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‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

Baldes e vassouras colocaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, na mira da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff. Um grupo dissidente do PDT, o Movimento de Resistência Leonel Brizola, fez na tarde de ontem, em frente à Justiça do Trabalho no Centro do Rio, uma faxina simbólica das escadarias do prédio. O ato pedia a saída de Lupi por denúncias – publicadas nos últimos meses por GLOBO, “IstoÉ” e “Correio Braziliense” – de irregularidades no uso da verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), além de acusações de que portaria do ministério permitiu aumento indiscriminado de sindicatos.

Coordenador do grupo, Ronald Barata diz que Lupi “deveria ser o quinto ministro a cair”. Para Barata, a verba do FAT para qualificação profissional deveria ser gerida pelos governos federal e estaduais, e não enviada a ONGs e outras entidades. Ele critica ainda a portaria 186/2008, que levou a aumento no número de sindicatos no país:

– Nos últimos três anos, foram criados 1,5 mil sindicatos, e há mais 2.410 pedidos na fila.

‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

Expansão brasileira e crise lá fora atraem estrangeiros ao país

Entrada de trabalhadores de outros países cresceu 19% no primeiro semestre. Considerando-se somente as autorizações permanentes, alta chega a 30%

As altas taxas de desemprego nos Estados Unidos (9,2%, em junho) e na Europa (9,9% na zona do euro em junho), decorrentes ainda do estouro da crise financeira mundial, no fim de 2008, vêm trazendo brasileiros de volta para casa e atraindo ao país cada vez mais estrangeiros – estes, principalmente, nas áreas de finanças, engenharia e construção e tecnologia.

Números da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que a entrada de trabalhadores estrangeiros cresceu 19,4% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Do total de 26.545 autorizações emitidas de janeiro a junho, a maior parte (93%) foi para atuação temporária, principalmente a bordo de embarcações ou plataformas estrangeiras (8.234 ou 31%), fruto do aquecimento do setor de energia, gás e petróleo e das expectativas do pré-sal.

“Por não termos toda a tecnologia necessária por aqui, estamos recebendo muitos profissionais do Reino Unido e da Noruega nessa área de extração e refino de petróleo”, comenta Cesar Rego, gerente regional da Hays, empresa de recrutamento especializada em média e alta gerência.

Cooperação técnica ou transferência de tecnologia também trazem um número significativo de estrangeiros (2.456 no primeiro semestre, 9,2% do total). “A maior parte desses profissionais, que vêm ao Brasil para montar um equipamento ou linha de produção, é norte-americana ou europeia. Mas também estamos recebendo muitos profissionais da China. Nos últimos meses, de cada três vistos temporários para transferência de tecnologia ou assistência que saem aqui pelo escritório, dois são para chineses”, revela o advogado Heitor Baroi, da Visto Brasil, empresa paulista especializada na legalização de estrangeiros.

Para ficar

Mesmo em menor número que as temporárias, as autorizações permanentes somaram 1.861 de janeiro a junho, 30,3% a mais que no primeiro semestre de 2010. Desse total, 41% eram administradores, diretores e executivos com poderes de gestão (7,2% a mais que no ano passado).

“Com o movimento de abertura de capital, que começou fortemente a partir de 2007, as empresas brasileiras têm investido na contratação de executivos de fora, que saibam preparar relatórios e informes dentro do padrão internacional. São profissionais que vêm para ficar longos períodos ou mesmo permanentemente”, comenta o gerente regional da Hays. “No ambiente de trabalho, esse executivo vai se virar muito bem. Mas no dia a dia enfrentará uma certa dificuldade, e acabará tendo de aprender, ao menos, um pouco da nossa língua.”

Karla Alcides, diretora da Universidade de Pittsburgh no Brasil – instituição norte-americana que oferece cursos de MBA a executivos –, também diz que o idioma é o principal obstáculo para muitos dos europeus e norte-americanos que vêm para o país e procuram a instituição para prosseguir com os estudos aqui. “Em Pittsburgh, nos Estados Unidos, nosso curso de português brasileiro está com cerca de 100 alunos no momento. O que considero supreendente para uma língua tão difícil e uma cidade com pouco mais de 1,2 milhão habitantes”, diz Karla.

Brasileiros são requisitados para a área de finanças

O único movimento de brasileiros indo para o exterior desde a crise de 2008 ocorreu com os executivos de finanças, ex­­plica o ge­­rente regional da Hays Cesar Rego. “Nossa história econômi­ca colaborou para a formação de um profissional pragmático, de ações rápidas e centradas, e que co­­meçou a ser requisitado em um segundo momento após o início da crise”.

A diretora da Universidade de Pittsburgh no Brasil, Karla Alcides, explica que a vivência da instabilidade econômica brasileira, que sempre exigiu um bom jogo de cintura durante períodos conturbados, faz com que os executivos brasileiros tenham uma boa aceitação nas empresas estrangeiras. “Essa adaptabilidade a situações de crise fez com que alguns deles fossem trabalhar fora do país, mesmo durante esse período difícil”, diz. Com mais de 300 alunos formados no Brasil, a instituição estima que 30% estejam trabalhando no exterior, principalmente na Europa e nos EUA.

