por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
Sistema utiliza perfis modulares de PVC de alta resistência, que são preenchidos com concreto usinado
Indicado para qualquer tipo de clima e terreno, o sistema concreto PVC pode ser utilizado para edificações de até cinco pavimentos
Com o advento da tecnologia, várias são as técnicas da engenharia que surgiram como soluções para a construção civil. Uma delas, a Construtora Plam acaba de trazer à Londrina: o concreto PVC. De acordo com sócio-gerente da empresa, Lincoln Soares, este sistema construtivo baseia-se na montagem de perfis leves e modulares em PVC de alta resistência. ”Uma espécie de parede oca de PVC encaixável que, depois será preenchida com barras de aço e concreto usinado a fim de darem sustentação à parede”, resume.
Indicado para qualquer tipo de clima e terreno, o sistema concreto PVC, segundo Soares, pode ser utilizado para edificações de até cinco pavimentos. ”A técnica, entretanto, tem sido amplamente utilizada em projetos de galpões industriais e pecuários, na qual a estrutura também pode ser feita sem a utilização de colunas, vigas e tesouras de aço. Isso significa que não há necessidade de pilares no meio, ampliando, assim, o espaço”, diz ele, lembrando que o concreto PVC já foi homologado pela Caixa Econômica Federal para a construção de casas populares.
Com os perfis modulares ainda ocos, os operários vão fazer todas as instalações elétricas e hidráulicas. ”E como os dutos são integrados, não há a necessidade de abertura de dutos nas paredes”, pontua. Além disso, o perfil vem como uma espécie de baguete por onde o fio será passado. No entanto, a fiação também pode ser realizada depois do preenchimento com concreto. ”Tudo pronto, o cliente tem a opção de deixar a parede como está, colocar azulejo por cima ou fazer acabamento com massa corrida e pintura.”
Soares ressalta que as paredes são extremamente fáceis de limpar quando deixadas originalmente. ”É só usar um pano. Com o PVC, a aparição de mofo não existe. A estrutura oferece ainda conforto acústico e térmico. Outra ponto positivo é que, em caso de incêndio, o fogo não se alastra no material.” E se a parede vir a ser quebrada, ele diz que a peça pode ser facilmente reposta. ”Somente a parte que foi danificada poderá ser trocada”, garante.
O custo do investimento fica equiparado ao de alvenaria tradicional, mas ele destaca que o tempo de construção com convreto PVC se dá na metade do tempo. ”Se pensarmos numa indústria, o quanto antes a obra estiver pronta, mais cedo poderá começar a produzir. Ou seja, é possibilidade real de pagar o investimento muito antes.” Apesar do que considera uma forte característica, Soares diz que esta é apenas mais uma alternativa. ”O sistema construtivo que usamos visa atender às necessidade do cliente.”
Como não há utilização de tijolos, a geração de entulhos é praticamente nula. ”O que contribui significativamente com o meio ambiente e redução de custos, porque não é preciso destinar resíduos.” Sem necessidade de manutenção, o fabricante no Brasil dá garantia de 20 anos sobre intempéries climáticas.
por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
Ramo da construção civil e imobiliário está sendo ”invadido” pelas mulheres, deixando de ser universo exclusivamente masculino
Maria de Fátima de Moraes, chefe de almoxarifado: ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui”
A construção civil e mercado imobiliário, definitivamente, estão deixando de ser ambientes dominados pelo universo masculino. Profissões que só eram exercidas por homens, começam a ganhar toques mais suaves e delicados. Do alto escalão de gerência até cargos operacionais, as mulheres estão ocupando as posições e se firmando neste mercado de trabalho. Prova disso é que 42% das inscrições no Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e região são de mulheres. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil aponta um índice de cerca de 10% da mão de obra formada por mulheres.
Duas Marias, duas Fátimas, duas ”Maria de Fátima”, cada qual com sua trajetória, mostram de que o ramo realmente está mudado. Esposa de um pedreiro, Maria de Fátima de Moraes, sempre gostou de ajudar o companheiro nas obras. Mas tudo acontecia apenas no tempo livre, como uma espécie de passatempo de final de semana. Um gosto bem diferente para quem tinha a cozinha como ambiente de trabalho. ”Trabalhei durante 12 anos em cozinhas industriais”, conta.
