NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Oposição quer piso maior e com regras permanentes de reajustes para o mínimo regional

Oposição quer piso maior e com regras permanentes de reajustes para o mínimo regional

A bancada de oposição ao governo na Assembleia Legislativa anunciou que irá apresentar emenda ao projeto reajustando em 6,9% o valor do piso regional. O projeto estabelecendo o reajuste foi encaminhado nesta terça-feira à Assembleia Legislativa pelo governador Beto Richa (PSDB). O piso é válido somente para as categorias de trabalhadores que não têm salários definidos por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Além de propor uma correção maior, de 14,8%, os deputados de oposição pretendem aprovar uma regra permanente para a atualização anual do piso. O líder do bloco, Enio Verri (PT), defendeu a aprovação de uma lei regulamentando os parâmetros de reajuste, como a que orienta o aumento do salário mínimo nacional.

A proposta é que a metodologia de correção obedeça ao cálculo da variação do Produto Interno Bruto (PIB) relativa ao ano anterior mais a inflação do exercício passado. No governo federal, o índice é corrigido pelo PIB dos dois anos anteriores.

Verri explicou que o governo federal considera os dois anos porque a proposta de reajuste é feita no início do ano quando ainda não são conhecidos os números do PIB do ano anterior. No caso do estado, o piso regional é reajustado em maio com base nas estatísticas já fechadas.

Pressa

O presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), disse que pretende submeter o projeto do governo ao voto dos deputados em plenário já na próxima semana. Antes, o texto terá que ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. A intenção do governo é que a lei esteja aprovada até o dia 1º de maio.

Na proposta do governo, as seis faixas do piso irão variar entre R$ 708 e R$ 817. No índice defendido pela oposição, que soma 6,04% de inflação mais 8,3% do PIB, o valor mínimo seria de R$ 761 e a faixa mais alta ficaria em R$ 878,5.

Fonte: O Estado do Paraná

Oposição quer piso maior e com regras permanentes de reajustes para o mínimo regional

Richa envia à Assembleia proposta que reajusta o mínimo regional em 6,9%

O governador Beto Richa entregou nesta terça-feira (12) ao presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, a proposta para reajuste do salário mínimo regional do Paraná. O reajuste proposto, que ainda será votado pelos deputados estaduais, é de 6,9%. O novo piso regional, o mais alto do Brasil, deve entrar em vigor no dia 1° de maio. Se aprovado o percentual proposto pelo governo, o valor irá variar de R$ 708,14 a R$ 817,78, dependendo da faixa de ocupação do trabalhador.

“Fico gratificado porque chegamos juntos a esta conquista”, disse o governador, referindo-se à participação de representantes de trabalhadores e empresários nas reuniões do Conselho Estadual do Trabalho que definiram o índice de reajuste do piso regional. “Ainda mais importante do que os valores estabelecidos é a forma harmoniosa como se deram as discussões e debates, com o governo como intermediador, o que reflete o nosso estilo democrático e transparente de governar.”

Richa afirmou que a melhora do salário dos trabalhadores, alinhada com a capacidade das empresas de suportar os novos valores, é fundamental para o fortalecimento da economia paranaense. “Com uma remuneração justa e digna, o trabalhador tem maior poder de compra, e os impostos são revertidos para a melhoria da qualidade da educação, saúde e da vida da população. Todos ganham com isso”, afirmou.

O secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, destacou o voto de confiança dado pelos empresários ao governo do Estado ao aceitarem o reajuste proposto. “Este é um momento histórico para este governo, que mantém o salário mínimo regional do Paraná como o maior do Brasil, estabelecido em uma negociação tripartite”, disse. Segundo ele, o debate tripartite seguirá em outras discussões do Conselho Estadual do Trabalho – entre as quais a da Agenda do Trabalho Decente – campanha da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que busca combater o trabalho infantil e escravo e promover igualdade salarial e de condições de trabalho entre homens e mulheres.

CONSENSO – A condução harmoniosa das negociações e o consenso entre trabalhadores, empregadores e governo foram destacados por todos os participantes das negociações. “O resultado obtido nas negociações reflete a maturidade com que todos os segmentos do Paraná tratam a conquista do piso salarial regional”, avaliou o presidente da Força Sindical, Sérgio Butka.

