NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

O coordenador de mídias sociais da campanha de Dilma Rousseff (PT), Marcelo Branco, deflagrou movimento na internet para protestar contra a Rede Globo por considerar que a emissora reduziu aparições do presidente Lula no “Jornal Nacional”.

 

Ele se ampara em levantamento feito pelo jornalista Émerson Luís, de Brasília, que mapeou a exposição de Lula em telejornais no primeiro semestre.

Branco usou seu Twitter para difundir o estudo e a mensagem ganhou as páginas de militantes. “Lula não é candidato. Portanto, se a Globo quiser tirar a cobertura e a voz dele, pode fazer. No entanto, eu achei importante tornar pública essa informação”, disse Branco à Folha, frisando que a manifestação é “pessoal”.

Pelo mapeamento, Lula teria aparecido 20% menos nas edições do “JN” deste ano em comparação com o mesmo período de 2009 – 44 registros contra 57. Movimento inverso seria verificado nos telejornais da Record, do SBT e da Band.

Em nota, a Central Globo de Comunicação creditou a eventual subexposição de Lula, “tomando o estudo como verdadeiro”, a eventos como a Copa do Mundo e negou que haja orientação editorial para abreviar a presença do presidente.

“O presidente Lula continuará a merecer a cobertura que o cargo requer. O mesmo ocorrerá com os candidatos, protagonistas da eleição presidencial”, diz a nota.

Visita
O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, foi recebido ontem por Lula, em Brasília. Oficialmente, a situação da economia brasileira foi o tema do encontro reservado.

Na saída da reunião, Marinho disse a jornalistas que, indagado por Lula sobre a análise fazia da economia brasileira, respondeu que “vai bem”, mas que a política fiscal do governo “causa preocupação”.

“Acho que nosso jornal está falando isso todo dia. Nossa visão tem estado diariamente em “O Globo'”, disse.

Segundo Marinho, Lula não concordou nem discordou da visão. Os dois também falaram das eleições. “Ele falou sobre a campanha, a candidatura da ministra, e que ele está muito otimista”.

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

Achatamento salarial tem relação com baixíssimo índice de sindicalização nos EUA

Em reportagem publicada no jornal Valor Econômico, da última quarta-feira (4), o jornalista estadunidense Edward Luce, do Financial Times, escreveu excelente reportagem A agonia da classe média americana sobre a crise dos estratos médios norte-americanos.

 

Na reportagem, o jornalista faz longa abordagem dessa crise que já dura cerca de 20 anos e que ganhou contornos mais agudos com a “grande estagnação”, de 2008.

“Há também aqueles, como Paul Krugman, colunista do ‘The New York Times’ e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, que atribuem a culpa ao mundo político, especialmente à reação conservadora iniciada quando Ronald Reagan chegou ao poder, em 1980, o que acelerou o declínio dos sindicatos e reverteu os traços mais progressistas do sistema fiscal americano”, chama atenção Luce.

Baixíssimo índice de sindicalização
O que chama a atenção na reportagem, embora a abordagem seja “en passant”, é o fato de o jornalista atribuir o agudo achatamento salarial da classe média norte-americana aos baixos índices de sindicalização dos trabalhadores do setor privado norte-americano.

“Menos de um décimo dos trabalhadores do setor privado americano pertence a um sindicato. As pessoas na Europa e no Canadá estão sujeitas às mesmas forças globalizantes e tecnológicas, mas fazem parte em maior número de sindicatos, e seu atendimento médico é coberto por verbas públicas. Mais de metade das falências de famílias nos EUA são causadas por doença ou acidente graves”, argumenta.

Com perfil individualista, o trabalhador oriundo da classe média – seja norte-americana ou de qualquer outra nacionalidade – estará sujeito às intempéries das crises cíclicas do capitalismo, pois não há solução individual para enfrentamento dessas crise.

Exemplo brasileiro
Quando a crise do sistema financeiro estadunidense atingiu a economia real brasileira, em setembro de 2008, o movimento sindical, por meio das centrais propôs uma série de medidas anticíclicas como forma de combater a estagnação da economia.

As medidas deram certo e o Brasil foi o último a ser dragado pela crise e o primeiro a sair dela. De qualquer sorte fica a lição, não é possível combater as crises do capitalismo globalizado sem a organização dos trabalhadores em suas entidades de classe.

