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Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta segunda-feira com as preocupações em torno da crise da Grécia voltando a ganhar força. A troika (FMI, BCE e UE) intensifica a pressão sobre o país, o governo cede, anunciando a demissão de 15 mil servidores, e os trabalhadores prometem uma nova greve geral nesta terça-feira, 7.

Atenas e outras cidades gregas devem amanhecer paralisadas e sacudidas por manifestações de rua, já que a adesão à paralisação deve ser grande, a julgar pelas expectativas dos sindicalistas.


Luta de classes


O acirramento da luta de classes é o desdobramento natural e inevitável da chamada crise da dívida, cuja “solução”, comandada pelo FMI, consiste num pacote de maldades mais cruel que as medidas aplicadas no Brasil e em outros países latino-americanos nos anos 1980, durante a crise da dívida externa.


Longe de solucionar os problemas, a receita do FMI agrava a crise da economia real e serve exclusivamente aos interesses dos banqueiros credores, principalmente alemães e franceses. A Grécia padece mais quatro anos de recessão, com uma taxa de desemprego que não para de subir e avança para 20% da População Economicamente Ativa (atingiu 18,2% em outubro do ano passado), brutal arrocho salarial e redução de direitos.

Imperialismo


As potências que comandam a União Europeia com espírito imperialista (Alemanha e França) estão ampliando a pressão sobre Atenas, para que o país que aceite uma nova rodada de dolorosas medidas de austeridade em troca de um empréstimo de 130 bilhões de euros.


O país enfrenta um resgate de bônus no valor de 14,4 bilhões em março e se o acordo com a troika não for fechado, a moratória será inevitável. Além das demissões, FMI, BCE e UE exigem um corte de 20% no salário mínimo, medida que vai conter ainda mais a demanda e jogar mais lenha na fogueira da recessão. A troika também exige profundos cortes nas pensões suplementares pagas ao aposentados.

Dinheiro para os bancos


É preciso destacar que nem mesmo um tostão do empréstimo em questão será dado em benefício do desenvolvimento do país, combate ao desemprego, estímulo ao setor produtivo ou coisa que o valha. A grana vai todinha (nada menos que 100%) para o bolso de banqueiros estrangeiros, garantindo o pagamento dos juros e evitando a inadimplência, a exemplo do que ocorreu por aqui no passado.

Não há um caminho fácil para sair da crise da dívida externa, mas a esta altura restam poucas dúvidas de que a solução progressista passa, hoje, necessariamente pela suspensão do pagamento dos débitos e o resgate da soberania monetária, ou seja, o abandono do euro e a ressurreição do dracma (moeda do país, e a mais antiga do mundo, antes da adesão ao euro). É isto que corresponde aos interesses nacionais da Grécia e da classe trabalhadora.


Euro é uma camisa de força

Conforme apontam inúmeros economistas, a Grécia precisa de uma moeda desvalorizada para corrigir o déficit em conta corrente (que resulta em endividamento), mas não poderá fazer isto enquanto estiver sob a camisa de força da moeda comum, sem poder de emissão ou qualquer autonomia sobre a taxa de câmbio. Muitos já consideram que é apenas uma questão de tempo o país sair da zona do euro, embora os líderes da Alemanha e da França ainda acreditem que podem evitar tal desfecho.

A crise, que se arrasta ao longo dos últimos anos, ganhou força a partir do ano passado, com o ruidoso ingresso do FMI na história. Os planos impostos pelo Fundo lograram dobrar a taxa de desemprego (que era de 8% em 2007) e despertar a ira do movimento sindical e dos trabalhadores e trabalhadoras.

Chantagem


A greve geral desta terça será a 16ª do gênero desde que a troika começou a ditar ordens ao submisso governo grego, agora liderado pelo banqueiro Lucas Papademos. A paralisação foi convocada pelas entidades que representam os setores privado (GSEE) e público (Adedy).

O presidente da GSEE, Giannis Panagopoulos, afirmou que as conversas com a “troika” não são “uma negociação, mas uma crônica de morte anunciada. É uma chantagem por parte da ‘troika’. Aconteça o que acontecer, os gregos estão condenados a viver na pobreza. Isso nenhum país pode aguentar. Já basta!”, assinalou o líder sindical.

A queda das bolsas é sintomática da insegurança e do nervosismo que domina os investidores. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,15%, para 5.892 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 0,66%, para 3.405 pontos; em Frankfurt, o DAX fechou em baixa de 0,03%, aos 6.765 pontos; e em Milão, o FTSE MIB encerrou com perda de 0,30%, para 16.390 pontos.

