por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
Crédito para os mais pobres só em taxas impagáveis, que tornam os clientes reféns do banco, aumentando a desigualdade social.
João Paulo Pacífico
Falo sem qualquer pudor: o mercado financeiro tem uma grande culpa nos problemas sociais e ambientais que assolam a nossa sociedade e o nosso planeta.
Explico: já não faltam evidências dos gigantes problemas climáticos que estamos criando. A vida será cada vez mais difícil, especialmente para as pessoas mais pobres.
Extremos climáticos já são uma realidade, chuvas excessivas que causam mortes, seca histórica na Amazônia, recorde de temperaturas no Brasil e no mundo.
A única forma de frear isso é mudando o comportamento da sociedade. E no sistema capitalista o dinheiro é quem manda.
E o que o mercado financeiro está fazendo para combater as mudanças climáticas?
Greenwashing, que é a falsa sustentabilidade. Quando alguém faz uma propaganda mostrando algo bom que (supostamente) fez para esconder tudo de ruim que faz. Como por exemplo financiar combustíveis fósseis, dar crédito para quem desmata e não exigir redução de poluentes, mas faz propaganda que plantou meia dúzia de árvores.
Nessa semana saiu uma reportagem do O Joio E O Trigo mostrando que os bancos Santander, BTG e UBS venderam títulos de investimento supostamente sustentáveis, quando na verdade estavam financiando agricultores envolvidos com desmatamento e trabalho análogo à escravidão.
E adivinha o que vai acontecer com eles?
Nada. Amanhã todos já terão esquecido.
Em relação ao lado social, a única coisa que o mercado financeiro tenta fazer é promover algumas mulheres.
Pessoas pretas não tem espaço. Crédito para os mais pobres só em taxas impagáveis, que tornam os clientes reféns do banco, aumentando a desigualdade social.
E assim o mercado segue agravando a crise climática e a desigualdade social.
Porque tem 2 coisas que o mercado financeiro faz bem:
1. propagandas bonitas
2. eventos (para fingir que estão fazendo algo)
Não tenho esperança nessa geração de pessoas gananciosas que trabalham no mercado financeiro. Apesar disso, sigo lutando para fazer diferente.
Como dizia Darcy Ribeiro:
“Fracassei em tudo o que tentei na vida…
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”
João Paulo Pacifico é CEO Investimentos de Impacto do Grupo Gaia
ICL NOTÍCIAS
https://iclnoticias.com.br/a-culpa-e-do-mercado-financeiro/
por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
Entenda como as propostas de Javier Milei e Sergio Massa podem afetar o país
Por Nathália Larghi, Valor Investe — São Paulo
Neste domingo, 22, os argentinos levaram a decisão da eleição presidencial para o segundo turno. Na disputa, estão o candidato peronista Sergio Massa (Unión por la Patria) e o ultraliberal direitista Javier Milei (Libertad Avanza). O resultado foi recebido de forma negativa na bolsa local, que registrou forte queda. Mas apesar de a Argentina ser um importante parceiro comercial do Brasil, as consequências da eleição por aqui são limitadas, apontam analistas. Isso não significa, no entanto, que o tema não mereça atenção.
Primeiro, é preciso entender o perfil dos dois candidatos e suas principais propostas de campanha. De um lado, Massa se posiciona como o candidato da situação, e tem entre suas propostas a manutenção de medidas de apoio social. Por outro lado, ele está disposto a apostar em medidas “impopulares” para tentar recuperar a economia local, como aumentar as exportações e trazer mais dólares para o país. Na outra ponta, Milei se posiciona de maneira mais ríspida e defende propostas drásticas, como a dolarização da economia e o fim do banco central do país.
Segundo especialistas, ambos têm problemas grandes pela frente, a começar pela dificuldade de aprovação de propostas no congresso. Além disso, uma retomada da economia argentina não é uma tarefa simples, tendo em vista que para isso acontecer o país pode precisar lidar com uma recessão mais intensa.
