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Sensus: Dilma (PT) cresce, chega a 41,6% e abre dez pontos sobre Serra (PSDB)
A candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, consolidou sua liderança na corrida presidencial. Segundo pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada, nesta quinta-feira (5), Dilma tem 41,6% das intenções de voto.
O presidenciável demo-tucano, José Serra, principal adversário da candidata, decaiu ainda mais e está com 31,6%. Na terceira colocação, Marina Silva, do PV, tem 8,5%.
Na sequência vem Plínio de Arruda Sampaio (PSol, 1,7%), além de Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO), que não chegam a 1% cada.
A diferença de dez pontos percentuais a favor de Dilma é a maior já registrada pelo Sensus. Como a margem de erro é de 2,2 pontos, para mais ou para menos, a liderança de Dilma é absoluta.
No melhor dos cenários pró-Serra, ele teria 33,8% e Dilma, 39,4%. Ainda assim, a vantagem de Dilma seria de 5,6 pontos.
Numa eventual disputa em segundo turno, Dilma sai à frente, com 48,3%, e Serra tem 36,6%. Os números mostram ascensão de Dilma (+6,5 pontos percentuais) e declínio de Serra (-3,9 pontos).
As taxas de rejeição dos três candidatos estão na margem de erro, mas Serra é o mais rejeitado (30,8%), seguido por Marina (29,7%) e só então Dilma (25,3%).
A pesquisa espontânea também é amplamente positiva para Dilma, que desponta com 30,4%. Serra tem 20,2%, Marina aparece com 5% e Zé Maria soma (PSTU) 3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 5% dos eleitores.
Os números de todos os candidatos superam seus próprios percentuais registrados na pesquisa CNT/Sensus de maio – Dilma com 19,8%, Serra com 14,4% e Marina com 2,7%.
O levantamento foi realizado de 31 de julho a 2 de agosto, com 2 mil entrevistas, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 21411/2010.
Debate na TV
Hoje, a TV Bandeirantes realiza o primeiro debate com os candidatos presidenciáveis – Dilma, Serra, Marina e Plínio de Arruda Sampaio – às 22 horas.
Brasil gera 1,76 milhões de empregos formais em 2009
O Brasil contabilizou 41,2 milhões de empregos formais em 2009, um aumento de 1,766 milhão em relação ao ano anterior, segundo dados do Registro Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho. O acréscimo de 4,48% em relação ao estoque de empregos de 2008, quando foram registrados 39,4 milhões de postos, foi divulgado hoje (5) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Os setores que mostraram maior desempenho foram o de serviços, com a criação de 654 mil novos postos de trabalho; a administração pública, com 453,8 mil empregos; o comércio, com 368,8 mil postos e a construção civil, com 217,7 mil novos postos de trabalho.
Os dados mostram ainda que o número de trabalhadores formais, tomando como referência as informações da Rais mais o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) até junho de 2010 (1,437 milhão), chega a 42,680 milhões neste ano.
Eleições 2010: em ano eleitoral, Jornal Nacional retira Lula do noticiário
É evidente o esforço do Jornal Nacional para evitar que a candidata Dilma Roussef seja reconhecida pelo público como a candidata do presidente Lula. A medida que Lula aparece ao lado de Dilma, sua popularidade se cola a candidata.
Um presidente com mais de 80% de aprovação popular pode sim impulsionar seu sucessor, apesar da mídia brasileira não querer e agora cobrar do presidente imparcialidade nas eleições.
Para atacar o presidente, espalhando preconceitos, a mídia não o trata como o titular do mais alto cargo público do país. Basta lembrar o bando de cachorros loucos que o entrevistou no Roda Viva em 2005, durante a mais grave crise de seu governo.
Recebi de profissionais de mídia, especializados em clipping e acompanhamento de telejornais, tabelas comparativas que mostram como o Jornal Nacional está limando Lula do noticiário em 2010 enquanto em outros jornais, a média de aparições do presidente muda pouco.
Isso não é falta de pauta relevante, pois os outros jornais continuam com cobertura frequente dos atos da Presidência.
Em junho de 2010 Lula teve 4 citações no JN Nacional contra 9 em 2009. Em julho foram 3 em 2010 contra 13 em 2009. Aqui você pode baixar a Planilhas de visibilidade do PR nos telejornais. E aqui baixe a tabela padrão de discordância do JN. Veja explicação mais detalhada dos dois arquivos:
De janeiro a julho de 2009, o presidente Lula apareceu falando no JN 57 vezes. No mesmo período deste ano, foram 44. Uma redução acima de 20%.
No entanto, se descontarmos as sonoras relacionadas ao Irã, que foram 12 no período, a queda seria de 44%, perto da metade. Na comparação apenas dos dois meses mais recentes, a diferença é impressionante:
– junho de 2009, 9 sonoras do Lula no JN (mais de 2 por semana);
– junho de 2010, 4 sonoras (uma por semana);
– julho de 2009, 13 sonoras (mais de 3 por semana);
– julho de 2010, apenas 3 sonoras (menos de uma por semana).
Na comparação com os principais telejornais das emissoras concorrrentes (Planilha 2) o JN está sempre abaixo da média, mas a divergência mais grosseira ocorre nos últimos quatro meses, tirando maio, quando o assunto Irã distrorceu a curva.
Em abril, as sonoras do presidente no JN estão 60% abaixo da média (0,40), em junho, cai para 64% abaixo da média (0,36) e em julho para 77% abaixo da média (0,23).
Dito de outra forma, tirando os meses com distorção do noticiário sobre Irã (março e maio), o JN vinha dando uma sonora do presidente a cada 4 ou cinco edições do telejornal. Em abril e junho, vai para uma a cada 6,5 edições.
Em julho, vai para uma a cada 9 edições. No mesmo período, os demais telejornais analisados fizeram praticamente o caminho inverso, aumentando a frequência das sonoras do presidente:
Repórter Brasil – de uma sonora a cada 2,5 edições em janeiro para uma a cada 2 em julho; Jornal da Record – de uma a cada 5 em janeiro para uma a cada 1,6 em julho; Band – de 3,1 para 1,7 e SBT de 4,2 para 1,8.
Na Planilha 1 tem um estudo comparado de mais de 600 matérias ou notas noticiadas pelos telejornais analisados.
A cor vermelha indica uma matéria com sonora do presidente, a amarela uma matéria ou nota em que ele é mencionado como protagonista, mas não há sonora, a azul é quando a nota ou matéria só faz referência a ele e a cinza indica que o telejornal não deu nenhuma informação sobre o assunto noticiado nos demais.
Em 24 ocasiões entre janeiro e julho, o JN usou um critério jornalístico que subavaliou o assunto em relação a todos os demais. Destes 24 casos, destacamos 15 exemplos berrantes, que estão na tabela de padrão de discordância e falam por si mesmos.
