por master | 04/08/11 | Ultimas Notícias
O Governo lançou ontem, dia 2 de agosto, em Brasília, o seu Plano Brasil Maior, com 35 medidas que visam estimular investimentos e diminuir os efeitos negativos do real valorizado sobre a indústria. Dentre elas, a prorrogação, por mais um ano, da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para material de construção até o final de 2012.
Na ocasião, a presidenta da República, Dilma Rousseff, também assinou decreto para regulamentar a lei que institui margem de preferência de até 25% para produtos e serviços nacionais nas licitações públicas.
O foco maior será dado nas indústrias de defesa, medicamentos, têxteis, calçados e tecnologia de informação. Bancos estatais foram orientados a exigir o uso de fornecedores locais. Um exemplo são os financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Construtoras que tomarem linhas oferecidas pela Caixa Econômica Federal não poderão mais usar materiais importados.
O prazo máximo das investigações de denúncias sobre práticas de dumping foi reduzido de 15 para 10 meses.
por master | 04/08/11 | Ultimas Notícias
O Brasil está perto de alcançar a marca de 3 milhões de brasileiros vinculados ao setor
O ritmo acelerado no mercado da construção civil exige a especialização e formação de novos profissionais. Os calouros da engenharia estão se deparando com uma oferta grande de empregos disponíveis, tendo em vista o desenvolvimento da infraestrutura brasileira, com obras sendo realizadas em diversos pontos do Brasil. O potencial do setor poderá ser conferido na 14ª edição da Construsul, a maior feira de construção da região sul do país e que reúne mais de 500 expositores na Fiergs, a partir do dia 3 de agosto.
A falta de mão de obra é tema recorrente no segmento. A progressão do setor chega a patamares tão elevados, que ocasiona a falta de trabalhadores qualificados no mercado. Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2020, serão necessários mais de 563 mil novos profissionais na área, se o Brasil crescer 2,5% ao ano. Menos de 50 mil estudantes conquistam o diploma anualmente.
– Nosso grande problema hoje, de um modo geral, é mão de obra. Estamos com dificuldade de treinar pessoas qualificadas para atender esta demanda que está em crescimento – relata o diretor financeiro da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac), Arcione Piva.
A preocupação das faculdades em concentrar esforços para atrair novos alunos, é proporcional a criação de novas vagas a cada dia. Em 2010, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), a construção gerou mais de 254 mil novos empregos formais no país, representando cerca de 12% das oportunidades de trabalho regular. Destes funcionários, 18 mil foram admitidos em solo gaúcho.
A expectiva é que esse crescimento deve continuar. Em junho deste ano, a construção civil brasileira registrou absorção de mais 1,15% em relação ao mês de maio, sendo gerados 30.531 novos postos. No estado, foram realizadas 657 novas contratações no mesmo período. Totalizando, no Brasil, cerca de 2.749.064 vínculos formais e 132.634 no Rio Grande do Sul.
A abertura de vagas é consequência direta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Além disso, iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a terceira fase do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) também impulsionam o setor.
– Que bom que o Brasil está em desenvolvimento. A recepção destes grandes eventos não envolve somente estádios. Mas sim, toda a tecnologia das cidades-sedes. Abrangendo a evolução da logística, estradas, transportes, mobilidade urbana, aeroportos e muitos outros setores. Tudo isto é atribuído aos nossos profissionais – exalta o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RS), Luiz Alcides Capoani.
A 14ª edição da Construsul será realizada entre os dias 3 e 6 de agosto, das 14h às 22h, no Centro de Eventos da Fiergs (Av. Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre). O evento espera mais de 70 mil visitantes, incluindo estudantes e recém empregados na área de atuação. Informações adicionais pelo site http://www.feiraconstrusul.com.br/.
por master | 04/08/11 | Ultimas Notícias
A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), os funcionários da instituição e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) se reúnem hoje em assembleias para discutir o movimento de greve nacional nas instituições federais de ensino superior. Segundo a assessoria da UFPR, dependendo do resultado desses encontros, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão pode se reunir na amanhã para debater o futuro do ano letivo.
Na tarde de ontem, o Conselho Universitário da UFPR (Coun) decidiu o apoio à greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais, que teve início no dia 15 de junho. Segundo a assessoria, o reitor Zaki Akel Sobrinho também manifestou apoio ao movimento durante a reunião e se colocou à disposição para a resolução dos debates da categoria com o governo federal. O reitor ainda se disse aberto às reivindicações locais do movimento.
Os funcionários da UFPR se reúnem, às 10 horas, para discutir a continuidade da greve e as reivindicações dos servidores. Na parte da tarde, a APUFPR se reúne para decidir sobre a construção de uma proposta de greve nacional de professores. O encontro é coordenado com todos os sindicatos de docentes no Brasil filiados à Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes-SN).
Os estudantes também pretendem realizar uma assembléia. Segundo o DCE, o objetivo é discutir uma proposta de paralisação dos estudantes, além de manifestos de apoio ao movimento dos servidores e à decisão da assembléia dos professores.
