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Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

UNIDOS VENCEREMOS

Após derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pediu, em discurso na noite de deste domingo (30), união aos brasileiros para “consertar o país”.

 

Em discurso após vencer a eleição, Lula pediu união e falou em “novo tempo de paz”
Divulgação

“Para isso, convido a cada brasileiro e brasileira, independentemente de quem votou nesta eleição, mais do que nunca, para irmos juntos pelo Brasil”, disse Lula ao discursar em um hotel na região central de São Paulo. “Sei a magnitude da missão que a história me legou e não vou conseguir cumpri-la sozinho, vou precisar de todos que sonham com um país mais justo e melhor”, completou.

 

Ele destacou, ainda, que é preciso “restabelecer o diálogo com o Legislativo e o Judiciário, sem tentativa de intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa entre os três poderes. A Constituição estabelece as obrigações de cada poder, rege a noss existência coletiva e ninguém está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou afrontá-la”.

 

Sem citar Bolsonaro, o presidente eleito afirmou que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente, disse estar aberto à cooperação internacional para preservar a Amazônia, mas sem “renunciar à soberania”, e declarou ter compromisso com indígenas e com a biodiversidade.

 

Em tom de conciliação, Lula disse ainda que a “mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor pelo seu país e pelo seu povo”.

 

“Não faltará amor neste país, viveremos um novo tempo de paz, amor e esperança, um tempo em que o povo tenha de novo o direito de sonhar.”

 

Lula agradeceu ao povo brasileiro, a seu vice, “companheiro Geraldo Alckmin” e aos “governadores que foram eleitos e aos que não foram”. Disse ainda que não se sente velho, pois tem uma causa: o povo e o combate à miséria, razão pela qual irá “viver até o fim”.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-30/discurso-vitoria-lula-uniao-consertar-pais

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Ministros do STF esperam normalização da relação entre Executivo e Judiciário

TOCANDO EM FRENTE

Com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste domingo (30/10), a relação institucional entre o Planalto e o Supremo Tribunal Federal deve retornar à normalidade. É isso o que esperam os ministros da mais alta corte do país, segundo a jornalista Carolina Brígido, do portal UOL

 

Brígido reporta que os ministros não preveem problemas na transição entre os governos, apesar de Bolsonaro ter criticado o sistema eleitoral brasileiro nos quatro anos em que foi presidente e ainda não ter dado nenhum sinal de que vai respeitar o resultado das eleições. Os ministros apostam que o presidente não vai se recusar a passar a faixa presidencial para Lula.

 

A derrota do atual presidente abre o caminho para uma nova fase na relação entre o Executivo e o Judiciário, que vai aproveitar a bandeira branca para recuperar a própria credibilidade após quatro anos de ataques ininterruptos por parte do presidente e de seus aliados.

 

Também segundo a jornalista, ministros consideram que os dois inquéritos que investigam ataques às instituições (o das fake news e o das milícias digitais) devem ser encerrados, como um gesto de boa vontade para reatar a relação entre as instituições.

 

Em seu discurso após a eleição, o próprio presidente eleito destacou a necessidade de retomar a normalidade institucional. Ele disse que é preciso “restabelecer o diálogo com o Legislativo e o Judiciário, sem tentativa de intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa entre os três poderes. A Constituição estabelece as obrigações de cada poder, rege a noss existência coletiva e ninguém está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou afrontá-la”.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-30/ministros-stf-esperam-normalizacao-relacao-executivo

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Bolsonaro se recolhe e não se pronuncia sobre resultado das eleições

ANDO SÓ

O presidente Jair Bolsonaro (PL), após perder as eleições para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (30/10), permaneceu isolado dentro do Palácio da Alvorada, em Brasília. Ele pediu a seus próprios aliados que não o incomodassem e sequer falou com a imprensa.

 

Presidente Jair Bolsonaro não quis se encontrar com aliados neste domingoMarcello Casal Jr./Agência Brasil

Bolsonaro apenas conversou ao telefone com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O magistrado informou que cumprimentou ambos os candidatos pela participação no pleito e lhes disse que a Justiça Eleitoral estava apta e iria proclamar o resultado oficial das eleições. Segundo ele, o atual presidente o atendeu com “extrema educação”.

 

Na sua residência oficial, Bolsonaro recebeu apenas seus filhos; seu ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid; o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. As informações são do Poder 360.

 

Por outro lado, o presidente se recusou a receber, por exemplo, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Além disso, não quis se reunir com integrantes da sua campanha nem deputados ou senadores próximos.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-31/bolsonaro-recolhe-nao-pronuncia-resultado-eleicoes

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Lula enfrentará desafio de unificar país e administrar crise fiscal

DIAS MELHORES?

