por NCSTPR | 08/03/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
O 8 de março não nasceu das flores ou das homenagens formais. Nasceu da luta, da resistência e da coragem das mulheres trabalhadoras. Ele tem origem nas lutas sociais e trabalhistas travadas por mulheres ao longo da história, que enfrentaram séculos de exploração, violência e perseguição.
Durante muitos períodos da história, mulheres que questionavam a ordem estabelecida foram silenciadas e perseguidas. Na Europa medieval e moderna, milhares foram acusadas de bruxaria, torturadas e queimadas em fogueiras — uma forma brutal de controle social sobre mulheres que ousavam desafiar as estruturas de poder de seu tempo.
Já no mundo do trabalho, especialmente com o avanço da industrialização, mulheres passaram a enfrentar jornadas exaustivas, baixos salários e condições degradantes nas fábricas. Foi nesse contexto que surgiram grandes mobilizações femininas por direitos, igualdade e dignidade.
A proposta de criar um dia internacional de luta das mulheres foi apresentada em 1910 pela militante socialista alemã Clara Zetkin, durante a Conferência Internacional de Mulheres Trabalhadoras.
Durante esse período, um episódio trágico também marcou a história da luta das mulheres trabalhadoras. Em 1911, um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Factory, em Nova York, causou a morte de 146 trabalhadores, a maioria jovens mulheres imigrantes que trabalhavam na confecção de roupas em condições precárias. Muitas não conseguiram escapar porque as portas da fábrica estavam trancadas pelos proprietários, uma prática comum para impedir pausas ou organização sindical. A tragédia gerou forte comoção pública e impulsionou importantes mudanças na legislação trabalhista e nas normas de segurança no trabalho nos Estados Unidos, tornando-se um símbolo da necessidade de proteção aos trabalhadores e da luta por direitos no mundo do trabalho.
Alguns anos depois, em 8 de março de 1917, operárias têxteis de Petrogrado, na Rússia, saíram às ruas em greve contra a fome, a guerra e a exploração. O movimento ganhou força, mobilizou milhares de trabalhadores e acabou se tornando o estopim da Revolução Russa.
A coragem dessas mulheres marcou definitivamente a história do movimento operário e consolidou o 8 de março como símbolo internacional da luta das mulheres trabalhadoras.
Mais de um século depois, muitas conquistas foram alcançadas, mas ainda persistem desafios como a desigualdade salarial, a violência contra a mulher, o assédio e a sub-representação feminina nos espaços de poder.
No movimento sindical, as mulheres seguem avançando e ocupando espaços de liderança. Um exemplo importante é o fato de que hoje a presidência nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é exercida pela companheira Sônia Zerino, operária têxtil e a primeira mulher a dirigir uma Central Sindical em nível nacional.
Neste 8 de março, a NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná reafirma seu compromisso com a igualdade, a valorização do trabalho feminino e o fortalecimento da participação das mulheres no movimento sindical e na sociedade.
Mais do que homenagens, o 8 de março é um dia de memória, consciência e luta.
Porque a luta das mulheres não é apenas uma pauta feminina.
É uma luta de toda a classe trabalhadora.
E quando as mulheres avançam, avança a democracia, avança a justiça social e avança o Brasil.
Denílson Pestana da Costa
Presidente da NCST/PR

por NCSTPR | 05/03/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
SÃO PAULO – Entre os dias 3 e 5 de março de 2026, a capital paulista transformou-se no epicentro dos debates sobre o futuro do emprego no Brasil. No Distrito Anhembi, a II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) reuniu mais de 3 mil delegados para consolidar propostas que definirão as políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para os próximos anos.
Representando com vigor os interesses da classe trabalhadora paranaense, a delegação da NCST/PR (Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná) marcou presença estratégica com a participação do presidente Denilson Pestana da Costa, acompanhado por Elizabete Alves de Matos (Sindcost) e Rogério Pereira da Silva (Sinttrol).
Unidade e Protagonismo Paranaense
A presença da NCST/PR em São Paulo é o resultado de um longo processo de mobilização iniciado nas etapas estaduais em 2025. O presidente Denilson Pestana tem sido uma voz firme na defesa da transição justa e da gestão paritária dos recursos do Sistema S, pautas fundamentais para que o investimento em qualificação profissional chegue diretamente aos trabalhadores.
“A Conferência é um espaço estratégico de construção coletiva. É aqui que transformamos as demandas do chão de fábrica em diretrizes reais para o governo”, destacou Denilson durante as atividades em São Paulo.
A participação de lideranças como Elizabete Alves de Matos e Rogério Pereira da Silva reforça a diversidade da base paranaense, levando para a mesa de negociações as realidades específicas do comércio e do setor de transportes do estado.
Temas Centrais e o Papel do Diálogo Tripartite
O evento, que contou com a abertura oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, focou em eixos cruciais para o novo mercado de trabalho:
– Transformação Digital e Tecnológica: Como proteger o trabalhador diante da inteligência artificial e das plataformas digitais.
– Redução da Jornada e Fim da Escala 6×1: Debate intenso sobre a melhoria da qualidade de vida e a saúde mental da categoria.
– Trabalho Decente e Transição Ecológica: A criação de “empregos verdes” e a requalificação para uma economia de baixo carbono.
A metodologia tripartite — que coloca na mesma mesa representantes do Governo, Empregadores e Trabalhadores — foi o grande trunfo do evento. Das quase 400 propostas analisadas, dezenas foram aprovadas por consenso, servindo de base para novas legislações e acordos coletivos.
Por que a participação do trabalhador é vital?
A II CNT não é apenas um fórum de debates; é onde se decide o destino da segurança jurídica, dos salários e da proteção social. Quando líderes da NCST/PR ocupam esses espaços, eles garantem que:
1. A voz do Paraná seja ouvida: As particularidades econômicas do nosso estado precisam de políticas sob medida.
2. Direitos não sejam flexibilizados: A vigilância constante contra a precarização do trabalho.
3. Haja Democracia Sindical: O fortalecimento da negociação coletiva como ferramenta superior a decisões judiciais isoladas.
O encerramento da conferência nesta quinta-feira (5) deixa um legado de esperança e uma agenda clara: o desenvolvimento do Brasil só será pleno se caminhar de mãos dadas com a valorização de quem produz a riqueza do país.