Porém, sua vida tomou outro rumo depois que se mudou para Londrina, há 2 anos e meio. ”Foi quando consegui um emprego em uma construtora para fazer o rejunte do piso.” Mas ela queria participar da obra realmente e não apenas no acabamento. ”Decidi, então, fazer um curso de azulejista.”
Ainda assim, Maria de Fátima queria mais. Coincidentemente no curso, recebeu um convite para trabalhar no canteiro de obras. ”Me tornei meio-oficial de pedreiro. Socorria em todos os cantos da obra, além de assentar azulejos.” Não demorou para se destacar e começar a atuar, também, no almoxarife. ”Neste setor, preciso ter controle de tudo o que entra e sai de mercadoria”, conta.
Dessa forma, iniciou, oficialmente, no cargo. Transferida para uma obra que iria começar do zero, pôde, enfim, realizar o sonho de acompanhar o processo todo. ”Sou responsável por toda a movimentação de mercadorias e produtos da obra, como aço, madeira, cimento e ferramentas. Para isso, conto com a ajuda de uma auxiliar, que é meu braço direito”, diz ela, referindo-se à colega de trabalho.
Quem pensa que ela parou por aí, está enganado. Disposta a alçar outros voos, há nove meses está estudando no curso técnico de Edificações. ”Vou poder projetar prédios de até dez andares.” Feliz com as escolhas e com os acontecimentos, afirma que o preconceito é só no primeiro momento. ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui.”
por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
Imobiliária de Londrina é representante de sistema construtivo que é composto por paredes duplas de madeira com forração interna
Cálculo da empresa aponta custo 30% inferior ao de uma casa de alvenaria; durabilidade é de 150 anos, com 25 anos de garantia
Uma nova técnica que vem ganhando espaço no ramo imobiliário é o sistema artesanal de construção, cuja estrutura é formada por ripas de madeira com forração interna. Diferentemente dos modelos norte-americanos, de acordo com Ricardo Domingues, gerente comercial da Casa Vila Rica, representante no Brasil, este sistema não é de casas pré-fabricadas ou pré-moldadas. ”Na linguagem popular, é que o chamam de casas-sanduíche”, resume.
Ele explica que são paredes duplas de madeira, que vão receber internamente um colchão de ar de sete centímetros, formando uma espécie de forração e controle térmico. ”Não é uma placa grande, mas ripas de madeira de 8 a 10 centímetros de largura, que serão encaixadas e fixadas uma a uma na estrutura da obra formando a parede. É como o processo de alvenaria, mas, em vez dos tijolos, é colocada a madeira.” No total, a parede fica com uma espessura de 10 centímetros.
As partes da casa como banheiro, lavandeira, alicerce e pilares aparentes são construídos em alvenaria tradicional. ”Tudo isso deve estar pronto antes da colocação das madeiras”, informa. Numa obra são utilizadas cerca de 800 mil ripas. Na parte exterior, necessariamente, a madeira deve ser nobre, em função das ”agressões” da natureza. ”A manutenção, por sua vez, precisa ser feita somente a cada cinco anos, passando uma camada de verniz”, detalha.
Com relação ao investimento, o gerente diz que fica em torno de 30% mais barato que a de alvenaria. ”A durabilidade é de 150 anos. A empresa fornece ainda 25 anos de garantia”. Os modelos construtivos, segundo ele, já são autorizados para a construção do Projeto ”Minha Casa, Minha Vida”. Podem, também, perfeitamente ser aplicados em construções com vários pavimentos ou ampliados posteriormente devido sua alta funcionalidade. Em Londrina, as casas-sanduíche têm a representação da Santa América Imobiliária.
por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quinta-feira (29) denúncia do Ministério Público contra o deputado federal João Lyra (PSD-AL) que teria mantido cerca de 50 trabalhadores do corte de cana-de-açúcar em condições análogas ao trabalho escravo, no município de União dos Palmares, a 75 km de Maceió, em Alagoas.
