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Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

Aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), o texto-base da Lei Geral da Copa reúne as normas para a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, entre elas medidas exigidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
 
A comissão ainda precisa aprovar os destaques (mudanças) ao texto. Depois, a lei ainda precisa ser aprovada no plenário da Câmara, do Senado e ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Veja abaixo os principais pontos da proposta.
 
INGRESSOS
 
Ingressos grátis: Conforme o relator, a Fifa se comprometeu a negociar com sindicatos e entidades a distribuição de ingressos grátis a operários que atuam na construção de estádios brasileiros. A expectativa é de que cada um tenha direito a ir a pelo menos um jogo gratuitamente. O texto prevê negociação para concessão de ingressos a indígenas e proprietários de armas de fogo que aderirem a campanhas de desarmamento.
 
Meia-entrada e ingresso popular: O texto estabelece a venda de meia-entrada apenas para idosos (Estatudo do Idoso) e 300 mil ingressos populares a US$ 25, cerca de R$ 43 na cotação atual, para estudantes e beneficiários de programas de transferência de renda. A proposta afasta a incidência de outras leis federais ou estaduais que estabeleçam meia-entrada. Com isso, se for aprovado o Estatuto da Juventude, que prevê meia-entrada para estudantes de todo o país, a legislação não teria validade durante os jogos da Copa do Mundo.
 
Categorias de preços: A Copa do Mundo terá quatro categorias de ingressos, sendo que a “categoria 1” será a mais cara – em torno de US$ 900. A “categoria 2” deverá ter entradas a US$ 450 e a “categoria 3”, ingressos de US$ 100. A “categoria 4” terá entradas a US$ 50, mas estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda pagarão metade desse valor, o chamado ingresso popular.
 
PROTEÇÃO DA FIFA
 
Marca: A lei prevê mecanismos de proteção da marca da Fifa e dos símbolos da Copa para evitar o registro de marcas semelhantes. Empresas não patrocinadoras que fizerem publicidade vinculada à Copa, exibição de partidas, venda de ingressos, entre outros, terão que indenizar a Fifa em valores relativos aos danos sofridos pela entidade.
 
Restrição comercial: A Fifa poderá definir áreas de restrição comercial em volta dos estádios, sem prejudicar os estabelecimentos em funcionamento desde que eles não tenham associação com os jogos . Segundo o relator, isso significa que o comércio não poderá fazer publicidade de concorrentes de patrocinadores no entorno dos estádio, mas poderá vender os produtos normalmente.
 
Crimes: O texto da lei prevê tipos de crimes até 31 de dezembro de 2014 pela reprodução ou falsificação de símbolos da Fifa e divulgação de produtos relacionados à Copa. A pena é de detenção de três meses a um ano mais multa e só valerá mediante representação da Fifa.
 
BEDIDAS EM ESTÁDIOS
 
A proposta autoriza a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros somente durante os jogos da Copa do Mundo. O texto não estende a liberação para outros campeonatos. A medida é alvo de contestação porque o Estatuto do Torcedor veta a presença nos estádios de “bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.
 
FÉRIAS ESCOLARES
 
O texto aprovado pela comissão especial prevê que o período de férias escolares em 2014 seja modificado para que não haja aulas durante a Copa do Mundo. As datas, porém, não foram definidas pois cabe a cada secretaria de educação definir as datas.
 
FERIADOS
 
A União poderá decretar feriados nacionais durante os jogos da seleção. A lei prevê que estados e municípios também poderão declarar feriados nos dias de jogos em seus territórios.
 
AEROPORTOS
 
Lei autoriza uso de aeroportos militares para embarque e desembarque de passageiros e cargas. Para a utilização, o texto prevê a assinatura de um termo de cooperação que vai prever recursos para o custeio das operações.
 
VISTO DE ENTRADA
 
Flexibiliza a emissão e concessão de vistos a estrangeiros. Ele propõe a criação de vistos especiais gratuitos para permanência de turistas e pessoas que irão trabalhar durante o evento. Esse tipo de permissão, conforme o texto, valeria por até 90 dias para turistas e até 31 de dezembro de 2014 para demais estrangeiros.
 
