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Centrais sindicais debatem com Lula repactuação da reforma trabalhista

Centrais sindicais debatem com Lula repactuação da reforma trabalhista

Representantes de várias categorias pedem também garantia de uma política para recomposição do salário mínimo logo no início do novo governo

Por João Valadares e Matheus Schuch, Valor — Brasília

As centrais sindicais comunicaram ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião nesta manhã, em Brasília, que querem uma repactuação de alguns pontos da reforma trabalhista e a garantia de uma política para recomposição do salário mínimo logo no início do novo governo. No encontro, representantes de várias categorias foram unânimes em afirmar que não querem a volta do imposto sindical, mas que é preciso encontrar uma nova forma de custeio.

 

O presidente da UGT, Ricardo Patah, que integra o grupo técnico de trabalho e previdência, afirmou que alguns pontos da reforma trabalhista, a exemplo do trabalho intermitente e das negociações diretas entre patrões e empregados sem participação dos sindicatos, precisam ser revistos.

 

“Deixamos claro de forma unificada que o movimento sindical não quer a revogação da reforma trabalhista e também não quer a volta do imposto sindical, mas há pontos que precisamos repactuar”, disse.

 

Patah disse acreditar que o presidente Lula, logo no início do mandato, vai desenhar uma nova política para o salário mínimo. “Colocamos que é importante ter a política de salário mínimo para voltar ao que era, com a recuperação ligada à inflação e adicionando mais aquilo que o Brasil cresceu nos dois últimos anos”, declarou.

 

Centrais sindicais debatem com Lula repactuação da reforma trabalhista

Equipe de transição estuda divisão do Ministério da Economia em três

Em fala nesta quarta-feira (30), o ex-ministro Nelson Barbosa, integrante da equipe de transição, detalhou à imprensa a estratégia para o ministério e criticou sugestões de PEC alternativa

Por Fabio Murakawa, Valor — Brasília

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda dividir em três o Ministério da Economia. Além da manutenção da pasta, que até 2018 se chamava Ministério da Fazenda, seriam recriados os ministérios do Planejamento e da Indústria e Comércio.

 

Integrante do Grupo Técnico de Economia do futuro governo, o ex-ministro Nelson Barbosa afirmou nesta quarta-feira (30) que o fatiamento foi um pedido do comando da transição, coordenada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

 

“O GT de Economia está trabalhando apenas com o Ministério da Economia. Mas houve um pedido da coordenação geral para que se estudasse a divisão do Ministério da Economia em três. Seriam Ministério do Planejamento, Ministério da Economia e Ministério da Indústria e Comércio”, disse Barbosa. “Esses três grupos estão fazendo suas propostas que serão enviadas à coordenação da transição. Mas é uma proposta preliminar, que ainda vai ser discutida e reformulada.”

 

Em meio a especulações sobre uma possível mudança de nome do Ministério da Economia para Fazenda, Barbosa disse, em tom de brincadeira, ser sugerido a manutenção da nomenclatura.

 

“Por uma questão de economia de gastos, nós estamos sugerindo manter o nome Ministério da Economia, para não mudar o letreiro”, disse.

 

Os GTs da transição, inclusive o de Economia, entregam hoje um relatório preliminar para a equipe de Alckmin.

 

“O relatório [do GT da Economia] que nós estamos fazendo hoje é um relatório preliminar. É um relatório eminentemente administrativo, com proposta sobre organograma do ministério, pontos de atenção levantados junto ao governo eleito. E coisas que têm que ser decididas agora em dezembro, no início de janeiro”, disse Barbosa. “As recomendações mais qualitativas de política econômica serão objeto do relatório final, cujo prazo é 11 de dezembro.”

Barbosa acredita que PEC alternativa subdimensiona gastos

 

O ex-ministro Nelson Barbosa continuou sua fala, direcionada às propostas alternativas à PEC apresentada pela equipe de transição do governo eleito. Disse considerar que a liberação de R$ 70 bilhões acima do teto de gastos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição seria “pouco” para abrir espaço no Orçamento a fim de atender programas considerados essenciais.

Barbosa citou a cifra de R$ 70 bilhões em referência à PEC alternativa formulada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que na verdade prevê um estouro de R$ 80 bilhões no teto, valor bem inferior ao estouro de R$ 175 bilhões prevista na PEC encaminhada por representantes do futuro governo para assegurar o valor de R$ 600 ao Bolsa Família em 2023.

 

“A discussão orçamentária por enquanto é abrir espaço necessário para que Orçamento atenda as prioridades da sociedade”, afirmou. “A PEC no formato atual não tem valor; exclui o Bolsa Família, que poderia ser até R$ 175 bilhões. O valor vai ser negociado no Congresso. Acho R$ 70 bilhões um valor baixo. Isso cobriria apenas a manutenção dos R$ 600 [do Bolsa Família], que segundo estimativas custa R$ 52 bilhões. E haveria um pequeno espaço para os outros programas.”

 

Barbosa lembrou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Congresso já previu cortes drásticos em programas essenciais, como o Farmácia Popular e a merenda.

