NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

A exatos 500 dias do início da Copa das Confederações, as arenas de Salvador e Recife, candidatas a receber jogos da competição em junho de 2013, são atingidas por greves de operários e colocam em risco sua participação no torneio que será um teste para a Copa do Mundo de 2014.
A greve na capital da Bahia começou na manhã desta terça-feira. Os trabalhadores do consórcio responsável pela construção da Arena Fonte Nova realizaram uma manifestação em frente ao canteiro de obras.
 
 
O Sindicato da Construção Civil Pesada (Sintepav) disse que os trabalhadores reclamam de descontos indevidos nos salários e desvios de funções e que seus dirigentes estão em negociação com o consórcio responsável pelas obras, liderado pela Odebrecht.
 
 
A direção do consórcio informou em nota que “reafirma o compromisso de respeito aos direitos dos seus colaboradores, permanecendo aberta ao diálogo”.
 
 
Em Pernambuco, a greve dura uma semana e o consórcio entrou com solicitação de ilegalidade no Tribunal Regional do Trabalho. O pedido será julgado na quinta-feira.
 
 
“A paralisação, considerada ilegítima pelo Consórcio Arena Pernambuco, vem comprometendo o cronograma de obras desde a última quarta-feira”, disse o consórcio em nota.
 
 
Os operários reivindicam, principalmente, aumento salarial e cesta básica, mas o consórcio, também comandado pela Odebrecht, argumenta que um acordo coletivo foi assinado em agosto passado e que somente depois de um ano é que haverá novas negociações.
 
 
“Neste acordo, foram definidos em consenso os valores de salário, cesta básica e outros benefícios que vêm sendo atendidos integralmente”, afirmou a empresa, acrescentando que a equipe dirigente da obra reuniu-se com lideranças do movimento grevista no início da semana em busca do restabelecimento das atividades e não houve sucesso.
 
 
Bahia e Pernambuco estão sujeitas à aprovação final da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) para participarem da Copa das Confederações. O anúncio final da tabela de jogos do torneio e das sedes será em junho. Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza estão confirmadas.
 
 
Em janeiro, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, elogiou o andamento das obras de Fortaleza (CE) e Salvador. A Copa das Confederações começa no dia 15 de junho de 2013 em Brasília, com as duas semifinais em Belo Horizonte e Fortaleza e a decisão do título no Maracanã, no Rio.
 
 
Esses não são os primeiros casos de greves em estádios para o Mundial de 2014. Os trabalhadores dos estádios de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro também já fizeram paralisações.
Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

A exatos 500 dias do início da Copa das Confederações, as arenas de Salvador e Recife, candidatas a receber jogos da competição em junho de 2013, são atingidas por greves de operários e colocam em risco sua participação no torneio que será um teste para a Copa do Mundo de 2014.
A greve na capital da Bahia começou na manhã desta terça-feira. Os trabalhadores do consórcio responsável pela construção da Arena Fonte Nova realizaram uma manifestação em frente ao canteiro de obras.
 
 
O Sindicato da Construção Civil Pesada (Sintepav) disse que os trabalhadores reclamam de descontos indevidos nos salários e desvios de funções e que seus dirigentes estão em negociação com o consórcio responsável pelas obras, liderado pela Odebrecht.
 
 
A direção do consórcio informou em nota que “reafirma o compromisso de respeito aos direitos dos seus colaboradores, permanecendo aberta ao diálogo”.
 
 
Em Pernambuco, a greve dura uma semana e o consórcio entrou com solicitação de ilegalidade no Tribunal Regional do Trabalho. O pedido será julgado na quinta-feira.
 
 
“A paralisação, considerada ilegítima pelo Consórcio Arena Pernambuco, vem comprometendo o cronograma de obras desde a última quarta-feira”, disse o consórcio em nota.
 
 
Os operários reivindicam, principalmente, aumento salarial e cesta básica, mas o consórcio, também comandado pela Odebrecht, argumenta que um acordo coletivo foi assinado em agosto passado e que somente depois de um ano é que haverá novas negociações.
 
 
“Neste acordo, foram definidos em consenso os valores de salário, cesta básica e outros benefícios que vêm sendo atendidos integralmente”, afirmou a empresa, acrescentando que a equipe dirigente da obra reuniu-se com lideranças do movimento grevista no início da semana em busca do restabelecimento das atividades e não houve sucesso.
 
 
Bahia e Pernambuco estão sujeitas à aprovação final da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) para participarem da Copa das Confederações. O anúncio final da tabela de jogos do torneio e das sedes será em junho. Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza estão confirmadas.
 
