Veja dicas sobre como responder às perguntas de entrevistas de emprego
“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do trabalho ou de tudo junto”.
Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado. “Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”O analista de marketing ficou cinco meses na Austrália fazendo intercâmbio, e ele conta que em todas as entrevistas teve de dizer por que estava há tanto tempo sem emprego. De acordo com ele, além das perguntas técnicas sobre a experiência, outras perguntas se repetem em todas as entrevistas como “O que você pretende trazer para a empresa se for contratado” ou “Onde você se vê daqui a cinco anos”. “Você não conhece a empresa por dentro ainda, não sabe se o que está falando pode ser um absurdo. As coisas acontecem tão rápido e tão de repente que cinco anos é um tempo longínquo. Acredito que são perguntas desatualizadas que não provam muito a capacidade do candidato para a vaga”, diz.
“Ao responder questões como “Onde você se vê em cinco anos ou dez anos”, não pode dizer que quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.
E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e que passou por algumas seleções que não deram certo”.
O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na resposta”, diz.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?
Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada de decisão e os resultados.
Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade. Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.
Amanda Oliveira: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu, os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e o que está fazendo para melhorar.
Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são e como lidamos com eles é o que faz a diferença.
Amanda Oliveira: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os defeitos.
Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores. Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva, pode citar.
Amanda Oliveira: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.
Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.
Amanda Oliveira: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo. Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.
Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca cite salário nem insatisfação com a chefia.
Amanda Oliveira: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio pode ajudar a alcançá-los.
Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal. Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando e dê algum exemplo.
Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de atuação.
Amanda Oliveira: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as mudanças devem estar alinhadas com eles.
Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.
Amanda Oliveira: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos e desafios.
Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe, foque nos pontos positivos da sua última experiência.
Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava compatível com suas competências.
Amanda Oliveira: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser benéfico para sua carreira.
Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva. Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.
Amanda Oliveira: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa experiência e quais ações suas agregaram positivamente.
Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele cargo/empresa.
Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: “O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que devo melhorar…” Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.
Amanda Oliveira: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para melhorar.
Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as oportunidades oferecidas.
Amanda Oliveira: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar seu crescimento.
Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.
POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?
Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja aplicá-los na empresa.
Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.
QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL?
Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc. Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas anteriores.
Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência profissional.
Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória profissional.
Amanda Oliveira: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.
Renato Grinberg: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas , logística, etc.
Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções e melhorar procedimentos e resultados.
Renato Grinberg: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.
QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS ANOS?
Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.
Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas. Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da exposição de fatos e não de sentimentos.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa característica.
Renato Grinberg: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre explorando seus pontos fortes.
Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.
Amanda Oliveira: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito, motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa, influenciando outras áreas.
Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale isso só se realmente pensar assim.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré- requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.
Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?
Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.
Amanda Oliveira: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.
Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você. Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve responder pensando em sua experiência de vida como um todo.
Amanda Oliveira: Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto o pessoal devem estar alinhados.
Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser profissionais, não pessoais.
“Nome sujo” é critério de seleção?
As empresas devem evitar contratar funcionários endividados? Na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os empregadores têm o direito de consultar os serviços de proteção ao crédito durante a fase de seleção de um candidato, levantando questionamentos sobre a relação entre a dívida pessoal e o desempenho profissional. No Congresso, deputados querem proibir a medida, alegando que ela é discriminatória (leia mais nesta página). A decisão do TST foi para um caso específico de uma empresa do Sergipe, mas cria jurisprudência e deve orientar os próximos julgamentos em instâncias inferiores.
No Congresso, um projeto de lei pretende proibir a consulta aos cadastros de inadimplentes no momento da contratação. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PLS 465/09 afirma que a medida é discriminatória. O projeto foi aprovado no Senado e ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados.
Na tentativa de tomar ações preventivas contra o endividamento dos funcionários, algumas empresas estão investindo na educação financeira dos colaboradores. A concessionária Ecovia, por exemplo, vai iniciar um programa na área depois de perceber um aumento no número de empréstimos consignados entre os funcionários. “A preocupação com o dinheiro e a inadimplência gera falta de concentração e maior irritabilidade, o que naturalmente afeta o desempenho do funcionário”, afirma Adriana Carvalho Vasconcellos, coordenadora de recursos humanos da Ecovia. “Nosso foco é melhorar a qualidade de vida, fazer com que o colaborador tenha um equilíbrio emocional maior, e sem dúvida a parte financeira pode ajudar muito nesse sentido”, diz ela. A empresa tem 150 funcionários e inicia em março o programa de finanças, que vai incluir workshops, palestras e a possibilidade de consultoria individual.
A Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), do Grupo Lúmen de Comunicação e da Aliança Saúde, incluiu um curso de orçamento familiar dentro do programa de desenvolvimento dos funcionários.
A Volvo do Brasil mantém desde 2003 um programa de educação financeira, com palestras, cursos e planejamento individual de aposentadoria para os empregados.