Apesar da crise internacional, a disponibilidade dos brasileiros para mudar de país é grande (82%), maior que a de portugueses, italianos e espanhóis, segundo o Guia Salarial 2011 da Hays, que entrevistou 48 mil profissionais desses quatro países. Os destinos preferidos dos brasileiros são a Europa (85,9%), América do Norte (84,6%) e América do Sul (73,6%).

Os esquemas work experience, em que universitários brasileiros vão trabalhar por três meses em resorts e grandes redes de fast-food dos EUA, também não foram afetados, segundo Cyro Picchi, sócio-diretor da agência de intercâmbio IE Curitiba. “Esse tipo de trabalho é sazonal e sempre tem demanda”, diz. (FZM)
Espanholas buscam refúgio no Brasil

Rio de Janeiro – Passageiro assíduo da rota São Paulo-Madri há um ano, o espanhol Javier Loizaga passou a programar suas viagens com antecedência de dois meses. O presidente do fundo de private equity Mercapital, que ganhou endereço em São Paulo em 2010, nota que o overbooking é causado pela intensa presença de seus conterrâneos empresários. Dados do Banco Central mostram que o Inves­­timento Estrangeiro Direto (IED) da Espanha no Brasil soma US$ 4,8 bilhões nos cinco primeiros meses de 2011, superando o volume de todo o ano passado. Após a vinda de grandes grupos nas privatizações, no fim de 1990, houve uma segunda onda de in­­vestimentos espanhóis – a de fornecedores para as empresas que tinham sido privatizadas. Agora, trata-se da terceira onda, de pequenas e médias empresas espanholas. Focadas no mercado doméstico nos últimos 20 anos, elas se viram forçadas a se internacionalizar diante da crise na Europa. Segundo a Câmara Espanhola de Comércio no Brasil, de 2009 para 2010, as consultas de grupos interes­­sados no país saltaram de 40 para mil.

(Agência O Globo)

‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

Curso de qualificação durava 10 minutos

BRASÍLIA. O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou bloquear pagamentos à Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), ONG de Curitiba suspeita de irregularidades em convênios com o Ministério do Turismo. A entidade foi contemplada com verba de emendas do deputado André Zacharow (PMDB-PR), que a presidiu por 14 anos até assumir vaga na Câmara. Em um curso de qualificação à distância oferecido pela entidade, é possível concluir o treinamento pela internet em cerca de 10 minutos.

De acordo com o ministro Augusto Sherman, autor da medida cautelar que determina o bloqueio, foram encontradas, entre outras irregularidades, indícios de superfaturamento em convênio para a “mobilização e qualificação de segmentos do Turismo no Paraná”. O sobrepreço apurado em serviços supostamente prestados pela Exklusiva Gráfica e Editora, responsável pela impressão de material didático, chegaria a 265%. Por ora, o ministério já liberou R$3,1 milhões dos R$4 milhões acordados.

‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

Trabalhador morre após queda de andaime em obra de BH

Outro homem ficou ferido e precisou ser retirado dos escombros.
Ele foi encaminhado ao hospital por uma unidade do Samu.

Um homem de 26 anos morreu e outro ficou ferido, na tarde desta quarta-feira (24), depois que um andaime caiu sobre eles, no bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. As vítimas trabalhavam no local. A estrutura despencou nove andares e caiu sobre os trabalhadores. Parte do andaime ficou presa por uma corda.

O corpo do operário ficou soterrado pela estrutura que se transformou em um amontoado de madeira e ferro. Os bombeiros precisaram retirar os escombros. De acordo com os militares, um homem ferido também estava sob o entulho. Ele foi encaminhado ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

De acordo com os bombeiros, no corpo do operário morto, não foram encontrados os dispositivos de segurança necessários para a realização do serviço, como capacete e cinto. Não há informações sobre qual andar os homens estavam quando foram atingidos pelo andaime. Os militares informaram que o acidente pode ter sido causado pelo excesso de peso suportado pela estrutura.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Belo Horizonte e região, Osmir Venuto, se o funcionário não estava usando o equipamento de segurança, individual ou coletivo, a empresa deve ser responsabilizada pelo erro. Para ele, é função dos responsáveis pela obra fornecer e regulamentar o uso desses dispositivos.

Os responsáveis pela obra não foram encontrados para falar sobre o acidente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

‘Faxina’ contra ministro do Trabalho no Rio

Prefeito e vice de Paranaguá são cassados pelo TRE

O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), e o vice Fabiano Vicente Elias (PSDB), tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral ontem. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), os dois políticos da cidade do litoral do Paraná são acusados de uso indevido de meios de comunicação, abuso de poder político e econômico, além de prática de conduta vedada a agentes públicos mediante propaganda irregular. Baka Filho e Elias ainda podem recorrer na decisão.

O TRE-PR não deu mais detalhes sobre a determinação, porque as investigações correram em segredo de Justiça. A representação partiu de Nélio Valente Costa e da Coligação Paranaguá de Volta ao Progresso (PSDC-PMDB-PRTB-PMN-PSB), cujo candidato, Mario Roque (PMDB), foi o segundo colocado na eleição.

De acordo com o documento, publicado no Diário de Justiça Eletrônico do TRE-PR, o juiz Hélio Arabori considerou inválida a votação obtida no pleito de 2008 e determinou a posse do segundo colocado nas eleições municipais da ocasião.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura de Paranaguá, o prefeito e o vice disseram que respeitam a decisão judicial, mas que vão recorrer no caso.