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Sindicatos projetam alta recorde nos salários

Sindicatos projetam alta recorde nos salários

O forte crescimento da economia, a escassez de mão de obra qualificada e a queda do desemprego devem inflar os reajustes salariais deste segundo semestre. Embalados pelo sucesso das negociações do ano passado, quando a economia brasileira mal havia saído da crise, sindicatos paranaenses prometem exigir aumentos reais – acima da inflação – ainda maiores em 2010. Enquanto em 2009 os ganhos reais no estado ficaram entre 1% e 2% na maioria dos casos, desta vez os trabalhadores prometem exigir porcentuais de 3% a 10% superiores ao Índice Nacional de Preços ao Consu­midor (INPC), usado como referência pelos sindicatos.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a tendência é que o total de categorias profissionais com reajuste superior à inflação bata recorde neste ano, superando a marca de 2007, quando 87,7% das negociações de todo o Brasil terminaram com ganhos reais para os trabalhadores. No ano passado, apesar da crise econômica, o índice foi de 79,9% no país, o terceiro maior da série histórica iniciada em 1996. “Neste ano deve subir não apenas o total de acordos com ganho real, como os próprios reajustes obtidos pelos trabalhadores. Os índices devem ser de, no mínimo, 2% acima do INPC”, prevê Cid Cordeiro, economista do escritório paranaense do Dieese.

Os acordos fechados no primeiro semestre servirão de combustível extra às negociações dos próximos meses. Entre janeiro e junho, funcionários da rede privada de saúde do Paraná conseguiram aumento de 1,4% acima da inflação; no comércio, os ganhos foram de 1,65% e, no setor de serviços, chegaram a 3,53%. Operários das indústrias de bebidas e eletroeletrônicos receberam 1% e 3%, respectivamente.

“Os sindicatos ligados à central devem pedir de 5% a 10% de aumento real”, avisa Marisa Stédile, secretária-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na Força Sindical, a ordem é conseguir índices de ganho real maiores que os obtidos no primeiro semestre, que ficaram entre 1,5% e 2%, diz o secretário-geral da Força no Paraná, Clementino Vieira. A Fetiep, federação que reúne categorias industriais não organizadas em sindicatos, pretende exigir INPC mais metade da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – ou seja, 3,6% de aumento real, considerando-se a estimativa de que o PIB crescerá 7,2% neste ano.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) pretende arrancar das montadoras e de outras empresas do setor um reajuste real superior a 3,7%. “Esse foi o índice mais baixo que conseguimos em 2009, um ano que começou bastante complicado. Como 2010 é um ano muito melhor, o índice tem de ser mais alto”, diz Jamil Dávila, secretário-geral do SMC.

“Astronômicos”

Os bancários devem fechar sua pauta de reivindicações no próximo fim de semana, em sua conferência nacional. Mas já anunciam que vão pedir, no mínimo, o repasse do INPC acumulado em 12 meses – que deve ficar em 5,5% em setembro, segundo previsão do Dieese – mais 5% de aumento real. “Os bancos fazem parte de um setor que, com crise ou sem crise, sempre apresenta resultados astronômicos. Nada mais justo que dividi-los com os trabalhadores”, argumenta Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.

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Eleitorado de 2010 é 7,8% maior queda última eleição presidencial

Os números do eleitorado das Eleições 2010 mostram que houve um crescimento de 7,8% de eleitores em relação a 2006, ano das últimas eleições gerais. O TSE corrigiu o percentual em sua página na internet. A primeira versão da nota indicava crescimento de 8,5% no eleitorado.

Ao todo, estão aptos a votar no próximo dia 3 de outubro 135.804.433 eleitores em todo o País.Em 2006, esse número somava pouco mais de 125,9 milhões. Dois anos depois, quando os brasileiros votaram nas eleições municipais, já havia crescido 4%. Essa evolução inclui os eleitores de 16 e 17 anos, que nas Eleições 2010 representam 1,7% do eleitorado, sendo no total 2.391.352.

