por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
DE SÃO PAULO
Os brasileiros que estiverem na Europa conseguirão sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A Caixa, que administra o serviço, estendeu o saque especial no exterior para cinco países do continente.
Em Bruxelas (Bélgica), Paris (França), Londres (Reino Unido) e Roterdã (Holanda), o trabalhador deve procurar os consulados-gerais do Brasil; em Dublin (Irlanda), a embaixada brasileira.
O serviço já existe no Japão, desde 2010, e nos EUA, desde 2011. Desde então, mais de 2.000 pagamentos já foram feitos, somando R$ 12 milhões.
A ampliação do serviço para a Europa foi motivada pelo “sucesso obtido no Japão e nos EUA”, segundo Fabio Cleto, vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa.
Outros países devem receber o serviço futuramente.
por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
Número de unidades vendidas e valor de vendas, porém, sobem 27%
Estoque de unidades novas é 50% maior no fim do 1º trimestre; tendência é de preços subirem menos
CAROLINA MATOS
DE SÃO PAULO
O número de lançamentos de imóveis residenciais na cidade de São Paulo foi cerca de 30% menor no primeiro trimestre em relação a igual período de 2011.
O resultado confirma a desaceleração do mercado imobiliário paulistano observada no ano passado.
Em 2011, o total de lançamentos foi praticamente o mesmo do ano anterior, depois da forte expansão de 20% de 2010 ante 2009.
Esse cenário indica que as construtoras começaram 2012 controlando o ritmo de lançamentos para não “inundar” o mercado.
Mesmo assim, o estoque de imóveis residenciais novos (de até três anos) na capital em março é quase 50% maior do que o de 12 meses antes e voltou ao patamar de março de 2009 -quando o mercado ganhou mais impulso.
Entre janeiro e março de 2012, foram lançadas 3.600 unidades, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgados ontem pelo Secovi-SP, sindicato que representa as construtoras.
O número de residências comercializadas e o valor total de vendas, no entanto, subiram. Foram negociados cerca de 27% mais imóveis que no primeiro trimestre de 2011.
O valor dos negócios subiu no mesmo ritmo, para R$ 2,7 bilhões, com valores atualizados pelo INCC, o índice que mede o aumento de custos da construção civil.
De acordo com o Secovi, os resultados indicam que o mercado passa por uma acomodação entre volume de lançamentos e de vendas.
Nesse cenário de busca de maior equilíbrio entre oferta e demanda, afirma o sindicato, os preços dos imóveis devem subir menos do que em anos anteriores.
NO RITMO DA ECONOMIA
“Deve haver um aumento médio de preços proporcional ao crescimento econômico”, diz Claudio Bernardes, presidente da instituição.
Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, “o cenário interno é mais favorável neste ano do que em 2011, o que acelera a decisão de compra do imóvel”.
O sindicato considera que a inflação converge para a meta do governo, de 4,5% ao ano, e que há um crescimento sustentável do crédito e desemprego em baixa.
Ainda para o Secovi, deve haver, em todo o ano de 2012, aumento de 10% nas vendas de residências novas (em unidades) em relação ao total de 2011 e redução de 5% do total de lançamentos.
REGIÃO METROPOLITANA
Na região metropolitana de São Paulo, a queda do número de lançamentos no trimestre foi maior que na capital: 38%. Em relação ao número de residências comercializadas, foram 5% menos. O valor das vendas subiu menos que na cidade de São Paulo: 5,3%, para R$ 4 bilhões.
por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
O apoio do governo e a pressão de organizações da sociedade civil (foto) não foram suficientes para garantir a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a expropriação de terras nas quais seja constatado o uso de mão de obra escrava. Após reunião de líderes, os deputados decidiram adiar a votação, que estava prevista para ontem à noite.
Os deputados da bancada ruralista consideraram que o texto da PEC do Trabalho Escravo é genérico e não caracteriza claramente o que significam trabalho análogo à escravidão e trabalho degradante, nem como será feita a expropriação das terras.
Como a Câmara não pode mais alterar o texto, já que a PEC está pronta para ser votada em segundo turno, os líderes decidiram procurar as bancadas no Senado para tentar um acordo. A intenção é que os senadores se comprometam a incluir no texto os esclarecimentos necessários. O presidente da Câmara, Marco Maia, garantiu que a PEC vai a voto hoje. “Ficou decidido que essa mudança na redação seria tratada com o Senado amanhã. Havendo entendimento ou não, vamos votar esta matéria”, disse.