150 mil demissões


O anúncio das 15 mil demissões impostas pela troika foi feito hoje pelo ministro de Reforma Administrativa, Dimitris Reppas. E ele ainda avisou que será apenas o começo, já que as dispensas são parte do compromisso do governo de cortar 150 mil cargos públicos até 2015.

“O compromisso que foi adotado para reduzir 150 mil postos em 2015 — e que inclui 15 mil vagas em 2012 — será bem sucedido em conjunto [com nossos esforços para criar] um setor estatal funcional e eficiente,” disse o ministro. Acrescentou que a redução no quadro de funcionários irá afetar todos os ministérios, professores, forças armadas, empresas prestadoras de serviços públicos e todas as organizações do setor público.

Num cenário de depressão econômica não é difícil imaginar os efeitos dessas iniciativas. O país terá eleições em abril e o crescente descontentamento popular com os rumos que a troika está imprimindo aos acontecimentos certamente vai repercutir nas urnas. A crise ainda está longe do fim. A esperança de um final feliz para a tragédia grega repousa exclusivamente na luta da classe trabalhadora.

Da Redação, com agências
Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta segunda-feira com as preocupações em torno da crise da Grécia voltando a ganhar força. A troika (FMI, BCE e UE) intensifica a pressão sobre o país, o governo cede, anunciando a demissão de 15 mil servidores, e os trabalhadores prometem uma nova greve geral nesta terça-feira, 7.

Atenas e outras cidades gregas devem amanhecer paralisadas e sacudidas por manifestações de rua, já que a adesão à paralisação deve ser grande, a julgar pelas expectativas dos sindicalistas.


Luta de classes


O acirramento da luta de classes é o desdobramento natural e inevitável da chamada crise da dívida, cuja “solução”, comandada pelo FMI, consiste num pacote de maldades mais cruel que as medidas aplicadas no Brasil e em outros países latino-americanos nos anos 1980, durante a crise da dívida externa.


Longe de solucionar os problemas, a receita do FMI agrava a crise da economia real e serve exclusivamente aos interesses dos banqueiros credores, principalmente alemães e franceses. A Grécia padece mais quatro anos de recessão, com uma taxa de desemprego que não para de subir e avança para 20% da População Economicamente Ativa (atingiu 18,2% em outubro do ano passado), brutal arrocho salarial e redução de direitos.

Imperialismo


As potências que comandam a União Europeia com espírito imperialista (Alemanha e França) estão ampliando a pressão sobre Atenas, para que o país que aceite uma nova rodada de dolorosas medidas de austeridade em troca de um empréstimo de 130 bilhões de euros.


O país enfrenta um resgate de bônus no valor de 14,4 bilhões em março e se o acordo com a troika não for fechado, a moratória será inevitável. Além das demissões, FMI, BCE e UE exigem um corte de 20% no salário mínimo, medida que vai conter ainda mais a demanda e jogar mais lenha na fogueira da recessão. A troika também exige profundos cortes nas pensões suplementares pagas ao aposentados.

Dinheiro para os bancos


É preciso destacar que nem mesmo um tostão do empréstimo em questão será dado em benefício do desenvolvimento do país, combate ao desemprego, estímulo ao setor produtivo ou coisa que o valha. A grana vai todinha (nada menos que 100%) para o bolso de banqueiros estrangeiros, garantindo o pagamento dos juros e evitando a inadimplência, a exemplo do que ocorreu por aqui no passado.

Não há um caminho fácil para sair da crise da dívida externa, mas a esta altura restam poucas dúvidas de que a solução progressista passa, hoje, necessariamente pela suspensão do pagamento dos débitos e o resgate da soberania monetária, ou seja, o abandono do euro e a ressurreição do dracma (moeda do país, e a mais antiga do mundo, antes da adesão ao euro). É isto que corresponde aos interesses nacionais da Grécia e da classe trabalhadora.


Euro é uma camisa de força

Conforme apontam inúmeros economistas, a Grécia precisa de uma moeda desvalorizada para corrigir o déficit em conta corrente (que resulta em endividamento), mas não poderá fazer isto enquanto estiver sob a camisa de força da moeda comum, sem poder de emissão ou qualquer autonomia sobre a taxa de câmbio. Muitos já consideram que é apenas uma questão de tempo o país sair da zona do euro, embora os líderes da Alemanha e da França ainda acreditem que podem evitar tal desfecho.

A crise, que se arrasta ao longo dos últimos anos, ganhou força a partir do ano passado, com o ruidoso ingresso do FMI na história. Os planos impostos pelo Fundo lograram dobrar a taxa de desemprego (que era de 8% em 2007) e despertar a ira do movimento sindical e dos trabalhadores e trabalhadoras.