O presidente do sistema Fecomércio, Darcy Piana, ressaltou a perseverança do Governo do Estado na busca do consenso para chegar a um percentual de reajuste que contemplasse as necessidades dos trabalhadores sem comprometer a competitividade das empresas paranaenses. “As negociações foram iniciadas e conduzidas de forma correta, consciente e responsável, e o resultado é positivo para todos. Este equilíbrio é fundamental para a estabilidade econômica”, afirmou.

O representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná, Jairo Corrêa de Almeida, destacou o empenho do governo do Estado em chegar a valores que contemplassem as necessidades dos trabalhadores: “Este momento sela o acordo obtido ao longo de muito debate, que resultou num consenso que valoriza o trabalhador, que tanto contribui para o desenvolvimento do Paraná”.

Defensor histórico do estabelecimento do salário mínimo regional, o representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná, Epitácio Antonio dos Santos, comemorou. “É motivo de orgulho para os paranaenses vermos essa ideia sendo amadurecida e abraçada pela sociedade”, disse.

O anteprojeto de lei foi levado para a Assembleia Legislativa em mãos pelo presidente, deputado Valdir Rossoni. “Uma vez que o processo que estabelece os novos valores foi amplamente discutido e é resultado do consenso entre todos os segmentos envolvidos, o trabalho dos deputados estaduais é facilitado. A proposta será protocolada e apreciada com agilidade e estará pronta para entrar em vigor no dia 1º de maio”, assegurou.

ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS – Após a cerimônia realizada no Palácio das Araucárias, o governador Beto Richa informou que recebeu, na manhã desta terça-feira (12), representantes de um grande grupo que pretende instala-se no Litoral do Paraná, gerando milhares de empregos. “Para ter direito aos incentivos fiscais oferecidos pelo governo do Estado, a empresa deve assumir o compromisso de usar a mão de obra paranaense. Um processo de qualificação dos empregados será realizado para garantir trabalho para a nossa gente”, informou.

Richa revelou ainda que mais de 40 novas empresas já manifestaram a intenção de se instalar no Paraná como resultado da confiança que depositam na nova forma que o Paraná está sendo administrado.

Fonte: AEN

Oposição quer piso maior e com regras permanentes de reajustes para o mínimo regional

Motorista que abastecia caminhão ganha adicional de periculosidade

Por maioria de votos, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de um motorista que abastecia com óleo diesel o caminhão utilizado no serviço de receber adicional de periculosidade do ex-empregador. O ministro Maurício Godinho Delgado foi designado para redigir o acórdão do recurso de revista do trabalhador.

No entendimento do ministro, se a exposição ao risco fosse eventual, o trabalhador não teria direito ao adicional. Contudo, no caso, o perito constatou que o abastecimento era perigoso devido ao contato com produtos inflamáveis por até 15 minutos diários (na versão do empregado) ou três vezes na semana por até 10 minutos (segundo a empresa).

Assim, mesmo que se admita o tempo declarado pela empresa de 10 minutos diários, três vezes por semana, o ministro afirmou ser possível concluir que não se trata de contato meramente eventual ou esporádico com as condições de risco. O contato com inflamáveis no tempo confirmado pela empresa tem potencial de provocar danos ao trabalhador, afirmou o ministro Godinho.

A sentença de origem tinha condenado a empresa ao pagamento do adicional. Entretanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) reformou a decisão para indeferir a vantagem. Na avaliação do TRT3, não bastava a mera possibilidade de risco para a caracterização da periculosidade, mas que o trabalhador estivesse submetido, de forma permanente, à condição de risco acentuado.

Quando examinou a matéria na Sexta Turma, o ministro Godinho destacou que o artigo 193 da CLT estabelece que a configuração do risco, para dar direito à percepção do adicional de periculosidade, pressupõe o contato permanente com inflamáveis e/ou explosivos, e que esse contato aconteça em condições de risco acentuado.

