por master | 02/03/12 | Ultimas Notícias
Em sua coluna na Folha desta semana, Aécio Neves voltou a revelar todo o seu vazio político. Talvez isto ajude a explicar porque Serra – agora “revitalizado”, segundo FHC – disse ontem que o seu sonho de ser presidente está apenas “adormecido”. Diante das platitudes do senador mineiro, o ex-governador paulista percebe que ainda tem chances da bancar o seu nome no PSDB.
Aécio Neves é “óbvio” demais! No artigo, ele critica o governo por ter maioria no parlamento. “A presidenta Dilma encena um monólogo a dois no qual uma das partes – o governo – fala e determina, e a outra – o Congresso – cala e obedece”, ataca o ex-governador de Minas Gerais. A sua revolta é contra o recente corte no Orçamento da União das emendas parlamentares.
Autoritarismo do executivo? Aonde?
Para o inepto e apagado senador, esta medida seria mais uma “demonstração do autoritarismo do Executivo sobre o Legislativo… Blindada pela muralha das alianças de conveniência, o governo ignora o Congresso como instituição e apequena a relação entre os Poderes. Sou um dos que se perguntam até quando os próprios aliados resistirão em silêncio ao desrespeito continuado”.
Para quem conhece como funciona o rolo compressor na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e qual a política “amplíssima” de alianças do ex-governador, o artigo é risível. É de um cinismo descomunal. Aécio Neves sempre “apequenou” o poder legislativo local, traficou com os partidos e cooptou a mídia mineira – já a sua irmã manda demitir e censurar os jornalistas mais críticos.
Sem propostas e sem rumo
Além de conservador e provinciano, Aécio Neves é autoritário e truculento – que o digam os professores mineiros. A encarniçada disputa no interior do PSDB, entre o “revitalizado” Serra e o “óbvio” senador mineiro, revela bem o vazio da direita nativa. Sem propostas e sem rumo, o seu discurso é cansativamente “monótono” – conforme indica o título do artigo de Aécio Neves.
por master | 02/03/12 | Ultimas Notícias
Durante a reocupação da Fazenda Rio dos Sonhos, em Bom Jesus das Selvas (MA), por cerca de 300 trabalhadores no último sábado (25), o agropecuarista e grileiro José Osvaldo Damião atropelou a gestante de seis meses Fagnea Carvalho de Oliveira, que acabou perdendo seu filho.
Por Reynaldo Costa, do Portal do MST
Na ação violenta realizada pelo fazendeiro e por seus jagunços, outros trabalhadores também foram agredidos, entre eles um senhor de 72 anos de idade.
Fagnea foi levada para o hospital municipal de Bom Jesus das Selvas, onde perdeu a criança tamanha gravidade dos ferimentos causados pelo atropelamento. Apesar de estar em estado de choque, a trabalhadora passa bem.
Três dias do acontecimento, os trabalhadores ainda não conseguiram prestar ocorrência, pois a delegacia local ignorou seus relatos. Deslocaram-se, portanto, ao município de Açailândia, mas também não foram atendidos.
No final da tarde desta terça-feira (28), militantes de direitos humanos organizados pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia, visitaram o acampamento, colheram informações sobre as agressões e exigiram que um delegado fizesse o registro das ocorrências.
A área
A área ocupada tem cerca de oito mil hectares e está sendo pleiteada pelo programa Terra Legal, responsável por regularizar terras na Amazônia. O dito proprietário se empossou indevidamente da área e não poderá ser beneficiado pelo programa por já ser proprietário de outras áreas na região.
A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Maranhão já solicitou a transferência de competência desta área para a justiça federal, para que se evite o despejo das famílias acampadas na fazenda.
Os trabalhadores que ocupam a área são Sem Terras da região e famílias que moravam em áreas de risco. Junto ao grupo está cerca de 25 famílias que viviam no lixão da cidade.
O Fazendeiro
Conhecido por Zé Osvaldo, este é mais um dos pecuaristas com histórico de truculência contra trabalhadores rurais. Dono de várias fazendas no sudeste do estado, na década de 90, Zé Osvaldo foi acusado de ser o responsável por vários crimes no campo.