Chantagem


A greve geral desta terça será a 16ª do gênero desde que a troika começou a ditar ordens ao submisso governo grego, agora liderado pelo banqueiro Lucas Papademos. A paralisação foi convocada pelas entidades que representam os setores privado (GSEE) e público (Adedy).

O presidente da GSEE, Giannis Panagopoulos, afirmou que as conversas com a “troika” não são “uma negociação, mas uma crônica de morte anunciada. É uma chantagem por parte da ‘troika’. Aconteça o que acontecer, os gregos estão condenados a viver na pobreza. Isso nenhum país pode aguentar. Já basta!”, assinalou o líder sindical.

A queda das bolsas é sintomática da insegurança e do nervosismo que domina os investidores. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,15%, para 5.892 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 0,66%, para 3.405 pontos; em Frankfurt, o DAX fechou em baixa de 0,03%, aos 6.765 pontos; e em Milão, o FTSE MIB encerrou com perda de 0,30%, para 16.390 pontos.

150 mil demissões


O anúncio das 15 mil demissões impostas pela troika foi feito hoje pelo ministro de Reforma Administrativa, Dimitris Reppas. E ele ainda avisou que será apenas o começo, já que as dispensas são parte do compromisso do governo de cortar 150 mil cargos públicos até 2015.

“O compromisso que foi adotado para reduzir 150 mil postos em 2015 — e que inclui 15 mil vagas em 2012 — será bem sucedido em conjunto [com nossos esforços para criar] um setor estatal funcional e eficiente,” disse o ministro. Acrescentou que a redução no quadro de funcionários irá afetar todos os ministérios, professores, forças armadas, empresas prestadoras de serviços públicos e todas as organizações do setor público.

Num cenário de depressão econômica não é difícil imaginar os efeitos dessas iniciativas. O país terá eleições em abril e o crescente descontentamento popular com os rumos que a troika está imprimindo aos acontecimentos certamente vai repercutir nas urnas. A crise ainda está longe do fim. A esperança de um final feliz para a tragédia grega repousa exclusivamente na luta da classe trabalhadora.

Da Redação, com agências
Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

Leão espera 1,56 milhões de declarações no PR

Começa no dia 1º de março e vai até 30 de abril o prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012. No Paraná, a Receita Federal esperar receber cerca de 1,560 milhão de declarações. Em 2011, 1,527 milhão de paranaenses enviaram o documento ao Fisco. Na delegacia da RF em Londrina, que compreende 63 municípios, são esperadas cerca de 230 mil declarações, mesma média do ano passado. As regras para a entrega do IR foram publicadas ontem no Diário Oficial da União.
 
Uma das mudanças foi no valor total dos rendimentos tributáveis para declaração, que foi corrigido em 4,5%. Assim, estão obrigados a declarar os contribuintes cuja soma dos rendimentos foi superior a R$ 23.499,15 no ano passado. Também deverá declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Com a correção, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas continua obrigado a declarar. Também é obrigado a declarar quem obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 117.495,75.

Além dessas definições, foi normatizada a dedução referente às doações em espécie, efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente entre 1º de janeiro de 2012 e 30 de abril de 2012. ”É uma mudança que beneficia o contribuinte porque antes podia deduzir até 6% do imposto devido, mas tinha de ser no ano base. Agora, poderá incluir as contribuições que pagar até o final de abril”, esclarece Vergílio Concetta, assistente de gabinete da 9 região fiscal da RF em Curitiba. Outra alteração, segundo ele, é a obrigatoriedade da transmissão por certificação digital para o contribuinte que tenha somado renda superior a R$ 10 milhões em 2011.

Para quem for declarar pelo modelo simplificado, o valor do desconto, que substitui todas as deduções de quem faz pelo modelo completo, está limitado a R$ 13.916,36, ou 20% da renda sujeita a imposto. Houve correção nas deduções por dependente que passaram de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64. Não há limites para despesas médicas e as deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos passaram de R$ 810,60 para R$ 866,60.

Segundo David Oliveira, delegado-adjunto da RF em Londrina, outro diferencial deste ano é a liberação antecipada para baixar o programa necessário para a declaração. ”O programa vai estar disponível até 24 de fevereiro, para evitar tumulto”, explica. ”Entretanto, a declaração só poderá ser feita a partir de 1º de março”. A multa para quem perder o prazo é a mesma: mínimo de R$ 165,74.

Em todo o País, a Receita espera receber cerca de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviadas 24,37 milhões.

Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

Leão espera 1,56 milhões de declarações no PR

Começa no dia 1º de março e vai até 30 de abril o prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012. No Paraná, a Receita Federal esperar receber cerca de 1,560 milhão de declarações. Em 2011, 1,527 milhão de paranaenses enviaram o documento ao Fisco. Na delegacia da RF em Londrina, que compreende 63 municípios, são esperadas cerca de 230 mil declarações, mesma média do ano passado. As regras para a entrega do IR foram publicadas ontem no Diário Oficial da União.
 
