por master | 11/11/10 | Ultimas Notícias
Após uma campanha eleitoral bem tumultuada, toma posse hoje, às 9h, a nova diretoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).
O pleito foi vencido com 69% dos votos pelo cobrador e candidato da oposição, Anderson Teixeira que, segundo o mesmo, quebra uma hierarquia de 20 anos de poder nas mãos de um mesmo grupo, que era presidido pelo vereador Denílson Pires.
Ainda ontem, houve trabalhos para fazer a transição da gestão. Pouco antes de iniciar o processo de mudança, Teixeira reclamou que iria pegar o Sindimoc às escuras.
“A assessoria jurídica e contábil não teve acesso permitido para verificar se temos dinheiro em caixa, como estão os patrimônios, entre outras coisas. Não temos ideia do que encontrar pela frente”, responde.
Questionado sobre como seria a linha de atuação, o sindicalista garante que fará uma gestão voltada ao trabalhador. “Uma das queixas que a gente ouvia era o de que a antiga diretoria tinha certo alinhamento com a Prefeitura de Curitiba. Vamos trabalhar para que os motoristas e cobradores tenham melhor qualidade no trabalho”, diz.
Ele comentou ainda sobre supostas irregularidades da antiga gestão do Sindimoc, que resultaram na prisão de Pires. “Não temos muitas informações sobre os trabalhos do Gaeco. Contudo, vamos realizar uma auditoria para saber o que aconteceu na administração do Sindimoc nesta última gestão”, informa.
O ex-presidente do sindicato afirmou que toda a transação será feita com lisura e que questiona alguns pontos de Teixeira. “Estamos fazendo isso de maneira limpa. Não entendo o comportamento do meu adversário. Vamos entregar o Sindimoc com superávit nas contas, livre de qualquer ônus e com a parte patrimonial funcionando. Exceto por um período contábil de dois meses, cujos documentos estão com o Gaeco, toda a parte financeira está auditada”, conta Pires.
O vereador informa também que não houve aproximação junto à Prefeitura. “Nós sempre trabalhamos em defesa dos nossos colegas. Tínhamos o 17.º salário do país e hoje (ontem) entrego com o terceiro maior rendimento da categoria. Conseguimos muitas coisas na minha gestão”, encerra.
Fonte: O Estado do Paraná
por master | 11/11/10 | Ultimas Notícias
Após ler a reportagem sobre a montanha-russa salarial do PSC, deputado do PT afirma, sem citar o caso concreto, que não é incomum colegas ficarem, criminosamente, com parte das remunerações de seus servidores | Em entrevista ao Congresso em Foco, Biscaia denuncia que há deputados que ficam com parte do salário de seus funcionários
Eduardo Militão
O deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-R), ex-promotor de Justiça, associou a reportagem do Congresso em Foco sobre a montanha-russa salarial dos funcionários do PSC a um expediente que existe em alguns gabinetes no Congresso: deputados ficam com parte do salário dos seus funcionários para fazer caixa para si mesmos ou para seus partidos. Sem citar o caso concreto da reportagem, o parlamentar petista afirmou que existe atualmente na Câmara uma prática “ilegal” e “criminosa” de retenção de salários dos funcionários de gabinetes em favor dos congressistas.
Conforme noticiou o site, num grupo de 14 comissionados ligados à Liderança do PSC na Câmara, dez tiveram aumentos de até 569% e reduções de até 87% num período de 18 meses. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defendeu uma investigação do caso e o corregedor da Câmara, ACM Neto (DEM-BA), considerou as movimentações “estranhas”.
No início da noite de terça-feira (9), no plenário da Câmara, Biscaia conversou com o Congresso em Foco. Afirmou categoricamente que, a exemplo do que acontece em outras casas legislativas, há deputados que ficam com parte dos salários de seus funcionários do gabinete, sob os mais diversos pretextos.