Em dezembro de 2005, um de seus filhos invadiu o Assentamento Califórnia com uma caminhonete, onde acontecia o encontro estadual do MST e tentou atropelar trabalhadores que andavam pelas ruas da comunidade.
por master | 02/03/12 | Ultimas Notícias
Sob uma enorme bandeira que dizia “Em toda a Europa, já chega. Existem alternativas para o emprego e a justiça social”, milhares de pessoas desfilaram em Paris e nas principais cidades do velho continente para protestar contra as políticas neoliberais de austeridade que os dirigentes da União Europeia se preparam para aprovar quinta e sexta-feira em Bruxelas.
Convocados pela Confederação Europeia de Sindicatos, (CES), e sob o lema “¡Basta ya!” (“Basta!”), a Europa sindical lotou as ruas de Bruxelas, Atenas, Paris, Lisboa e Madrid. “Não queremos essa austeridade que nos impõe uma vez que é economicamente absurda. A Europa deve mudar de rumo. Na Grécia, com cada plano de austeridade as coisas pioram”, declarou Claude Rolin, dirigente do sindicato belga CSC.
As confederações sindicais não escolheram a data ao acaso. O momento é grave para o mundo do trabalho e para as sociedades que gozam ainda do famoso “Estado de bem estar”. Os chefes de Estado e de governo dos 27 países da União Europeia vão ratificar, até sexta-feira, o pacto fiscal de governança europeia.
No final de janeiro, 25 dirigentes da União Europeia – menos o Reino Unido e a República Checa – se pronunciaram a favor do pacto fiscal que obrigará cada um dos subscritores a incorporar em sua legislação a “regra de ouro” do equilíbrio orçamentário ao mesmo tempo em que abre as portas a uma bateria de sanções em caso de descumprimento. O acordo entrará em vigor assim que pelo menos 12 Estados europeus o assinarem.
Ante a perspectiva de cortes massivos nos orçamentos públicos em obediência ao dogma liberal, os sindicatos moveram suas peças na rua para manifestar o que André, um sindicalista da CGT parisiense, qualificou à Carta Maior como “a espoliação organizada pelas gravatas capitalistas contra os magros direitos dos trabalhadores”.
O modelo liberal europeu que se perfila nem sequer oculta suas intenções: em uma entrevista publicada no Wall Street Journal, Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), anunciou o “fim” do modelo social europeu e, de passagem, excluiu qualquer opção que não fosse a das políticas de austeridade que estão se gestando na Europa. ”Não, senhor Draghi, o modelo social europeu não morreu. É a política neoliberal que pode matá-lo”, respondeu a secretária-geral do sindicato socialista belga FGTB, Anne Demelenne.
Os sindicatos estão conscientes da crise e das mudanças, mas impugnaram a metodologia do “sentido único”, quer dizer sacrifícios, que postula o pacto fiscal. François, Secretário Geral do sindicato francês CFDT, admitiu que ”é preciso controlar os gastos públicos para as gerações futuras, mas, ao mesmo tempo, tem que investir na economia do amanhã”.
O casal franco-alemã composto pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã Angela Merkel foi objeto de todas as antipatias. Na Bélgica, os manifestantes jogaram ao rio Meuse – cidade de Lieja – manequins com a imagem de Sarkozy e Merkel. A dupla franco-alemã, pioneira na promoção dos cortes do gasto público e na decapitação do modelo social europeu, leva o apelido de “Merkozy”.
Com a Grécia como exemplo mais drástico, Espanha, Portugal e Irlanda no patíbulo de uma onda de ajustes sociais, o pacto orçamentário europeu é uma ameaça que também divide os próprios europeus. A Irlanda, por exemplo, já anunciou que organizará referendo sobre este novo pacto. Dublin não está sozinha. Outros 11 países, liderados pelo Presidente do Conselho Italiano Mario Monti, questiona o manto de austeridade com que este novo presente, envenenado de ortodoxia do liberalismo, vai cobrir as sociedades. O sindicalismo do Velho Continente recém começa a esboçar uma resposta comum: pela frente tem um muro poderoso e tão sólido como os dentes de ouro.
por master | 02/03/12 | Ultimas Notícias
O desemprego na Zona do Euro aumentou para uma nova máxima da era da unificação monetária, enquanto a inflação ficou basicamente estável no início de 2012, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (1º/3).