Leia abaixo a íntegra da reportagem:

A agonia da classe média americana

Especial
EUA: economistas divergem sobre as causas do declínio do padrão de vida

Por Edward Luce,
No Financial Times, de Washington
Tradução de Sergio Blum

Tecnicamente falando, Mark Freeman deveria considerar-se entre as pessoas mais sortudas do planeta. Aos 52 anos, ele vive com sua família em casa própria, numa rua arborizada e no coração do país mais rico do mundo. Quando está com fome, ele come. Quando esquenta, ele liga o ar-condicionado. Quando quer buscar alguma coisa, ele navega na internet.

No entanto, de alguma forma, as coisas não vão mais tão bem. No ano passado, o banco tentou retomar a casa dos Freeman, apesar de eles estarem com seu pagamento atrasado apenas três meses. Seu filho, Andy, foi recentemente excluído da cobertura do seguro saúde de sua mãe e só penosamente readmitido mediante um grande pagamento. E, assim como as casas tapadas com tábuas – que sinalizam a epidemia de retomadas judiciais de imóveis nos EUA -, o tráfico de drogas e os tiroteios, que antes eram distantes de seu bairro, estão chegando cada vez mais perto, quarteirão por quarteirão.

O que é mais perturbador, no caso dos Freeman, é como eles são típicos. Nem Mark nem Connie – sua incansável mulher, tão gordinha quanto ele é magro – têm doenças crônicas. Ambos trabalham no Hospital Metodista local – ele trabalha no almoxarifado, e ela é técnica em suprimentos de anestesia. A US$ 70 mil por ano, a renda bruta do casal é mais de um terço superior à mediana do núcleo familiar americano.

No passado, isso era o “sonho americano”. Nos dias atuais, poderia ser chamado de “devaneio incerto americano”. Na prática, Mark gasta muito dinheiro todo mês com o aluguel de uma máquina para tratar sua apneia, que lhe dá insônia. “Se perdemos nossos empregos, depois de umas três semanas teremos zerado nossa poupança”, diz ele, sentado em seu quintal, de olho na rua e uma garrafa de cerveja na mão. “Nós trabalhamos dia e noite para tentar poupar para nossas aposentadorias. Mas nunca estamos a mais de um ou dois cheques de distância do olho da rua”.

Quando se fala de classe média americana, a maioria dos estrangeiros imagina algo mais atemporal e confortável, como nas séries de TV, na qual os adolescentes vão à escola dirigindo carros esportivos e as meninas são sempre animadoras de torcidas. Isso pode representar como vivem uns 10% do topo da classe média. O resto vive como os Freeman. Ou pior.

Uma visita completa à casa de 65 m2, pertencente a Mark, no noroeste de Mineápolis, leva apenas uns 30 segundos. A casa foi comprada mediante um financiamento de US$ 50 mil em 1989. Agora, ela vale US$ 73 mil. “Houve um momento em que ela valia US$ 105 mil dólares – e pensamos que tínhamos entrado no paraíso”, diz Mark. “Os bancos continuaram telefonando – às vezes quatro ou cinco vezes numa mesma noite -, oferecendo linhas de crédito e empréstimos. Insistiam como traficantes de drogas”.

O lento estrangulamento econômico dos Freeman, e de milhões de outros americanos de classe média, começou muito antes da Grande Recessão, que apenas agravou a “recessão pessoal” que os americanos comuns vinham sofrendo havia anos. Denominada pelos economistas como “estagnação do salário mediano”, a renda anual dos 90% de famílias menos bem de vida nos EUA permaneceu essencialmente inalterada desde 1973 – tendo crescido apenas 10% em termos reais nos últimos 37 anos. Isso significa que a maioria das famílias americanas está no sufoco há mais de uma geração.

No mesmo período, a renda do 1% de famílias mais ricas triplicou. Em 1973, executivos-chefes de grandes companhias recebiam, em média, remuneração igual a 26 vezes a renda mediana. Hoje, é mais de 300 vezes superior.

A tendência só tem se intensificado. A maioria dos economistas vê a grande estagnação como um problema estrutural – ou seja, imune ao ciclo econômico. Na última expansão, que começou em janeiro de 2002 e terminou em dezembro de 2007, a renda familiar mediana americana ficou US$ 2 mil menor – a primeira vez em que a maioria dos americanos esteve pior no fim de um ciclo do que no início. O mais grave é que a longa era de renda estagnada tem sido acompanhada por algo profundamente antiamericano – um declínio na mobilidade da renda.