por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
Os eleitores de Curitiba que procuraram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) ontem enfrentaram filas de cerca de duas horas. O movimento, considerado inesperado, fez com que a fila chegasse próxima da Avenida Marechal Floriano Peixoto. O prazo para o eleitor tirar o título pela primeira vez, transferir o documento ou regularizar sua situação com a Justiça Eletoral acaba hoje. A expectativa, de acordo com a assessoria de imprensa do TRE-PR, é que o movimento seja ainda maior nesta quarta-feira.
Neste ano, todo o eleitorado curitibano teve de fazer o recadastramento biométrico. O eleitor que ainda não passou pelo processo deve ir ao TRE-PR com documento de identidade, comprovante de residência e o título eleitoral antigo. Também é preciso pagar multa.
O eleitor de Curitiba que não fizer o recadastramento não poderá votar nas eleições de outubro. Além disso, fica impedimento de tirar passaporte, se matricular em instituições públicas ou prestar concurso público.
Serviço: O TRE-PR está localizado na Rua João Parolin, 55, Prado Velho. O horário de atendimento é das 9 h às 18 h. Outras informações pelos telefones: (41) 3330-8674/3330-8673.
por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
De acordo com informações Universia Brasil, mais de 500 obras literárias estão disponíveis para download gratuito no portal da instituição. Entre elas, oito dos nove livros cobrados pelas bancas da Fuvest e da Unicamp no vestibular. O único que ainda não ganhou versão digital é Capitães da Areia, de Jorge Amado.
De acordo com a entidade, ao todo foram publicados 521 arquivos em formato PDF, que pode ser lido em computadores, tablets e e-readers. As obras são dos mais variados estilos: há desde biografias de cineastas até textos científicos sobre comunicação, passando, claro, por grandes clássicos da literatura.
Em entrevista à imprensa, o gerente de conteúdo do portal, Alexsandra Bentemuller, informou que o objetivo da iniciativa é incentivar a leitura e democratizar o acesso ao conhecimento. “A gente acredita no poder de transformação da leitura, do ponto de vista pessoal e acadêmico”, afirma.
Alexsandra conta que os textos já estavam publicados na internet. O trabalho da equipe do site foi agregar o conteúdo em um único endereço eletrônico. “Esses livros foram pedidos por nossos leitores em enquetes e nas nossas redes sociais. Um internauta, por exemplo, queria muito ter acesso a textos de Gregório de Matos.”
Para se ter uma ideia, a demanda por obras gratuitas é tão grande que uma notícia sobre 120 obras acadêmicas disponíveis para download, publicada em setembro do ano passado, continua liderando o ranking das matérias mais lidas do portal.
Para acessar a lista completa e baixar os arquivos, basta acessar aqui.
Vestibular
Estão disponíveis para download os seguintes livros da Fuvest e da Unicamp:
– A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
– O Cortiço (Aluísio Azevedo)
– Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
– Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
– Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
– Til (José de Alencar)
– Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
– Vidas Secas (Graciliano Ramos)
As obras de Aluísio de Azevedo são destaque entre o material. São 17 livros do romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista nascido no Maranhão. Além disso, pode ser feito o download de 27 livros de José de Alencar, 18 de Eça de Queirós, 13 de Fernando Pessoa, 8 de Lima Barreto.
por master | 09/05/12 | Ultimas Notícias
Governo projeta aumento do mínimo para R$ 803 em 2015
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013 enviado pelo Executivo ao Congresso nesta terça-feira (8) prevê aumento de 7,35% do salário mínimo, elevando o valor de R$ 622 para R$ 667,5%. O reajuste nominal (com base na inflação) considera dois indicadores: crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos (em 2010, o PIB variou positivamente em 2,73%) e a estimativa de inflação para 2012, de 4,5%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os valores ainda podem variar, uma vez que o índice da inflação para este ano só será conhecido em janeiro próximo, além de ajustes possíveis no PIB por parte do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os elementos básicos da lei de diretrizes foram levados pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, à Comissão Mista de Orçamento, que reúne parlamentares na Câmara neste instante. O projeto prevê, ressalvados os indicadores econômicos e prováveis revisões de estimativa, aumento do mínimo para R$ 729,20 e R$ 803,93 em 2014 e 2015, respectivamente. Com base nos parâmetro macroeconômicos da LDO, dessa forma, o aumento real do mínimo desde 2002, quando o valor era de R$ 200, chega a 66% em relação ao salário vigente naquele ano.