por NCSTPR | 27/02/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
A NCST/PR participa da 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2026, em Brasília (DF), reafirmando seu compromisso com o fortalecimento das políticas públicas urbanas e com a defesa dos interesses da classe trabalhadora.
Promovida pelo Conselho das Cidades, órgão vinculado ao Ministério das Cidades, a Conferência constitui um dos mais relevantes espaços institucionais de participação social no país. O evento reúne delegadas e delegados eleitos nas etapas municipais e estaduais, além de conselheiros e representantes da sociedade civil organizada, gestores públicos e especialistas, com o objetivo de debater e formular diretrizes para o desenvolvimento urbano sustentável.
Nesta 6ª edição, os debates concentram-se em temas estratégicos para o futuro das cidades brasileiras, como habitação de interesse social, saneamento básico, mobilidade urbana, regularização fundiária, desenvolvimento das periferias, sustentabilidade ambiental, enfrentamento das mudanças climáticas, transformação digital e segurança cidadã. A programação também reforça o papel do controle social e da gestão democrática na formulação, implementação e monitoramento das políticas públicas urbanas.
A participação da NCST/PR e de suas entidades filiadas fortalece a presença do movimento sindical nos espaços de construção de políticas estruturantes, especialmente aquelas que impactam diretamente os trabalhadores da construção civil e do setor produtivo urbano. Ao contribuir com propostas e posicionamentos técnicos, a Central reafirma seu compromisso com cidades mais justas, inclusivas e socialmente equilibradas.
Representam a NCST e entidades filiadas no evento:
• Denílson Pestana da Costa, Presidente da NCST/PR;
• César de Oliveira, Secretário-Geral da FETRACONSPAR;
• Roberto Leal Americano, Presidente do SINTRIVEL;
• Celso da Silva de Garais, Secretário-Geral do SINTRACOM Guarapuava.

A presença institucional da NCST/PR na Conferência evidencia a importância da articulação entre o movimento sindical e os espaços nacionais de deliberação, contribuindo para a construção de políticas urbanas que promovam desenvolvimento, trabalho decente e qualidade de vida para a população.