RESPONSABILIDADES DO BRASIL
 
A lei prevê que a União assuma a responsabilidade civil de danos resultantes em razão de incidente ou acidente de segurança relacionados ao evento. A União será responsável por disponibilizar para a Fifa segurança, serviços médicos e serviços de imigração.
 
PRÊMIOS A ATLETAS
 
Destinação de uma espécie de premiação a atletas vencedores das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 que estejam hoje “em difícil situação financeira”. A ideia é conceder um prêmio de R$ 100 mil de uma só vez aos jogadores, titulares ou reservas. Ainda prevê a concessão de auxílio especial mensal que, com a renda do beneficiário, atinja o valor máximo da aposentadoria concedida pelo governo, hoje em R$ 3.691,74.
 
Fontes: Relator Vicente Cândido (PT-SP) e substitutivo 5 do PL 2330/2011 (Projeto da Lei Geral da Copa) apresentado em 27/02/2012
Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

Veja dicas sobre como responder às perguntas de entrevistas de emprego

A entrevista é a etapa decisiva para quem está procurando emprego. Por isso, é a mais temida dos candidatos. De acordo com especialistas, não há respostas prontas para as perguntas, pois vai depender do que a empresa busca no profissional, e isso inclui características não apenas técnicas, mas principalmente comportamentais. Há quatro meses procurando emprego, o analista de marketing Leonardo Marchetti já passou por seis entrevistas desde outubro do ano passado. Marchetti acha que muitas perguntas são subjetivas e causam dúvidas na hora de responder.

“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do trabalho ou de tudo junto”.

Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado. “Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”O analista de marketing ficou cinco meses na Austrália fazendo intercâmbio, e ele conta que em todas as entrevistas teve de dizer por que estava há tanto tempo sem emprego. De acordo com ele, além das perguntas técnicas sobre a experiência, outras perguntas se repetem em todas as entrevistas como “O que você pretende trazer para a empresa se for contratado” ou “Onde você se vê daqui a cinco anos”. “Você não conhece a empresa por dentro ainda, não sabe se o que está falando pode ser um absurdo. As coisas acontecem tão rápido e tão de repente que cinco anos é um tempo longínquo. Acredito que são perguntas desatualizadas que não provam muito a capacidade do candidato para a vaga”, diz.
 
Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, acha que a entrevista ideal é aquela que pede para o candidato dar exemplos de como se comporta em certas situações. “Eu vou conseguir saber os pontos fortes e fracos através das perguntas sobre comportamento”, afirma.
 
Pereira Junior diz que não dá para escapar de clichês como criativo, dinâmico, ansioso, flexível nas respostas para perguntas que pedem para o candidato falar dele mesmo. Mas ele alerta que se optar por algumas dessas palavras, é recomendado citar uma situação em que uma dessas características predominou. “Até quando for falar que é ansioso cita o exemplo, isso pode ser visto como qualidade”, diz.
“Ao responder questões como “Onde você se vê em cinco anos ou dez anos”, não pode dizer que quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.
Sobre o motivo da saída do emprego anterior, Pereira Junior diz que não é preciso mentir, pode até falar de problema de relacionamento com o chefe, mas sem se aprofundar. E sobre o motivo de querer sair da empresa atual? “Pode dizer que não está mais aprendendo na função, que quer assumir mais responsabilidades e ter mais oportunidades de crescer”.

E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e que passou por algumas seleções que não deram certo”.

O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na resposta”, diz.
 
O G1 reuniu algumas perguntas que são comuns em entrevistas de emprego e pediu para o coach Roberto Recinella, para a gerente da prática de marketing da área de expertise da Hays Sales & Marketing da consultoria Hays Recruiting, Amanda Oliveira, e para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com, darem orientações sobre as respostas. Veja abaixo.

QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?

Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.

Amanda Oliveira: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada de decisão e os resultados.

Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade. Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
 
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FRACOS?

Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.

Amanda Oliveira: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu, os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e o que está fazendo para melhorar.

Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
 
QUAL É O SEU MAIOR DEFEITO?

Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são e como lidamos com eles é o que faz a diferença.

Amanda Oliveira: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os defeitos.
 
Renato Grinberg: Clichês como “muito organizado ou perfeccionista” não pegam bem. Diga coisas que você acredita que tenha como defeitos, mas que não o atrapalhariam na contratação como ser ansioso, por exemplo.
 
FALE UM POUCO DE VOCÊ.

Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores. Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva, pode citar.

Amanda Oliveira: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.

Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
 
ONDE VOCÊ SE VÊ DAQUI CINCO ANOS? E DAQUI DEZ ANOS?

Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.

Amanda Oliveira: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo. Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.

Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
 
POR QUE VOCÊ QUER DEIXAR SUA EMPRESA ATUAL?

Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca cite salário nem insatisfação com a chefia.

Amanda Oliveira: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio pode ajudar a alcançá-los.


Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal. Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando e dê algum exemplo.
 
POR QUE VOCÊ SAIU DA EMPRESA?

Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de atuação.

Amanda Oliveira: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as mudanças devem estar alinhadas com eles.

Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
 
FALE DO SEU EMPREGO ANTERIOR.

Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.

Amanda Oliveira: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos e desafios.

Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe, foque nos pontos positivos da sua última experiência.
 
POR QUE HOUVE UMA LACUNA NO SEU EMPREGO ENTRE ESSE PERÍODO?

Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava compatível com suas competências.

Amanda Oliveira: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser benéfico para sua carreira.

Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva. Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
 
O QUE VOCÊ PODE OFERECER QUE OUTRO CANDIDATO NÃO PODE?

Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.

Amanda Oliveira: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa experiência e quais ações suas agregaram positivamente.

Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele cargo/empresa.
 
CITE TRÊS COISAS QUE SEU EX-GERENTE QUERIA QUE VOCÊ MELHORASSE.

Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: “O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que devo melhorar…” Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.

Amanda Oliveira: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para melhorar.

Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
 
QUAL SEU OBJETIVO NA EMPRESA?

Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as oportunidades oferecidas.

Amanda Oliveira: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar seu crescimento.

Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.

POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?

Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja aplicá-los na empresa.

Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.

QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL?

Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc. Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas anteriores.

Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência profissional.
 
O QUE VOCÊ ALMEJA NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL?

Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória profissional.

Amanda Oliveira: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.

Renato Grinberg: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
 
QUE TIPOS DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES VOCÊ APRECIA NO TRABALHO?

Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas , logística, etc.

Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
 
QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS DO SEU TRABALHO QUE VOCÊ CONSIDERA MAIS IMPORTANTES?

Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções e melhorar procedimentos e resultados.

Renato Grinberg: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.

QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS ANOS?

Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.

Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.

Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
 
COMENTE UMA SITUAÇÃO EM QUE VOCÊ BUSCOU UMA NOVA RESPONSABILIDADE QUE DESAFIADA SUAS HABILIDADES.

Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas. Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da exposição de fatos e não de sentimentos.

Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa característica.


Renato Grinberg: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre explorando seus pontos fortes.
 
COMENTE UMA OCASIÃO NA QUAL VOCÊ TROUXE UMA NOVA E CRIATIVA IDEIA QUE IMPACTAVA A PERFORMANCE DE SUA EQUIPE.

Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.

Amanda Oliveira: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito, motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa, influenciando outras áreas.
 
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE UMA FUNÇÃO PARA OUTRA?

Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale isso só se realmente pensar assim.

Amanda Oliveira: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré- requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.

Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.


VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?

Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.

Amanda Oliveira: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.

Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você. Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
 
NO QUE OS CANDIDATOS DEVEM PENSAR ANTES DE DAR AS RESPOSTAS? SEMPRE NO LADO PESSOAL, PROFISSIONAL OU NOS DOIS?

Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve responder pensando em sua experiência de vida como um todo.

Amanda Oliveira: Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto o pessoal devem estar alinhados.

Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser profissionais, não pessoais.
Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

“Nome sujo” é critério de seleção?

TST reconhece direito das empresas de consultar serviços de proteção ao crédito no momento da contratação de um profissional

As empresas devem evitar contratar funcionários endividados? Na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os empregadores têm o direito de consultar os serviços de proteção ao crédito durante a fase de seleção de um candidato, levantando questionamentos sobre a relação entre a dívida pessoal e o desempenho profissional. No Congresso, deputados querem proibir a medida, alegando que ela é discriminatória (leia mais nesta página). A decisão do TST foi para um caso específico de uma empresa do Sergipe, mas cria jurisprudência e deve orientar os próximos julgamentos em instâncias inferiores.
 