Alexis de Tocqueville, grande cronista francês dos primórdios da nação americana, já foi erroneamente citado como tendo dito: “Os EUA são o melhor país do mundo para os pobres”. Isso deixou de ser verdade. Hoje, nos EUA, é menor a chance de passar de um estrato de renda mais baixa para outro mais elevado do que em qualquer outra economia desenvolvida. Para inverter as clássicas histórias de Horatio Alger, nos EUA de hoje, se você nasceu esfarrapado, tem maior probabilidade permanecer nesse estado do que em praticamente qualquer país da velha Europa.

______________________________

O estrangulamento lento
da classe média americana começou
muito antes da
Grande Recessão
______________________________

Combinadas a essas duas tendências profundamente enraizadas, há uma terceira – forte crescimento da desigualdade. O resultado é a crise em fogo lento do capitalismo americano. Uma coisa é sofrer as agruras de uma estagnação da renda. Outra é perceber que você tem uma probabilidade decrescente de escapar dessa estagnação – especialmente quando poucos afortunados que vivem nos proverbiais “condomínios fechados” parecem mais mimados cada vez que você os vislumbra. “Quem matou o sonho americano?”, dizem os cartazes em passeatas de esquerda. “Resgatemos a América”, gritam os manifestantes de direita do movimento Tea Party.

As estatísticas capturam somente uma fatia do problema. Mas é Larry Katz, renomado economista de Harvard, quem oferece a analogia mais atraente. “Imagine a economia americana como um grande prédio de apartamentos”, diz o professor. “Um século atrás – até mesmo 30 anos atrás -, era um objeto de inveja. Mas, na última geração, sua feição mudou. Os apartamentos de cobertura estão cada vez maiores. Os apartamentos nos andares intermediários estão cada vez mais espremidos e o térreo foi inundado. Para completar, o elevador não está funcionando. Esse elevador quebrado é o que mais deprime as pessoas”.

Não surpreende que uma maioria crescente de americanos tem dito, em pesquisas de opinião, acreditar que seus filhos terão um padrão de vida pior do que o deles próprios. Durante as três décadas do pós-guerra, que muitos hoje relembram como a era de ouro da classe média americana, a maré alta erguia a maioria dos barcos, nas palavras de John F. Kennedy. A renda cresceu em termos reais quase 2% ao ano, quase dobrando a cada geração.

E, embora os anos dourados tenham sido puxados pelo crescimento do ensino superior de massa, não era preciso ter diploma de ensino médio para dar conta das despesas. Como seu marido, Connie Freeman foi criada num lar de “classe trabalhadora” no chamado Cinturão do Ferro, no norte de Minnesota, perto da fronteira canadense. Seu pai, que deixou a escola aos 14 anos, após a Grande Depressão dos anos 1930, trabalhou nas minas de ferro a sua vida inteira. No fim de sua vida profissional, ele ganhava US$ 15 por hora – mais de US$ 40 em valores atuais.

Trinta anos depois, Connie, que é muito mais qualificada do que seu pai, após ter completado o ensino médio e concluído um ano adicional de estudos, ganha apenas US$ 17 por hora.

O pai de Connie, com sua escolaridade mínima, ganhava o suficiente para permitir que sua esposa continuasse a ser dona de casa em tempo integral e ainda bancou a educação de dois filhos até a faculdade. Connie e Mark, por seu turno, têm dificuldades para pagar o fluxo de contas num lar de dupla renda familiar. O Estado de Minnesota custeia um curso de teatro para Andy, o filho de 20 anos do casal que sofre de autismo agudo.

A rigor, Connie vive num lar de quatro rendas. “Quando Andy tinha dois anos, disseram-me para comprar um aparelho de karaokê, porque as crianças autistas às vezes reagem bem a isso”, disse Mark, apontando para o que só pode ser descrito como um antigo aparelho pós-moderno. “Foi assim que iniciei meus negócios com karaokê. Eu ganho cerca de US$ 100 toda quarta-feira, promovendo karaokês pagos em casa. E, aos sábados sou gerente na loja de bebidas do bairro. Precisamos de todos os quatro empregos para manter a cabeça fora d’água”.

