Em 2025, sete estados brasileiros registraram o maior valor de exportações de suas séries históricas: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pernambuco e Acre. Juntos, eles responderam por cerca de 35% das vendas externas do país. No total, o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões, também um recorde nacional.
O Rio de Janeiro liderou, com US$ 48,1 bilhões, seguido por Minas Gerais (US$ 45,7 bilhões) e Santa Catarina (US$ 12,2 bilhões). Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pernambuco e Acre também bateram máximas históricas, com crescimentos que variaram de 7,5% a 17,2%.
A composição das exportações revela concentração em produtos estratégicos. No Rio de Janeiro, óleos brutos de petróleo responderam por mais de US$ 37 bilhões. Minas Gerais manteve diversificação com minério de ferro, café, ferro-gusa e soja. Santa Catarina liderou com carnes de aves e suína, enquanto Mato Grosso do Sul destacou-se em soja, celulose, carne bovina e milho.
Estados do Norte e Nordeste, como Rondônia, Pernambuco e Acre, tiveram exportações mais concentradas, com destaque para carne bovina, soja e açúcares.
Resiliência frente ao tarifaço de Trump
Apesar do impacto das tarifas norte-americanas — apelidadas de “tarifaço” —, o comércio exterior brasileiro demonstrou resiliência. Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), afirmou que 2025 foi marcado pela adaptação das empresas a um cenário global incerto.
“Resiliência é a palavra que marca o comércio exterior do Brasil em 2025. As empresas se adaptaram a tensões geopolíticas e ao tarifaço, mantendo crescimento robusto das exportações”, disse, em entrevista à Folha de S.Paulo.
O saldo comercial totalizou US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da história, e o governo projeta aumento em 2026, estimando superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Ampliação da base exportadora
A secretária destacou iniciativas para tornar o comércio exterior mais inclusivo, como a Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), e programas voltados a empresas lideradas por mulheres e a negros no comércio exterior.
Segundo Prazeres, empresas exportadoras remuneram melhor, são mais produtivas e resilientes, trazendo benefícios estruturais para a economia brasileira.
Mercados internacionais e perspectivas
Apesar da retração de 6,6% nas vendas aos EUA, o crescimento das exportações a outros países compensou a queda. Argentina, China e Chile foram os destaques, especialmente nos setores automotivo, agrícola e industrial.
O Ministério do Desenvolvimento projeta expansão das exportações em 2026, apoiada pelo aumento da produção de petróleo, soja e minério de ferro, mesmo diante de incertezas nos preços das commodities.
ICL NOTÍCIAS
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