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Mudanças na CLT para formalizar empregado eventual e por hora

Mudanças na CLT para formalizar empregado eventual e por hora

O governo Dilma Rousseff vai propor ao Congresso mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação: a eventual e por hora trabalhada. A proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada. A alteração faz parte do Plano Brasil Maior, como é chamada a nova política industrial.

‘Estamos formatando a proposta’, disse o ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto. ‘Vamos concluir o mais rapidamente possível.’

As mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem dar mais dinamismo ao mercado e, na prática, permitir carteira assinada para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, com direito a pagamento de férias, 13º salário e FGTS.

Para reduzir as eventuais críticas, o governo pretende vender as mudanças na CLT como uma ‘modernização’ do marco regulatório do mercado de trabalho. Também será repetido que as mudanças não representarão perdas de direitos trabalhistas.

Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a ideia em Nova York. ‘Podemos avançar nesse campo sem comprometer um único direito trabalhista já conquistado. As propostas feitas pela classe empresarial às quais eu tive acesso preservam os direitos que os trabalhadores brasileiros têm’, afirmou o ministro, petista histórico e próximo de Dilma há quatro décadas.

Modalidades

As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. Esse mecanismo deve beneficiar, por exemplo, as empresas que realizam shows, curta-metragens, ou mesmo serviço de buffet.


No caso do ‘horista’, o contrato deve ajudar na complementação de pessoal em bares, restaurantes e eventos sazonais, como Natal e feriados. Com isso, o governo acredita que o trabalhador poderá usar o horário livre para investir em qualificação.

‘Imagina o que podemos fazer no turismo, arquitetura e imobiliário na próxima década’, disse o secretário de Comércio e Serviços, Humberto Ribeiro.

‘Estamos num ministério, inclusive, que é do PT, mas a gente quer, está na hora dessa discussão.’

Com a mudança, a empresa que organiza um festival de música terá mais facilidade para dispor de funcionários no caso de chuvas que exijam reparos e limpeza na estrutura, por exemplo Outra possibilidade será a contratação por bares de reforço para feriados ou dias de feijoada.

‘Garantidos os direitos trabalhistas, é possível customizar para que cada atividade tenha uma forma diferente de contratação’, disse o secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão.
Mudanças na CLT para formalizar empregado eventual e por hora

Fundo de pensão deve ser aprovado neste semestre

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, está convencido de que o Senado vai aprovar ainda neste semestre o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). As informações são da Agência Brasil. O projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados na noite da quarta-feira passada, cria três fundos de pensão, um para cada Poder da República, destinados a complementar a aposentadoria dos servidores públicos contratados a partir da vigência da lei.

Pelo texto aprovado, a aposentadoria dos novos servidores passará a ter como teto o mesmo valor que é garantido pela Previdência Social aos trabalhadores da iniciativa privada, atualmente R$ 3.916,20. Para complementar esse valor, os servidores deverão aderir a um dos novos fundos de previdência complementar. O ministro argumentou que a questão foi discutida exaustivamente na Câmara e por isso, não vê ”necessidade de alteração” do texto no Senado.

O secretário de Políticas de Previdência Complementar do ministério, Jaime Mariz, lembrou que a proposta inicial do governo previa a criação de um único fundo de previdência complementar para os três Poderes. Mas o Supremo Tribunal Federal entendeu que seria melhor que cada Poder tivesse o próprio instrumento de poupança para evitar conflitos.

Segundo Mariz, o Brasil está seguindo o exemplo de muitos países europeus, que também se viram obrigados a reformar suas políticas de aposentadoria. Só que de forma mais ágil. O modelo brasileiro para os fundos de pensão é considerado, segundo ele, o sexto melhor do mundo do ponto vista de arrecadação, com superavit previsto de R$ 60 bilhões por ano.
Mudanças na CLT para formalizar empregado eventual e por hora

Licença-paternidade de 180 dias é avaliada

A Câmara Federal vai analisar projeto que con­­cede aos pais em­­pregados o direito a licença-pa­­ter­­nidade de 180 dias. O benefício estará previsto no ca­­so de fa­­le­­cimento da mãe, em de­­cor­­rên­cia de complicações no parto, ou no caso de invalidez permanente ou temporária da mãe, declarada por junta médica. As informações são da Agência Câmara.

De acordo com a proposta da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), entende-se por invalidez permanente ou temporária da mãe os casos em que ela ficar impedida de cuidar de seu filho durante o período da licença-maternidade.

O pai segurado da Previdência Social terá direito ao salário-pa­­ternidade nos moldes do salário-ma­­ternidade pelo período de duração da licença.

O projeto acrescenta dispositivos à Consolidação das Leis do Tra­­balho (Decreto-Lei 5.452/43) e à Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da Previdência Social.

Segundo a autora, o objetivo da proposta é adequar a legislação ao princípio da igualdade entre ho­­mens e mulheres estabelecido pela Constituição brasileira. Além disso, a ideia é garantir o direito constitucional de proteção à infância.