Do ponto de vista da maioria dos economistas, a história até o momento é inquestionável. A maioria concorda sobre o diagnóstico, mas diverge sobre as causas. Muitos na esquerda atribuem a culpa à Grande Estagnação da globalização. A ascensão de China, Índia, Brasil e outros países solapou os salários no Ocidente e eliminou postos de trabalho de americanos sem qualificação, semiqualificados e até mesmo qualificados. A indústria agora representa somente 12% dos postos de trabalho nos EUA.

Pense no trabalhador típico da indústria automobilística em Detroit, 30 anos atrás, que tinha um estilo de vida de classe média seguro, bom plano de saúde e perspectiva de gorda aposentadoria. Hoje, ele vive na China.

Outro grupo de economistas define como causa principal o surgimento explosivo de novas tecnologias, que facilitaram a automação computadorizada de rotinas repetitivas e de trabalhos mais simples. Pense na auxiliar de escritório, que anotava ditados e fazia o café. Ela agora é um BlackBerry que passa metade de sua vida no Starbucks. Ou o pessoal de retaguarda de escritórios que, como aqueles sapateiros em conto de fadas, agora “costura a contabilidade” das empresas americanas em Bangalore, na Índia, enquanto as pessoas dormem nos EUA.

Há também aqueles, como Paul Krugman, colunista do “The New York Times” e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, que atribuem a culpa ao mundo político, especialmente à reação conservadora iniciada quando Ronald Reagan chegou ao poder, em 1980, o que acelerou o declínio dos sindicatos e reverteu os traços mais progressistas do sistema fiscal americano.

Menos de um décimo dos trabalhadores do setor privado americano pertence a um sindicato. As pessoas na Europa e no Canadá estão sujeitas às mesmas forças globalizantes e tecnológicas, mas fazem parte em maior número de sindicatos, e seu atendimento médico é coberto por verbas públicas. Mais de metade das falências de famílias nos EUA são causadas por doença ou acidente graves.

Essas são as teorias concorrentes (porém não contraditórias) sobre a causa da deterioração. A “experiência vivida”, como diriam os sociólogos, é outra coisa.

De forma muito semelhante aos Freeman, os Miller poderiam estar vivendo em qualquer lugar dos EUA. Somente o calor abafado denuncia que estão na Virgínia, no sul do país. Falls Church, na Virgínia, é na verdade um subúrbio da capital do país, Washington. A implacável expansão do governo fomentou um setor privado “verde”, do outro lado do rio Potomac, dedicado principalmente a atividades relacionadas com segurança, defesa, serviços governamentais e lobbying. O lugar de honra na casa de Shareen Miller abriga uma fotografia granulada de sua conversa com Barack Obama numa cerimônia na Casa Branca, no ano passado, para a assinatura de uma nova lei que impõe igualdade de remuneração para as mulheres.

Como organizadora, na Virgínia, de 8 mil assistentes de cuidados pessoais – profissionais que cuidam de idosos e de deficientes nas próprias casas dessas pessoas – Shareen, de 42 anos, foi convidada, com outras dezenas, a participar da cerimônia. Mas isso foi tudo o que ela ganhou de sua fugaz proximidade com o presidente. Desde então, sua remuneração e suas horas de trabalho não pararam de cair. No ano passado, ela ganhava US$ 1,5 mil por mês. Agora, recebe US$ 900. Assim como outros governadores de Estado, Bob McDonnell, governador da Virgínia, vem cortando impiedosamente o gasto público desde que a recessão começou.

Embora com área de aproximadamente o dobro do lar dos Freeman, na casa de Shareen a sensação é de aperto ainda maior. Junto com dois filhos, uma nora, uma neta e seu marido, Shareen tem um verdadeiro zoológico de animais de estimação. Sua paciente Marissa, 26, com paralisia cerebral, muitas vezes pernoita na casa deles.

Shareen exibe a vigorosa boa vontade que encontramos em muitos americanos. Apesar de seu pouco tempo livre, ela pratica uma atividade voluntária, aos sábados, dedicada a animais de estimação perdidos. Para ir a qualquer lugar, os Freeman precisam de um carro. A uns 250 metros de sua casa, fica o trevo local, onde estão as emblemáticas Taco Bells, 7-Eleven e lojas de um dólar que pontilham os EUA. É a geografia física que diferencia os lugares; a geografia humana, simplesmente se repete.