“Alguns parlamentares até admitem isso. Dizem: ‘Ah, não, espontaneamente alguém é contratado por R$ 5 mil e contribui com 20% para uma caixinha do mandato”, diz o deputado. Outra pretexto usado é que o desvio no salário é contribuição “para o partido”.
Atualmente, a Câmara oferece a cada um dos 513 deputados verba de R$ 60 mil para contratar até 25 funcionários sem concurso nos gabinetes e escritórios estaduais. O maior salário é de R$ 8 mil (SP-28). Para as lideranças partidárias e comissões, o número de não-concursados varia: os cargos de natureza especial (CNEs) têm salários que chegam a R$ 12 mil (CNE-7).
Biscaia disse que a situação descrita por ele é difícil de ser comprovada. Mas se essa prática ou outra semelhante for atestada, o caso é de quebra de decoro parlamentar. Ou seja, o deputado pode ter o mandato cassado e ficar inelegível por oito anos.
A prática é tão comum que ela chegou a ser proposta ao próprio Biscaia por uma pessoa que lhe pediu emprego. Em 1999, ao assumir seu primeiro mandato na Câmara, um funcionário do antigo parlamentar do gabinete pediu encarecidamente para ser mantido no trabalho. Para convencer Biscaia, o funcionário propôs a ele receber o salário mais alto possível, entregar todo o dinheiro ao deputado recém-chegado e ficar apenas com o tíquete-alimentação, atualmente de R$ 600 por mês. O deputado rejeitou a proposta e mandou o servidor embora.
Ao reler a reportagem sobre o sobe e desce salarial, Biscaia acredita que os indícios relatados justificam uma investigação. Para ele, deve haver pelo menos um pedido de explicações sobre a montanha-russa do PSC.
Veja a entrevista:
Congresso em Foco – Deputado, estamos querendo saber a opinião do senhor e de outros deputados sobre a reportagem da montanha-russa salarial.
Biscaia – Veja, o caso concreto eu nem sei, porque eu estou apenas…
O senhor chegou a ver a alegação do líder do partido?
Existem coisas que acontecem efetivamente na atividade do Poder Legislativo em todos os níveis, que é uma participação dos deputados nos vencimentos daqueles que integram o gabinete. De uma maneira geral, isso tem em câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais e aqui na Câmara dos Deputados, sob os mais diversos pretextos. Isso é uma…. Não estou me referindo ao caso concreto, mas de uma maneira geral. Alguns parlamentares até admitem isso. Eles dizem isso.
Ah, é? Eles dizem?
Eles dizem: “Ah, não, espontaneamente, alguém é contratado por R$ 5 mil e, espontaneamente, ele contribui com 20% para uma caixinha do mandato”. É uma prática que ocorre e…
O senhor já ouviu isso?
Já ouvi.
O senhor acha que isso é ilegal?
Não só é ilegal como é criminoso. Você contratar alguém por um valor e se apropriar de uma parcela. Quer dizer, se essa prática existe com relação àqueles assessores parlamentares, isso é possível que exista também com relação a outros cargos, como CNE [cargos de natureza especial].
Aqui no levantamento do Congresso em Foco há assessores e CNEs. Porque nós pegamos os CNEs das comissões e vimos a trajetória deles pelos gabinetes do partido e liderança do partido.
E eles começavam com pouquinho?
Eles estão sempre no gabinete do partido, na liderança do partido, na comissão do partido.
No caso, as justificativas são as mais diversas. Alguns dizem isso aqui. Primeiro, uma caixa para o mandato. Outros dizem que é pro partido, né? Até para isso.
Para o partido? O senhor acha que a Câmara deve fazer alguma coisa com relação a esse caso específico e aos outros, que o senhor conhece?
Com relação aos outros casos, evidentemente, é uma questão de difícil comprovação. Mas eu acho que pelo menos, é evidente, o Código de Ética proíbe. Isso tem todo tipo de proibição. Agora, uma fiscalização maior…
O Código de Ética proíbe isso?