Mulher é maioria

Assim como nas eleições gerais de 2006 e 2002, as mulheres continuam a compor a maioria do eleitorado brasileiro em 2010, correspondendo a 51,8%, ou 70.373.971 eleitoras. Já o eleitorado masculino representa 48%, somando 65.282.009.

Em 2006, o eleitorado feminino correspondia a 51,5% (64.882.283) e o masculino somava 48,3% (60.853.563).

Faixa etária

Em geral, a maioria do eleitorado está concentrada na faixa etária de 25 a 34 anos, com 32.790.487 eleitores (24,1%). Em seguida estão os eleitores que têm entre 45 a 59 anos, com 30.753.427 (22,6%).

Distribuição por Estado

O Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e concentra 22,3% dos eleitores, sendo 30.301.398 votantes no total. Minas Gerais ocupa o segundo lugar, com 10,6%, somando 14.522.090 eleitores.

Em seguida, Rio de Janeiro, com 11.589.763 (8,5%); Bahia, com 9.550.898 (7%); e Rio Grande do Sul, com 8.112.236 (5,9%). Do total, 200.392 eleitores vão votar no exterior, apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Os números de eleitores por Estado podem ser alterados em razão do voto em trânsito.

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IBGE: Censo 2010 inclui perguntas sobre transformações sociais no País

Para traçar um retrato da população brasileira, técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão inserir novos itens nos questionários do Censo 2010, que será aplicado em todo País a partir de 1º de agosto.

Os documentos incluirão perguntas sobre cônjuges do mesmo sexo, registro de nascimento para pessoas com até dez anos, etnia e língua indígena, disponibilidade de luz elétrica, tempo de deslocamento para o local de trabalho, entre outros.

O censo já incluiu questões sobre condições habitacionais e socioeconômicas como raça, religião, trabalho e renda, deficiência, além de fecundidade, por exemplo.

“Esse censo estruturou um levantamento sobre o entorno do domicílio como a existência de asfaltamento, iluminação pública, calçamento, disposição do lixo, valas de esgoto etc. Informações que vão desde a área de saúde, planejamento urbano até os investimentos domésticos”, informou a diretora de Pesquisas do IBGE, Wasmália Bivar.

Com o objetivo de visitar os 58 milhões de domicílios do País, a pesquisa quer identificar as transformações sociais desde o último censo, em 2002, ajudando na elaboração de políticas públicas e auxiliando a iniciativa privada a definir investimentos.

O IBGE pede que a população fique atenta à visita dos recenseadores, que estarão identificados com crachá contendo identidade e matrícula, mais um computador de mão, um pequeno aparelho de cor azul, e forneça as informações necessárias.

A coordenadora lembra que o instituto não cobra documentos que comprovem as informações dadas aos recenseadores e informa que, em caso de desconfiança, o morador pode checar a identidade do profissional ligando para 0800 721 8181.

“O IBGE é uma instituição conhecida por sua respeitabilidade, e a população costuma entender bem o trabalho do recenseador. Raramente temos recusa”, afirmou a coordenadora Operacional do Censo 2010, Maria Vilma Salles.

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Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

A entrada de São Paulo no ranking de impugnações elevou para quase 3 mil o número de candidatos com problemas na Justiça Eleitoral. Ontem, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a divulgar os dados de candidaturas impugnadas no estado.

Até as 20h, a Corte havia registrado o questionamento de 301 registros dos 3.154 políticos que se lançaram na disputa por cargos.

Com isso, o total de candidaturas impugnadas na Justiça Eleitoral chegou a 2.967. Pelo sistema do tribunal, não é possível detalhar quantas impugnações foram pedidas pelo Ministério Público, e quantas foram solicitadas por partidos e candidatos.

As impugnações podem ser solicitadas por Ministério Público, siglas e candidatos para impedir a aprovação do registro pela Justiça Eleitoral.