Dona de um sorriso permanente, Shareen traça sua complexa árvore genealógica: um pai aposentado, que trabalhou numa penitenciária do Estado de Oregon, e vários meio-irmãos e meio-irmãs, nenhum dos quais parece estar chegando com dinheiro ao fim do mês. “Adivinhe de qual estou mais próxima”, pergunta ela com um sorriso travesso. “De nenhum.”

De novo, tecnicamente falando, Shareen vive em relativo conforto. Como seu marido trabalha para uma companhia de segurança contra incêndios e ganha US$ 70 mil por ano, os Miller estão, sem dúvida, sobrevivendo. Mas eles temem o que poderá acontecer se um deles tiver um problema de saúde. Alguns anos atrás, Shareen teve um tumor removido de seu diafragma, que gerou US$ 17 mil em dívidas.

E o marido sofre de uma hérnia de disco. Surpreendentemente, tendo em vista que sua renda bruta conjunta é o dobro da mediana nos EUA, Shareen teve de adiar uma operação dentária por seis meses, a fim de saldar o empréstimo para a compra de seu carro. E não tem tempo para estudar e se requalificar. “Uma coisa comum nas pessoas que cuidam de gente com deficiências é que elas nunca têm tempo”, diz ela.

______________________________

A maioria tem dito a
pesquisadores
acreditar que seus
filhos terão um padrão
de vida pior
______________________________

Tanto quanto discordam sobre o que causou a grande estagnação, os economistas também divergem sobre as soluções. A maioria concorda que níveis educacionais mais altos melhoram o rendimento potencial das pessoas, mesmo que isso não resolva o problema subjacente. Outros salientam que nem todo mundo pode ser um corretor de ações, empresário de software ou professor de Harvard.

Muitos dos empregos do futuro serão funções “interpessoais” que não podem ser facilmente substituídos por computadores (ou imigrantes): zeladores, cabelereiros e manicures, para os quais uma faculdade é algo frequentemente supérfluo. Além disso, grande parte dos americanos atingidos pela estagnação nos últimos dez anos tem curso universitário. Mesmo eles não estão a salvo. Porém, mais educação, no mínimo, melhorará as chances das pessoas. Como pagar isso são outros quinhentos.

Apesar de a renda nos EUA estar estagnada, o custo das escolas não cessa de crescer. Desde 1990, quase dobrou a proporção de americanos que estão pagando mais de US$ 20 mil em empréstimos educacionais uma década após terem se formado. Lawrence Summers, principal assessor econômico de Obama, que há muito tempo preocupa-se com o crescimento do que ele denomina “nervosa classe média” americana, salienta que, entre as principais economias, os EUA têm o maior percentual de diplomados no mercado de trabalho. Mas, na faixa etária de 25 a 34 anos, os EUA não estão nem nos “dez mais”.

Mais e mais americanos jovens são dissuadidos pela perspectiva de assumir uma dívida de longo prazo. “Não é só o medo do endividamento – são os quatro anos de lucros cessantes”, diz Ruth Miller.

O impacto sobre as pessoas, como os Miller e os Freeman, tem sido agudo. Primeiro, houve estagnação. Depois veio a recessão.

Qual é, então, o futuro do sonho americano? Michael Spence, economista ganhador do Prêmio Nobel, a quem o Banco Mundial encarregou de realizar um estudo sobre o futuro do crescimento mundial, admite um mau presságio. Como um número crescente de economistas, Spence disse ver a grande estagnação como uma profunda crise de identidade.

Durante anos, o problema foi amenizado e parcialmente oculto pela disponibilidade de crédito barato. Americanos de classe média foram ativamente incentivados a se endividar continuamente, oferecendo suas casas em garantia, ou a canibalizar seus fundos de aposentadoria, confiando em que os preços dos imóveis e as bolsas de valores desafiariam permanentemente a gravidade (uma atitude estimulada, entre outros, pela metade ganhadores do Nobel de Economia em todo o mundo). Essa reserva de valor, agora, não existe mais. O dinheiro fácil transformou-se em pesado endividamento. “Baby boomers” – os nascidos na explosão da natalidade após a Segunda Guerra Mundial – adiaram sua aposentadoria. Filhos com curso superior estão voltando para a casa dos pais.