As empresas argumentam que a checagem do histórico de crédito de um candidato pode trazer informações importantes a respeito da honestidade, responsabilidade e capacidade de organização do profissional. Quem é contra esse tipo de consulta diz que nem sempre o comportamento na esfera pessoal reflete o desempenho do candidato no trabalho, e lembra que muitas dívidas são decorrentes de fatores que extrapolam a vontade própria, como o desemprego, as doenças ou o auxílio a um familiar.
 
Projeto de lei quer banir consulta ao SPC

No Congresso, um projeto de lei pretende proibir a consulta aos cadastros de inadimplentes no momento da contratação. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PLS 465/09 afirma que a medida é discriminatória. O projeto foi aprovado no Senado e ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados.
 
“Fiquei abismado com a decisão do Tribunal [Superior do Trabalho]. Discordo radicalmente dos ministros que, por unanimidade, decidiram que os cadastros de pesquisas analisados pelas redes de lojas e bancos são de uso irrestrito e que acessá-los não é violação”, afirmou Paim em en­­trevista à Agência Senado.
 
Relator da decisão do TST, o ministro Renato de Lacerda Pai­va fez uma analogia com as regras de contratação do serviço público para argumentar sua decisão. “Se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego.”
 
“Nem todo o desonesto é endividado e nem todo endividado é desonesto”, pontua Jurandir Sell Macedo Jr., consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Acho que é um pouco complicado eliminar alguém de uma seleção apenas porque ele está endividado. É uma visão muito curta. Esse profissional pode ter as habilidades técnicas necessárias para o cargo, mas por algum motivo está endividado. Há vários motivos que levam ao endividamento, principalmente a falta de educação financeira. Ou seja, não necessariamente é uma falha de caráter”, afirma ele.
 
Para Marcelo Maulepes, ex-diretor de recursos humanos da Renault e hoje diretor da consultoria de coaching e gestão de pessoas Relatom, dependendo do cargo que a empresa está buscando preencher, seria uma irresponsabilidade não fazer a checagem da inadimplência antes da contratação. “Se a empresa está contratando alguém para a área financeira, alguém que vai ser responsável por cuidar do din­heiro dela, vai contratar uma pessoa endividada?”, questiona. Ele diz, porém, que os casos de­­vem ser observados individualmente e o candidato deve ter o direito a uma explicação durante a entrevista de emprego. “O fato de ter o nome sujo é apenas uma fotografia de um instante na vida daquela pessoa. Cabe ao entrevistador conseguir informações sobre se esse problema financeiro é pontual ou é algo que ocorre com frequência.”
 
É preciso ver os dois lados da questão, diz o especialista em fi­­nanças pessoais Altemir Fari­nhas. “A empresa está tentando se resguardar de possíveis problemas. Talvez o funcionário tenha um bom currículo, mas o currículo é só a ponta do iceberg. Esse tipo de consulta permite ver um pouco mais além”, diz. Por outro lado, ele afirma que os empregados podem entrar num círculo vicioso caso a consulta aos órgãos de proteção se torne uma regra no momento da contratação. “Como essa pessoa vai conseguir limpar seu nome se ela não consegue um emprego e um salário?”
 
Empresa investe em educação financeira

Na tentativa de tomar ações preventivas contra o endividamento dos funcionários, algumas empresas estão investindo na educação financeira dos colaboradores. A concessionária Eco­via, por exemplo, vai iniciar um programa na área depois de perceber um aumento no número de empréstimos consignados entre os funcionários. “A preocupação com o dinheiro e a inadimplência gera falta de concentração e maior irritabilidade, o que naturalmente afeta o desempenho do funcionário”, afirma Adriana Carvalho Vasconcellos, coordenadora de recursos humanos da Ecovia. “Nosso foco é melhorar a qualidade de vida, fazer com que o colaborador tenha um equilíbrio emocional maior, e sem dúvida a parte financeira pode ajudar muito nesse sentido”, diz ela. A empresa tem 150 funcionários e inicia em março o programa de finanças, que vai incluir workshops, palestras e a possibilidade de consultoria individual.

A Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), do Grupo Lúmen de Comunicação e da Aliança Saúde, incluiu um curso de orçamento familiar dentro do programa de desenvolvimento dos funcionários.