Massa, ministro da Economia, quer mudar balança comercial para fortalecer o peso
Massa é o candidato do atual governo. Hoje, ele ocupa o cargo de ministro da Economia e, para esta eleição, teve o apoio de Alberto Fernández, atual presidente. Embora ele se posicione atualmente como um político de centro-esquerda, sua vida política começou com a militância no partido liberal de centro-direita Unión del Centro Democrático.
Dentre suas propostas principais estão planos de viés social, como a distribuição de remédios de forma gratuita, inclusão de direitos nas leis trabalhistas e até alterações no ensino, além da criação de uma política para mitigar emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.
No âmbito econômico, o desafio de Massa é estabilizar a economia, mas a tarefa não é fácil. O país atingiu uma inflação de 138% ao ano. Durante sua campanha, ele já afirmou que quer cortar gastos governamentais, simplificar a arrecadação de impostos com uma reforma tributária e fortalecer as exportações do país. Com isso, mais dólares entrariam na Argentina e ajudariam a estabilizar o peso, a moeda local.
Apesar de ser candidato do peronismo e ligado à esquerda, Massa é considerado mais “heterogêneo”, segundo o economista André Perfeito. Isso significa, portanto, que o ministro pode tentar manter algumas questões sociais inalteradas, mas poderá levar a cabo medidas “impopulares”, especialmente do ponto de vista econômico.
“A Argentina tem uma área de proteção social grande que o Massa deve manter. Ao mesmo tempo, ele tem falado bastante de mexer no comércio exterior”, afirma o especialista. Ainda assim, Perfeito considera que as medidas propostas pelo candidato peronista seriam “mais do mesmo”, com poucas chances de mudar drasticamente a já conturbada situação argentina.
“Ele quer gerar saldo comercial. Para fazer isso, ou aumenta-se a exportação ou diminui-se a importação: não tem segredo. E o mundo está em um momento de desaceleração. Então, a demanda global tende a ficar meio parada, e não vejo um aumento por demanda de produtos argentinos. A variável de ajuste, nesse caso, seria um aumento da recessão interna para reduzir as importações. Outra maneira é fazer isso de maneira mais macroeconômica, desacelerando a economia ou criando impedimentos para importação de várias coisas”, afirma Perfeito.
Milei, deputado ultraliberal, quer reduzir o tamanho do Estado e acabar com o Banco Central
Javier Milei é economista e atualmente ocupa o cargo de deputado federal. Em sua campanha, tem defendido mudanças mais radicais, como o fim do banco central argentino e a redução do número de ministérios de 18 para oito (pastas como as da Cultura, Ciência e Meio Ambiente estariam entre as suprimidas). Além disso, o candidato pretende “dolarizar” a economia argentina, dando adeus ao peso. Milei já deu declarações contra o Mercosul, classificado por ele como um “fracasso comercial”. Ele se mostra favorável à saída da Argentina do bloco.
Apesar das promessas, Perfeito acredita que será difícil o candidato colocar todas as suas intenções em prática. Ainda que afirme que as chances de Milei sagrar-se vitorioso são maiores, o economista não acredita que ele conseguirá aprovar medidas, como a saída da Argentina do Mercosul, tão facilmente. O problema, no entanto, está no que pode vir após essas dificuldades.
“Milei tem um problema difícil, que é não ter apoio amplo no Congresso, e isso pode limitar muito o que ele pretende fazer. E isso me deixa preocupado pelo seguinte motivo: quando ele ver que não consegue fazer as coisas, ele pode ficar mais radicalizado, e o clima político fica pior”, afirma o especialista.
Para Perfeito, independentemente de quem ganhe, o mais importante para o Brasil é que a Argentina esteja forte, tendo em vista que o país é um importante parceiro comercial. Ele afirma, no entanto, que é improvável que o resultado argentino afete fortemente o país.