O barômetro é econômico. Mas a raiva é humana e cada vez mais política. “Tenho esse desgastante sentimento sobre o futuro dos EUA”, diz Spence. “Quando as pessoas perdem o senso de otimismo, as coisas tendem a ficar mais voláteis. O futuro que mais temo para os EUA é latino-americano: uma sociedade muito desigual, propensa a fortes oscilações entre populismo e ortodoxia. Veja o Tea Party [movimento conservador]. As pessoas acham que surgiu do nada. Embora eu não concorde com suas soluções, a maioria dos membros do Tea Party são americanos de classe média que vêm sofrendo em silêncio há anos”.

Spence admite estar pensando em voz alta e “extrapolando em muito os dados”. E ele admite que os EUA provavelmente ainda conservam sua força mais vibrante em sua capacidade de liderança mundial em inovação tecnológica. A maioria dos economistas não é tão pessimista como Spence.

Mas é entre os americanos comuns que seu pessimismo repercute mais intensamente. “Ser pessimista sobre o futuro é algo tão novo para os americanos”, diz Spence. “Mas a maioria das pessoas compreende sua própria situação melhor do que qualquer economista”.

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

Presidente do TSE comenta constitucionalidade da Ficha Limpa

Em todo País, pelo menos 100 pessoas deverão ter a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, segundo previsão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, das 1.030 candidaturas indeferidas, pouco mais de 70 referem-se à nova lei.

“É um número esperado por todos nós. A lei vai promover o saneamento nas candidaturas. Mas, estamos tratando de um universo pequeno de candidatos”, disse o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o ministro, com a entrada em vigor da lei, os próprios partidos se tornaram um filtro dos candidatos condenados por órgãos colegiados e que, portanto, tornaram-se inelegíveis pela regra da Ficha Limpa.

Os indeferimentos das candidaturas nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) podem ser questionados no TSE e, em último caso, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Renúncia
A lei da Ficha Limpa também impede a candidatura de políticos que renunciaram a mandatos para fugir de processos de cassação, como o ex-senador Joaquim Roriz (PSC/DF). Ele teve a candidatura a governador indeferida pelo TRE do Distrito Federal e promete recorrer à instância superior.

Nesses casos, o ministro Lewandowski é prudente ao fazer uma avaliação. Segundo ele, é necessário analisar caso a caso o motivo da renúncia. “É preciso verificar se a renúncia se deu por motivos legítimos ou para escapar de punição”, disse.

No TSE, os recursos sobre indeferimento de candidaturas deverão ser julgados até o dia 19 de agosto.

Constitucionalidade
Quanto aos possíveis questionamentos sobre a constitucionalidade da Ficha Limpa, especialmente em relação à sua retroatividade e entrada em vigor, Lewandowski se apressou em dizer que a lei obedece aos princípios constitucionais.

Na definição da data de validade da nova regra, os ministros do TSE se basearam em jurisprudência do STF sobre a Lei de Inelegibilidade.

Os ministros usaram o mesmo entendimento da época, o de que não seria preciso adotar o critério de anualidade, que estabelece que leis eleitorais só podem entrar em vigor um ano após a sua aprovação. Eles também determinaram que políticos que ainda estão respondendo
a processo sejam barrados pela lei.

Lewandowski explicou que a Ficha Limpa não impõe uma sanção ao candidato, apenas cria um requisito: não ter sido condenado por órgão colegiado. Por isso, os princípios da anualidade e da não retroatividade são desnecessários nesse caso. (Fonte: Agência Brasil)

Foi dada a largada oficial à temporada de debates eleitorais. Na última quinta-feira (5), quatro candidatos à Presidência da República, dos nove registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), participaram do primeiro debate na Rede Bandeirantes de Televisão: Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSol).

Preocupados com a importância da qualidade das discussões, entidades da sociedade civil, com o apoio da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) e organização do MPD (Ministério Público Democrático), lançaram o “Movimento Quero Ideias”, que reuniu alguns de seus representantes para um ato público na última sexta-feira (6).

O promotor de Justiça Roberto Livianu, presidente do MPD (Ministério Público Democrático), destacou em sua fala a importância do direito à informação para que a população tenha acesso aos programas de cada candidato. “Um povo bem informado é um povo consciente. E povo consciente sabe votar”, afirmou.

Livianu ainda lembrou da queda de dois políticos do Distrito Federal ocorrida nos últimos meses, o ex-governador José Roberto Arruda e o líder das pesquisas para o governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, pela Lei Ficha Limpa. Segundo o promotor, os dois casos são “sinais claros de maturidade democrática”.

