NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

FIQ, feira que começa amanhã em Arapongas, deve receber cerca de 20 mil visitantes
 

No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura
da feira: previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos

No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura da feira: Previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.
 
A 8 edição da FIQ – Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira -, que começa amanhã em Arapongas, Norte do Paraná, promete movimentar R$ 300 milhões. O evento direcionado ao polo moveleiro irá reunir por volta de 180 expositores, sendo que um terço deles são de empresas ligadas ao segmento de máquinas em vários formatos e diversas especialidades. A expectativa é que o Expoara Centro de Eventos receba por volta de 20 mil visitantes do setor e que a feira gere em torno de 1 mil empregos diretos e indiretos.
 
Wanderley Vaz de Lima, presidente do Expoara, salienta que a FIQ (que ocorre de dois em dois anos) é de extrema importância porque abre o calendário de eventos da indústria moveleira do Brasil. ”Por ser a primeira (feira), recebemos diversas empresas de todo o País que vêm até aqui em busca de novidades e tecnologia de ponta”. Já estão confirmadas as presenças de diretores de importantes grupos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. ”Nossos expositores também estão bem pulverizados, o que acaba atraindo muitos profissionais do nosso polo moveleiro”, complementa Vaz.
 
Boa parte deles visita o evento em busca das novidades em relação ao maquinário para incrementar as indústrias da região. O presidente do Expoara explica que este é o grande atrativo da feira, já que nem sempre os visitantes podem conferir máquinas de grande porte funcionando a qualquer momento. ”É algo que geralmente só pode ser visto em eventos deste porte. Designers, engenheiros, profissionais de compra, todos querem conferir as novidades e se manterem atualizados no mercado”, salienta.
 
Outro segmento importante do setor é o de acessórios. Os expositores trazem diferenciais estéticos e funcionais para produtos, atendendo à necessidade de inovação exigida pelo consumidor. As matérias-primas apontam possibilidades de acabamentos, revelam tendências, levando ao mercado novas opções mobiliárias. Outro espaço no evento é para o setor de logística e serviços que contará com a presença de empresas referenciais em transporte e embalagens para o segmento moveleiro.
 
Para Vaz, a ótima movimentação do setor é justificada devido ao contínuo aquecimento da construção civil nos últimos anos. Mais uma vez, os programas governamentais, como exemplo o Minha Casa Minha Vida, foram lembrados. ”Este é bem o mercado que estamos atuando, já que a demanda está elevada”.
 
Marcenaria
 
Em paralelo à Feira, foi criado o Espaço Marceneiro. O objetivo é atender a um mercado em crescimento formado por marcenarias de todos os portes. O projeto prevê o contato direto dos visitantes com máquinas e equipamentos do processo produtivo de uma indústria moveleira e o conhecimento de novas técnicas de operação fabril, gestão industrial e design. Oficinas tecnológicas serão realizadas pelo Senai Arapongas e empresas parceiras, em diversos horários, e serão fontes de informação nas áreas de gestão industrial, design, processo produtivo, maquinários, sofwares e matérias-primas, voltadas aos segmentos de marcenaria, móveis planejados e móveis seriados.


Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

Como vai funcionar o apoio a deputados

O Centro de Apoio vai funcionar no âmbito da Diretoria Legislativa e será composto por seis técnicos selecionados entre os servidores que já fazem parte do quadro administrativo da Assembleia. Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, embora suas atividades façam parte da atribuição institucional dessa diretoria, elas não vinham sendo executadas por falta de uma estrutura adequada para tanto.

A proposta da Diretoria Legislativa é difundir a informação e o conhecimento pertinentes à produção legislativa, interagindo com as assessorias de gabinetes, principalmente na elaboração de propostas de lei. Mas atuará conforme a demanda, partindo a iniciativa, sempre, dos próprios deputados.

Segundo o coordenador do Centro, Mauro Borges, como o centro não é previsto no Regimento Interno da Casa, a partir de seu funcionamento é que o trabalho vai ser adaptado conforme a demanda.

Ainda será analisado se o auxílio do Centro de Apoio terá que passar por protocolo e o prazo para liberar cada solicitação. O atendimento deve ser feito em ordem cronológica.

É importante também ressaltar que a passagem dos projetos de lei pelo centro não será obrigatória. Borges acredita que os deputados acabarão utilizando da assessora para propostas mais complexas, e os projetos mais simples continuarão a cargo dos assessores.
Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

Curitiba pode ter coleta especial para o descarte de móveis

Evitar o descarte incorreto e o dano ao meio ambiente, com móveis de grande porte ou eletrodomésticos deixados nas ruas é o que pretende requerimento para implantação de coleta especial para este tipo de lixo. O documento, de autoria do vereador João do Suco (PSDB), líder do prefeito no Legislativo, contendo a sugestão para que a prefeitura estude um projeto de coleta de lixo de grande porte, com periodicidade mensal, foi aprovado pelo plenário da Casa, nesta semana. No texto, o vereador argumenta que “o padrão de consumo da capital paranaense mudou nos últimos anos, acompanhando a evolução do capitalismo brasileiro e provocando um descarte incorreto, com sérios danos ao meio ambiente”.