 

Barbosa disse ainda que, uma vez definido o tamanho do gasto, pode haver uma revisão na previsão das receitas que, segundo ele, parecem subestimadas.

 

“Uma vez definido o tamanho desse gasto, na própria votação do Orçamento haverá uma revisão da previsão de receitas”, afirmou. “Já houve estimativa do governo em exercício de que a receita vai subir. Receita prevista parece subestimada, isso ajuda não só o governo eleito como o Brasil inteiro.”

 

Ele disse ainda que não há uma decisão tomada sobre a reoneração dos combustíveis e que o governo eleito se manifestará sobre o tema em janeiro.

 

Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2022/11/30/equipe-de-transicao-estuda-divisao-do-ministerio-da-economia-em-tres.ghtml

Centrais sindicais debatem com Lula repactuação da reforma trabalhista

Desemprego cai para 8,3% em outubro, menor nível desde 2015, aponta IBGE

População ocupada no mercado de trabalho bateu recorde histórico, enquanto o número de desempregados recuou, também, ao menor patamar desde 2015.

Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 8,3% em outubro, atingindo o menor nível desde 2015, apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Considerando apenas os trimestres terminados em outubro, trata-se da menor taxa desde 2014.

 

 

De acordo com o IBGE, o país chegou ao final de outubro com cerca de 9 milhões de desempregados, o que corresponde ao menor contingente já registrado desde julho de 2015.

 

Já a população ocupada no mercado de trabalho foi estimada em 99,7 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

 

“Este momento de crescimento de ocupação já vem em curso desde o segundo semestre de 2021. Com a aproximação dos últimos meses do ano, período em que historicamente há aumento de geração de emprego, a tendência se mantém”, avaliou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.

 

Na comparação com igual trimestre do ano passado, a taxa de desemprego recuou 3,8 pontos percentuais (p.p.), enquanto o número de desempregados foi reduzido em 3,9 milhões de pessoas, o que corresponde a uma queda de 30,1%.

 

O nível da ocupação – ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – chegou a 57,4%, 2,8 p.p. acima do registrado em outubro do ano passado.

Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, 6,7 p.p. abaixo da registrada no mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada somou 22,7 milhões de pessoas, 7,2 milhões a menos que em outubro de 2021, o que corresponde a uma queda de 24,2% no período.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/11/30/desemprego-fica-em-83percent-em-outubro-aponta-ibge.ghtml

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Movimentos sociais dizem o que esperam e o que não aceitarão do governo Lula

Mais de 80 entidades da sociedade civil divulgaram há pouco uma carta na qual sintetizam suas expectativas em relação ao governo Lula. “Não aceitaremos nenhum passo atrás do que estava estabelecido em 2016”, diz o documento, que destaca o retrocesso ocorrido em relação à garantia de direitos civis e sociais durante os dois anos de governo Temer e os quatro anos de governo Bolsonaro.

“Precisamos desarmar a população e retomar o enfrentamento à violência contra as mulheres, protegendo especialmente as mulheres negras e a população LGBTQIA+, vítimas preferenciais dos crimes de feminicídio. Precisamos resgatar os direitos trabalhistas e 4 previdenciários, bem como os meios de existência das entidades sindicais e populares”, afirma a carta.

Veja a íntegra:

SYLVIO COSTA Fundador do Congresso em Foco. Mestre em Comunicações pela Universidade de Westminster, na Inglaterra. Trabalhou como jornalista em veículos como Folha, IstoÉ, Correio Braziliense, Zero Hora e Gazeta Mercantil, entre outros, exercendo as funções de repórter, editor e chefe de reportagem. Ganhou 12 prêmios de jornalismo.

sylvio@congressoemfoco.com.br

CONGRESSO EM FOCO
Centrais sindicais debatem com Lula repactuação da reforma trabalhista

PEC da transição obtém número mínimo de assinaturas e começará a tramitar

NOVO GOVERNO

O relator do orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), obteve na manhã desta terça-feira (29) o número mínimo de assinaturas para que comece a tramitar a PEC da Transição, que permitirá ao novo governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva pagar no ano que vem e nos próximos anos do seu mandato o Bolsa Família de R$ 600 e outros benefícios sociais sem que essas despesas impactem o teto de gastos.

Para que possa tramitar, a PEC precisa de um número mínimo de 27 assinaturas de apoio – que foi obtido na manhã desta terça. Já assinaram a PEC até este momento 28 senadores.

