por master | 06/03/12 | Ultimas Notícias
A escassez de mão-de-obra qualificada é o principal problema que o empresário da construção tem encontrado, aponta a Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse foi o fator citado por 41,4% das 721 empresas do setor consultadas na pesquisa de fevereiro. Os dados, porém, revelam que, em fevereiro, houve uma diminuição das citações sobre falta de mão-de-obra. No mesmo mês de 2011, 47,1% das empresas haviam mencionado o problema.
“O mercado de trabalho continua sendo pressionado, o que mostra que a construção segue vivendo uma situação de atividade bastante aquecida”, afirma a coordenadora de Estudos de Construção Civil do Ibre, Ana Maria Castelo. Na sequência, os motivos de dificuldade mais apontados pelos empresários consultados em fevereiro foram, respectivamente, competição dentro do setor e o custo da mão-de-obra. “O custo da força de trabalho está relacionado à escassez de mão-de-obra”, diz.
Crédito
A coordenadora do Ibre diz que a facilidade das companhias de construção para se financiar caiu em relação ao período anterior à crise de 2008, mas que as incertezas do cenário internacional atuais não devem impor novas dificuldades para o empresário ter acesso ao crédito fácil. “Ao contrário do final de 2008, quando os bancos deixaram de conceder crédito completamente, a situação agora é diferente. As empresas não têm encontrado dificuldade de conseguir crédito”, diz Ana Maria. “Não se espera que os bancos restrinjam a oferta de crédito”, afirma, ao completar que “não há motivos para pensar que a situação vá piorar”. “Com o interesse do investidor estrangeiro no Brasil, o empresário encontra, na verdade, uma nova fonte de financiamento”, lembra.
Ana Maria diz ainda que a projeção para 2012 é de alta no crédito ao consumidor. “O financiamento para o comprador da construção tem duas fontes cativas, o FGTS e a poupança. Para esse consumidor temos a expectativa de crescimento do crédito da ordem de 30% neste ano”, afirma.
por master | 06/03/12 | Ultimas Notícias
A queda do Índice de Confiança da Construção (ICST) verificada em fevereiro foi a menor dos últimos seis meses, indicando que o ano de 2012 pode ser de retomada dos investimentos do setor e de aumento de contratações. Prova disso são os dados que compõem o indicador e que sinalizam novos projetos, como o de preparação do terreno e de obras viárias. A análise foi feita pela coordenadora de Estudos de Construção Civil do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo, em entrevista coletiva realizada hoje.
“O empresário começou o ano mais otimista; mesmo com o índice registrando queda de 8,4% no trimestre finalizado em fevereiro ante o mesmo período de 2011, ele se manteve sempre no campo positivo, acima dos 100 pontos”, afirma a coordenadora, ao citar o Índice de Confiança da Construção, que ficou em 128,9 em fevereiro. “A evolução positiva do índice vem se mantendo desde dezembro por conta da recuperação do investimento em infraestrutura, contratações da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida e do arrefecimento da crise no cenário internacional”, disse.
Ana Maria destaca o crescimento da expectativa do empresário da construção sobre obras viárias após sinalização do governo de um esforço para aumentar os investimentos no setor. “Em 2011, a infraestrutura sofreu muito por causa do ajuste fiscal. Mas agora o governo sinaliza com mais investimentos para 2012, o que já está refletindo no índice”, afirma.
Ela também chama atenção para o aumento das expectativas a respeito de preparação de terrenos, que do trimestre terminado em janeiro para o encerrado em fevereiro subiu de 130,6 pontos para 135,4. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o período de três meses encerrado em fevereiro teve alta de 0,1% ante queda de 1% verificado em janeiro.
O índice de obras de acabamento apresentou uma queda maior em fevereiro ante o trimestre encerrado em janeiro, de 9,1%, ante recuo de 5,4%. “Os dados de preparação do terreno, índice que antecede as obras, e o de acabamento, um dos indicadores que mostram o final da construção, mostram que um novo ciclo de investimentos está começando, o que é positivo.”
por master | 06/03/12 | Ultimas Notícias
O Índice de Confiança da Construção (ICST), no trimestre encerrado em fevereiro, ficou 8,4% abaixo do registrado nos três meses finalizados em fevereiro de 2011. As séries de resultados, porém, mostram que os empresários do setor estão mais otimistas. Para Ana maria Castelo, coordenadora de projetos da construção na Fundação Getulio Vargas (FGV), as sinalizações do governo de que o investimento em infraestrutura e construção será retomado com mais força em 2012 têm resultado positivo no indicador, embora a maior parte dos dados aponte variação negativa.
‘A evolução que começou no fim do ano passado se mantém e creditamos isso a notícias mais favoráveis anunciadas no começo do ano, como a recuperação de investimentos em infraestrutura e retomada de contratações do Minha Casa, Minha Vida’, avaliou Ana Maria. Ela lembra, que apesar de a confiança ainda estar pior do que as sondagens de 2011, os números estão sempre acima de 100 pontos, numa escala que vai de zero a 200 pontos, o que indica otimismo das 721 empresas que respondem à pesquisa. ‘O ajsute fiscal no ano passado caiu fortemente sobre os investimentos e só agora há essa retomada.’
