O 1º de Maio é mais do que uma data simbólica: é a expressão viva da história de luta, resistência e conquistas da classe trabalhadora. É o dia de reconhecer que tudo o que move o Brasil nasce da força de homens e mulheres que, com dignidade, constroem diariamente a riqueza do país.
Ao longo das décadas, direitos fundamentais foram conquistados com organização e mobilização coletiva. No entanto, os desafios seguem — e, em muitos casos, se intensificam. A atual conjuntura política brasileira evidencia um Congresso Nacional que, em sua maioria, tem se posicionado ao lado dos interesses do capital, frequentemente aprovando medidas que fragilizam direitos, ampliam a precarização do trabalho e dificultam o acesso à proteção social.
Diante desse cenário, a classe trabalhadora brasileira, organizada em suas centrais sindicais e movimentos sociais, vem construindo uma agenda estratégica para o futuro. As diretrizes debatidas na Conferência da Classe Trabalhadora (2026–2030) reforçam a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento, que tenha como pilares a valorização do trabalho, a redução das desigualdades e o fortalecimento da democracia.
Entre os principais eixos dessa pauta, destacam-se:
• Valorização do trabalho e emprego digno, com políticas de geração de empregos de qualidade, combate à informalidade e garantia de direitos;
• Redução da Jornada de Trabalho, com o fim da escala 6×1;
• Reforma tributária justa, que alivie a carga sobre os trabalhadores e aumente a contribuição dos mais ricos;
• Fortalecimento da negociação coletiva e da organização sindical, como instrumentos essenciais de equilíbrio nas relações de trabalho;
• Ampliação da proteção social, garantindo previdência pública, saúde e assistência acessíveis e de qualidade;
• Investimento em educação, qualificação profissional e desenvolvimento sustentável, preparando o país para os desafios do futuro;
• Defesa da democracia e dos direitos sociais, assegurando a participação popular nas decisões que impactam a vida da maioria.
Essa agenda deixa claro: o Brasil que queremos não pode ser construído sem os trabalhadores — e muito menos contra eles.
Por isso, neste 1º de Maio, além da homenagem, fazemos um chamado à reflexão e à ação. É fundamental fortalecer a consciência de classe e compreender que as decisões políticas moldam diretamente a realidade do trabalho e da vida. O voto é uma ferramenta decisiva. Ele deve ser exercido com responsabilidade, escolhendo representantes comprometidos com os interesses do povo trabalhador, e não com aqueles que lucram à custa da exploração.
A NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos, da justiça social e da dignidade humana. Seguiremos firmes na luta, construindo unidade, fortalecendo a organização sindical e defendendo um Brasil mais justo, democrático e soberano.
Neste 1º de Maio, celebramos nossa história — e renovamos nosso compromisso com o futuro.
Viva a classe trabalhadora!
Viva a unidade e a luta por direitos!
Denílson Pestana da Costa
Presidente da NCST/PR