Confira a lista de quem assinou a PEC até o momento de publicação desta matéria:

  1. Marcelo Castro (MDB-PI)
  2. Alexandre Silveira (PSD-MG)
  3. Jean Paul Prates (PT-RN)
  4. Dario Berger (PSB-SC)
  5. Rogério Carvalho (PT-SE)
  6. Zenaide Maia (Pros-RN)
  7. Paulo Paim (PT-RS)
  8. Fabiano Contarato (PT-ES)
  9. Flávio Arns (Podemos-PR)
  10. Telmário Motta (Pros-RR)
  11. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  12. Humberto Costa (PT-PE)
  13. Eliziane Gama (Cidadania-MA)
  14. Carlos Fávaro (PSD-MT)
  15. Veneziano Vital do Rego (MDB-PB)
  16. Paulo Rocha (PT-PA)
  17. Jader Barbalho (MDB-PA)
  18. Jaques Wagner (PT-BA)
  19. Acir Gurgacz (PDT-RO)
  20. Mailza Gomes (PP-AC)
  21. Otto Alencar (PSD-BA)
  22. Leila Barros (PDT-DF)
  23. Omar Aziz (PSD-AM)
  24. Nilda Gondim (MDB-MS)
  25. Confúcio Moura (MDB-RO)
  26. Simone Tebet (MDB-MS)
  27. Sergio Petecão (PSD-AC)
  28. Rose de Freitas (MDB-ES)

A PEC propõe retirar R$ 198 bilhões por ano do teto de gastos. R$ 175 bilhões seria para o pagamento do Bolsa Família de R$ 600 mais um benefício extra de R$ 150 a cada família com crianças entre zero e seis anos. Há ainda previsão de recursos para a área ambiental, vindos de fundos de financiamento e para universidades, vindos também de fundos e convênios. Não há, porém, consenso sobre o projeto e sua aprovação ainda dependerá de muita negociação. A tramitação começa pela Comissão de Constituiçãoe Justiça. Para ser aprovada, uma PEC precisa da aprovação de três quintos do Senado em duas votações, e depois mais duas aprovações com o mesmo quórum de três quintos na Câmara dos Deputados.

Dinheiro para “quase nada”

“Com as assinaturas suficientes (…), continuaremos as negociações para aprovarmos a proposta o mais rápido possível”, disse Marcelo Castro, em nota.

Na segunda-feira (28), lembrou Marcelo Castro, houve novo bloqueio orçamento de R$ 1,7 bilhão em recursos do Ministério da Educação. Isso, diz o senador, “mostra o quanto o orçamento do país está deficitário em diversas áreas”.

“Sem a PEC, não teremos dinheiro, por exemplo, para a rede pública de saúde, para o programa farmácia popular, para a compra de vacinas, para a educação, em todos os níveis, para merenda escolar, para os programas de habitação popular, para a manutenção das estradas, para a segurança, para o reajuste do salário mínimo e dos servidores públicos, para o cumprimento das Leis Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo, para as áreas de ciência e tecnologia, incluindo a área de pesquisas, enfim, para quase nada!”, enumera Marcelo Castro.

Veja a íntegra da nota:

“NOTA À IMPRENSA

“Com as assinaturas suficientes para a tramitação da PEC do Bolsa Família (PEC 32/2022), continuaremos as negociações para aprovarmos a proposta o mais rápido possível. O novo bloqueio de 1,7 bilhão de reais, feito ontem pelo governo no Ministério da Educação, mostra o quanto o orçamento do país está deficitário em diversas áreas.

Sem a PEC, não teremos dinheiro, por exemplo, para a rede pública de saúde, para o programa farmácia popular, para a compra de vacinas, para a educação, em todos os níveis, para merenda escolar, para os programas de habitação popular, para a manutenção de estradas, para a segurança, para o reajuste do salário mínimo e dos servidores públicos, para o cumprimento das Leis Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo, para as áreas de ciência e tecnologia, incluindo a área de pesquisas, enfim, para quase nada! Sem falar que só com a PEC poderemos tirar, novamente, o Brasil do mapa da fome, garantindo os 600 reais do Bolsa Família e mais 150 reais por criança de até seis anos de idade. Vamos reconstruir o país com responsabilidade fiscal e social.”

RUDOLFO LAGO Diretor do Congresso em Foco Análise. Formado pela UnB, passou pelas principais redações do país. Responsável por furos como o dos anões do orçamento e o que levou à cassação de Luiz Estevão. Ganhador do Prêmio Esso.

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Paim apresenta proposta para assegurar renda básica de cidadania

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 29/22, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), insere na Constituição, os artigos 203-A, e 121, no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para assegurar a renda básica de cidadania.

A PEC institui a renda básica de cidadania no Brasil. A renda será acrescida à renda familiar, em valor suficiente para atender às despesas mínimas de cada pessoa com alimentação, educação e saúde.

A proposta adiciona que essa renda será implementada gradualmente, a partir de 2023, respeitando as possibilidades orçamentárias.

O valor mínimo será de R$ 600 mensais por unidade familiar e será aumentado, anualmente, de 2024 a 2026.

A PEC também tira o benefício da meta de resultado primário, que é o Teto de Gastos — sustentado pela EC (Emenda à Constituição) 95/16.

Tramitação

A proposta aguarda despacho da mesa do Senado Federal. Na Casa, a tramitação de PEC começa pela CCJ, onde é aprovada a admissibilidade e o mérito.

Em seguida, vai ao plenário, onde deve ser aprovada, em 2 turnos, por 3/5 dos senadores ou 49 votos.

DIAP

https://diap.org.br/index.php/noticias/noticias/91202-paim-apresenta-proposta-para-assegurar-renda-basica-de-cidadania