Ucrânia, a recuperação desigual após a pandemia e a persistência de gargalos nas cadeias de abastecimento globais deram origem a “uma situação de estagflação, combinando simultaneamente inflação elevada e crescimento econômico insuficiente, pela primeira vez desde a década de 1970”, de acordo com o relatório.
“As previsões para a desaceleração do crescimento econômico e do emprego em 2023 indicam que a maioria dos países não voltará aos níveis pré-pandêmicos”, afirmou o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, no prefácio do relatório.
O crescimento do emprego deve se desacelerar claramente este ano, em 1% (face a 2,3% em 2022), uma revisão significativa para baixo de 0,5 ponto percentual na comparação com a projeção anterior.
“O ritmo mais lento do emprego no mundo significa que as perdas sofridas durante a crise da covid-19 provavelmente não serão compensadas antes de 2025”, afirmou o diretor do departamento de pesquisa da OIT e coordenador do informe, Richard Samans, em uma nota.
O desemprego deve, no entanto, recuperar-se apenas moderadamente este ano, já que grande parte do golpe será absorvido pelo rápido declínio dos salários reais em um contexto de aceleração da inflação, em vez de cortes de empregos, explica a OIT.
O relatório identifica uma nova medida global das necessidades de emprego não atendidas: “o déficit global de empregos”.
Além dos desempregados (205 milhões em 2022), esta medida inclui pessoas que querem trabalhar, mas não procuram emprego ativamente (268 milhões), seja por desânimo, ou seja por terem outras responsabilidades, como de ordem familiar.
No ano passado, o déficit global de empregos atingiu 473 milhões, mais do que em 2019. Esse déficit de empregos é particularmente alto no caso das mulheres e nos países em desenvolvimento.
“Como resultado da atual desaceleração, muitos trabalhadores serão forçados a aceitar empregos de pior qualidade, muitas vezes mal remunerados e, às vezes, sem contar com as horas de trabalho necessárias”, adverte a OIT.
As pessoas com idades entre 15 e 24 anos enfrentam dificuldades particularmente graves para encontrar e manter um emprego digno. Seu índice de desemprego é três vezes maior do que a dos adultos.
Apesar da desaceleração geral, alguns países e setores continuam expostos ao risco de escassez de mão de obra qualificada.
A OIT pede um claro aumento no investimento em educação e treinamento, considerando-se que “dois terços dos jovens ativos do mundo carecem de competências básicas”.
Segundo o relatório, a recuperação do mercado de trabalho após a crise da covid-19 foi impulsionada, principalmente, pelo emprego informal.
por NCSTPR | 17/01/23 | Ultimas Notícias
Afastamento foi confirmado no início da noite desta segunda-feira, por 47 votos a 1. Gomes deve recorrer à Justiça.
Por André Catto, g1
A assembleia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) decidiu destituir Josué Gomes do cargo de presidente da entidade. O afastamento foi confirmado no início da noite desta segunda-feira (16), por 47 votos a 1, segundo fontes ouvidas pelo g1.
Com o resultado, Gomes perde imediatamente o cargo. O processo, no entanto, passa agora pela formalização da ata da reunião em cartório – o que pode levar alguns dias.
A sinalização é de que a defesa de Josué Gomes deve levar o caso à Justiça. Um dos pontos colocados por apoiadores é que não haveria consenso na decisão. Além disso, a votação não teria tido quórum suficiente. Outro ponto é a ausência do presidente durante a votação.
O cargo deve ser assumido interinamente por Elias Miguel Haddad, decano entre os delegados que compõem o conselho de representantes da instituição. Ele é um dos vice-presidentes da entidade e representante titular das atividades industriais no Conselho Regional do SESI-SP desde 1980.
A assembleia teve clima acalorado. Segundo relatos de participantes, na primeira etapa da reunião, após as 14h30, Josué Gomes, que presidia a assembleia, impediu a tentativa de votação sobre sua permanência no cargo. Ele passou a defender, então, pontos de sua gestão.
Uma primeira votação foi feita para definir se o conselho iria aceitar ou não as alegações de defesa dele. Dos cerca de 90 votantes, 60 foram contrários aos apontamentos do presidente e 24, favoráveis.
Segundo relatos, após nova tentativa dos participantes de colocar sua destituição em votação, Josué decidiu encerrar a primeira sessão, após as 19h.
Na sequência, a assembleia, formada por representantes dos sindicatos associados e integrantes da diretoria da entidade, decidiu abrir uma segunda sessão – previamente marcada para o mesmo dia. Essa, no entanto, não contou com a presença do presidente, que se retirou.
Nesse momento, foi realizada a votação pela destituição, já com menos participantes. Foram 47 votos a favor do afastamento de Josué, um voto contra e duas abstenções.