Lógico.
Dá cassação de mandato?
Se ficar comprovado, sim, claro.
Então, o que a Câmara deve fazer nesse caso específico, em que não há uma pessoa falando?
Aí, você tem apenas indícios. Aí fica difícil, né? A pessoa… porque eu não sei qual é a justificativa. É só PSC que tem aí?
Só foi analisado esse caso concreto. Não tem como levantar todos os partidos. O senhor conhece outras histórias?
Houve um caso no primeiro mandato que eu tive, em 1999. Não tinha ninguém nomeado para o gabinete. Eu fui assediado por uma pessoa que disse: “Meu deputado não foi eleito e eu estou procurando um lugar. Por favor, por favor, por favor, bota lá o vencimento que quiser que eu lhe devolvo. Eu só quero ficar com os 600 reais, que é do auxílio-refeição”. Eu respondi: “Procurou a pessoa errada. Eu sou do Ministério Público e você está me pedindo para cometer um crime. Vá procurar outro”.
E o que aconteceu com esse cidadão?
Ah, não sei. Mas a gente sabe que isso acontece aqui, lamentavelmente.
O senhor acha que a Presidência e a Corregedoria podem tomar, neste momento, alguma medida concreta sobre o caso do PSC?
Os indícios aqui justificam, a meu ver justificam. Agora, vai depender lá do critério. O corregedor não precisa de provocação. Basta que ele tome conhecimento disso. Pelo menos um pedido de explicações, não explicações que são dadas a um jornalista.
por master | 11/11/10 | Ultimas Notícias
“Todos os partidos, sem exceção, estão diante de um quadro de profundas mudanças no país e terão que se adaptar a isso”, avalia Maria Inês Nassif, jornalista.
Segundo ela, “fora a mobilidade social e regional que ocorreu no período, houve nas últimas décadas um grande avanço de escolaridade. A isso, os programas de transferência de renda agregaram consciência de direitos de cidadania. O país é outro. Não se ganha mais eleição com preconceito – até porque o voto do alvo do preconceito tem o mesmo valor que o voto da velha elite. Se os grandes partidos não se assumirem ideologicamente, outros, menores, tomarão o seu espaço”.
Eis o artigo.
O Brasil elegeu, por dois mandatos, um ex-metalúrgico como presidente da República. Agora elege uma mulher. Ambos de centro-esquerda. Para quem assistiu de fora a eleição de Dilma Rousseff e os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode parecer que o país avança celeremente para uma civilizada socialdemocracia e busca com ardor o Estado de bem-estar social. Para quem assistiu de dentro, todavia, é impossível deixar de registrar a feroz resistência conservadora à ascensão de uma imensa massa de miseráveis à cidadania.
Ocorre hoje um grande descompasso entre classes em movimento e as que mantêm o status quo; e, em consequência de uma realidade anterior, onde a concentração de renda pessoal se refletia em forte concentração da renda federativa, há também um descompasso entre regiões em movimento, tiradas da miséria junto com a massa de beneficiados pelo Bolsa Família ou por outros programas sociais com efeito de distribuição de renda, e outras que pretendem manter a hegemonia. A redução da desigualdade tem trazido à tona os piores preconceitos das classes médias tradicionais e das elites do país não apenas em relação às pessoas que ascendem da mais baixa escala da pirâmide social, mas preconceitos que transbordam para as regiões que, tradicionalmente miseráveis, hoje crescem a taxas chinesas.
A onda de preconceito contra os nordestinos, por exemplo, é semelhante ao preconceito em estado puro jogado pelos setores tradicionais no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na própria eleita, Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral. É a expressão do temor de que os “de baixo”, embora ainda em condições inferiores às das classes tradicionais, possam ameaçar uma estabilidade que não apenas é econômica, mas que no imaginário social é também de poder e status.