Eleito neste domingo (30/10) após vencer o candidato à reeleição Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva obteve a menor vantagem já registrada sobre um oponente em disputas realizadas após a redemocratização do país: 1,8 ponto, com 99% das urnas apuradas.

 

 

Sinal de que, no campo político, o petista herdará um país rachado, o que exigirá toda a sua capacidade de negociação, seja para lidar com a feroz oposição prometida desde já pelos bolsonaristas, seja para lidar com as siglas e os parlamentares que se uniram a ele na frente ampla para derrotar o atual mandatário.

 

Assim, Lula terá de encontrar espaço para os partidos que formaram a coligação Brasil da Esperança — que reuniu PT, PSOL, PSB, Rede, PCdoB, PV, Solidariedade, Agir, PROS e Avante —, além do PDT, tradicional aliado de centro-esquerda, e lideranças que declararam apoio a ele no segundo turno, caso de Simone Tebet.

 

Isso sem contar a bancada bolsonarista, que não deve abandonar a orientação de extrema direita, e o Centrão, que, ao longo da transição, deve buscar algum diálogo com a futura gestão petista. Nesse sentido, a expectativa é de que Lula destoe de Bolsonaro — que assumiu com a promessa de reduzir o número de ministérios — e crie mais pastas para acomodar seu arco de apoiadores.

 

Em relação ao campo adversário, porém, Lula colheu ainda neste domingo um aceno importante vindo da nova leva de governadores: eleito em São Paulo na disputa contra o petista Fernando Haddad, o ex-ministro de Bolsonaro Tarcisio de Freitas (Republicanos) sinalizou que irá priorizar o interesse do estado e, para isso, tentará se alinhar ao Palácio do Planalto.

 

Na relação com o Poder Judiciário, que foi motivo de crise permanente durante o governo Bolsonaro, as expectativas são mais favoráveis ao presidente eleito. Agora, com o presidente de saída do Planalto, os ministros do Supremo Tribunal Federal dizem esperar que a corte reconstrua sua credibilidade e as pontes com o governo federal, conforme apurou a colunista Carolina Brígido, do UOL.

 

Já no campo da economia, a vitória de Lula gera apreensão no mercado financeiro. Lula ainda não apresentou os nomes que irão compor seus ministérios, incluindo o da Economia — o que deve se refletir na Bolsa e na cotação do dólar nas próximas semanas.

 

Outros motivos de preocupação para o mercado são a promessa, feita pelo petista durante a campanha, de acabar com o teto de gastos e a tendência, comumente associada a seu partido, de frear as privatizações e intervir mais em estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil.

 

Outros dados que geram desconfiança no mercado: a promessa feita por Lula de isentar de Imposto de Renda contribuintes que ganham até R$ 5.000 por mês, além dos R$ 150 extras para beneficiários do Auxílio Brasil.

 

Na política econômica, Lula terá de contar com uma equipe qualificada de economistas para lidar com as contas que receberá do atual governo. Isso porque herdará de Paulo Guedes e Bolsonaro um rombo que pode chegar a R$ 103 bilhões em 2023 caso o gasto adicional do Auxílio Brasil fique fora do teto, de acordo com projeção divulgada na semana passada pela Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal.

 

Nas relações diplomáticas, Lula terá o desafio de recuperar a credibilidade do país no cenário internacional. Durante a gestão Bolsonaro, o país se distanciou de parceiros tradicionais e ficou isolado depois que Donald Trump deixou a presidência dos Estados Unidos.

 

Mas o presidente eleito estará à altura do desafio, apostam especialistas. Um sinal disso foi dado neste domingo, logo após o anúncio da vitória do petista: o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por exemplo, foi um dos primeiros a parabenizar Lula.

 

Em mensagem divulgada pela Casa Branca, o democrata afirmou que espera trabalhar junto com o brasileiro para manter “a cooperação entre nossos dois países nos próximos meses e nos anos que virão”.

 

Outro desafeto de Bolsonaro, o presidente da França, Emmanuel Macron, usou o Twitter para homenagear Lula. “Juntos, vamos unir nossas forças para enfrentar os muitos desafios comuns e renovar o vínculo de amizade entre nossos dois países”, disse Macron, que foi alvo de ofensas de Bolsonaro logo nos primeiros dias da atual gestão.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-31/lula-enfrentara-desafio-unificar-pais-administrar-crise-fiscal

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Placar dos estados escancara equilíbrio da eleição entre Lula e Bolsonaro

CABEÇA A CABEÇA

Não é preciso fazer muito esforço para descobrir por que a eleição presidencial de 2022 já entrou para a história do Brasil como a mais equilibrada de todos os tempos. E não foi apenas pelo fato de o vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva, ter levado a melhor com pouco mais de dois milhões de votos de vantagem sobre o derrotado, o presidente Jair Bolsonaro — uma diferença de menos de dois pontos percentuais nos votos válidos (50,9% a 49,1%).