O mapa da origem dos parlamentares brasileiros
A origem geográfica dos parlamentares (por estado)
|
UF
|
PARLAMENTARES
|
|
SP
|
90
|
|
MG
|
77
|
|
RJ
|
59
|
|
RS
|
53
|
|
BA
|
49
|
|
PR
|
39
|
|
PE
|
39
|
|
CE
|
29
|
|
SC
|
27
|
|
MA
|
25
|
|
PB
|
23
|
|
GO
|
21
|
|
PA
|
21
|
|
RN
|
14
|
|
ES
|
13
|
|
PI
|
13
|
|
SE
|
12
|
|
MS
|
10
|
|
AL
|
10
|
|
AP
|
9
|
|
AC
|
9
|
|
DF
|
8
|
|
MT
|
7
|
|
AM
|
7
|
|
TO
|
6
|
|
RR
|
4
|
|
RO
|
1
|
|
Exterior
|
2
|
|
Total
|
677
|
|
Capitais
|
239
|
|
Interior com mais de 200 mil habitantes
|
93
|
|
Interior com menos de 200 mil habitantes
|
343
|
|
Outros países
|
2
|
A origem geográfica dos parlamentares (por região)
|
Sudeste
|
239
|
|
Nordeste
|
214
|
|
Sul
|
119
|
|
Norte
|
57
|
|
Centro-Oeste
|
46
|
|
exterior
|
2
|
Quase um terço dos congressistas vem de fora
|
|
|
Centro-Oeste
|
|
|
UF
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
DF
|
1
|
13
|
93
|
|
GO
|
11
|
14
|
56
|
|
MS
|
8
|
4
|
33
|
|
MT
|
6
|
9
|
57
|
|
|
|
Norte |
|
|
UF
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
AC
|
8
|
3
|
27
|
|
AM
|
6
|
6
|
50
|
|
AP
|
9
|
5
|
36
|
|
PA
|
18
|
6
|
25
|
|
RO
|
0
|
12
|
100
|
|
RR
|
4
|
8
|
67
|
|
TO
|
3
|
9
|
75
|
|
|
|
Sudeste
|
|
|
UF
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
ES
|
11
|
3
|
21
|
|
MG
|
52
|
12
|
19
|
|
RJ
|
42
|
16
|
27
|
|
SP
|
60
|
21
|
26
|
|
|
|
Nordeste
|
|
|
UF
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
AL
|
9
|
3
|
25
|
|
BA
|
39
|
7
|
15
|
|
CE
|
22
|
3
|
12
|
|
MA
|
21
|
7
|
25
|
|
PB
|
15
|
2
|
12
|
|
PE
|
26
|
5
|
16
|
|
PI
|
9
|
5
|
36
|
|
RN
|
10
|
4
|
29
|
|
SE
|
9
|
3
|
25
|
|
|
|
Sul
|
|
|
UF
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
PR
|
26
|
9
|
25
|
|
RS
|
37
|
2
|
5
|
|
SC
|
17
|
7
|
29
|
|
Brasil
|
Parlamentares “nativos”
|
Parlamentares “importados”
|
% de “importados” em relação à bancada*
|
|
Total
|
479
|
198
|
29
|
Brasil cresce abaixo de seu potencial, afirma Tombini
O Brasil deve crescer 3% este ano, de acordo com a previsão feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Com essa taxa, segundo ele, o país cresce abaixo de seu potencial e leva o BC a reduzir a taxa de juros. A meta da Selic, que era de 12,50 em julho de 2011, caiu para 10,50 em janeiro de 2012.
Durante a audiência presidida pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), Tombini apontou uma convergência do baixo crescimento com a redução da inflação, que, segundo suas previsões, deverá fechar este ano no centro da meta de 4,5%.
A redução da Selic segue a tendência internacional. Tombini afirmou que os bancos centrais responsáveis pela emissão das principais moedas de reserva sinalizam a manutenção de juros em patamares historicamente baixos – o Federal Reserve (EUA), por exemplo, projeta taxas de zero a 0,25% ao ano, até 2014.
Riscos
Os programas de expansão monetária adotados pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da Zona do Euro, do Reino Unido e do Japão alimentaram um cenário definido por Tombini como de “menor aversão ao risco” em nível global. Como conseqüência, acrescentou, houve uma retomada do fluxo de capitais para economias emergentes.
Mesmo assim, o presidente do Banco Central apontou fatores de risco, representados por endividamento excessivo das economias europeias, recessão na Zona do Euro, pouca tração na recuperação dos Estados Unidos e redução do crescimento da China e dos países emergentes.
Regulação
Para enfrentar eventuais turbulências, Tombini disse que o Brasil continuará adotando uma política baseada em três pilares: metas de inflação, responsabilidade fiscal e câmbio flutuante.
A “moderna regulação do sistema financeiro nacional”, como disse, tem sido essencial para a estabilidade. Por isso, ao ser questionado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), ele afirmou que “o Brasil deseja que o mundo adote Basiléia III”.
O presidente do Banco Central se referia a um conjunto de propostas de regulamentação bancária de iniciativa do Fórum de Estabilidade Financeira e do G20, para reforçar o sistema financeiro após a crise dos subprimes (créditos de risco). Esse acordo aumenta os requerimentos de capital por parte dos bancos.
– Nosso sistema não terá dificuldade para se adaptar a esses regulamentos – afirmou.