São Paulo foi a expressão mais acabada da polarização eleitoral entre pobres de um lado, e classe média e ricos de outro. Os primeiros aderiram a Dilma; os últimos, mesmo uma parcela de classe média paulista que foi PT na origem, reforçaram José Serra (PSDB). A partir de agora, pode também polarizar a mudança política que fatalmente será descortinada, à medida que avança o processo de distribuição regional de renda e de aumento do poder aquisitivo das classes mais pobres. A hegemonia política paulista está em questão desde as eleições de 2006 – e Lula foi poupado do desgaste de ter origem política em São Paulo porque era também destinatário do preconceito de ter nascido no Nordeste; e, principalmente, porque foi o responsável pela desconcentração regional de renda.
Com a expansão do eleitorado petista no Norte e no Nordeste do país, houve uma natural perda de força dos petistas paulistas, diante do PT nacional. Do ponto de vista regional, o voto está procedendo a mudanças na formação histórica do PT, em que São Paulo era o centro do poder político do partido. Isso não apenas pelo que ganha no Nordeste, mas pelo que não ganha em São Paulo: o partido estadual tem dificuldade de romper o bloqueio tucano e também de atrair de novos quadros, que possam vencer a resistência do eleitorado paulista ao petismo.
No caso do PSDB, todavia, a quebra da hegemonia paulista será mais complicada. Os tucanos continuam fortes no Estado, têm representação expressiva na bancada federal e há cinco eleições vencem a disputa pelo governo do Estado. No resto no do país, têm perdido espaço. Parte do PSDB concorda com o diagnóstico de que a excessiva paulistização do partido, se consolida seu poder no Estado mais rico da Federação, tem sido um dos responsáveis pelo seu encolhimento no resto do Brasil. Mas é difícil colocar essa disputa interna no nível da racionalidade, até porque o partido nacional não pode abrir mão do trunfo de estar estabelecido em território paulista; e, de outro lado, o partido de Serra tem uma grande dificuldade de debate interno – como disse o governador Alberto Goldman em entrevista ao Valor, é um partido com cabeça e sem corpo, isto é, tem mais caciques do que base. Não há experiência anterior de agregação de todos os setores do partido para discutir uma “refundação” e diretrizes que permitam sair do enclave paulista. Não há experiência de debate programático. E aí o presidente Fernando Henrique Cardoso tem toda razão: o PSDB assumiu substância ideológica apenas ao longo de seu governo. É essa a história do PSDB. A política de abertura do país à globalização, a privatização de estatais e a redução do Estado foram princípios que se incorporaram ao partido conforme foram sendo assumidos como políticas de Estado pelo governo tucano.
Todos os partidos, sem exceção, estão diante de um quadro de profundas mudanças no país e terão que se adaptar a isso. Fora a mobilidade social e regional que ocorreu no período, houve nas últimas décadas um grande avanço de escolaridade. A isso, os programas de transferência de renda agregaram consciência de direitos de cidadania. O país é outro. Não se ganha mais eleição com preconceito – até porque o voto do alvo do preconceito tem o mesmo valor que o voto da velha elite. Se os grandes partidos não se assumirem ideologicamente, outros, menores, tomarão o seu espaço.
Fonte: Valor Econômico
por master | 11/11/10 | Ultimas Notícias
O DEM admite que o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), migre para o PMDB antes do fim de seu mandato, em 2012. O democrata, que trabalha por uma fusão entre DEM e PMDB – descartada pela maioria de seu partido -, estreitou as relações com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), nos dias que sucederam as eleições presidenciais.
Lideranças nacionais do DEM garantem ser inviável a fusão entre as siglas e apontam motivos pessoais para a movimentação de Kassab. Agora, tanto o DEM quanto o PSDB pretendem esvaziar a estratégia de fusão. Sem diálogo com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e sem perspectivas de nova candidatura na aliança PSDB-DEM, Kassab buscaria no PMDB futuro político, ainda segundo seus colegas de partido.