As falhas apontadas na impugnação podem ir desde a falta de documentos a denúncias com intuito de impedir que políticos “fichas-sujas” disputem as eleições.

Os tribunais regionais, no entanto, informaram que a maioria das impugnações foi motivada por falhas na documentação enviada pelos candidatos, como falta de certidões negativas na Justiça.

O TSE não havia registrado até nenhum pedido de impugnação dos nove candidatos que disputam a Presidência da República.

O nome do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) não figura entre os candidatos com problemas na Justiça. É um indício de que o número de candidaturas impugnadas ainda deve aumentar. O TSE tem até o fim do dia amanhã para finalizar a lista de candidatos questionados na Justiça Eleitoral.

Por enquanto, Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, lidera o ranking dos pedidos de impugnação.

De um total de 1.701 registros de candidatura, 614 foram impugnadas, segundo balanço divulgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) na última sexta-feira (14).

O estado de Alagoas ocupa a segunda posição em números absolutos, mas em cálculo proporcional – quando são comparados o número de candidaturas registradas e o número de questionamentos -, o estado lidera.

Dos 438 políticos que se lançaram candidatos, 429 tiveram a candidatura impugnada, o equivalente a 97,9% dos registros.

Até agora, Rondônia ocupava o terceiro lugar, com 327 candidaturas impugnadas, de um total de 477 políticos registrados.

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Analistas preveem juro básico a 11%. Copom decide nesta quarta (21)

“Ainda é cedo para o BC reduzir o seu ritmo de alta. As expectativas de inflação melhoraram para este ano, mas não para 12 meses”, afirmou o economista-chefe da Austin Asis, Alex Agostini, para quem a Selic encerra este ano a 12,25%. Copom se reúne hoje e nesta quarta-feira (21)

Apesar dos sinais claros de desaceleração da economia e da inflação, o mercado segue apostando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevará a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual amanhã, ou seja, para 11% ao ano, segundo o boletim Focus. Mas essa não é a avaliação geral.

No levantamento, há visões divergentes, que acreditam numa redução desse ritmo, para alta de 0,50 ponto percentual.

Se confirmada a elevação maior, será a terceira seguida nessa magnitude e vem, sobretudo, na esteira de expectativas elevadas de inflação para 2011. Para o ano, as contas permaneceram em 12%.

– Ainda é cedo para o BC reduzir o seu ritmo de alta. As expectativas de inflação melhoraram para este ano, mas não para 12 meses – afirmou o economista-chefe da Austin Asis, Alex Agostini, para quem a Selic encerra este ano a 12,25%.

No mercado futuro de juros e para alguns especialistas, há estimativas de que a autoridade monetária reduzirá o ritmo de alta dos juros nesta semana. O aumento viria em 0,5 ponto percentual, como defendeu ontem a equipe do Bradesco.

Pelo Focus, o mercado reduziu as estimativas sobre o IPCA deste ano, de 5,45% para 5,42%, e manteve a de 2011 em 4,80%. Para a inflação em 12 meses, subiu de 4,90% para 4,96%.

Bovespa avança com “commodities” e construtoras
Impulsionada por ações ligadas a commodities e construção, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta ontem. O Ibovespa subiu 1,54%, aos 63.297 pontos.

O volume negociado foi de R$ 6,758 bilhões, influenciado pelo exercício de contratos de opções sobre ações, que movimentou R$2,42 bilhões. Entre as maiores altas do Ibovespa, Cyrela ON (3,93%), MRV ON (3,78%) e Gafisa ON (3,21%).

A ação Vale PNA (preferencial, sem direito a voto) subiu 2,61%, e a ON, 2,80%. A maior alta do Ibovespa foi Brasil Telecom PN (4,61%), seguida por Usiminas ON, de 4,08%. Petrobras PN avançou 0,41% e a ON, 0,72%. A despeito da alta da Bovespa, o dólar fechou com valorização de 0,23%, a R$1,786. Esta foi a quarta alta seguida da moeda.