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Para os deputados, associações como a CNT criticam a redução da jornada e tentam emplacar diminuição de salário

Em entrevista ao Brasil de Fato durante a comissão, o presidente da CNT, Vander Costa, afirmou que a proposta precisa passar por um debate mais amplo com a sociedade. “A gente acha necessário ter um debate maior, um debate com a sociedade brasileira”, declarou. Segundo ele, além da mudança da escala 6×1 para 5×2, a discussão também envolve a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 ou até 36 horas.

As afirmações dos empresários vão contra as conclusões do “Dossiê 6×1”, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo o qual, reduzindo a jornada laboral de 44 para 36 horas semanais, o Brasil pode ganhar 4,5 milhões de novos postos de trabalho e ampliar em 4% os níveis de produtividade no país.

A principal preocupação apresentada pela entidade foi a possibilidade de escassez de mão de obra. Wander argumentou que o Brasil vive atualmente um cenário diferente daquele de 2019, quando a PEC 221 foi apresentada em meio a uma taxa de desemprego elevada. “O momento mudou”, afirmou. Agora, segundo ele, alguns setores operam próximos do pleno emprego.

O discurso alarmista também foi acompanhado por representantes de outros setores econômicos presentes na comissão. Marcelo Osório, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou haver “risco operacional gravíssimo de continuidade dessas atividades que são essenciais” caso a redução da jornada avance sem adaptação para segmentos que operam de forma ininterrupta.

A CNT também associou a redução da jornada a possíveis impactos inflacionários. “Reduzir a jornada vai aumentar o preço, vai gerar a inflação. O salário nominal pode ser mantido por lei ou pela PEC, mas o salário real cai”, afirmou Wander ao defender que o tema seja discutido “com mais calma”.

Editado por: Luís Indriunas