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Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Setor imobiliário acumula alta de 13,8% nos primeiros quatro meses de 2011; no país 4,32 milhões de pessoas estão inseridas no sistema

Como diversos setores da economia, o consórcio vem registrando números fantásticos no Brasil. Segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira de Administração de Consórcios (Abac), no ano passado só as vendas de cotas de consórcios de imóveis registraram alta de 8,8%, somando 205,6 mil novas unidades. 

Entre o início e o fim do ano passado, o sistema de consórcios de imóveis registrava 580 mil novos participantes, um número 8,3% maior em relação a 2009. Em 2010, 67,8 mil pessoas foram contempladas no segmento, sendo esse número 5,4% maior em comparação ao ano anterior. 

Só nos primeiros quatro meses de 2011, as vendas de cotas de consórcio imobiliário tiveram um crescimento de 13,8%, num comparativo ao mesmo período do ano passado, segundo a Abac. 

”Existem várias vantagens para fazer um consórcio imobiliário, entre elas as de não pagar juros, parcelar integralmente o valor do bem, utilizar saldo do FGTS, ofertar lance ou complementar o valor da carta de crédito, amortizar o saldo devedor e o pagamento de parte das parcelas”, enumerou Fabiano Lopes Ferreira, presidente do Conselho Nacional da Abac, durante evento do setor, realizado recentemente. 

Dados da Abac informam que, atualmente, 4,32 milhões de pessoas estão inseridas no sistema de consórcios (imóveis, automotores, eletroeletrônicos e serviços), somando mais de R$ 32 bilhões nos cinco primeiro meses de 2011. 

Desse montante de ativos, 8% integra o consórcio imobiliário. Em abril do ano passado, o número de participante era de 551 mil. Este ano, no mesmo mês o número saltou para 595 mil consorciados. Deste total, num comparativo de janeiro a abril, 23,3 mil foram contemplados em 2010 e, em 2011, já são 25,9 mil. 

Os números também revelam um grande crescimento de novas cotas no primeiro quadrimestre desse, com 79 mil novas pessoas. No mesmo período de 2010, elas totalizavam 69,4 mil. ”Quem vende consórcio vende sonhos, tendo sempre a missão de viabilizar crédito”, disse Ferreira. 

Segundo dados da Abac, o sistema de consórcio no Brasil cresceu 30,8% em 2010, ante igual período ao ano anterior, gerando um volume de negócios de R$ 63,2 bilhões. Os bons resultados consideram os segmentos de veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos e serviços. 

Hoje, o consórcio imobiliário conta com 81 administradoras em todos país e constata que as mulheres crescem em importância como clientes, bem como em todos os outros segmentos de produtos. No de imóveis, em 2006 elas representavam 24% dos participantes; hoje, são 41%. 

Outro dado interessante é que os jovens estão aderindo o consórcio imobiliário. Na faixa de 20 a 29 anos, em 2006 eles eram apenas 6%. Em 2010, segundo a Abac, esse número saltou para 12%. 

Tendo como princípio fazer com que as pessoas tenham acesso a bens de serviços por meio de uma poupança comum a um grupo com o mesmo interesse, o sistema de consórcios, que surgiu na década de 60, está presente junto às classes A, B e C. ”As expectativas de crescimento para 2011 são muito boas. O consórcio é o ideal para quem não está precisando do bem de imediato”, completou o presidente do Conselho Nacional da Abac, Fabiano Lopes Ferreira.

Elaine Souza 
Reportagem Local

Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Secretaria do Trabalho altera período de treinamento e implantação de novo sistema

Por determinação do Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Sets), foi alterada a data de fechamento de todas as Agências do Trabalhador/SINE do Paraná. Até a sexta-feira, o período em que as agências estariam fechadas seria de 15 a 19, a próxima semana. A nova determinação é de que as agências fechem na semaan de 22 a 26 de agosto. Portanto, todas as Agências do Trabalhador/Sine nos municípios funcionam normalmente na próxima semana.

O fechamento será para o processo de migração do sistema operacional das agências. Haverá expediente interno e os agentes operacionais passarão por treinamento para conhecimento e manuseio da nova plataforma de trabalho. O novo sistema, de abrangência nacional, denominado “Mais Emprego”, deve integrar todas as 252 unidades de atendimento ao trabalhador do Estado.

