por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
A cada branco, de 15 a 24 anos, que morreu em 2008, morreram, proporcionalmente, mais de dois negros. Os dados são do Mapa da Violência divulgado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para apontar as razões e impactos na sociedade desta violência, a Comissão de Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado promoveu audiência pública que debateu a questão da violência contra os jovens negros.
O Mapa da Violência aponta ainda que este quadro só tende a se agravar, já que, de 2002 a 2008, caiu em 30% o número de mortes entre jovens brancos, enquanto entre jovens negros subiu 13%.
“Os negros e as negras são percebidos em nosso país como suspeitos criminosos principais”, afirmou a representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Anhamona Silva de Brito, que aponta o racismo como a causa principal da violência contra os negros. “Essa estigmatização autoriza a violência contra o negro, inclusive por parte do Estado.”
Os deputados presentes à audiência defenderam a garantia de direitos para essa parcela da população como forma de coibir a violência. O deputado Edson Santos (PT-RJ) afirmou que, para resolver o problema da violência contra o jovem negro, deve-se não apenas reforçar o aparato de segurança do Estado, mas promover ações que garantam os direitos e a cidadania do jovem negro.
Segundo o deputado, a violência dos agentes policiais contra jovens negros, que sofrem com o estigma de serem sempre considerados suspeitos principais, é uma herança da sociedade escravocrata.
Outras medidas
Anhamona disse que outra causa para a violência contra os jovens negros é a desigualdade social. Segundo ela, os indicadores sociais apontam diferenças de analfabetismo, escolaridade e pobreza em relação a jovens brancos. Para ela, as políticas públicas para o combate à violência contra jovens negros devem envolver não apenas medidas de segurança pública, mas também ações educacionais, de saúde e de qualificação profissional, por exemplo.
A representante da Seppir anunciou que um grupo interministerial para avliar as causas e consequências da violência contra jovens negros começará a trabalhar em 2012, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República .
“Espero que políticas públicas casadas dos ministérios, por meio de um plano nacional, sejam resultado do trabalho do grupo”, afirmou. Segundo ela, a elaboração de um plano nacional de combate à violência contra jovens negros está prevista no Plano Plurianual (PPA) 2012/2015.
A socióloga Helena Abramo, representante da Secretaria Nacional de Juventude afirmou que o combate à violência contra o jovem negro será prioridade na atual gestão do órgão. Segundo a socióloga, os problemas que mais afetam os jovens brasileiros são a violência e o desemprego, os quais atingem os jovens negros com ainda mais intensidade.
Também na audiência, o assessor Guilherme Zambarda, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, informou que a secretaria promove periodicamente cursos de capacitação para os policiais federais, nos quais o tema do racismo e da igualdade racial é um dos focos.
por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
A cada branco, de 15 a 24 anos, que morreu em 2008, morreram, proporcionalmente, mais de dois negros. Os dados são do Mapa da Violência divulgado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para apontar as razões e impactos na sociedade desta violência, a Comissão de Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado promoveu audiência pública que debateu a questão da violência contra os jovens negros.
O Mapa da Violência aponta ainda que este quadro só tende a se agravar, já que, de 2002 a 2008, caiu em 30% o número de mortes entre jovens brancos, enquanto entre jovens negros subiu 13%.
“Os negros e as negras são percebidos em nosso país como suspeitos criminosos principais”, afirmou a representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Anhamona Silva de Brito, que aponta o racismo como a causa principal da violência contra os negros. “Essa estigmatização autoriza a violência contra o negro, inclusive por parte do Estado.”
Os deputados presentes à audiência defenderam a garantia de direitos para essa parcela da população como forma de coibir a violência. O deputado Edson Santos (PT-RJ) afirmou que, para resolver o problema da violência contra o jovem negro, deve-se não apenas reforçar o aparato de segurança do Estado, mas promover ações que garantam os direitos e a cidadania do jovem negro.
Segundo o deputado, a violência dos agentes policiais contra jovens negros, que sofrem com o estigma de serem sempre considerados suspeitos principais, é uma herança da sociedade escravocrata.
Outras medidas
Anhamona disse que outra causa para a violência contra os jovens negros é a desigualdade social. Segundo ela, os indicadores sociais apontam diferenças de analfabetismo, escolaridade e pobreza em relação a jovens brancos. Para ela, as políticas públicas para o combate à violência contra jovens negros devem envolver não apenas medidas de segurança pública, mas também ações educacionais, de saúde e de qualificação profissional, por exemplo.
A representante da Seppir anunciou que um grupo interministerial para avliar as causas e consequências da violência contra jovens negros começará a trabalhar em 2012, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República .
“Espero que políticas públicas casadas dos ministérios, por meio de um plano nacional, sejam resultado do trabalho do grupo”, afirmou. Segundo ela, a elaboração de um plano nacional de combate à violência contra jovens negros está prevista no Plano Plurianual (PPA) 2012/2015.
A socióloga Helena Abramo, representante da Secretaria Nacional de Juventude afirmou que o combate à violência contra o jovem negro será prioridade na atual gestão do órgão. Segundo a socióloga, os problemas que mais afetam os jovens brasileiros são a violência e o desemprego, os quais atingem os jovens negros com ainda mais intensidade.
Também na audiência, o assessor Guilherme Zambarda, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, informou que a secretaria promove periodicamente cursos de capacitação para os policiais federais, nos quais o tema do racismo e da igualdade racial é um dos focos.
por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
A taxa de desemprego no Japão subiu para 4,5% em outubro, contra 4,1% observado no mês anterior.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29/11) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão.
O indicador ficou abaixo das expectativas. Analistas estimavam que a taxa de desemprego ficasse em 4,2%.
por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
A taxa de desemprego no Japão subiu para 4,5% em outubro, contra 4,1% observado no mês anterior.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29/11) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão.
O indicador ficou abaixo das expectativas. Analistas estimavam que a taxa de desemprego ficasse em 4,2%.
por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
Estudos apresentados nesta segunda-feira (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, em caso de separação do Pará em três estados todos eles nascerão deficitários. Enquanto o Pará registra atualmente um superávit anual de aproximadamente R$ 300 milhões, subtraindo suas despesas da receita orçamentária, Carajás terá déficit de pelo menos R$ 1 bilhão anual, Tapajós, de R$ 864 milhões, e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
De acordo com pesquisa semelhante feita pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os déficits podem ser maiores, dependendo dos investimentos necessários em infraestrutura. Isso poderia levar a desequilíbrios financeiros e implicações para infraestrutura, equipamentos públicos e outros investimentos.
Para a técnica do Idesp Lúcia Andrade, mesmo que o estado não seja separado, as discussões e pesquisas realizadas recentemente indicam e poderão levar a “um novo modelo de desenvolvimento”, que possibilite uma descentralização dos investimentos e das decisões de governo.
O coordenador do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Gilberto Rocha, considera que a população paraense teve pouco tempo para discutir sobre seu futuro. Além disso, ele ressalta que 66% do território do estado são compostos de terras federais, incluindo unidades de conservação, assentamentos, áreas indígenas, onde o governo estadual não tem autonomia.
Tanto Rocha quanto Lúcia Andrade disseram esperar que, apesar do tempo reduzido para as discussões e pesquisas sobre a divisão, a metodologia usada para estudar as consequências da divisão do Pará sirva para outros casos no futuro. Atualmente, existem 23 projetos de divisão de regiões tramitando no Congresso Nacional, mais do que na época da Constituinte, em 1988, quando eram 17, segundo os pesquisadores.
No plebiscito do dia 11, sobre a divisão do estado, os eleitores do Pará responderão a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contra a criação do estado do Tapajós. Em seguida, os paraenses responderão se são favoráveis ou não à criação do estado de Carajás.
A ordem das perguntas foi definida em sorteio, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência. Caso os paraenses optem pela criação dos outros dois estados, a decisão final ainda passa pelo Congresso e pela presidente Dilma Rousseff.
por master | 30/11/11 | Ultimas Notícias
Estudos apresentados nesta segunda-feira (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, em caso de separação do Pará em três estados todos eles nascerão deficitários. Enquanto o Pará registra atualmente um superávit anual de aproximadamente R$ 300 milhões, subtraindo suas despesas da receita orçamentária, Carajás terá déficit de pelo menos R$ 1 bilhão anual, Tapajós, de R$ 864 milhões, e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
De acordo com pesquisa semelhante feita pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os déficits podem ser maiores, dependendo dos investimentos necessários em infraestrutura. Isso poderia levar a desequilíbrios financeiros e implicações para infraestrutura, equipamentos públicos e outros investimentos.
Para a técnica do Idesp Lúcia Andrade, mesmo que o estado não seja separado, as discussões e pesquisas realizadas recentemente indicam e poderão levar a “um novo modelo de desenvolvimento”, que possibilite uma descentralização dos investimentos e das decisões de governo.
O coordenador do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Gilberto Rocha, considera que a população paraense teve pouco tempo para discutir sobre seu futuro. Além disso, ele ressalta que 66% do território do estado são compostos de terras federais, incluindo unidades de conservação, assentamentos, áreas indígenas, onde o governo estadual não tem autonomia.
Tanto Rocha quanto Lúcia Andrade disseram esperar que, apesar do tempo reduzido para as discussões e pesquisas sobre a divisão, a metodologia usada para estudar as consequências da divisão do Pará sirva para outros casos no futuro. Atualmente, existem 23 projetos de divisão de regiões tramitando no Congresso Nacional, mais do que na época da Constituinte, em 1988, quando eram 17, segundo os pesquisadores.
No plebiscito do dia 11, sobre a divisão do estado, os eleitores do Pará responderão a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contra a criação do estado do Tapajós. Em seguida, os paraenses responderão se são favoráveis ou não à criação do estado de Carajás.
A ordem das perguntas foi definida em sorteio, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência. Caso os paraenses optem pela criação dos outros dois estados, a decisão final ainda passa pelo Congresso e pela presidente Dilma Rousseff.