“O Brasil está tranquilo. Pensando em termos estratégicos, não é do interesse dos brasileiros que a Argentina vá mal. A gente precisa ter parceiros econômicos na região, tem o projeto do Mercosul, enfim… É uma zona de influência do Brasil”, afirma. “E se o Milei ganhar, não é o fim do mundo pra gente. Porque se acabar com o Mercosul, a Argentina vai exportar pra quem? Vai importar e exportar mais caro? Para eles será ruim, e o Brasil tem outros parceiros comerciais”, diz.
Gabriel Bassotto, analista-chefe de ações do Simpla Club, também acredita que muitas das propostas de Milei, caso eleito, devem continuar “somente na narrativa”. O especialista também destaca a importância do Brasil como um parceiro comercial da Argentina e afirma que o vizinho tem mais a perder com um rompimento do que o contrário.
Caso Massa seja eleito, Bassotto acredita que a economia argentina terá “mais do mesmo” e não deve se recuperar tão fortemente. “Entendemos que as propostas que ele tem não são fortes a ponto de recuperar o país. Ele vai aumentar juros, tentar conter a inflação, mas não tem uma profundidade grande de cortes de gastos públicos, de redução de déficit, como eles precisariam”, afirma.
Em ambos os casos, o analista acredita que os efeitos no Brasil e principalmente na bolsa local serão limitados. Ele afirma que, atualmente, o cenário americano tem sido mais impactante para os ativos locais do que o cenário dos vizinhos.
“Os impactos de uma eleição lá, seja de quem for, serão mais secundários. A Argentina, inclusive, vem perdendo representatividade no comércio externo. Por aqui, a economia americana, o caminho dos juros e da inflação tanto aqui como lá tem tido mais impacto nos nossos ativos”, afirma.
Recentemente, com a perspectiva de que os juros fiquem mais altos por mais tempo nos Estados Unidos, há uma corrida de investidores rumo à segurança dos títulos públicos norte-americanos, o que tem impactado as bolsas, especialmente de países mais arriscados, como é o caso do Brasil.
por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
Estimativa do mercado para a inflação neste ano caiu para 4,65%, abaixo do teto da meta de inflação desse ano. Números foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo BC.
Por Alexandro Martello, g1 — Brasília
Os analistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação em 2023 e em 2024. A informação consta no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central.
O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.
Para este ano, a projeção dos analistas para o IPCA, a inflação oficial, recuou de 4,75% para 4,65%.
Com isso, a estimativa dos analistas para a inflação de 2023 continuou dentro do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta central de inflação é de 3,25% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,75% e 4,75% neste ano.
O recuo na estimativa de inflação do mercado para este ano ocorreu após a divulgação do resultado da inflação oficial de setembro, que somou 0,26% e ficou abaixo, novamente, das projeções dos analistas.
Se a projeção do mercado financeiro se confirmar, será interrompida uma sequência de dois anos de descumprimento da meta de inflação. Em 2021, o IPCA somou 10,06%. E, em 2022, a inflação somou 5,79%.
Para 2024, a estimativa de inflação caiu de 3,88% para 3,87% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem.
Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.
Sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro reduziu a previsão de crescimento estável, de 2,92% para 2,90%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.
Já para 2024, a previsão de crescimento da economia do mercado financeiro permaneceu inalterada em 1,50%.
A previsão de um crescimento maior da economia acontece após o anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano teve alta de 0,9%, bem acima das expectativas dos analistas.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2024.
Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, após duas reduções seguidas promovidas pelo Banco Central.
Para o fim de 2023, o mercado financeiro manteve a projeção para a taxa Selic em 11,75% ao ano.
por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
Luiz Marinho também afirmou que deve apresentar para Lula, nos próximos dias, proposta de regulamentação dos aplicativos de transporte de pessoas.
Por Pedro Henrique Gomes, g1 — Brasília
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta segunda-feira (23) que deve enviar o projeto de lei que altera as regras do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ao Congresso Nacional na próxima semana. O ministro não deu detalhes das mudanças que devem ser propostas pelo governo federal.