Ele ainda ressaltou que o TST tem decidido ser devido o adicional não apenas ao empregado exposto permanentemente ao trabalho de risco, mas também para aquele profissional que está sujeito ao risco de maneira não contínua, ou seja, com interrupções (incidência da Súmula nº 364, item I, do TST).

Portanto, concluiu o ministro Maurício Godinho, na medida em que, na hipótese, há regular exposição do trabalhador ao agente de risco, está caracterizado o contato intermitente (com intervalos) que justifica o deferimento do adicional de periculosidade, nos termos da súmula mencionada.

Essa interpretação foi acompanhada pelo ministro Augusto César Leite de Carvalho. O presidente do colegiado e relator inicial do processo, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, votou pela rejeição (não conhecimento) do recurso.

(Lilian Fonseca)

Processo: RR-94540-68.2009.5.03.0114

Fonte: TST

Oposição quer piso maior e com regras permanentes de reajustes para o mínimo regional

“Chapa” de transportadora consegue vínculo com Carrefour

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o vinculo de emprego a um auxiliar de motorista de transportadora que fornecia produtos ao Carrefour Comércio e Indústria Ltda. O auxiliar desempenhava a função que se denomina no mercado de trabalho de “chapa”. A decisão manteve o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP).

Para o Regional, segundo as provas obtidas, o “chapa” prestou serviços ao supermercado, trabalhando com carga e descarga de caminhões e na organização do estoque, atividades essenciais para a empresa. O fato de o pagamento pelo serviço prestado ser feito pelo motorista não afastou o requisito da onerosidade. O Regional, nesse ponto, entendeu que o trabalho era subordinado juridicamente, habitual e personalíssimo, e que o pagamento feito por terceiros tinha apenas o intuito de burlar o sistema de proteção ao trabalhador. Para o Regional, na realidade, o caso é “tido e havido como um contrato de trabalho”.

Ao analisar o recurso, o relator, ministro Pedro Paulo Manus, manteve o entendimento do Regional. Para ele, a onerosidade também se mostra presente quando o tomador de serviços, apesar de não remunerar diretamente o empregado, dá a este a oportunidade de ser remunerado por terceiros que, juntamente com a empresa, também se beneficiam da sua atividade. Este fato, aliado à habitualidade, à subordinação e à pessoalidade existentes, caracteriza a relação de emprego.

O ministro lembrou ainda que a situação do “chapa” é semelhante à do garçom que é pago exclusivamente com gorjetas. Presentes os demais requisitos do vínculo de emprego, o fato de não ocorrer o pagamento direto pelo dono do restaurante (empregador) não descaracteriza o vínculo.

(Dirceu Arcoverde)

Processo: RR-92500-20.2007.5.15.0092

NCST/Paraná participa de solenidade de envio da proposta de reajuste do mínimo regional à Alep

NCST/Paraná participa de solenidade de envio da proposta de reajuste do mínimo regional à Alep

pisoregional_epitacio
Epitácio fala em nome da NCST/Paraná durante o ato que reuniu representantes dos trabalhadores, empresários e do governo

A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST/Paraná) participou junto com os companheiros das demais centrais sindicais da solenidade de entrega da proposta de reajuste do salário mínimo regional do Paraná por parte do governador Beto Richa ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni.

O reajuste proposto foi alcançado a partir de negociação tripartite realizada no Conselho Estadual do Trabalho. A proposta que ainda será votado pelos deputados estaduais, é de 6,9%. O novo piso regional, o mais alto do Brasil, deve entrar em vigor no dia 1° de maio. Se aprovado o percentual proposto pelo governo, o valor irá variar de R$ 708,14 a R$ 817,78, dependendo da faixa de ocupação do trabalhador.

As centrais sindicais comemoraram a continuidade do piso regional e cobraram o estabelecimento de uma política de reajuste permanente. A Nova Central esteve representada no ato pelo presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar) e ex-presidente da NCST/Paraná, Epitácio Antonio dos Santos. O dirigente lembrou que a proposta original de criação do mínimo regional partiu da NCST/Paraná e que a continuidade dele é extremamente positiva. “É motivo de orgulho para os paranaenses vermos essa ideia sendo amadurecida e abraçada pela sociedade”, disse.

(mais…)