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Empresas se comprometem a combater carvão ilegal

Empresas se comprometem a combater carvão ilegal

Industriais formam grupo de trabalho para tentar diminuir desmatamento e trabalho escravo na cadeia produtiva do aço e do ferro no Brasil

Foi lançado na manhã desta quinta-feira, 12 de abril, em São Paulo, o Grupo de Trabalho do Carvão Sustentável, frente conjunta formada para tentar diminuir o uso de carvão ilegal na cadeia produtiva do aço e do ferro no Brasil. O anúncio da criação da frente aconteceu em evento organizado pelo Instituto Ethos, a WWF Brasil e a Rede Nossa São Paulo, com apoio da Fundação Avina e do Imaflora, e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ao mesmo tempo em que cobraram do governo incentivos fiscais para boas práticas, os empresários reunidos concordaram em debater problemas crônicos que afetam o setor e se comprometeram a buscar soluções. Ao todo, nove grupos industriais assinaram o acordo (veja a relação completa no site da WWF).

Os integrantes do pacto recém-criado se comprometem a participar de auditorias externas independentes e a combater os problemas na cadeia produtiva. “É inaceitável essa fotografia, essa lógica social excludente. E se não formos na origem do problema, se não dialogarmos com quem vende e quem compra, não conseguiremos resolvê-lo”, afirmou a ministra Isabella Teixeira. “O ideal é que não tenhamos nenhum carvão produzido a partir de mata nativa”, completou.

Entre as principais preocupações das autoridades está o devastamento de áreas da Floresta Amazônica e, principalmente, do Cerrado, devido à extração de madeira para produção de carvão. O acordo prevê que, até 2020, todo carvão vegetal utilizado na produção nacional de aço e ferro seja proveniente da silvicultura. Os integrantes se comprometem a buscar atingir essa meta, além de assumir a responsabilidade pela cadeia produtiva e colaborar no combate à infrações ambientais e sociais.

Devastação e trabalho escravo
Os problemas crônicos que afetam o setor foram detalhados no estudo Combate à Devastação Ambiental e Trabalho Escravo na Produção do Carvão Vegetal de Uso Siderúrgico no Brasil, cujo lançamento ainda não tem data para acontecer. A pesquisa e investigação foram feitas pela organizações não governamental Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação. A Repórter Brasil, junto com o Instituto Ethos, faz parte do Comitê de Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Não é a primeira nem a única iniciativa de empresários do setor para lidar com problemas graves detectados na cadeia produtiva. Pressionadas pelo Ministério Público Federal e pelo Governo do Pará, guseiras da região norte já haviam aceitado assinar um Termo de Ajustamento de Conduta. Também há outros grupos de industriais buscando boas práticas – e reconhecimento do governo como isenções de impostos e incentivos fiscais para mudanças adotadas.

Além de excluir o carvão produzido a partir de mata nativa, são necessárias outras mudanças efetivas para impedir violações ambientais e sociais. A adoção da silvicultura, por si só, não resolve todas as infrações apontadas, já que, em grande escala, a monocultura de árvores exóticas também não está livre de problemas sociais e ambientais.

Empresas se comprometem a combater carvão ilegal

Paraná terá mais 5,1 mil moradias na nova fase do Minha Casa, Minha Vida

O estado do Paraná foi contemplado com 5.128 novas unidades na segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, que atende municípios com até 50 mil habitantes. O processo será conduzido pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), que colocará à disposição das prefeituras toda a sua estrutura funcional para acompanhamento das obras, incluindo engenheiros, arquitetos e assistentes sociais.

O anúncio da nova fase do programa foi feito nesta quinta-feira (12), em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff. Nesta nova faseserão beneficiados, em todo o Brasil, 2.582 municípios, com 107.348 unidades e investimentos de R$ 2,8 bilhões. O governo federal vai oferecer subsídio de R$ 25 mil por moradia, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

Além do acompanhamento das obras pela Cohapar, o Estado do Paraná oferece contrapartida por meio da isenção do ICMS do material de construção e todo o apoio na instalação das redes de água, esgoto e energia elétrica, por meio da Sanepar e Copel.

“Todos estes benefíciof significam a redução do custo das moradias, que será repassado às famílias. A parceria entre governo Federal, Estado e municípios é fundamental neste programa, pois somados todos benefícios, as pessoas têm acesso a uma moradia de qualidade e preço justo”, destacou o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, que acompanhou o anúncio em Brasília.