O Banco Central Europeu atribuiu a elevação dos preços a uma queda abrupta das temperaturas na Europa e ao aumento dos preços do petróleo provavelmente estiveram por trás da ligeira alta nos preços ao consumidor em fevereiro, que levou a inflação para 2,7%, comparada a 2,6% em janeiro, mostraram dados da agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat).
A crise econômica da Zona do Euro ajudou a trazer para baixo os preços de bens, alimentos e combustíveis em relação ao pico de 3% do ano passado, mas os preços do petróleo atingiram máximas recordes em euros neste mês e minaram a tendência de queda da inflação.
Isso sugere que o BCE deve deixar de lado qualquer decisão rápida para levar as taxas de juros para abaixo de 1% pela primeira vez e os economistas vêem o banco em “compasso de espera”.
O banco quer manter a inflação baixa, mas próxima de 2% no médio prazo. Excluindo os preços voláteis da energia e dos alimentos, a inflação de janeiro foi de 1,9% em uma base anual, disse a Eurostat nesta quinta-feira.
A queda dos preços pode ajudar as famílias européias, mas a Zona do Euro caminha para sua segunda recessão em três anos e o desemprego é um dos maiores desafios para os líderes da União Européia que se reúnem em um encontro de cúpula nesta quinta e sexta-feira.
O número de pessoas desempregadas aumentou para 10,7% em janeiro, acima do número de dezembro, revisado para cima, de 10,6%. A taxa é bem mais alta do que os 8% de quando o euro começou a circular, em 2000, e esconde a divisão Norte-Sul na situação vivida pela Zona do Euro.
O desemprego na Espanha subiu para 23,3% em janeiro, o nível mais alto entre os 17 países do bloco monetário, mas ficou em apenas 4% cento na Áustria. Ao todo, mais 185 mil pessoas estavam sem trabalho na Zona do Euro em janeiro na comparação com dezembro, disse a Eurostat. O desemprego ficou acima dos 10,4% previstos pelos economistas.
por master | 02/03/12 | Ultimas Notícias
Com a curadoria e idealização de Jessica Candal, Reflexos de AnA – I Mostra de Documentários de Mulheresserá um ciclo de exibição e debate de documentários contemporâneos, que alinham-se no propósito de retratar e forjar histórias muitas vezes negadas, reprimidas ou ditas em voz baixa. Segundo Jessica, o objetivo é proporcionar um espaço privilegiado no qual as mulheres, e as questões relativas a este gênero, tenham voz. No entanto, este fio condutor não aponta para uma unidade, mas sim conclama à diversidade. Parte da aparente homogeneidade do gênero feminino para dar voz à diversidade presente dentro dele; Parte da suposta conformidade do gênero documental para exibir uma variedade de pesquisas estéticas; Parte ainda da imaginada igualdade de cada classe para evidenciar as diferenças de gênero ali colocadas, diz.
Com a participação de realizadoras e pesquisadoras de diversas áreas, debatendo temas caros à condição feminina como identidade, maternidade e inserção social, a programação conta também com filmes premiados como Our City Dreams, de Chiara Clemente, A falta que me faz, de Marília Rocha e The Marina Experiment, de Marina Lutz. Os debates terão a presença de realizadoras como Carla Gallo, Jessica Candal e Marina Lutz e de pesquisadoras das artes plásticas, psicanálise, antropologia e filosofia. Helena Freddi, Monja Cohen e Elizabeth Moreschi são algumas das participantes. A aposta, portanto, é no diálogo como uma forma de tecer conhecimento e assim contribuir para a dissolução do preconceito e promoção da igualdade e da justiça – ações fundamentais quando nos debruçamos sobre a condição feminina na atualidade. O debate continua na rede através do site da Mostra, onde há espaço para impressões e comentários do público, realizadoras e pesquisadoras, além de mais informações sobre os filmes.
As exibições acontecem entre os dias 07 e 10 de março, na Caixa Cultural de Curitiba. Os horários variam, às 18h30 na quarta e sexta-feira, às 18h00 na terça e começam mais cedo no sábado, às 14h30. Os ingressos custam R$5,00 e R$2,50. Com patrocínio da Caixa, Reflexos de AnA – I Mostra de Documentários de Mulheresé uma produção da Transpira e tem o apoio da Gramofone.
Caixa Cultural: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba.