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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

O número de donas de casa de baixa renda que contribuem para a Previdência Social aumentou de 5.528 para 52.040 entre os meses de outubro e dezembro do ano passado. Desde outubro de 2011, as donas de casa de famílias de baixa renda podem contribuir para a Previdência Social pagando uma alíquota de 5% sobre o salário mínimo (R$ 31,1), de acordo com a Lei 12.470.
 
O programa beneficia quem se dedica somente ao trabalho doméstico. Os estados com o maior número de donas de casa que se tornaram seguradas da Previdência Social foram São Paulo (10.232), Minas Gerais (8.672) e Rio de Janeiro (5.492).
 
Os contribuintes têm direito a benefícios como aposentadoria por idade e por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.
 
Para ter direito ao benefício, a família deve estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e ter renda familiar até dois salários mínimos. A inscrição é feita pelo telefone 135.
Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

Construção civil demite 1.029 operários

Durante o ano passado, a indústria da construção civil no Grande ABC demitiu 1.029 trabalhadores, número 2,19% maior do que em 2010. Somente em dezembro foram 801 postos a menos nos canteiros. A explicação do escritório regional do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) é que a entrega de diversas obras no fim do ano e a dispensa dos operários colaboraram para a alta do indicador.
 
Mauá liderou o crescimento nas demissões, com 1.068 trabalhadores demitidos ao longo do ano. A vizinha Ribeirão Pires vem em seguida, com 697 vagas a menos. Segundo a diretora regional do SindusCon, Rosana Carnevalli, o término as obras do Trecho Sul do Rodoanel e da ligação com a Avenida Jacu-Pêssego levou à dispensa de centenas de pessoas. Em Ribeirão, deve-se à entrega de alguma obra comercial, pois a maior parte da cidade fica em área de manancial.

Em terceiro lugar nas demissões está São Caetano. As construtoras e empreiteiras que atuam no município com o metro quadrado mais caro das sete cidades mandaram embora 141 funcionários. “Como 2011 foi forte em lançamentos, neste ano haverá muitas contratações”, avalia. Os canteiros instalados na cidade empregam 10.560 pessoas. Outra queda discreta foi observada em Diadema, onde houve aumento de 0,54% nas dispensas. Mas em dezembro, foram contabilizadas 293 demissões.
POSITIVO
Bons resultados foram computados em Santo André, São Bernardo e Rio Grande. Rosana diz que os números alcançados no território andreense surpreenderam. Os postos com carteira assinada cresceram 9,02%, totalizando 786 vagas. E São Bernardo foi o único município onde a indústria da construção contratou em dezembro na região, recrutando 114 operários. Rio Grande encerrou o ano com saldo positivo de três vagas.
A expectativa de Rosana é que durante 2012 pelo menos 4.000 postos de trabalho sejam criados para atender a demanda das empresas que vão iniciar a construção de empreendimentos. Em 2011, o Grande ABC ficou posicionado como sexto maior empregado do setor no Estado, com 45.894 trabalhadores.
Balanço do SindusCon-SP mostra que São José do Rio Preto e Santo André (que abrange as sete cidades no levantamento) tiveram as maiores quedas nas contratações, de 4,31% (2.867 postos fechados) e 2,19% (1.029 empregos a menos), respectivamente. No Estado, a situação foi inversa com as contratações subindo 5,7%, somando 42.609 empregos criados em 2011. No País, as vagas com carteira assinada tiveram alta 7,46%, com 211.098 mais postos.
Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

Construção civil demite 1.029 operários

Durante o ano passado, a indústria da construção civil no Grande ABC demitiu 1.029 trabalhadores, número 2,19% maior do que em 2010. Somente em dezembro foram 801 postos a menos nos canteiros. A explicação do escritório regional do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) é que a entrega de diversas obras no fim do ano e a dispensa dos operários colaboraram para a alta do indicador.
 
Mauá liderou o crescimento nas demissões, com 1.068 trabalhadores demitidos ao longo do ano. A vizinha Ribeirão Pires vem em seguida, com 697 vagas a menos. Segundo a diretora regional do SindusCon, Rosana Carnevalli, o término as obras do Trecho Sul do Rodoanel e da ligação com a Avenida Jacu-Pêssego levou à dispensa de centenas de pessoas. Em Ribeirão, deve-se à entrega de alguma obra comercial, pois a maior parte da cidade fica em área de manancial.

Em terceiro lugar nas demissões está São Caetano. As construtoras e empreiteiras que atuam no município com o metro quadrado mais caro das sete cidades mandaram embora 141 funcionários. “Como 2011 foi forte em lançamentos, neste ano haverá muitas contratações”, avalia. Os canteiros instalados na cidade empregam 10.560 pessoas. Outra queda discreta foi observada em Diadema, onde houve aumento de 0,54% nas dispensas. Mas em dezembro, foram contabilizadas 293 demissões.
POSITIVO
Bons resultados foram computados em Santo André, São Bernardo e Rio Grande. Rosana diz que os números alcançados no território andreense surpreenderam. Os postos com carteira assinada cresceram 9,02%, totalizando 786 vagas. E São Bernardo foi o único município onde a indústria da construção contratou em dezembro na região, recrutando 114 operários. Rio Grande encerrou o ano com saldo positivo de três vagas.
A expectativa de Rosana é que durante 2012 pelo menos 4.000 postos de trabalho sejam criados para atender a demanda das empresas que vão iniciar a construção de empreendimentos. Em 2011, o Grande ABC ficou posicionado como sexto maior empregado do setor no Estado, com 45.894 trabalhadores.
Balanço do SindusCon-SP mostra que São José do Rio Preto e Santo André (que abrange as sete cidades no levantamento) tiveram as maiores quedas nas contratações, de 4,31% (2.867 postos fechados) e 2,19% (1.029 empregos a menos), respectivamente. No Estado, a situação foi inversa com as contratações subindo 5,7%, somando 42.609 empregos criados em 2011. No País, as vagas com carteira assinada tiveram alta 7,46%, com 211.098 mais postos.
Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

Empresários defendem adesão facultativa à desoneração da folha

Sancionada em dezembro e em teste pelo governo até 2014, a desoneração da folha de pagamentos para setores da economia recebe críticas pouco depois de entrar em vigor. Empresários defendem a diminuição das alíquotas e que a adesão ao sistema se torne opcional. Eles alegam que o novo regime beneficia apenas uma pequena parcela das empresas, criando desigualdades dentro dos setores contemplados.
 
Para os empregadores, a mudança no pagamento da contribuição dos patrões à Previdência Social só reduz a carga tributária para as empresas intensivas em mão de obra. As empresas mais automatizadas, na prática, passaram a pagar mais. Nas estimativas do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), o novo sistema é vantajoso apenas caso o custo com os empregados represente mais de 10% do faturamento.
 
Presidente do Sescon-SP, José Alcazar disse que, em um momento em que a tecnologia ganha força e diversos setores da economia passam por um processo de automatização, a mudança na forma de recolhimento encarece os custos com a mão de obra e reduz a competitividade. “Não é à toa que a indústria de móveis, que está se automatizando, foi ao Congresso e pediu para ser excluída do novo regime”, destaca.
 

Mudanças nas regras


Anunciada em agosto do ano passado, como parte do Plano Brasil Maior (nova política industrial do governo), a desoneração da folha de pagamento mudou a forma como as empresas de cinco setores pagam a contribuição dos empregadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em vez de pagarem 20% sobre a folha de pagamento, esses segmentos passaram a recolher um percentual sobre o faturamento.
 
Para as empresas de tecnologia da informação e de call center, a contribuição passou para 2,5% do faturamento. Para as confecções e as indústrias de calçados e de artefatos de couro, o percentual corresponde a 1,5%. O novo sistema vigora até 2014, quando o governo se reunirá com os setores contemplados e avaliará se esse modelo pode ser estendido a outros setores da economia.
 
Alcazar defende que o governo altere a legislação para permitir que os empresários escolham se querem mudar a forma de recolhimento ou permanecer no sistema tradicional, opinião compartilhada pelo diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Tecidos (Abit), Fernando Pimentel.
 

Direito de escolha

“Já que o sistema está em fase de teste, as empresas deveriam ter o direito de escolher em qual regime querem ficar, mas o governo, na época das negociações, alegou que não teria como controlar isso”, disse.
 
Segundo a Abit, a alteração no recolhimento teve efeitos contraditórios no setor de confecções. Entre 55% e 60% das empresas do segmento tiveram algum benefício, mas 35% foram prejudicadas, e de 5% a 10% ficaram na mesma.
 
“Como a tendência, no longo prazo, é as indústrias se automatizarem cada vez mais, certamente o percentual de empresas prejudicadas vai aumentar nos próximos anos”, declarou. Ele sugere que a alíquota sobre o faturamento seja reduzida para 0,8% a fim de recalibrar essas desigualdades.
 
Alcazar adverte que, se o modelo não sofrer ajustes, o resultado pode ser o aumento no uso de artifícios para pagar menos impostos. “Muitas empresas vão se dividir em duas: uma com mão de obra intensiva e outra em que os empregados têm peso menor. No futuro, haverá problemas. Esse planejamento tributário não chega a ser ilegal, mas é combatido pela Receita Federal, que a todo tempo baixa normas para coibir essa prática”, explicou.
Cresce em dez vezes número de donas de casa que contribuem para INSS

Empresários defendem adesão facultativa à desoneração da folha

Sancionada em dezembro e em teste pelo governo até 2014, a desoneração da folha de pagamentos para setores da economia recebe críticas pouco depois de entrar em vigor. Empresários defendem a diminuição das alíquotas e que a adesão ao sistema se torne opcional. Eles alegam que o novo regime beneficia apenas uma pequena parcela das empresas, criando desigualdades dentro dos setores contemplados.
 
Para os empregadores, a mudança no pagamento da contribuição dos patrões à Previdência Social só reduz a carga tributária para as empresas intensivas em mão de obra. As empresas mais automatizadas, na prática, passaram a pagar mais. Nas estimativas do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), o novo sistema é vantajoso apenas caso o custo com os empregados represente mais de 10% do faturamento.
 
Presidente do Sescon-SP, José Alcazar disse que, em um momento em que a tecnologia ganha força e diversos setores da economia passam por um processo de automatização, a mudança na forma de recolhimento encarece os custos com a mão de obra e reduz a competitividade. “Não é à toa que a indústria de móveis, que está se automatizando, foi ao Congresso e pediu para ser excluída do novo regime”, destaca.
 

Mudanças nas regras


Anunciada em agosto do ano passado, como parte do Plano Brasil Maior (nova política industrial do governo), a desoneração da folha de pagamento mudou a forma como as empresas de cinco setores pagam a contribuição dos empregadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em vez de pagarem 20% sobre a folha de pagamento, esses segmentos passaram a recolher um percentual sobre o faturamento.
 
Para as empresas de tecnologia da informação e de call center, a contribuição passou para 2,5% do faturamento. Para as confecções e as indústrias de calçados e de artefatos de couro, o percentual corresponde a 1,5%. O novo sistema vigora até 2014, quando o governo se reunirá com os setores contemplados e avaliará se esse modelo pode ser estendido a outros setores da economia.
 
Alcazar defende que o governo altere a legislação para permitir que os empresários escolham se querem mudar a forma de recolhimento ou permanecer no sistema tradicional, opinião compartilhada pelo diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Tecidos (Abit), Fernando Pimentel.
 

Direito de escolha

“Já que o sistema está em fase de teste, as empresas deveriam ter o direito de escolher em qual regime querem ficar, mas o governo, na época das negociações, alegou que não teria como controlar isso”, disse.
 
Segundo a Abit, a alteração no recolhimento teve efeitos contraditórios no setor de confecções. Entre 55% e 60% das empresas do segmento tiveram algum benefício, mas 35% foram prejudicadas, e de 5% a 10% ficaram na mesma.
 
“Como a tendência, no longo prazo, é as indústrias se automatizarem cada vez mais, certamente o percentual de empresas prejudicadas vai aumentar nos próximos anos”, declarou. Ele sugere que a alíquota sobre o faturamento seja reduzida para 0,8% a fim de recalibrar essas desigualdades.
 
Alcazar adverte que, se o modelo não sofrer ajustes, o resultado pode ser o aumento no uso de artifícios para pagar menos impostos. “Muitas empresas vão se dividir em duas: uma com mão de obra intensiva e outra em que os empregados têm peso menor. No futuro, haverá problemas. Esse planejamento tributário não chega a ser ilegal, mas é combatido pela Receita Federal, que a todo tempo baixa normas para coibir essa prática”, explicou.