O saque-aniversário permite ao trabalhador sacar parte do saldo das contas ativas e inativas do FGTS no mês do seu aniversário. Mas, se for demitido, não pode sacar o valor integral do saldo – o saque só poderá ser feito dois anos depois de o trabalhador sair da modalidade.
De acordo com Luiz Marinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve bater o martelo sobre a proposta em uma reunião que deve ser realizada ainda esta semana com o próprio ministro do Trabalho, além de Fernando Haddad (PT), da Fazenda, e Rui Costa (PT), da Casa Civil, e a presidente da Caixa, Maria Rita Serrano.
“Nós vamos despachar com o presidente, conjuntamente Casa Civil, Caixa e Fazenda nos próximos dias, provavelmente ainda nesta semana para bater o martelo”, disse Marinho após um encontro com Lula nesta segunda.
Assim que assumiu o ministério, o Marinho defendeu acabar com o saque-aniversário do FGTS, mas desistiu da ideia.
Para ele, o saque-aniversário “fragiliza” o Fundo de Garantia e prejudica o trabalhador por impedir o saque do saldo no período de dois anos posterior à saída da modalidade.
O ministro afirmou ainda que conversou com Lula sobre as negociações para o estabelecimento de regras trabalhistas para os trabalhadores de aplicativos. Segundo Marinho, existe um acordo com os trabalhadores que trabalham em aplicativos de transporte de pessoas.
“Coloquei para ele a evolução das conversas, vocês são sabedores que existe fechada a base para um acordo com os aplicativos para transporte de pessoas. Resta somente finalizar a redação para que na semana que vem estar consolidado e a gente apresentar em definitivo ao presidente, para transformar em projeto de lei”, disse.
Ainda segundo o ministro do Trabalho, a comissão que discute o tema, que têm representantes do governo federal, das empresas e dos trabalhadores, não conseguiu chegar a um acordo em relação aos trabalhos dos aplicativos de entrega.
“Em relação aos entregadores, não tem acordo. Nós devemos preparar um projeto de lei para submeter ao presidente com base nos conceitos fechados para o transporte de pessoas”, disse Marinho.
“Os conceitos serão mantidos, evidente que terão adaptações de conceitos de quatro rodas para duas rodas. Mas será a base”, complementou.
Lula de volta ao Planalto
Esta foi a primeira agenda do presidente Lula no Palácio do Planalto após as duas cirurgias a que foi submetido no final de setembro – um procedimento para tratar uma artrose no quadril e uma intervenção plástica nas pálpebras.
por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
De acordo com o Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), o novo Bolsa Família deve retirar 10,7 milhões de pessoas da pobreza este ano
por Iram Alfaia
Estudo inédito do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), encomendado e divulgado nesta segunda-feira (23) pela BBC News Brasil, revelou que 45 milhões de brasileiros devem permanecer na pobreza. Desse contingente, 32,5 milhões são negros, 71% do total.
Comparado à participação de 56% de pretos e pardos no total da população (IBGE), a pesquisa indicou que três em cada quatro brasileiros na pobreza serão negros.
Esse quadro poderia ser pior não fossem os avanços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área social, sobretudo com o novo programa Bolsa Família.
De acordo com a mesma pesquisa, o programa social deve retirar 10,7 milhões de pessoas da pobreza em 2023.
Leia mais: “Vamos acabar com a fome”, diz Lula no ato pelos 20 anos do Bolsa Família
“Um número recorde e uma redução de quase 20% na pobreza do país, resultado do aumento do valor do benefício e orçamento sem precedentes para o programa”, diz a BBC.
“Quando você tem uma população que sofre com certas desigualdades que são questões sociais históricas, no momento que você trata essa população de forma igual, do ponto de vista de políticas públicas, você está dando um tratamento desigual”, considerou Luiza Nassif-Pires, diretora do Made-USP e uma das autoras do estudo, ao lado de Amanda Resende, João Pedro Freitas e Gustavo Serra.
Para ela, é preciso combater o racismo da sociedade e pensar em novas ações específicas para tirar as pessoas negras da pobreza, incluindo começar a discutir de maneira concreta, do ponto de vista da criação de políticas públicas, a questão da reparação histórica pela escravidão.
A economista observa que outros fatores contribuíram para a redução da pobreza nesses 20 anos, como o crescimento da economia e do emprego até 2014, os aumentos do salário mínimo acima da inflação e o próprio efeito multiplicador do programa de transferência de renda na economia.
O Made-USP estima que 82 milhões (47%) de brasileiros viviam na pobreza em 2003 e quase 25 milhões (14%) na extrema pobreza.
Em 2023, esses números devem ser reduzidos a 45 milhões (21%) e 3 milhões (1,4%), respectivamente.
Sem o novo Bolsa Família, seriam 56 milhões na pobreza (26%) e quase 18 milhões (8,3%) na extrema pobreza este ano.
Programa
A secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Eliane Aquino, diz que o programa já atende atualmente 21 milhões de famílias, o que equivale a 55 milhões de pessoas.
Ela diz que a meta de investimentos é de R$ 168 bilhões ao ano e 14 bilhões mensais.
“O programa voltou a olhar para as famílias, para os núcleos familiares. Está muito mais equânime, olhando para cada pessoa daquela família. Então o programa está protegendo muito mais a família brasileira contra a pobreza. E isso é importante. Nós sabemos que o programa de transferência de renda na dominação da pobreza é fundamental. E o Bolsa Família volta para olhar para todo esse núcleo familiar de quem mais precisa e de quem tem renda per capita até R$ 218”, disse Aquino.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/10/23/mesmo-com-avancos-45-milhoes-devem-continuar-na-pobreza-e-71-sao-negros/
por NCSTPR | 24/10/23 | Ultimas Notícias
Centenas de trabalhadores foram avisados do corte por telegrama ou e-mail, em pleno final de semana.
por André Cintra
As demissões em massa feitas pela General Motors (GM) do Brasil revoltaram o movimento sindical. No sábado (21), a montadora desligou centenas de trabalhadores em suas três fábricas no estado de São Paulo – em São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Centenas de trabalhadores foram avisados do corte por telegrama ou e-mail, em pleno final de semana.
Uma greve unificada foi aprovada neste domingo (22), por tempo indeterminado, nas três bases. Os trabalhadores exigem o cancelamento imediato das demissões. Já nesta segunda-feira (23), houve assembleias nas três plantas e reunião entre os sindicatos dos metalúrgicos dessas bases.
“A demissão coletiva foi covarde e arbitrária, já que ocorreu sem negociação prévia com os sindicatos, o que contraria a legislação nacional”, afirmaram as entidades, em nota conjunta, após a reunião. De acordo com o texto, “em São José dos Campos e Mogi das Cruzes, a GM descumpriu acordos de layoff firmados com os sindicatos, que garantiam a estabilidade no emprego para todos das duas plantas”.
Os sindicatos também cobram apoio dos governos federal e estadual, bem como do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Até o momento, a GM nem sequer informou quantos trabalhadores foram demitidos.
“Esta greve confirma a tradição de luta dos metalúrgicos da General Motors. Vamos pressionar o presidente Lula, o governador Tarcísio, o prefeito Anderson e a própria empresa”, diz Valmir Mariano, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. “A GM agiu de forma ilegal, por desrespeitar o acordo e a legislação, e imoral, por desrespeitar os trabalhadores. Não vamos produzir um parafuso sequer enquanto as demissões não forem canceladas.”
Diversas entidades manifestaram solidariedade à luta contra a GM. É o caso da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil), que acusou a montadora de ter agido “de modo ilegal” contra seus funcionários. “A Fitmetal se solidariza com esses trabalhadores, manifesta apoio aos sindicatos e se soma à luta unitária pela reintegração imediata dos metalúrgicos demitidos”, declarou a federação.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/10/23/sindicatos-se-unem-para-reverter-demissoes-em-massa-na-gm-do-brasil/