Desenvolvido pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o novo sistema conta com uma base unificada de dados, que integra informações de todo o território nacional. Um dos principais objetivos do serviço é facilitar a recolocação do profissional no mercado de trabalho.

O MTE determina que todos os estados do País passem a utilizar a ferramenta até o fim de 2011, nas unidades de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Sets), gestora do Sine no Paraná, fará a migração da base de dados para o novo sistema. Em termos de demanda, só no período de janeiro a julho deste ano 511.986 trabalhadores foram cadastrados e 257.977 novas vagas de emprego foram disponibilizadas nas Agências do Trabalhador.

Coletiva — O secretário Luiz Claudio Romanelli vai explicar o processo em coletiva na segunda-feira, às 8h30, na Sets, em Curitiba. Nos primeiros 15 dias de operação do novo sistema haverá uma equipe técnica, qualificada e equipada, em cada escritório regional da secretaria. “Os técnicos irão prestar apoio virtual e presencial aos operadores das agências, com o objetivo de garantir melhor organização e agilidade nos atendimentos”, destacou.

O Mais Emprego prioriza o serviço de intermediação de mão de obra antes da habilitação do seguro desemprego. Assim, ao buscar o benefício, o trabalhador receberá uma ou mais opções de emprego com carteira assinada e condições iguais ou superiores à que ocupava, como remuneração e jornada de trabalho. A pesquisa de vagas compatíveis ao perfil do profissional será feita automaticamente pelo sistema, no ato do requerimento do seguro.

Caso o trabalhador recuse seu encaminhamento ao mercado de trabalho, sem justificativa aceitável pelo ministério, ele deverá assinar uma carta de recusa do emprego oferecido. Nesse caso, o benefício será cancelado. Para ser aceita, a justificativa apresentada deve estar relacionada a problemas de saúde ou a participação de qualificação profissional. “A intenção não é negar o direito ao trabalhador, mas modificar a cultura que existe em relação ao serviço”, explicou Romanelli. No Paraná, as agências oferecem, por mês, a média de 17 mil vagas de emprego com carteira de trabalho assinada.

Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Entidades preparam reforma política de iniciativa popular

Cerca de 60 entidades de classe estão envolvidas na coleta de assinaturas
Segundo a proposta, eleitores poderiam sugerir veto a leis aprovadas no Congresso

Se a classe política não faz, outras se oferecem para fazê-lo (foi assim com a Lei da Ficha Limpa – Lei Complementar 135-2010). Cerca de 60 entidades de classe dão a largada nesta semana à coleta de assinaturas suficientes para a apresentação de uma proposta de iniciativa popular para promover a reforma do sistema político brasileiro. São necessárias ao menos um milhão de adesões para que a proposição inicie a tramitação na Câmara. Além disso, ao menos cinco estados devem ser envolvidos no processo, de maneira que 1% do eleitorado nacional (com a exigência de 0,3% dos eleitores de cada estado), no mínimo, dele participem.

As entidades envolvidas na elaboração da proposta e na coleta de assinaturas compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Elas aproveitarão o ensejo da Marcha das Margaridas, a ser realizada em Brasília na próxima quarta-feira (17), para impulsionar a iniciativa. Cerca de 70 mil mulheres são esperadas na Esplanada dos Ministérios, onde devem se reunir em frente ao prédio do Congresso Nacional. Na Câmara, está prevista sessão solene em plenário, amanhã (segunda, 15), em homenagem à marcha.

Diversos pontos do sistema político serão abordados na proposta em construção – que, entre as principais polêmicas, vai combater desmandos como “caixa 2” e interferência do poder econômico nos pleitos eleitorais. Para tanto, a proposição vai recomendar o financiamento público exclusivo de campanha, que veda as doações de grandes grupos empresariais.

A proposta também deve sugerir a criação do “veto popular”, instrumento por meio do qual a sociedade poderia contestar uma lei aprovada no Congresso. O encaminhamento de veto seguiria o mesmo procedimento exigido para apresentação de propostas de iniciativa da sociedade, e, uma vez acatado, seria submetido a referendo.