Anteriormente, qualquer tipo de móvel ou eletrodoméstico tinha condições acessíveis de conserto, com pessoal capacitado. Atualmente, os preços inviabilizam o reaproveitamento, “sendo mais interessante a compra de um móvel ou aparelho novo”, afirmou o parlamentar, chamando atenção para a necessidade do poder público intervir na questão, que “é de ordem pública”.

O requerimento sugere uma coleta especial para este tipo de entulho com pré-agendamento. Poderia ser “realizada no último final de semana de cada mês, abrangendo os 75 bairros da capital”, sinalizou o vereador.
Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

Construtora terá de ressarcir INSS em R$ 4 mil

AÇÃO REGRESSIVA
Uma construtora do Tocantis terá de devolver aos cofres públicos os valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em auxílio-doença a dois trabalhadores que caíram das obras de um prédio em Palmas. A decisão da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Tocantins obriga a companhia a ressarcir o INSS em R$ 4.040.

A Procuradoria Federal do Tocantins e a Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS sustentaram que a empresa não havia adotado as normas de segurança exigidas.

O acidente aconteceu em setembro de 2010. Após o almoço, os segurados, um pedreiro e um servente, estavam no 7º andar quando se recostaram em uma parede de alvenaria que havia sido erguida no mesmo dia. A estrutura cedeu, provocando a queda dos funcionários que ficaram gravemente feridos.

Segundo a AGU, foi constatada falta de local adequado para descanso dos funcionários durante o intervalo do trabalho e ausência de elevador de passageiros. Além disso, não havia sinalização e nem proteções coletivas contra quedas ao redor da construção.

Ainda de acordo com o laudo, os trabalhadores eram submetidos a jornadas excessivas. Por fim, as procuradorias destacaram que a obra foi embargada e multada, até que as medidas para sanar as irregularidades fossem implementadas.

O procurador-chefe da Procuradoria Federal do Tocantis, Eduardo Prado dos Santos, afirmou que acima do valor recuperado, “o ajuizamento dessas ações regressivas mostra-se como um instrumento de conscientização dos empregadores, além de ser um mecanismo legal e ágil de recuperação de créditos. (…) Essa é uma mensagem de que a segurança no trabalho deve ser levada a sério pelos empregadores”.

O próprio presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministo João Oreste Dalazen, já pediu aos Tribunais Regionais do Trabalho que, nas ações judiciais por danos morais e materiais decorrentes de acidentes de trabalho em que haja condenação da empresa, seja expedido ofício ao INSS, para que a instituição previdenciária possa ajuizar ação civil regressiva. Com informações da Assessoria de Imprensa da Advocacia-Geral da União.

Ação Regressiva 469-96.2011.4.01.4300
Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

43% dos projetos apresentados na Assembleia são inconstitucionais

Os números de 2011 levam a crer que a maioria dos deputados estaduais tem dificuldade em saber sobre o que podem legislar. No ano passado, eles apresentaram 674 projetos de lei. Desses, quase metade — 294 (43,6%) – foi rejeitada já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde é analisada a constitucionalidade da matéria. Porém, um novo departamento criado na Assembleia Legislativa pode ajudar a reverter esses números. A presidência da Casa anunciou na última semana a criação do Centro de Apoio Legislativo, que irá auxiliar os deputados na elaboração de projetos de lei.

“O Centro vem ao encontro de uma das metas principais da atual Comissão Executiva, que é a melhoria da produção legislativa, garantindo maior transparência ao processo de elaboração de novos projetos. Com a oferta dessa assistência aos parlamentares pretendemos também incrementar uma maior integração de seus gabinetes à estrutura administrativa da Casa”, explica o diretor legislativo da Assembleia e coordenador do centro de Apoio, Mauro Borges.

Ou seja, a idéia é fornecer um auxílio para melhorar a qualidade dos projetos apresentados na Assembleia. Apesar dos números oficiais, o número de projetos inconstitucionais que são protocolados na Casa pode ser ainda maior. Isso porque antes de chegar à CCJ, a diretora legislativa já faz uma primeira triagem nas propostas dos parlamentares e chegam a devolver alguns projetos para seus autores. Esses números não entram na estatística apresentada acima.

Atualmente, a elaboração do projeto de lei cabe a cada deputado, que conta com a ajuda de seus assessores. Segundo o cientista político, Ricardo Costa de Oliveira, isso acaba influenciando na qualidade dos projetos. “Como os assessores são comissionados, na maioria das vezes não tem o conhecimento adequado”, explica.

O coordenador do Centro de Apoio acrescenta mas um ponto de vista. Para ele, o alto número de projetos inconstitucionais ocorre, muitas vezes, devido à limitação na ação do legislador. Casos assim, com o novo departamento poderão ser evitados. Apesar da consulta ao centro não ser obrigatória, ela atuará auxiliando tanto na parte de pesquisa, para ver se a proposta é viável, como no desenvolvimento da idéia.
Expectativa — Para Oliveira, o novo departamento cria uma expectativa positiva. De acordo com o cientista político, além do grande número de propostas inconstitucionais, o que se vê hoje na Assembleia e em outras casas legislativas é um acúmulo de projetos que concedem homenagem e que declaram alguma entidade de utilidade pública. “Isso é muito caro para o eleitor brasileiro. Gastar tanto para se ter resultados tão modestos. Por isso o centro aparece com uma expectativa positiva”, diz.