Já para aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo, e estão sob o regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), não haverá aumento real de salário (leva em conta índice de inflação e demais indicadores econômicos). Nesse caso, a LDO só garante a eles reposição das variações inflacionárias.
Durante a entrevista coletiva para apresentar as informações elementares, a ministra adiantou que manterá contato frequente com os parlamentares da CMO, com o objetivo de que impasses sejam resolvidos e a matéria seja aprovada dentro do prazo constitucional, 17 de julho. Na próxima terça-feira (17), Miriam Belchior volta a se reunir com presidente e relator do colegiado, respectivamente o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). O objetivo do encontro é justamente discutir os termos da tramitação da LDO no Congresso.
Depois do encaminhamento da matéria pelo Executivo, o cronograma de tramitação prevê a apresentação de um relatório preliminar, a cargo do senador Valadares. Nessa fase, o parecer estabelece critérios e regras para apresentação das chamadas emendas parlamentares.
Cenário e projeção
A preocupação do governo é que as previsões orçamentárias e as metas da administração pública para 2013 atendam às prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Programa Minha Casa, Minha Vida e do Plano Brasil sem Miséria. Para tanto, a proposição detalhou o cenário macroeconômico e apresentou as medidas em curso adotadas para garantir a produção e atender à demanda do mercado interno.
Entre as medidas dispostas na LDO estão o estímulo à competitividade da produção nacional; a ampliação da desoneração tributária; o aprimoramento do setor automotivo; ampliação do crédito às exportações e ao investimento e inovação; incentivos ao Setor de Informação e Comunicações; aperfeiçoamento das regras do mercado de câmbio; e fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial. Já o cenário atual do país, segundo o projeto, reúne as “condições necessárias para responder à recaída da crise internacional”, e inclui a ampliação da taxa de investimento, movida por projetos como PAC, Copa do Mundo e Olimpíadas; o mercado interno em expansão (geração de emprego e renda); a menor vulnerabilidade externa, “com forte acúmulo de reservas”; a inflação sob controle; e a solidez fiscal.
A LDO também define R$ 155,9 bilhões para o setor público consolidado (3,1% do PIB previsto para 2013), com vistas à obtenção das metas do resultado primário – em modelo recorrente desde 2009, está autorizado um abatimento de R$ 45,2 bilhões da meta primária para garantir as obras do PAC, mas o governo vai perseguir a meta global. Daquele total, R$ 108,1 bilhões ficam sob responsabilidade do governo federal (Tesouro, INSS e Banco Central), com estados e municípios responsáveis pelos R$ 47,8 bilhões restantes. Estatais federais estão isentas do cumprimento das metas, e caberá ao governo a compensação por perdas decorrentes de metas descumpridas por entes federados.
Polêmica
Dois pontos da LDO, não incluídos na legislação orçamentária em vigor, devem ser contestados pela oposição. A lei de diretrizes para 2013 autoriza a execução integral dos investimentos previstos para o PAC. Isso quer dizer que as despesas estão permitidas no próximo ano mesmo que a lei orçamentária não seja sancionada até 31 de dezembro (como assegura a chamada “regra de antevigência”).
Além disso, também estão livres das restrições orçamentárias os recursos da União reservados para o investimento de estatais. A exceção para esse ponto da proposta é a execução de novos empreendimentos, que devem atender ao que prevê a LDO.
Na entrevista coletiva, Miriam Belchior explicou que as metas de desenvolvimento devem ser asseguradas e, portanto, as medidas extras são necessárias. A ministra disse ainda que 24 dispositivos hoje em vigor ficaram de fora das diretrizes para 2013, argumentando que essas normas já estão vigendo por meio de leis, portarias e até manuais técnicos. Trata-se de “enorme redundância”, nas palavras da própria Miriam, como o instrumento que versa sobre o sistema de custos de obras públicas, já constante de uma portaria. A oposição deve alegar que a repetição de dispositivos reforça a eficácia da legislação orçamentária.