Para o presidente da OAB paulista Luiz Flávio D’Urso, também presente no evento, a lei deve proporcionar igualdade de condições àqueles que disputam os cargos públicos.

Segundo o advogado, o voto é o instrumento democrático que o cidadão possui, “mas para darmos um voto consciente, precisamos conhecer os candidatos – trajetória e propostas. É por isso que o debate precisa ser de idéias e não de ataques. De baixaria, nós já estamos cansados”, ressaltou.

Ao avaliar o debate realizado na Band, em entrevista exclusiva a Última Instância, D’Urso afirmou que o resultado pode ser considerado positivo. No entanto, disse estar preocupado com a ausência dos outros cinco candidatos.

“É uma deficiência no processo de livre escolha”, analisa, pois, segundo ele, ao estabelecer a igualdade de condições, a lei espera que todos aqueles com legenda “possam concorrer de maneira equilibrada e igual”.

Quanto às dificuldades logísticas e de agenda para conseguir reunir todos os candidatos, o presidente da OAB-SP defendeu a criação de “mecanismos alternativos” para contornar esse problema operacional.

Durante o ato, alinhados no discurso a favor da democracia, D’Urso reafirmou a fala de seus colegas e a responsabilidade incutida no ato de votar. “Não podemos lavar as mãos”, afirmou. “Com o voto, exercemos a capacidade das transformações que tanto desejamos”.

Para o jornalista, professor da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e ex-presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, Eugênio Bucci, é preciso ainda tomar cuidado com o que chamou de “discurso da vitimização”.

Segundo Bucci, como a democracia depende do direito à informação, a imprensa deve ser livre e independente.

“Movimento Quero Ideias”
O “Movimento Quero Ideias” conta com o apoio do Instituto Nacional das Bases Empresariais, Movimento Voto Consciente, Instituto Mãos Limpas Brasil, Centro Acadêmico XI de Agosto, OAB-SP e é coordenado pelo MPD (Ministério Público Democrático).

Após a exposição dos oradores, mediados pelo jornalista Juca Kfouri, foi lido o “Manifesto Quero Ideias: por um debate de qualidade”. (Fonte: Última Instância)

Leia abaixo a íntegra do Manifesto:

1 – Pelo debate eleitoral fundamentado nos princípios da soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valor social do trabalho e da livre iniciativa e do pluralismo político.

2 – Discutindo assuntos relevantes, de interesse público, sem ataques pessoais e abordagens escandalosas.

3 – Por uma participação efetiva nos debates, com exposição de ideias, projetos e programas de governo.

4 – Pela rela democracia promovida através do respeito a ideias contrárias e do pluralismo ideológico.

5 – Pelo fim da demagogia e valorização do debate sobre políticas públicas.

6 – Que o debate não abra espaço a promessas mirabolantes e vagas que em nada ajudam o entendimento e a decisão do eleitor.

7 – Pela clareza e transparência para a sociedade da vida pública, privada e profissional dos candidatos.

8 – Pela valorização das eleições como o principal momento da democracia e cidadania brasileiras.

9 – Pela prioridade da pessoa humana, do povo brasileiro e de seus objetivos fundamentais – artigo 1º e 3º da Constituição da República brasileira.

10 – Pelo discurso claro e ações transparentes e éticas. Para que se tornem acessíveis a toda a sociedade civil planos e projetos de gestão, tornando a realização destes um real compromisso com seus eleitores.

11 – Pelo fim da utilização de caixa dois ou de qualquer outro recurso que não esteja expressamente previsto na lei.

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

Rais: indicadores positivos revelam a revalorização do trabalho no Governo Lula

Informações contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) retratam a trajetória de revalorização do trabalho no governo Lula, com destaque para o comportamento altamente positivo do mercado de trabalho. Em 2009, apesar da crise, foram criados 1,7 milhão de novos postos de trabalho e desde 2003 o saldo é de 14 milhões de empregos no Brasil.

O total de trabalhadores formais atingiu 42,6 milhões. O salário registra crescimento real de 18,25% em sete anos. São dados que contrastam fortemente com os do governo FHC, quando a taxa de desemprego triplicou, em alguns anos o saldo líquido entre novas contratações e demissões foi negativo e a precarização avançou como em nenhuma outra época da nossa história.