Com a decisão por 6 votos a 4, Lyra passa a ser réu em ação penal, acusado do crime de redução à condição análogo à escravo. O crime tem pena prevista de 2 a 8 anos de prisão. Também foi denunciado no caso o diretor vice-presidente da usina de cana-de-açúcar de Lyra, considerada uma das maiores do Nordeste.
A defesa do parlamentar afirmou durante o julgamento que não se tratava de trabalho degradante, mas apenas de irregularidades, sem a comprovação de que haveria intenção do deputado em cometer qualquer ilícito. Para os advogados, o fato de não ter havido ameaças impede a acusação de trabalho forçado.
De acordo com o Ministério Público, não havia acesso a banheiros ou transporte para que os retornassem às casas. Além disso, era servida a alimentação de má-qualidade, que era descontada dos salários, pagos muitas vezes com cheques sem fundos. Os procuradores citaram 46 irregularidades trabalhistas verificadas na empresa do deputado.No processo, trabalhadores apontam, em depoimentos, que as jornadas de trabalho tinham pelo menos seis horas-extras por dia e chegavam a 24 horas de trabalho contínuo. O alojamento, segundo relatos dos trabalhadores, era sujo, apresentava lixo acumulado e, devido às péssimas condições, era chamado pelos empregados de “cadeião”. O flagrante foi feito pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho, em fevereiro de 2008.
O relator ministro Marco Aurélio rejeitou a denúncia e afirmou que somente haveria crime se estivesse demonstrado o “cerceio da liberdade de ir e vir dos prestadores de serviços”. Para ele, houve irregularidades trabalhistas, mas as condições não eram degradantes.
“O leigo deve imaginar que a escravidão reina no Brasil”, disse Mello. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
A maioria dos ministros do STF, no entanto, concordou que as condições de trabalho na usina de João Lyra eram contrárias ao princípio da dignidade da pessoa humana. Para o ministro Ayres Britto, para caracterizar o crime não precisa haver “escravidão escancarada, com grilhões”, mas sim condições “análogas”.
“Causou-me indignação a defesa afirmar que eram apenas 53 os trabalhadores submetidos ao regime degradante. Ainda que fosse apenas um empregado vilipendiado não afastaria a incidência do tipo penal em apreço”, afirmou o ministro Luiz Fux.
por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, afirmou nesta quinta-feira (29) que há possibilidade de ser revista a decisão da Terceira Seção da Corte, que inocentou um homem acusado de estuprar três crianças de 12 anos.
Na decisão, divulgada na terça-feira (27), os ministros da seção entenderam, por 5 votos a 3, que o homem não poderia ser condenado porque as crianças “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”.
Nesta quinta, após aprovar “nota de repúdio” à decisão do STJ, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência Contra a Mulher, integrada por deputados e senadores, informou que iria enviar um pedido ao tribunal para que seja revista que inocentou o homem. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, se manifestou contra a posição da seção do tribunal e pediu à Procuradoria-Geral da República “medidas judiciais cabíveis para reversão desta decisão”.
“É um tema complexo. Foi decidido por uma turma do tribunal. É a palavra do tribunal, mas, evidentemente, cada caso é um caso, e o tribunal sempre está aberto para a revisão dos seus julgamentos e talvez isso até possa ocorrer”, afirmou Pargendler.
Mas o presidente do STJ ressalvou que as decisões judiciais “são pautadas pela técnica”. Segundo ele, por esse motivo, “às vezes esses aspectos não são bem compreendidos pela população”. Por isso, Pargendler pediu compreensão em relação à posição da Terceira Seção do tribunal.
“É bom que a sociedade reflita sobre as decisões dos juizes, mas a sociedade precisa entender que os juizes, eles não criam o direito, eles aplicam a lei. Então, com esse temperamento, espero que a posição dessa turma no tribunal, nesse caso concreto, seja compreendida”, declarou.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta que é preciso aguardar para saber se a decisão será mantida. “Eu como estudioso de Direito tenho uma posição contrária, mas o tribunal tem essa decisão. Não sei se ela será mantida, se é definitiva, mas aguardaremos o resultado final”, declarou.
