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REFLEXOS DE ANA – I Mostra de Documentários de Mulheres em Curitiba

REFLEXOS DE ANA – I Mostra de Documentários de Mulheres em Curitiba

Com a curadoria e idealização de Jessica Candal, Reflexos de AnA – I Mostra de Documentários de Mulheresserá um ciclo de exibição e debate de documentários contemporâneos, que alinham-se no propósito de retratar e forjar histórias muitas vezes negadas, reprimidas ou ditas em voz baixa. Segundo Jessica, o objetivo é proporcionar um espaço privilegiado no qual as mulheres, e as questões relativas a este gênero, tenham voz. No entanto, este fio condutor não aponta para uma unidade, mas sim conclama à diversidade. Parte da aparente homogeneidade do gênero feminino para dar voz à diversidade presente dentro dele; Parte da suposta conformidade do gênero documental para exibir uma variedade de pesquisas estéticas; Parte ainda da imaginada igualdade de cada classe para evidenciar as diferenças de gênero ali colocadas, diz.
 
Com a participação de realizadoras e pesquisadoras de diversas áreas, debatendo temas caros à condição feminina como identidade, maternidade e inserção social, a programação conta também com filmes premiados como Our City Dreams, de Chiara Clemente, A falta que me faz, de Marília Rocha e The Marina Experiment, de Marina Lutz. Os debates terão a presença de realizadoras como Carla Gallo, Jessica Candal e Marina Lutz e de pesquisadoras das artes plásticas, psicanálise, antropologia e filosofia. Helena Freddi, Monja Cohen e Elizabeth Moreschi são algumas das participantes. A aposta, portanto, é no diálogo como uma forma de tecer conhecimento e assim contribuir para a dissolução do preconceito e promoção da igualdade e da justiça – ações fundamentais quando nos debruçamos sobre a condição feminina na atualidade. O debate continua na rede através do site da Mostra, onde há espaço para impressões e comentários do público, realizadoras e pesquisadoras, além de mais informações sobre os filmes.
 
As exibições acontecem entre os dias 07 e 10 de março, na Caixa Cultural de Curitiba. Os horários variam, às 18h30 na quarta e sexta-feira, às 18h00 na terça e começam mais cedo no sábado, às 14h30. Os ingressos custam R$5,00 e R$2,50. Com patrocínio da Caixa, Reflexos de AnA – I Mostra de Documentários de Mulheresé uma produção da Transpira e tem o apoio da Gramofone.
 
Programação completa: reflexosdeana.com

Caixa Cultural: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba.

REFLEXOS DE ANA – I Mostra de Documentários de Mulheres em Curitiba

Sindicalistas fazem apelo a Dilma por proteção à indústria

Sindicalistas aproveitaram a chance de estar ao lado da presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira para derramar uma coleção de reivindicações do setor e atacar o que chamaram de “desindustrialização” do país diante de importações crescentes de produtos manufaturados.
 
Como de hábito, atacaram as taxas de juro e o câmbio, já que o real valorizado torna as importações mais competitivas frente à produção nacional.
 
Num inflado discurso, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), foi direto ao pedir a Dilma ações mais eficazes para proteger a indústria nacional.
 
“É muito violenta a desindustrialização. É muito rápida. E nós estamos dando pouca resposta para isso. As empresas estão quebrando, e o setor industrial está tendo demissão”, disse ele, durante a assinatura de compromisso com construtoras e sindicatos para melhorar as condições de trabalho no setor da construção civil.
 
Outras demandas incluíram baixar juros, que já vêm em trajetória de queda, e rever o fator previdenciário.
 
“Precisamos baixar juro, mexer no câmbio… Tem coisas que nós precisamos que a senhora aja rápido”, disse o deputado.
 
Entre brincadeiras com a cor da roupa de Dilma, as críticas foram ouvidas pela presidente em uma cerimônia encarada pelo Planalto como uma celebração. O acordo assinado foi fruto de negociações iniciadas depois da crise nos canteiros de obras das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em 2011.
 
Mesmo as queixas sendo tradicionais nos setores sindicais – que havia poucos anos reclamavam do baixo valor do salário mínimo ou os arrochos monetários consequentes das demandas do Fundo Monetário Internacional (FMI) – a pauta expressa nos discursos sindicalistas foi sinal do pouco acesso que as lideranças do setor têm à presidente Dilma.
 
O porta-voz do Planalto no tema é o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral). Após a cerimônia, os sindicalistas reconheceram que são recebidos menos pela presidente do que gostariam – e do que eram pelo antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Dilma respondeu às demandas. Citou números de desemprego, “o menor da história”, disse que desde 2003 o salário mínimo teve aumento real de 66 por cento e afirmou que seu compromisso é com desenvolvimento sustentável e distribuição de riqueza.
 
Escolheu o tema da desindustrialização para fazer declarações fortes. Criticou o “despejo de dólares no mundo”, que classificou como “perverso”, e disse que seu governo não ficará “”mpassível” frente ao processo externo.
 
“Nós sabemos que hoje as condições de concorrência são adversas… não porque a indústria brasileira não seja produtiva… mas porque tem uma guerra cambial”, disse Dilma.
 