“O processo valeu. Se a primeira assembleia teve validade, a segunda também teve”, disse uma fonte ao g1, explicando que os registros constam nas atas das reuniões.
Fontes apontam que o encontro com Alckmin pode ser indicado como uma tentativa de contornar a imagem negativa de sua gestão.Uma das insatisfações por parte dos integrantes seria justamente a falta de articulação política e o pouco tempo de Josué dedicado às atividades como presidente da Fiesp.
Ainda segundo fontes, foram colocados em discussão casos de altos salários em diretorias regionais da Fiesp. Também foi citado um contrato com uma empresa de consultoria, alvo de questionamentos dos integrantes da assembleia.
Procurada pelo g1, a Fiesp ainda não se manifestou sobre o caso.
por NCSTPR | 17/01/23 | Ultimas Notícias
Medida atinge militares de baixa patente da Marinha, Aeronáutica e Exército que atuavam na Coordenação de Administração do palácio, residência oficial do presidente da República.
Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispensou nesta terça-feira (17) 40 militares que recebiam gratificação para atuar na coordenação de administração do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.
As portarias da Secretaria-Geral da Presidência, com as dispensas, foram publicadas na edição desta terça do “Diário Oficial da União”.
Elas atingem militares de patentes mais baixas (soldados, cabos e sargentos) que atuavam, por exemplo, na segurança do Alvorada. Eles continuam nas Forças Armadas, porém em outras atividades.
A dispensa ocorre em meio à desconfiança externada por Lula com a atuação dos militares durante os ataques golpistas de 8 de janeiro, quando bolsonaristas invadiram as sedes dos três poderes, em Brasília.
Lula também se queixou que ainda não tem condições de realizar sua mudança para o Alvorada em razão do estado de conservação da residência oficial.
A Secretaria-Geral também dispensou nesta terça um cabo da Aeronáutica que atuava na coordenação de administração da Granja do Torto, um tenente que estava na Coordenação-Geral de Administração das Residências Oficiais e um tenente-coronel da PM do DF que era coordenador da Coordenação de Apoio Geral da Diretoria de Apoio às Residências Oficiais.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável por cuidar da segurança do presidente, do vice-presidente e dos palácios presidenciais, também dispensou militares nesta terça-feira.
A pasta dispensou do cargo de assessor técnico militar na Coordenação-Geral de Operações de Segurança Presidencial três militares, entre os quais, o tenente-coronel do Exército Marcelo Ustra da Silva Soares.
De acordo com o portal “Metrópoles”, Marcelo é familiar do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, considerado um dos principais torturadores da ditadura militar (1964-1985).
Ustra, que morreu em 2015 aos 83 anos, comandou de 1970 a 1974 o DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, onde foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade.
Ustra era considerado um “herói” nacional pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Conforme o Portal da Transparência do governo federal, Marcelo viajou a trabalho para Orlando, nos Estados Unidos, no final de dezembro, como integrante da equipe de segurança na viagem de familiar do então presidente.
por NCSTPR | 17/01/23 | Ultimas Notícias
TÉRCIO AMARAL
De acordo com a pesquisa Ipec, divulgada nesta segunda-feira (16), 54% dos brasileiros afirmam confiar no presidente Lula (PT), que iniciou, neste mês de janeiro, seu terceiro mandato presidencial. Na pesquisa, 41% disseram que não confiam, e apenas 4% não responderam ou não opinaram.
A pesquisa Ipec também revelou que a maior parte dos que confiam no presidente são homens (59%), com mais de 60 anos (63%), que possuem escolaridade até o ensino fundamental (65%) e que moram na região Nordeste (77%).
O índice dos que não confiam é maior entre as mulheres (45%). Elas são jovens de 25 a 34 anos (46%), com ensino superior (49%) e moradoras da região Sul (53%).
A pesquisa Ipec revelou que os brasileiros alimentam boas expectativas em relação ao terceiro mandato de Lula. Para 55% dos entrevistados, o governo Lula será bom ou ótimo. Já para 21% será ruim ou péssimo. Os que consideram que a gestão será regular são 18%.
A pesquisa Ipec ainda apontou que 64% dos brasileiros afirmam que o governo do presidente Lula está no caminho certo, a partir da análise das decisões do governo nesse início de ano.
Outros 26% disseram que o governo está no caminho errado, e 9% não souberam ou não responderam.
O Ipec ouviu 2 mil pessoas de 156 municípios brasileiros. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 10 de janeiro deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
AUTORIA
TÉRCIO AMARAL Tércio Amaral. Editor. É jornalista formado pela Unicap, com mestrado e doutorado em História (UFPE). Atuou no Diários Associados como repórter e editor de política. Foi coordenador de comunicação no Ministério da Educação e tem passagem por assessoria de comunicação do Congresso Federal.
CONGRESSO EM FOCO