‘Caminho interpretativo correto’
O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) afirmou, em nota, que a decisão “dá caminho interpretativo correto” ao Código Penal.
“A nova previsão do crime de estupro de vulnerável, em leitura fechada, poderia levar a excessos, o que foi repelido pela decisão do STJ. Não se trata, assim, como foi afirmado, de impunidade para um dos crimes mais graves, nem mesmo de julgar a vítima, mas de se permitir à prudência judicial a análise do caso concreto, podendo, conforme sejam as características desse, dizer, ou não, pelo crime”, diz nota assinada pelo presidente da comissão de direito penal do instituto, Renato de Mello Jorge Silveira.
Procuradores
Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também criticou a decisão do STJ.
“Na visão da ANPR, a decisão é uma afronta ao princípio da proteção absoluta, garantido pela Constituição brasileira a crianças e adolescentes, e sinaliza tolerância com essa nefasta prática, ao invés de desestímulo”, diz a nota.
“Imaginar que uma menina de 12 anos – notavelmente em situação de exclusão social e vulnerabilidade – estaria consciente de sua liberdade sexual ao optar pela prostituição é ultrajante”, completa a nota, assinada pelo presidente da associação, Alexandre Camanho de Assis.
por master | 30/03/12 | Ultimas Notícias
Trabalhadores contrários a uma reforma trabalhistas que o governo considera indispensável participaram de uma greve geral na Espanha nesta quinta-feira, paralisando fábricas e portos e protagonizando rompantes de violência nas ruas.
Pelo menos algumas centenas de milhares de pessoas -ou milhões, segundo os organizadores- participaram de manifestações em geral pacíficas em 110 cidades espanholas, agitando bandeiras vermelhas e batendo tambores contra os cortes orçamentários promovidos pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, eleito há quatro meses com a tarefa de sanear as contas nacionais.
O governo não divulgou estimativas de adesão ao movimento, mas disse que a rotina da Espanha foi pouco alterada. O Ministério do Interior informou que 176 pessoas foram detidas e 104 ficaram feridas.
No centro de Barcelona, a polícia usou balas de borracha para dispersar multidões depois de jovens encapuzados atirarem pedras em vitrines e incendiarem contêineres de lixo.
O desemprego atinge 23 por cento da força de trabalho espanhola, e quase metade dos jovens. A reforma proposta por Rajoy facilita a demissão de empregados e acaba com o sistema nacional de negociação trabalhista coletiva.
Mas alguns analistas dizem haver uma resignação dos espanhóis com essas medidas, ditadas pela preocupação na União Europeia de que haja uma quebra do país, prestes a mergulhar na sua segunda recessão em menos de três anos.
Outros, porém, consideram que a greve geral -a primeira em 18 meses- é um sinal de que a paciência dos espanhóis com as medidas de austeridade está se esgotando.
“Não temos muita esperança, mas isso é só o começo”, disse Trini Cuesta, de 58 anos, funcionária de um hospital público em Barcelona. “Não é só a reforma trabalhista, somos contra as políticas que estão provocando a ruína social e econômica. Os protestos sociais devem aumentar.”
A greve afetou a produção de fábricas numa faixa que vai de Barcelona, no noroeste, a Cádiz, no sudoeste. Sindicatos afirmaram ter havido paralisação total na GM, Renault, ArcelorMittal e Acerinox. Transportes urbanos tiveram apenas um serviço mínimo, acertado previamente. A Alhambra, palácio mourisco do século 14 em Granada (sul), ficou fechada aos turistas.
No entanto, muitos trabalhadores -principalmente os que têm contratos temporários, que são cada vez mais comuns- não aderiram à greve por medo de terem o dia descontado e de serem demitidos.
O governo diz que não vai abrir mão da reforma trabalhista, e a ministra do Trabalho, Fátima Báñez, disse que “a agenda para a reforma é imparável”. O Parlamento fez hora extra na quinta-feira, sob forte proteção policial nos arredores, para aprovar cinco iniciativas do governo.