“Nós vamos continuar desenvolvendo este país, defendendo a sua indústria, impedindo que os métodos de sair da crise dos países desenvolvidos impliquem na canibalização dos mercados dos países emergentes”, disse.
Comissão debate propostas para intensificar fiscalização do Trabalho

Comissão debate propostas para intensificar fiscalização do Trabalho

ccit1Comissão de Colaboração com a Inspeção do Trabalho é formada por representantes de centrais sindicais, federações de trabalhadores  e poder público para discussão e planejamento das ações de fiscalização da SRTE/PR
 
Representantes das centrais sindicais e federações de trabalhadores e do poder público que integram a Comissão de Colaboração com a Inspeção do Trabalho (CCIT), reativada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) definiram o calendário de reuniões do ano e debateram propostas para intensificar as ações de fiscalização no Estado. A CCIT é formada por representantes das centrais sindicais e federações de trabalhadores, pelo superintendente e chefias responsáveis pela inspeção e relações do trabalho da SRTE/PR e pelo Ministério Público do Trabalho
 
“Precisamos efetivamente da participação da sociedade organizada nas nossas ações. A Comissão de Colaboração de Inspeção do Trabalho é um fórum onde representantes do poder público e das entidades representativas dos trabalhadores vão discutir as ações de fiscalização. Queremos a democratização das políticas públicas de governo e o fortalecimento das relações entre trabalhadores e empregadores. Esta comissão vai possibilitar às entidades sindicais a participação no processo de discussão e no planejamento das ações de fiscalização da SRTE/PR”, afirmou o superintendente Neivo Beraldin.

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REFLEXOS DE ANA – I Mostra de Documentários de Mulheres em Curitiba

Motorista receberá R$ 350 mil de indenização por acidente em estrada

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Sada Transportes e Armazenagens S.A. e manteve decisão que a condenou a pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais e R$ 150 mil por danos materiais a um motorista de caminhão vítima de acidente. O motorista, que prestava serviço somente há 21 dias na empresa, foi acidentado no retorno de uma viagem ao Paraguai, quando o caminhão que dirigia tombou num barranco. Em consequência, ficou tetraplégico e com sérios problemas neurológicos.

O juiz de primeiro grau não acolheu os pedidos de indenização por entender que não havia culpa da empresa no incidente. O do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), ao julgar recurso do motorista, condenou a transportadora com base na teoria da responsabilidade objetiva, quando não há participação direta da empresa no incidente. Neste caso, a responsabilidade estaria no risco inerente à atividade desenvolvida, de transporte rodoviário de cargas. De acordo com o TRT, são evidentes os riscos a que estão sujeitas as pessoas que trafegam nas estradas brasileiras, que nem sempre têm boas condições de conservação.

Para o Regional, a doutrina tende atualmente a ampliar a responsabilidade objetiva, pois vivemos numa sociedade de riscos e, nela, os riscos devem ser compartilhados “de forma que receba o encargo mais pesado aquele que faz opção por atividade cuja natureza implica risco para os que dela participa”. Assim, o artigo 7º, inciso XXVIII, daConstituição Federal, ao consagrar a teoria da responsabilidade subjetiva (com culpa direta da empresa) para condenação em indenização por dano sofrido em acidente, não afasta a aplicação da responsabilidade objetiva. “O próprio caput do artigo autoriza ao intérprete a identificação de outros direitos, com o objetivo da melhoria da condição social do trabalhador”, concluiu o TRT.

A Sada Transporte recorreu ao TST. No entanto, a ministra Dora Maria da Costa, relatora do processo na Oitava Turma, negou provimento ao agravo de instrumento da empresa levando em conta decisões do TST que aplicam a responsabilidade objetiva quando a atividade desenvolvida pela empresa pressupõe a existência de risco potencial à integridade física e psíquica do trabalhador.

(Augusto Fontenele/CF)
 
 

REFLEXOS DE ANA – I Mostra de Documentários de Mulheres em Curitiba

TJ-PR gasta R$4,5 milhões na compra de novos automóveis para desembargadores

PRIVILÉGIO

A compra atingiu o valor de R$4,5 milhões e compreende veículos do modelo Renault Fluence, cuja unidade é avaliada em R$50 mil. Teve início na última terça-feira (28/2) a entrega de 90 automóveis encomendados pelo TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) para uso exclusivo de seus 120 desembargadores.

A medida foi criticada pela OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná), que, em nota, se “manifesta em desacordo à aquisição”. Para a instituição, há pontos mais prioritários para os quais as verbas públicas devem ser destinadas, como “a criação urgente de novos cargos de juízes e serventuários, o reaparelhamento dos fóruns no interior do estado e, em Curitiba, a imediata construção no novo Fórum Cível, além da melhoria nos sistemas de processo eletrônico e informática”.

O TJ-PR replicou as críticas, alegando que a OAB-PR estaria sendo “injusta e inverídica” ao não levar em consideração a “contratação de 1,5 mil novos servidores” e o empenho de R$200 milhões em “construções e reformas de fóruns”.

Em entrevista ao Última Instancia, José Lucio Glomb, presidente da OAB-PR, disse que reconhece os progressos alcançados pelo TJ-PR, o que não quer dizer que eles sejam suficientes. A seu ver, “esse é um direcionamento de verbas para coisas secundárias”.

Questionado sobre a concessão desse tipo de benefício na hipótese de um sistema judiciário mais eficiente, Glomb mantém-se contrário à decisão: “nem nessas circunstâncias a aquisição de automóveis para desembargadores com dinheiro público seria aceitável”.