por NCSTPR | 26/02/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST/PR) reafirmou seu papel protagonista na defesa dos direitos da classe trabalhadora ao participar, nesta quinta-feira (26/02), da 291ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal do Emprego e Relações do Trabalho (CMERT). A entidade foi representada pelo companheiro Ermínio Ferreira Sant’ana, que levou a voz da Central para o debate de pautas decisivas para o cenário laboral de Curitiba.
O encontro, realizado de forma presencial na sede do Departamento de Empregabilidade e Trabalho da SMDEI, concentrou-se em temas estruturantes para a gestão das políticas de emprego na capital.
Pautas em Destaque
Durante a reunião, os conselheiros deliberaram sobre pontos fundamentais para a organização do setor, incluindo:
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Consolidação Normativa: Aprovação da ata anterior e a apreciação do Regimento Interno Finalizado, passo essencial para dar segurança jurídica e fluidez aos trabalhos do conselho.
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Gestão de Recursos: Alinhamento de ações para a regulamentação das Emendas Parlamentares vinculadas ao Fundo Municipal do Trabalho (FMT).
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Fortalecimento Institucional: Discussão sobre os instrumentos de inscrição das Organizações da Sociedade Civil (OSC) no CMERT, garantindo que a participação social seja organizada e efetiva.
A Voz do Trabalhador
Para a NCST/PR, a presença de Ermínio Ferreira Sant’ana no conselho é estratégica. “Nossa participação garante que os recursos do Fundo Municipal do Trabalho sejam aplicados de forma transparente e que as políticas de empregabilidade realmente alcancem quem mais precisa, respeitando os direitos e a dignidade do trabalhador”, destacou a assessoria da entidade.
A atuação no CMERT permite que a Nova Central monitore de perto as ações da administração pública, propondo melhorias e assegurando que as relações de trabalho no município evoluam em sintonia com os interesses da categoria.
por NCSTPR | 16/01/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST/PR) esteve presente, nesta sexta-feira (16), na 111ª Reunião Extraordinária do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER), que definiu os valores do Piso Mínimo Regional Paranaense para o ano de 2026. A reunião foi realizada na sede da Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, em Curitiba.
Representando a NCST/PR, o presidente Denilson Pestana da Costa participou ativamente do processo de debates e deliberação, reafirmando o compromisso da Central com a defesa do poder de compra, da valorização do trabalho e da recomposição das perdas inflacionárias sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do Paraná.
Os valores aprovados pelo CETER passam a vigorar a partir de janeiro de 2026 e contemplam reajuste com reposição da inflação de 2025, estimada pelo INPC, além de ganho real, garantindo avanços concretos para as categorias abrangidas pelo piso regional.
Valores aprovados do Piso Mínimo Regional – 2026
De acordo com a tabela apresentada pelo DIEESE/ER-PR, os novos valores mensais ficaram definidos da seguinte forma:
- Salário mínimo regional: passa de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00, representando uma variação total de 6,79%, sendo 2,78% de aumento real.
- Grupo I: R$ 2.105,34
- Grupo II: R$ 2.181,63
- Grupo III: R$ 2.250,04
- Grupo IV: R$ 2.407,90
Os reajustes variaram entre 5,83% e 6,11%, assegurando ganho real entre 1,85% e 2,12%, além da reposição inflacionária estimada em 3,90% para 2025.
Compromisso com a valorização do trabalho
Para o presidente da NCST/PR, Denilson Pestana da Costa, a definição do piso mínimo regional é uma ferramenta fundamental de justiça social:
“A participação das centrais sindicais é essencial para garantir que o piso regional não seja apenas um número, mas um instrumento real de proteção da renda e de valorização do trabalho. A NCST/PR segue firme na defesa de reajustes que assegurem reposição da inflação e ganho real para os trabalhadores paranaenses.”
A NCST/PR reforça que continuará acompanhando a tramitação do projeto que institui os novos valores e atuando de forma permanente nos espaços de diálogo social, defendendo políticas públicas que promovam emprego, renda e dignidade para a classe trabalhadora.
NCST/PR – Na luta por trabalho digno e valorizado.

por NCSTPR | 09/01/26 | Destaque, Notícias NCST/PR
A luta por melhores condições de trabalho e renda para os trabalhadores paranaenses deu mais um passo importante na manhã de hoje. Representantes das centrais sindicais realizaram a primeira reunião estratégica para discutir a negociação do Piso Mínimo Regional do Estado do Paraná para o ano de 2026.
O encontro aconteceu na sede da Fetraconspar e contou com a presença de Denílson Pestana da Costa, presidente da NCST/PR, Ernani Garcia Ferreira, Presidente da FTIA/PR, e do economista Sandro Silva, Coordenador Técnico do DIEESE/PR, que contribuiu com análises técnicas e dados econômicos fundamentais para subsidiar os debates.
A reunião marcou o início das articulações entre as entidades sindicais, com foco na construção de uma proposta unificada que reflita a realidade econômica do estado e garanta valorização salarial, dignidade e justiça social aos trabalhadores abrangidos pelo piso regional.
Durante o encontro, foram discutidos os cenários econômicos, indicadores de inflação, custo de vida e crescimento do estado, além da importância de uma atuação conjunta e organizada das centrais sindicais no processo de negociação junto ao governo e ao setor patronal.
O presidente da NCST/PR, Denílson Pestana da Costa, destacou que o momento é de planejamento e unidade. Segundo ele, a construção antecipada de estratégias fortalece a representação dos trabalhadores e amplia as chances de avanços concretos na negociação do piso mínimo regional.
Já Ernani Garcia Ferreira ressaltou a importância do diálogo permanente e da mobilização sindical como instrumentos essenciais para garantir conquistas reais para a classe trabalhadora.
Sandro Silva, do DIEESE, apresentou dados e projeções econômicas que servirão de base para a formulação de uma proposta equilibrada e socialmente justa, reforçando o papel técnico do departamento no apoio às negociações.
A partir desta primeira reunião, as entidades darão sequência ao planejamento estratégico, com novos encontros e debates, visando fortalecer a pauta sindical e assegurar um Piso Mínimo Regional que acompanhe as necessidades dos trabalhadores paranaenses em 2026.
As centrais sindicais seguirão informando a categoria sobre os próximos passos e os avanços do processo de negociação.