Três controversas prerrogativas parlamentares seriam eliminadas, segundo a proposição de reforma política: votações secretas no Poder Legislativo; imunidade parlamentar, à exceção dos casos de liberdade de manifestação ideológica ou pronunciamento de denúncia; foro privilegiado (julgamento apenas no Supremo Tribunal Federal), resguardados os casos em que o julgamento se restrinja ao exercício do mandato ou do cargo.

Os partidos, entidades de direito privado, passariam a ser considerados também como agrupamento de interesse público. Nessa linha, a fidelidade partidária seria reforçada, determinando-se que cargos eletivos tenham caráter coletivo, e não configurem propriedade individual dos mandatários. Assim, o troca-troca de legenda sem motivação programática ou sem que esteja caracterizada perseguição ou incompatibilidade ideológica, deve resultar em perda automática de mandato.

Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Profissionais com mais de 50 anos têm aumento maior

Variação chega a 73% em cinco anos; média geral é de 48%, mostra estudo.

Os salários dos profissionais acima dos 50 anos tiveram os maiores aumentos entre 2005 e 2010, comparados aos de outras faixas etárias.  A remuneração média dos trabalhadores de 50 a 64 anos subiu 55%. Quem tem 65 anos ou mais recebeu aumento de 73%. A média de crescimento entre todos os empregados foi de 48%, mostra levantamento feito pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) a pedido da Folha. 

A inflação no período, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), foi de 34%. A razão para o crescimento, dizem especialistas, é o aquecimento da economia.  O professor da FIA (Fundação Instituto de Administração) Celso Grisi diz que o Brasil registrou enxugamento do mercado de trabalho especialmente a partir de 1980. Profissionais mais velhos foram substituídos por jovens. “Quem remanesceu ficou em situação desfavorável.”

O panorama mudou. O número de vagas foi ampliado, inclusive o das que pedem mais experiência, diz a economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Patrícia Lino Costa. O economista Angel Conesa, 56, recebeu recentemente aumento de 15%.  Ele chegou a ser demitido em 2008, mas foi contratado um mês depois. “A experiência facilita o movimento.”

Consórcio de imóveis em ritmo de crescimento

Brasileiro não sabe a qual classe social pertence, diz estudo

Maior parte dos cidadãos no topo da pirâmide avalia que faz parte da classe média e um terço se vê pobre
Especialistas apontam que influência americana traz distorção na avaliação do padrão de vida

MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO

A maior parte dos brasileiros no topo da pirâmide acredita que faz parte da classe média e mais de um terço se considera baixa renda. Já aqueles que integram a classe C também se enxergam em um patamar inferior ao real. É o que mostra pesquisa do Data Popular feita no segundo trimestre deste ano com 3.000 entrevistados em 251 cidades de 26 Estados.

“A percepção da população em relação ao seu padrão de vida, em grande parte, não reflete a realidade”, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto. No caso dos integrantes das classes AB (renda média domiciliar de R$ 8.393), 55,2% se consideraram da classe média (R$ 2.295), quando somente 9,6% se classificaram corretamente.

Outros 35,2% avaliaram ser da baixa renda (média de R$ 867). Ao serem questionados, não foram informados sobre o critério de renda da classificação. Na classe C, 32,5% se posicionaram corretamente, mas 65,7% disseram fazer parte da baixa renda.

PATAMAR

“Grande parte dos integrantes da classe média brasileira está nesse estrato há pouco tempo. Eles vieram da baixa renda e ainda se enxergam nela. Sabem que o padrão de vida está melhorando, mas não consideram a mudança de patamar.” Por outro lado, há ainda outros 16,9% de cidadãos de baixa renda que pensam que são da classe média.

“São os emergentes que se consideram da classe média baixa, mas que ainda não são. Como eles têm perspectiva de crescimento na renda, avaliam erroneamente”, diz o diretor do Data Popular.

INFLUÊNCIA DOS EUA

De acordo com Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), essa visão distorcida da população é consequência da forte influência norte-americana no Brasil. “Pelo padrão dos Estados Unidos, quem é da classe média tem dois carros na garagem, o que não é necessariamente verdade aqui. A renda per capita americana é bem superior à brasileira”, afirma.

“Para o brasileiro, ricos são o Eike Batista e outros milionários do patamar dele”, afirma Meirelles. Eike, magnata dos projetos privados da infraestrutura brasileira, foi considerado o oitavo mais rico do mundo em ranking da revista “Forbes”.