NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), em conjunto com as demais centrais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB), participou na última segunda-feira (16/03) de mais uma reunião do Fórum das Centrais Sindicais para definir as estratégias de mobilização da classe trabalhadora para os próximos meses. O encontro consolidou a organização da Plenária e Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para o dia 15 de abril, em Brasília.

Sob a marca que defende “empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”, o grande ato de abril terá concentração a partir das 8h e o início da marcha está programado para as 11h. As lideranças sindicais reforçam a orientação para que os sindicatos, federações e confederações nos estados se organizem de forma unitária para o deslocamento até a capital federal, apoiando também a ida de lideranças dos movimentos popular e estudantil.

Bandeiras prioritárias e Dia Nacional de Mobilização

O Fórum definiu eixos centrais de reivindicação que guiarão os atos e as negociações. Os grandes destaques da mobilização são:

  • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos.
  • Fim da “Pejotização”.
  • Direito à negociação coletiva para os servidores públicos.
  • Combate ao feminicídio.

Para impulsionar a pauta das 40 horas e o fim da escala 6×1, as centrais definiram o dia 20 de março como um dia nacional de mobilização. A orientação é que as entidades sindicais de base realizem panfletagens em locais de trabalho e de grande circulação de pessoas, como ruas e terminais de transporte. Além da pressão nas ruas, a estratégia envolve forte atuação no Congresso Nacional e diálogo direto com os parlamentares.

Pauta da Classe Trabalhadora 2026/2030

Durante a reunião, também foi oficialmente aprovado o texto e a logomarca da “Pauta da Classe Trabalhadora 2026/2030”. O documento reúne as principais demandas dos trabalhadores e será entregue em agendas específicas ao Presidente da República, bem como aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do STF, do TST e à Procuradoria-Geral do Trabalho.

A partir do mês de maio, essa Pauta será lançada oficialmente nas capitais dos estados. As centrais também já iniciaram a organização para o 1º de Maio, incentivando os sindicatos a produzirem materiais a partir dessas bandeiras prioritárias e a promoverem atos e mobilizações em todo o país.

Outras frentes de atuação

O Fórum das Centrais também encaminhou ações para outras lutas cruciais, incluindo:

  • Feminicídio: O Fórum das Mulheres finalizou uma proposta de Plano, com meta de lançamento ainda para o mês de março e construção de um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério das Mulheres.
  • Trabalho por Aplicativos: Foi pautada urgência em reuniões com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e com a bancada no Congresso.
  • Combate à Pejotização: As centrais organizarão um seminário em parceria com DIEESE, Unicamp e FGV para debater a seguridade social e a proteção universal, além de buscar audiências com Ministros do STF.
  • Reforma Tributária: O DIEESE produzirá um mapeamento de temas e cláusulas que permitam desconto tributário quando firmados em acordo ou convenção coletiva, visando reuniões com o Ministério da Fazenda.