O Democrata foi patrocinado pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na sua reeleição contra Alckmin em 2008. Com a recente proximidade entre o governador eleito e Serra, tucanos afirmam que dificilmente ele deixaria de dar sustentação a Alckmin numa eventual disputa contra Kassab.
Interlocutores do prefeito apostam numa possível candidatura dele ao governo do Estado. A curto prazo, a preocupação de Kassab é com a sua própria sucessão, dizem democratas. O prefeito prevê uma articulação de Alckmin na prefeitura para eleger um dos seus homens. E o DEM não teria quem apresentar com opção para o posto.
Sem a adesão de seu partido à fusão, restaria a Kassab migrar para o PMDB, base governista. Embora o momento não seja o mais propício para isto, dado o recente fim da campanha presidencial em que ele apoiou a oposição, aliados do prefeito acreditam que ele postergue a decisão para evitar ataques virulentos de seus colegas de partido.
O DEM tem garantido a seus aliados tucanos que Kassab só sensibilizou a senadora Kátia Abreu (TO) e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen.
Caso Kassab consiga levar consigo deputados do DEM, a sigla já alertou que pretende cobrar o mandato por infidelidade partidária. Contudo a punição não se estenderia ao prefeito. A medida seria para dar exemplo aos demais parlamentares que quiserem aderir ao governismo. Do contrário, os democratas e tucanos temem uma debandada para a base de sustentação de Dilma.
Fonte: Terra
por master | 11/11/10 | Ultimas Notícias
O Grupo Silvio Santos, por meio da Liderança Capitalização, gastou nestas eleições pelo menos R$ 1,59 milhão para financiar a campanha de candidatos. De acordo com dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dez postulantes a deputado federal e dois concorrentes a deputado estadual receberam recursos da empresa. Destes, nove foram eleitos nesta eleição.
A reportagem é de Cristiane Agostine
Das empresas do grupo, apenas a Liderança Capitalização Sociedade Anônima aparece entre as empresas doadoras no TSE. O valor da doação a campanhas pode ser ainda maior, já que os candidatos que disputaram o segundo turno das eleições ainda não entregaram suas prestações de conta.
Assim como as demais empresas que fazem parte do patrimônio empresarial de Silvio Santos, a Liderança Capitalização foi dada como garantia para a obtenção de empréstimo para salvar o Banco Panamericano, após fraude que causou prejuízo ao banco de R$ 2,5 bilhões. O patrimônio de Silvio é estimado em R$ 2,7 bilhões, segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A empresa doou recursos para candidatos de diferentes partidos: DEM, PTB, PV, PSB, PMDB, PR e PMN. O maior volume de recursos foi destinado ao deputado reeleito Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que recebeu R$ 301,3 mil. Na sequência aparecem Armando Vergílio (PMN-GO), que recebeu R$ 300 mil, Jovair Arantes (PTB-GO), com R$ 250 mil e Walter Ihoshi, com R$ 145 mil.
Dos doze candidatos que receberam recursos da empresa, seis disputaram o cargo em São Paulo, Estado que concentra a atividade empresarial de Silvio Santos. Também receberam recursos três candidatos de Goiás, um da Bahia, um de Sergipe e outro de Minas Gerais.
O grupo Silvio Santos, por meio de sua assessoria, informou ontem ter feito as doações que considerou “pertinentes”, de acordo com as regras determinadas pela legislação eleitoral. Segundo a assessoria do grupo , as doações fazem parte da política da empresa.
O próprio Silvio Santos já foi candidato. Em 1989, o apresentador e empresário disputou a Presidência da República pelo nanico Partido Municipalista Brasileiro. Silvio chegou a fazer algumas gravações para a propaganda eleitoral, pedindo votos aos eleitores, mas sua candidatura foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral, por ter sido registrada fora do prazo legal.