Municípios contemplados – Abatiá (40), Altamira do Paraná (30), Alto Paraíso (16), Alto Paraná (40), Alto Piquiri (39), Amaporã (40), Andirá (50), Antonina (40), Arapoti (50), Assaí (40), Assis Chateaubriand (50), Bandeirantes (50), Barbosa Ferraz (40), Bela Vista do Paraíso (40), Bituruna (40), Boa Vista da Aparecida (30), Borrazópolis (40), Cafezal do Sul (40), Campina da Lagoa (18), Campina do Simão (40), Campo Bonito (40), Campo do Tenente (40), Cândido de Abreu (40), Candói (40), Cantagalo (40), Capitão Leônidas Marques (40), Catanduvas (40), Clevelândia (40), Congonhinhas (17), Coronel Vivida (50), Cruz Machado (40), Cruzeiro do Oeste (19), Cruzeiro do Sul (40), Curiúva (40), Diamante do Sul (40), Espigão Alto do Iguaçu (40), Fênix (40), Fernandes Pinheiro (40), Flórida (40), Foz do Jordão (40), General Carneiro (40), Goioerê (50), Grandes Rios (40), Guaíra (38), Guamiranga (40), Guaraniaçu (16), Guaraqueçaba (24), Guaratuba (50), Honório Serpa (40), Ibaiti (50), Ibema (40), Icaraíma (40), Iguatu (25), Imbaú (40), Imbituva (50), Inácio Martins (40), Inajá (40), Iracema do Oeste (20), Iretama (40), Itaguajé (40), Itaipulândia (20), Ivaí (40), Ivaiporã (50), Jacarezinho (24), Jaguariaíva (50), Jataizinho (40), Jesuítas (15), Laranjal (40), Laranjeiras do Sul (45), Lindoeste (40), Mandaguari (50), Mangueirinha (40), Mariluz (40), Mariópolis (28), Matelândia (40), Mato Rico (40), Mauá da Serra (40), Moreira Sales (40), Nova Aurora (40), Nova Cantu (18), Nova Laranjeiras (40), Nova Santa Bárbara (40), Nova Tebas (16), Ortigueira (50), Palmital (40), Peabiru (40), Piên (40), Pinhão (50), Piraí do Sul (50), Pitanga (50), Prado Ferreira (40), Primeiro de Maio (40), Prudentópolis (50), Quedas do Iguaçu (50), Querência do Norte (40), Rancho Alegre D’Oeste (17), Realeza (40), Rebouças (30), Reserva (50), Rio Bonito do Iguaçu (40), Roncador (40), Rosário do Ivaí (40), Salto do Itararé (40), Santa Amélia (40), Santa Cecília do Pavão (40), Santa Cruz de Monte Castelo (40), Santa Helena (22), Santa Izabel do Oeste (40), Santa Lúcia (40), Santa Maria do Oeste (40), Santana do Itararé (40), Santo Antônio da Platina (50), Santo Antônio do Sudoeste (40), São Jerônimo da Serra (40), São João do Caiuá (40), São João do Ivaí (40), São Jorge d’Oeste (40), São José das Palmeiras (40), São Mateus do Sul (44), São Miguel do Iguaçu (22), São Pedro do Iguaçu (40), São Sebastião da Amoreira (40), Sengés (40), Tamarana (20), Terra Roxa (30), Tibagi (40), Três Barras do Paraná (20), Tupãssi (40), Turvo (40), Ubiratã (25), Ventania (40), Vera Cruz do Oeste (40), Vitorino (40), Wenceslau Braz (40).

BRASÍLIA – O presidente da Cohapar, que também preside a Associação Brasileira de Cohab’s e Agentes Públicos de Habitação (ABC), cumpriu agenda esta semana em Brasília. Reuniu-se com o ministro das Cidades em exercício, Alexandre Cordeiro Macedo, para discutir o redirecionamento da distribuição das cotas do leilão do Minha Casa, Minha Vida.

“A presidente Dilma entendeu que as regiões mais carentes do Brasil deveriam ser priorizadas e o Sul e Sudeste acabaram perdendo boa quantidade de cotas. É um prejuízo para os municípios que já tinham adquirido os lotes. Mas pleiteamos que no próximo leilão tenhamos um equilíbrio na distribuição, pois todas as regiões do nosso País têm suas carências”, destacou Chaowiche.

Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano, no Congresso Nacional, Chaowiche e o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), Carlos Marun, discutiram os critérios e necessidades de manter as regras definidas para as próximas distribuições do programa Minha Casa, Minha Vida.

Chaowiche conduziu ainda a assembleia geral da ABC, em que foram tratados diversos assuntos como o próximo Fórum Nacional de Secretários de Habitação, que acontece no mês de junho, em Brasília, além de ações da ABC para viabilizar maior número de habitações para famílias de baixa renda.

Empresas se comprometem a combater carvão ilegal

Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Um operário de 42 anos morreu na tarde desta quinta-feira (12) após sofrer acidente de trabalho em uma obra na Avenida Anita Garibaldi, no bairro Mont Serrat, em Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, a vítima foi atingida por uma laje que desabou durante as obras de reforma do prédio.

Testemunhas disseram à polícia que o operário foi buscar uma ferramenta no andar debaixo da construção quando a laje desabou sobre ele. A vítima trabalhava na obra há cerca de uma semana, de acordo com os colegas. Ninguém mais ficou ferido.

O prédio, localizado próximo à esquina da Avenida Carlos Gomes, estaria sendo reformado para abrigar um restaurante. O local deve passar por vistoria Instituto-Geral de Perícias (IGP). Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Civil e a Brigada Militar também estão no local. Em função do isolamento, o trânsito ficou lento na região.