No trimestre terminado em janeiro, a confiança do setor ficou 8,7% abaixo na comparação com igual perído anterior. Sempre levando em conta comparações trimestrais de intervalos iguais, o indicador ficou 9,9% negativo no período encerrado em dezembro, -10,2% em novembro e -10,4% em outubro.
Um indicador antecedente que mostra tendências de melhora é o de preparação de terreno. Entre os componentes do ICST, este foi o único que apresentou resultado positivo na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro de 2011, com alta de 0,1%. ‘Apesar de ser uma atividade sem grande geração de emprego e peso na economia, preparação de terreno em alta mostra que um novo ciclo da construção está começando’, explicou Ana Maria. Já a maior queda do trimestre encerrado em fevereiro foi registrada em obras de acabamento (-12,4%), corroborando à tese da pesquisadora da FGV de que a fase atual da construção é de novas contratações.
O índice com maior peso na sondagem, construção de edificios e obras civis, também sustenta o movimento de aceleração. Nas últimas três sondagens trimestrais, a confiança se mostra mais firme. Segundo a pesquisa, há maior expectativa de contratação de trabalhadores e os empresários também apontaram certa facilidade na obtenção de financiamentos, mas a maior dificuldade do setor para 41,4% delesestá na escassez de mão de obra qualificada, o que continua pressionando o mercado de trabalho. Para os próximos meses, Ana Maria aponta que a demanda pode se tornar um problema, visto que para 12,4% dos empresários esse é um fator que gera preocupação. Segundo a pesquisadora da FGV, esse índice é maior do que o registrado normalmente na sondagem.
por master | 06/03/12 | Ultimas Notícias
Os professores das universidades estaduais do Paraná confirmaram para amanhã uma paralisação contrária a decisão do governo de não oficializar a proposta apresentada à categoria em novembro de 2011. Segundo os sindicatos da classe, ela garantiria um reajuste salarial para os docentes de 31,72%, mais a reposição inflacionária. O valor seria pago em três parcelas, em 2012, 2013 e 2014. Além disso, o governo teria se comprometido a iniciar a negociação com os técnicos-administrativos.
Além dos 1,6 mil docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os sindicatos das universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste (Unioeste), do Norte do Paraná (UENP) e da Faculdade de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) e Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), decidiram pela mobilização.
Conforme o andamento das negociações, também existe a possibilidade de greve geral a partir do dia 14, tanto dos docentes como dos técnicos-administrativos.
Segundo o Sindicato dos Professores de Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), numa reunião realizada na última quarta-feira, o governo não apresentou nenhuma nova proposta ou confirmou que vai oficializar os números do ano passado.
”O posicionamento do governo em não manter as negociações acabou influenciando a decisão dos docentes em programar esta mobilização. A postura tomada pelo governo não agradou a categoria”, reforçou a professora da UEM e uma das diretoras do Sindicato dos Docentes da UEM (Sesduem), Maria de Fátima Vianna de Souza. A assessoria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou que o secretário Alipio Santos Leal Neto ainda não vai se pronunciar sobre o assunto.
por master | 06/03/12 | Ultimas Notícias

Félix Mendonça Júnior: mudança deixa texto constitucional mais preciso e aumenta segurança jurídica.
Está em análise na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/12, do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que permite a redução das bancadas estaduais e do Distrito Federal na Câmara, desde que respeitados o número mínimo de oito e o máximo de 70 deputados para cada uma.
O texto mantém o número de parlamentares em 513 (limite máximo determinado pela Lei Complementar78/93) e os limites mínimo (8) e máximo (70) de representantes por bancada, mas revoga um dispositivo do Ato das Disposições Transitória (ADCT) que assegura a irredutibilidade da representação dos estados e do DF na Câmara dos Deputados.
A PEC também determina que os ajustes referentes à representação dos estados e do DF passarão a ser feitos a cada dez anos, no ano anterior à eleição subsequente à realização do censo populacional. Atualmente a Constituição Federal determina apenas que esses ajustes sejam feitos no ano anterior às eleições.
Texto impreciso
Segundo o autor, a regra de irredutibilidade do ADCT retira a precisão dos dispositivos legais que abordam a questão do número total de deputados. “Enquanto não cabem dúvidas quanto à fixação do número mínimo de oito e máximo de 70 deputados para cada estado, proporcionalmente a sua população, não há como garantir a irredutibilidade das atuais bancadas estaduais na Câmara fixando-se o número total de deputados nos atuais 513 representantes”, afirma.
O parlamentar argumenta ainda que, no caso da criação de novos estados, e mantendo-se os números mínimo e máximo definidos atualmente pela Constituição Federal, o dispositivo do ADCT produziria necessariamente um aumento no número total de deputados.
“As mudanças previstas na PEC deixam o texto constitucional mais preciso e aumentam a segurança jurídica, além de garantir a todas as unidades da federação uma real igualdade de tratamento no âmbito do sistema proporcional”, ressalta Mendonça Júnior.
Tramitação
A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovada, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da proposta, que deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário.
Saiba mais sobre a tramitação de PECs.
Íntegra da proposta:
PEC-135/2012
Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Newton Araújo