Prejudicados
Estudante do quarto ano de Odontologia, Cíntia Paula Costa, 27 anos, diz que alunos e pacientes estão sendo prejudicados pela paralisação e falta de definição sobre o futuro do movimento. “Os estudantes dos últimos anos do curso estão indo para a faculdade para conversar com os pacientes que foram marcados antes da greve, com o objetivo de avisá-los de que eles não poderão ser atendidos”, afirma.
por master | 04/08/11 | Ultimas Notícias
O governo vai reduzir a tributação das montadoras instaladas no país. Serão beneficiadas os fabricantes de tratores, ônibus e micro-ônibus, automóveis de passeio, caminhões e veículos comerciais leves, que terão redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de julho de 2016.
A medida faz parte do programa Brasil Maior, política industrial da administração Dilma Rousseff. O governo vai exigir em contrapartida a ampliação dos investimentos, além de aumento do conteúdo nacional e em inovação tecnológica. O formato do incentivo fiscal ainda está em discussão.
Segundo o coordenador geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, o objetivo é estimular a competitividade e um maior número de componentes nacionais nos veículos fabricados no Brasil. Mombelli disse ainda que os carros importados não serão beneficiados. “O objetivo é melhorar a competitividade do parque nacional. Uma empresa que esteja só importando não vai se beneficiar, porque não vai atender aos requisitos da medida”, afirmou.
A redução do IPI será para beneficiar as empresas e estimular novos investimentos, o que pode aumentar a competitividade dos veículos feitos no Brasil. Dessa vez não haverá necessidade de repassar essa redução de custo para o consumidor final. O governo espera, porém, que no médio prazo essas medidas acabem refletindo num preço menor para os veículos nacionais. O incentivo ao setor automotivo foi divulgado na terça-feira, mas somente ontem a Receita Federal detalhou que seria por meio do IPI e com prazo até 2016.
Os detalhes do benefício serão definidos por meio de decreto, que vai fixar o valor da alíquota e a forma como esse abatimento será feito. Também foi anunciada a prorrogação da redução do IPI para as montadoras de veículos comerciais leves. Agora, os fabricantes desses automóveis receberão o beneficio até o dia 31 de dezembro de 2012. A medida iria acabar em dezembro deste ano. Hoje, a alíquota para o setor varia de zero a 10%.
Supersimples
Na próxima semana, o governo anuncia outra medida para beneficiar o empresariado nacional. Será ampliado o alcance do Supersimples, o que vai elevar a perda de receita da União. O programa simplifica e reduz o valor dos impostos de micro e pequenas empresas. A proposta aumenta o teto de faturamento das empresas que participam do programa de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.
por master | 04/08/11 | Ultimas Notícias
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O movimento sindical terá uma semana para se organizar, a fim de enfrentar a agenda explosiva na Comissão de Trabalho. Taticamente, o presidente do colegiado, deputado Silvio Costa (PTB-PE), pediu vistas dos projetos em que é relator – PL 1.992/07, do Executivo, que trata sobre previdência complementar do servidor; e PLP 8/03, do deputado Maurício Rands (PT-PE), que trata sobre a regulamentação da demissão imotivada.
Conheça a íntegra dos pareceres do relator ao PL 1.992/07 e ao PLP 8/03
Desse modo, estas proposições retornam à pauta da Comissão, na próxima quarta-feira (10), sem a possibilidade de a bancada sindical pedir vistas e assim impedir a votação da matéria, cujo resultado poderá ser desfavorável aos trabalhadores.
Estará ainda na pauta a Mensagem 59/08, da Presidência da República, que institui no Brasil o fim da demissão imotivada, com a regulamentação da Convenção 158, da OIT. O relator, deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), apresentou parecer contrário à proposta do governo.
É importante destacar que Sabino mudou seu voto, que antes era favorável à regulamentação da Convenção 158 no País.
Comparecimento
Certamente a bancada empresarial estará em peso nessa sessão que promete ser acalorada. Assim, para não sofrer revés, é importantíssimo que o movimento sindical também compareça maciçamente, pois, do contrário, a possibilidade de derrota se anuncia inevitável.
Mais que comparecer, é relevante que os membros da Comissão sejam procurados pelo movimento sindical em seus respectivos estados para lhes mostrar que o posicionamento dos relatores acerca das proposições em pauta é contrário aos assalariados.
>> Veja a composição da Comissão de Trabalho da Câmara
Preparar-se para o enfrentamento
Para que não paire dúvidas quanto à disposição de o presidente da Comissão colocar estas proposições para votar, lembramos a aprovação do PL 4.330/04, do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que regulamenta a terceirização, cujo texto foi aprovado pelo colegiado no dia 8 de julho, com uma diferença de votos bastante ampla. Leia mais
Como a agenda prioritária da Comissão está em confronto direto com a agenda dos trabalhadores, que, aliás, realizaram, nesta quarta-feira (3), ato em São Paulo em defesa da “pauta trabalhista”, é preciso que o movimento sindical se prepare para o enfrentamento, com comparecimento numeroso.
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