 

Lula bateu neste domingo o recorde
de votos em uma eleição brasileira
Ricardo Stuckert

O placar da votação nos estados foi emblemático: cada candidato venceu em 13 unidades da federação, com o Distrito Federal fazendo a balança pender para o lado de Bolsonaro.

 

O triunfo de Lula foi avassalador no Nordeste, já que ele venceu em todos os estados da região. Enquanto isso, Bolsonaro teve 100% de aproveitamento no Sul e no Centro-Oeste.

 

No Sudeste, o candidato que tentava a reeleição venceu no Espírito Santo, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Lula, por sua vez, ganhou por uma margem apertada em Minas Gerais, mantendo a tradição de que o candidato que consegue a maior votação entre os mineiros sempre vence o pleito.

 

Na Região Norte, Bolsonaro venceu no Acre, em Roraima, em Rondônia e no Amapá. Já Lula ganhou no Amazonas e no Pará.

 

Os 60.345.999 votos que Lula recebeu dos eleitores brasileiros neste domingo (já com 100% da apuração encerrada) são a maior votação de um candidato na história do Brasil. O recorde anterior era do próprio petista, em 2006, com 58,3 milhões de votos. Curiosamente, naquela eleição Lula derrotou no segundo turno Geraldo Alckmin, agora o seu vice-presidente.

 

Outra marca histórica já havia sido batida no primeiro turno, quando Lula recebeu 57 milhões de votos, contra 51 milhões de Bolsonaro. Até então, nenhum candidato havia ultrapassado a barreira dos 50 milhões ainda na primeira parte da eleição.

 

Abstenção em baixa

A abstenção, tema muito debatido nesta campanha eleitoral, surpreendeu pela modéstia neste domingo. Nas eleições brasileiras, ela costuma ser maior no segundo turno do que no primeiro, mas não foi o que ocorreu desta vez.

 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a abstenção neste domingo foi de 20,56%, uma marca um pouco menor do que a registrada no primeiro turno (20,95%). Ponto para o ministro Alexandre de Moraes, que durante a tarde disse que os bloqueios feitos pela Polícia Rodoviária Federal em estradas do Nordeste não iriam afetar a votação.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-31/placar-estados-escancara-equilibrio-eleicao

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

Campanha de Bolsonaro terá de excluir fake news sobre aposentadorias

VALE TUDO

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, determinou a remoção de propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) na TV que divulga notícia falsa sobre aposentadorias.

 

A peça publicitária afirma que os aposentados estão sofrendo descontos de até 30% em seus contracheques para pagar um suposto “rombo” que teria sido causado pelo ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva e pelo PT. A decisão é desta quinta-feira (27/10).

 

Além da remoção da propaganda, Alexandre de Moraes estipulou multa diária de R$ 100 mil para cada vez que a decisão for descumprida.

 

Anúncios mentirosos

A campanha de Lula apresentou uma representação ao TSE contra uma série de anúncios via plataforma Google Ads e o site Pelo Bem do Brasil 22, de titularidade do PL. Os conteúdos, sem identificação partidária, promovem propaganda eleitoral negativa contra o ex-presidente.

 

Os advogados da coligação de Lula sustentam que diversos anúncios com roupagem lícita remetem os usuários a conteúdos que configuram, de acordo com a lei eleitoral, propaganda negativa.

 

“Os anúncios são carregados de cunho apelativo, o chamado clickbait, que é uma tática usada na propaganda na internet de gerar tráfego online por meio de conteúdos enganosos ou sensacionalistas. Assim, o anunciante publica uma chamada sensacionalista para atrair interesse e encaminhar a pessoa para o conteúdo do link, entretanto o conteúdo do link não guarda pertinência com a chamada do anúncio”, explicam os advogados Angelo Ferraro e Cristiano Zanin Martins.

 

Os advogados pedem a concessão de medida liminar para tirar o site do ar e suspender a veiculação dos anúncios listados da plataforma Google Ads. A representação pede também a condenação da coligação de Bolsonaro por propaganda irregular e a consequente aplicação da multa prevista no artigo 29, §2º, da Res-TSE 23.610/19, no valor de R$ 30 mil.

 

Clique aqui para ler a decisão
Processo 0601727-67.2022.6.00.0000


Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-27/campanha-bolsonaro-excluir-fake-news-aposentadorias