A Proposta de Emenda à Constituição que dá a todas as mães o direito à licença-maternidade de 180 dias, porém, ainda está tramitando na Câmara, não tendo sido, portanto, transformada em lei. O que está em vigor é a Lei que cria o Programa Empresa Cidadã, pelo qual as empresas que quiserem podem conceder a suas trabalhadoras dois meses a mais de licença. Esta lei, originada por projeto da ex-senadora Patrícia Saboya, também permitiu que o governo federal e diversas administrações estaduais e municipais concedessem os 60 dias a mais de licença a suas funcionárias.
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Projeto amplia prazo para saque de PIS/Pasep

Um projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado exclui o prazo de até um ano para o trabalhador sacar o abono salarial do PIS/Pasep. As informações são da Agência Senado. Atualmente, o benefício só pode ser sacado neste período, que se encerra sempre nos meses de junho do ano seguinte ao do início da liberação do dinheiro.

Como foi aprovado em decisão terminativa, o projeto, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), irá direto para a Câmara – o texto só passará pelo plenário do Senado se houver solicitação da Casa. De acordo com o texto, o dinheiro que não for sacado em um ano deverá acumular-se para o próximo ano. Tem direito a receber o benefício – pagamento anual de um salário mínimo – quem trabalhou com vínculo empregatício por pelo menos 30 dias no ano anterior, recebendo, em média, até dois salários mínimos.

Também é preciso estar inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico (Pasep) há cinco anos e ter sido informado corretamente pelo empregador junto à Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A justificativa do projeto destaca que seu objetivo é ”tornar o pagamento desses benefícios imprescritíveis e cumulativos ano após ano”, já que muitos trabalhadores deixam de sacar o benefício. Após o fim do prazo para o saque, o dinheiro retorna à conta do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Dos 18,5 milhões que poderiam receber o abono entre 2010 e 2011, cerca de um milhão deixaram de efetuar o saque. Trabalhadores da iniciativa privada recebem o dinheiro por meio da Caixa Econômica Federal. Servidores públicos fazem o saque pelo Banco do Brasil.
Mudanças na CLT para formalizar empregado eventual e por hora

Feira de tecnologia moveleira deve movimentar R$ 300 mi

FIQ, feira que começa amanhã em Arapongas, deve receber cerca de 20 mil visitantes
 

No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura
da feira: previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos

No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura da feira: Previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.
 
A 8 edição da FIQ – Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira -, que começa amanhã em Arapongas, Norte do Paraná, promete movimentar R$ 300 milhões. O evento direcionado ao polo moveleiro irá reunir por volta de 180 expositores, sendo que um terço deles são de empresas ligadas ao segmento de máquinas em vários formatos e diversas especialidades. A expectativa é que o Expoara Centro de Eventos receba por volta de 20 mil visitantes do setor e que a feira gere em torno de 1 mil empregos diretos e indiretos.
 
Wanderley Vaz de Lima, presidente do Expoara, salienta que a FIQ (que ocorre de dois em dois anos) é de extrema importância porque abre o calendário de eventos da indústria moveleira do Brasil. ”Por ser a primeira (feira), recebemos diversas empresas de todo o País que vêm até aqui em busca de novidades e tecnologia de ponta”. Já estão confirmadas as presenças de diretores de importantes grupos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. ”Nossos expositores também estão bem pulverizados, o que acaba atraindo muitos profissionais do nosso polo moveleiro”, complementa Vaz.
 
Boa parte deles visita o evento em busca das novidades em relação ao maquinário para incrementar as indústrias da região. O presidente do Expoara explica que este é o grande atrativo da feira, já que nem sempre os visitantes podem conferir máquinas de grande porte funcionando a qualquer momento. ”É algo que geralmente só pode ser visto em eventos deste porte. Designers, engenheiros, profissionais de compra, todos querem conferir as novidades e se manterem atualizados no mercado”, salienta.
 
Outro segmento importante do setor é o de acessórios. Os expositores trazem diferenciais estéticos e funcionais para produtos, atendendo à necessidade de inovação exigida pelo consumidor. As matérias-primas apontam possibilidades de acabamentos, revelam tendências, levando ao mercado novas opções mobiliárias. Outro espaço no evento é para o setor de logística e serviços que contará com a presença de empresas referenciais em transporte e embalagens para o segmento moveleiro.
 
Para Vaz, a ótima movimentação do setor é justificada devido ao contínuo aquecimento da construção civil nos últimos anos. Mais uma vez, os programas governamentais, como exemplo o Minha Casa Minha Vida, foram lembrados. ”Este é bem o mercado que estamos atuando, já que a demanda está elevada”.
 
Marcenaria
 
Em paralelo à Feira, foi criado o Espaço Marceneiro. O objetivo é atender a um mercado em crescimento formado por marcenarias de todos os portes. O projeto prevê o contato direto dos visitantes com máquinas e equipamentos do processo produtivo de uma indústria moveleira e o conhecimento de novas técnicas de operação fabril, gestão industrial e design. Oficinas tecnológicas serão realizadas pelo Senai Arapongas e empresas parceiras, em diversos horários, e serão fontes de informação nas áreas de gestão industrial, design, processo produtivo, maquinários, sofwares e matérias-primas, voltadas aos segmentos de marcenaria, móveis planejados e móveis seriados.