A Volvo do Brasil mantém desde 2003 um programa de educação financeira, com palestras, cursos e planejamento individual de aposentadoria para os empregados.

Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

O mapa da origem dos parlamentares brasileiros

Veja, nas tabelas abaixo, como se espalharam pelo país, a partir do seu nascimento, os deputados e senadores brasileiros

A origem geográfica dos parlamentares (por estado)

UF
PARLAMENTARES
SP
90
MG
77
RJ
59
RS
53
BA
49
PR
39
PE
39
CE
29
SC
27
MA
25
PB
23
GO
21
PA
21
RN
14
ES
13
PI
13
SE
12
MS
10
AL
10
AP
9
AC
9
DF
8
MT
7
AM
7
TO
6
RR
4
RO
1
Exterior
2
Total
677
 
 Onde Suas Excelências nasceram

Capitais
239
Interior com mais de 200 mil habitantes
93
Interior com menos de 200 mil habitantes
343
Outros países
2

A origem geográfica dos parlamentares (por região)

Sudeste
239
Nordeste
214
Sul
119
Norte
57
Centro-Oeste
46
exterior
2

Quase um terço dos congressistas vem de fora


Centro-Oeste

UF
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
DF
1
13
93
GO
11
14
56
MS
8
4
33
MT
6
9
57



Norte

UF
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
AC
8
3
27
AM
6
6
50
AP
9
5
36
PA
18
6
25
RO
0
12
100
RR
4
8
67
TO
3
9
75


Sudeste

UF
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
ES
11
3
21
MG
52
12
19
RJ
42
16
27
SP
60
21
26


Nordeste

UF
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
AL
9
3
25
BA
39
7
15
CE
22
3
12
MA
21
7
25
PB
15
2
12
PE
26
5
16
PI
9
5
36
RN
10
4
29
SE
9
3
25


Sul

UF
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
PR
26
9
25
RS
37
2
5
SC
17
7
29
 
Brasil
Parlamentares “nativos”
Parlamentares “importados”
% de “importados” em relação à bancada*
Total
479
198
29
Entenda o que diz o texto-base da Lei Geral da Copa

Brasil cresce abaixo de seu potencial, afirma Tombini

O Brasil deve crescer 3% este ano, de acordo com a previsão feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Com essa taxa, segundo ele, o país cresce abaixo de seu potencial e leva o BC a reduzir a taxa de juros. A meta da Selic, que era de 12,50 em julho de 2011, caiu para 10,50 em janeiro de 2012.

Durante a audiência presidida pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), Tombini apontou uma convergência do baixo crescimento com a redução da inflação, que, segundo suas previsões, deverá fechar este ano no centro da meta de 4,5%.

A redução da Selic segue a tendência internacional. Tombini afirmou que os bancos centrais responsáveis pela emissão das principais moedas de reserva sinalizam a manutenção de juros em patamares historicamente baixos – o Federal Reserve (EUA), por exemplo, projeta taxas de zero a 0,25% ao ano, até 2014.

Riscos

Os programas de expansão monetária adotados pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da Zona do Euro, do Reino Unido e do Japão alimentaram um cenário definido por Tombini como de “menor aversão ao risco” em nível global. Como conseqüência, acrescentou, houve uma retomada do fluxo de capitais para economias emergentes.

Mesmo assim, o presidente do Banco Central apontou fatores de risco, representados por endividamento excessivo das economias europeias, recessão na Zona do Euro, pouca tração na recuperação dos Estados Unidos e redução do crescimento da China e dos países emergentes.

Regulação

Para enfrentar eventuais turbulências, Tombini disse que o Brasil continuará adotando uma política baseada em três pilares: metas de inflação, responsabilidade fiscal e câmbio flutuante.

A “moderna regulação do sistema financeiro nacional”, como disse, tem sido essencial para a estabilidade. Por isso, ao ser questionado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), ele afirmou que “o Brasil deseja que o mundo adote Basiléia III”.

O presidente do Banco Central se referia a um conjunto de propostas de regulamentação bancária de iniciativa do Fórum de Estabilidade Financeira e do G20, para reforçar o sistema financeiro após a crise dos subprimes (créditos de risco). Esse acordo aumenta os requerimentos de capital por parte dos bancos.

– Nosso sistema não terá dificuldade para se adaptar a esses regulamentos – afirmou.