Os efeitos do neoliberalismo tucano foram dramáticos para a classe trabalhadora, que recuperou terreno no governo Lula e luta agora contra o retrocesso e por avanços e mudanças mais profundas.

Marca histórica
Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Desde total, 1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores públicos (estatutários).

Com 13,9 milhões de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal em todo o país, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Vitória do Brasil
“Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho formal”, avaliou Carlos Lupi.

Os 427,8 mil empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e também da inclusão de declarações do Caged entregues fora do prazo.

Rendimento
O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de 18,38% entre os homens.

“Somente este ano chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores beneficiados em cursos de qualificação proporcionados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele”, comentou Lupi.

Rais
Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) é um Registro Administrativo criado pelo Decreto 76.900/75, com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional.

As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros recortes.

“A Rais é a mais ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de dados; não é estatística, é matemática”, lembrou o ministro.

Entre os objetivos da Rais constam a identificação dos beneficiários do Abono Salarial; a prestação de subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das políticas de formação de mão-de-obra; a geração de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas (Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE.

Eleições 2010: “Jornal Nacional” reduziu aparição de Lula, diz petista

Dilma estreia entrevistas da bancada do JN

A candidata do PT, Dilma Rousseff, inaugura hoje as entrevistas do “Jornal Nacional” com presidenciáveis. Amanhã é a vez de Marina Silva (PV), e quarta, de José Serra (PSDB).

Rodada será aberta hoje com Dilma Rousseff; amanhã será a vez de Marina Silva (PV) e, na quarta, de José Serra (PSDB)

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) serão sabatinados, ao vivo, a partir de hoje, no “Jornal Nacional”, da Rede Globo, pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes. A entrevistada de hoje é Dilma Rousseff. Amanhã será a vez de Marina Silva e, na quarta-feira, de José Serra. As entrevistas terão 12 minutos, com 30 segundos de tolerância.

As perguntas vão abordar os pontos polêmicos de cada candidatura, além da avaliação sobre o que os candidatos ou seus governos já fizeram. As entrevistas de candidatos à presidência são feitas desde 2002 no “Jornal Nacional”. O JN foi o primeiro a entrevistar os candidatos ao vivo na bancada, formato que foi adotado por outras emissoras.

O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que não pontua nas pesquisas, será entrevistado na quinta-feira. Ele gravará a entrevista, de 3 minutos, na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde participará de um fórum promovido pelo BNDES. Além do “Jornal Nacional”, o “Bom dia Brasil” e o “Jornal da Globo” farão entrevistas com os candidatos.

Dilma faz preparação com jornalistas e marqueteiros

Dilma tentará aproveitar a entrevista de hoje para neutralizar críticas do PSDB de que é a sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesses dias, ela tem se preparado intensamente, com jornalistas e marqueteiros.

A candidata deve voltar a se referir ao governo Lula como o “nosso governo”. Dilma pretende ainda explorar ao máximo comparações entre as gestões de Lula e Fernando Henrique Cardoso. Também estão sendo preparadas “vacinas” para perguntas como a aproximação do governo Lula com governos como os de Irã e Cuba, que não respeitam os direitos humanos.

Há um cuidado especial para que Dilma seja menos prolixa e mais direta em suas repostas. Esta foi identificada como a principal falha da candidata no debate da TV Bandeirantes. Em alguns momentos, ela ultrapassou o tempo e teve a palavra cortada.

A assessoria de José Serra informou que não haverá nenhum tipo de preparação do candidato para a entrevista ao “Jornal Nacional”, na quarta-feira.

A assessoria de Marina Silva (PV) também afirmou que a candidata não fará preparativos e tentará expor sua bandeira de campanha: a necessidade de uma revolução na educação.

– O espaço diário no “Jornal Nacional” tem sido o mais significativo de comunicação com os brasileiros na campanha por enquanto, devido ao alto índice de audiência. E tem sido um espaço equilibrado, nós prezamos muito a decisão da emissora – disse Alfredo Sirkis, um dos coordenadores do PV.

Devido aos preparativos para a entrevista de hoje, Dilma não deve comparecer ao “Encontro com presidenciáveis”, em São Paulo, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (Caceb). A entidade informou que Dilma cancelou sua participação, mas, segundo a assessoria da candidata, ela nunca confirmou presença. De acordo com a entidade, estariam confirmadas as presenças de Dilma, às 14h, de José Serra, às 15h, e de Marina Silva, às 16h.