Uma das mudanças foi no valor total dos rendimentos tributáveis para declaração, que foi corrigido em 4,5%. Assim, estão obrigados a declarar os contribuintes cuja soma dos rendimentos foi superior a R$ 23.499,15 no ano passado. Também deverá declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Com a correção, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas continua obrigado a declarar. Também é obrigado a declarar quem obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 117.495,75.

Além dessas definições, foi normatizada a dedução referente às doações em espécie, efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente entre 1º de janeiro de 2012 e 30 de abril de 2012. ”É uma mudança que beneficia o contribuinte porque antes podia deduzir até 6% do imposto devido, mas tinha de ser no ano base. Agora, poderá incluir as contribuições que pagar até o final de abril”, esclarece Vergílio Concetta, assistente de gabinete da 9 região fiscal da RF em Curitiba. Outra alteração, segundo ele, é a obrigatoriedade da transmissão por certificação digital para o contribuinte que tenha somado renda superior a R$ 10 milhões em 2011.

Para quem for declarar pelo modelo simplificado, o valor do desconto, que substitui todas as deduções de quem faz pelo modelo completo, está limitado a R$ 13.916,36, ou 20% da renda sujeita a imposto. Houve correção nas deduções por dependente que passaram de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64. Não há limites para despesas médicas e as deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos passaram de R$ 810,60 para R$ 866,60.

Segundo David Oliveira, delegado-adjunto da RF em Londrina, outro diferencial deste ano é a liberação antecipada para baixar o programa necessário para a declaração. ”O programa vai estar disponível até 24 de fevereiro, para evitar tumulto”, explica. ”Entretanto, a declaração só poderá ser feita a partir de 1º de março”. A multa para quem perder o prazo é a mesma: mínimo de R$ 165,74.

Em todo o País, a Receita espera receber cerca de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviadas 24,37 milhões.

Governo grego anuncia demissões; sindicatos preparam greve

Seguranças de transporte de valores mantêm greve

A greve dos seguranças que trabalham no transporte de valores com carros-fortes deve continuar por tempo indeterminado. Ontem, não houve acordo em uma audiência entre representantes de patrões e empregados que ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), mesmo depois de 3h30 de negociação. A paralisação se arrasta desde o dia 1º de fevereiro.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná apresentou uma proposta que previa um reajuste salarial de 6,8%, aumento de 10% no vale-alimentação e no piso dos funcionários de tesouraria que ficaria em R$ 825 e o não desconto dos dias parados, desde que fossem compensados através de horas extras.

Durante a audiência, o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armada do Paraná pediu um reajuste de 8% nos pisos, R$ 904 para o piso da tesouraria e vale-alimentação de R$ 18,00 contra os R$ 12,00 pagos atualmente.

Em seguida, o Ministério Público do Trabalho (MPT) fez uma contraproposta de R$ 902 para o piso da tesouraria, vale-alimentação de R$ 18,00 para os seguranças de transporte de valores e R$ 14,50 para os funcionários da tesouraria. Além disso, o MPT sugeriu a compensação de metade dos dias parados nos próximos seis meses e um reajuste salarial que contemple o INPC mais 1,5% de aumento real.

Na sequência, os trabalhadores concordaram com a proposta do MPT, mas pleitearam reajuste salarial de 8,5%. O sindicato patronal aceitaria o acordo se a greve encerrasse ontem. Agora, as duas partes terão prazos para se manifestarem. Em seguida, o assunto vai para as vistas do MPT e volta para o TRT, que escolhe um relator. O próximo passo, é a sessão de julgamento do dissídio coletivo.

Inicialmente, a categoria reinvidicava reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º salário e nas férias.

Com a greve dos seguranças que trabalham no transporte de valores com carros-fortes, o Banco do Brasil (BB) teve que limitar o valor dos saques nos caixas automáticos em R$ 500 ontem. Segundo informações do banco, um terço dos 1.580 caixas automáticos da instituição no Estado estavam indisponíveis por falta de dinheiro. O BB tem 400 agências no Paraná. Para os saques nos caixas físicos, ou seja, na boca do caixa, cada agência está definindo os valores de acordo com a necessidade.

Na Caixa Econômica Federal cada cliente pode sacar R$ 700 por dia nos caixas eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos. Antes, os limites eram de R$ 1 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A medida vale para as 80 agências de Curitiba e Região Metropolitana. O banco não tinha ontem um levantamento do número de agências que estavam com problema de falta de numerário.