Pela manhã, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte do estado, outro homem morreu em um acidente de trabalho. Segundo a Polícia Civil, um homem de 63 anos estava trabalhando em uma empresa de fabricação de guindastes quando uma das máquina caiu sobre ele.

Empresas se comprometem a combater carvão ilegal

Funcionário que recebe e-mail fora do expediente tem direito a hora extra

E-mail, torpedos, ligações de clientes ou do chefe são rotina de muitos trabalhadores que exercem o serviço em casa, fora do horário de expediente. Uma lei federal, assinada em dezembro do ano passado, abriu caminho para o pagamento de hora extra para o funcionário que recebe telefonemas e responde e-mail fora do horário de serviço.

Quando chega do trabalho, o gerente de locação Pedro Júnior vai direto para o sofá, mas o descanso dura pouco. Ele não para de receber torpedos no celular e e-mail de clientes e, às vezes, do chefe. “Algumas vezes eu acabo acordando com o toque do celular e não tem como não ver o que é”, disse.

O gerente trabalha oito horas por dia na empresa, mas a jornada continua em casa. “Se eu fizer a conta de quanto tempo por dia me dedico à empresa, entro em depressão”, brincou o funcionário.

Depois do trabalho, o técnico em máquina de embalagens Cleyton Honorato, gosta de relaxar e aproveitar um happy hour. Mas os dois celulares da empresa também vão para o bar. “Tem empresa que a máquina quebra de madrugada e aí me ligam pedindo ajuda e eu tenho que ir. Não pode deixar na mão não, fico 24 horas disponível” revelou.


Lei trabalhista


Para muitos trabalhadores, a impressão é de que o horário de expediente não termina nunca. Mas, para a legislação, existe um limite. A lei ainda equipara o trabalho em casa ao serviço dentro da empresa. Nos dois casos, os direitos trabalhistas devem ser respeitados.

O gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de São Carlos (SP), Antônio Valério Morillas Júnior, disse que os e-mail e torpedos enviados ao trabalhador podem ser usados como prova da execução do trabalho pós-jornada. “Esses documentos obrigam a empresa a remunerar o trabalhador com suas horas extras. Tudo o que é prestado além daquilo que for pactuado, é considerado como hora extra” explicou.

Pela lei, o funcionário não é obrigado a fazer hora extra, seja no escritório ou em casa. O empregador só pode exigir esse trabalho a mais se houver acordo escrito entre as partes ou uma norma coletiva dentro da empresa.

 

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Emprego na indústria cresce 4,4%

A indústria do Paraná foi a mais dinâmica do País na geração de emprego e renda no primeiro bimestre deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. O pessoal ocupado no setor cresceu 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, contra declínio de 0,6% da média nacional (formada pelos 10 estados em que a pesquisa é aplicada). Em rendimento salarial, o Paraná cresceu 13,7%, versus 4,8% para o Brasil.
Os segmentos da indústria paranaense que combinaram expansão expressiva de emprego e também da massa salarial foram máquinas e aparelhos elétricos, meios de transporte, alimentos e bebidas, têxtil e minerais não metálicos. Considerando apenas o mês de fevereiro, a indústria do Paraná aumentou em 4,2% o número de empregos em relação a fevereiro de 2011 – também o melhor desempenho do País. Na média nacional houve recuo de 0,7%.
O desempenho da indústria paranaense no mês foi determinado pela geração de empregos nos segmentos de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (31,3%), alimentos e bebidas (12,7%), refino de petróleo e álcool (10,5%), minerais não metálicos (10,2%), têxtil (10,2%), metalurgia (7,8%), meios de transporte (6,6%) e outros produtos (5,3%).
Para o diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, os dados positivos da indústria paranaense na geração de empregos e renda decorrem ”do desempenho bastante favorável observado pelas atividades articuladas à agroindústria, à metalmecânica, à petroquímica e à construção civil, otimizado pela instauração de um clima propício à multiplicação dos negócios no Paraná”.


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Desemprego na Grécia sobe ainda mais e alcança 21,8% da população

A taxa de desemprego na Grécia continua crescendo. Em janeiro de 2011, 14,8% da população estava sem trabalhp. Em dezembro o número subiu para 21,2%. Agora, segundo dados sazonalmente ajustados divulgados nesta quinta-feira pela agência de estatísticas do país (Elstat), a taxa alcançou 21,8% em janeiro.

O número de desempregados chegou a 1.084.668 no primeiro mês de 2012, informou o órgão oficial. Trata-se de um aumento de 344.913 pessoas paradas, na comparação entre janeiro e o mesmo mês de 2011. Entre as mulheres, o desemprego na Grécia chegou a 25,7% em janeiro deste ano, e entre os homens ficou em 18,7%. No grupo entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego no país é de 50,8%.

A Grécia já enfrenta cinco anos de recessão, agravada pelas medidas de austeridade que o país tem tomado em troca de ajuda financeira para tentar controlar suas contas.