 
Em janeiro, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, elogiou o andamento das obras de Fortaleza (CE) e Salvador. A Copa das Confederações começa no dia 15 de junho de 2013 em Brasília, com as duas semifinais em Belo Horizonte e Fortaleza e a decisão do título no Maracanã, no Rio.
 
 
Esses não são os primeiros casos de greves em estádios para o Mundial de 2014. Os trabalhadores dos estádios de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro também já fizeram paralisações.
Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

Desemprego na Itália é o maior desde 2004

A taxa de desemprego na Itália registrada no mês de dezembro de 2011 atingiu 8,9%, a maior desde janeiro de 2004, revelou nesta quarta (1) o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat). Atualmente, há 2,2 milhões de pessoas sem emprego no país.
Em comparação com dezembro de 2010, houve uma alta de 0,8%. Já em comparação com novembro de 2011, a taxa subiu 0,1%. 

Esse é o maior índice desde janeiro de 2004, quando começaram a ser avaliadas as taxas mensais. Se o número for comparado com as séries históricas trimestrais, esse é o maior desde 2001. 

De acordo com o Istat, a taxa de desemprego masculino em dezembro cresceu 5,1% em relação ao mês anterior e 15,1% em um ano, alcançando 8,4%. 

Já o número de mulheres desempregadas na Itália diminui em relação a novembro (-3,9%) e bateu os 9,6%.

Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

Desemprego na Itália é o maior desde 2004

A taxa de desemprego na Itália registrada no mês de dezembro de 2011 atingiu 8,9%, a maior desde janeiro de 2004, revelou nesta quarta (1) o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat). Atualmente, há 2,2 milhões de pessoas sem emprego no país.
Em comparação com dezembro de 2010, houve uma alta de 0,8%. Já em comparação com novembro de 2011, a taxa subiu 0,1%. 

Esse é o maior índice desde janeiro de 2004, quando começaram a ser avaliadas as taxas mensais. Se o número for comparado com as séries históricas trimestrais, esse é o maior desde 2001. 

De acordo com o Istat, a taxa de desemprego masculino em dezembro cresceu 5,1% em relação ao mês anterior e 15,1% em um ano, alcançando 8,4%. 

Já o número de mulheres desempregadas na Itália diminui em relação a novembro (-3,9%) e bateu os 9,6%.

Greves atingem obras de estádios de Bahia e Pernambuco para Copa

Forte crescimento da imigração ao Brasil não preocupa o governo

 A nova realidade econômica do Brasil fez com que o país voltasse a ser um lugar atrativo para os estrangeiros morarem e fazerem investimentos, o que levou a um forte crescimento de pessoas com a situação regularizada. Mas se essa nova onda de imigração não assusta o governo brasileiro, ela traz seus riscos e tem suas limitações.
 
Entre 2010 e 2011, segundo o governo, o contingente de imigrantes vivendo em situação regular no país cresceu em mais de 500 mil, saltando de 961 mil para 1,46 milhão em julho do ano passado.
 
Uma pequena parte desses imigrantes, cerca de 45 mil, foram anistiados pelo Ministério da Justiça em 2009 e ganharam a autorização de permanência temporária. Desses, 18 mil já requereram a autorização para permanência definitiva no país.
 
E a expectativa da diretora do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça, Izaura Miranda, é que todos peçam para fixar residência no Brasil.
 
“(A regularização) é uma vantagem para o governo. Os irregulares não pagam INSS e oneram o SUS. O irregular não paga nenhum imposto, não pode trabalhar, mas sabemos que trabalham”, disse Izaura à Reuters.
 
A maior parte desses anistiados é formada por jovens entre 19 e 30 anos (44 por cento) e do sexo masculino (61 por cento). E a maioria é proveniente da Bolívia, da China e do Paraguai.
 
MERCADO DE TRABALHO
 
“Há 15 anos, o eldorado para os brasileiros eram os Estados Unidos. Hoje o eldorado para o boliviano é o Brasil”, comparou Izaura.
 
Para ela, o interesse dos estrangeiros no país deve crescer ainda mais nos próximos anos por conta da estabilidade econômica e das oportunidades de trabalho que continuarão surgindo.
 
As duas principais centrais sindicais brasileiras -CUT e Força Sindical- concordam que o melhor a fazer é regularizar a situação desses imigrantes até para protegê-los de práticas abusivas no mercado de trabalho.
 
Mas o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), questiona sobre o risco de os brasileiros perderem espaço no mercado de trabalho nos postos que exigem maior qualificação.
 
“Esse pessoal está vindo para ficar com os melhores empregos. Esse é o problema”, argumenta o sindicalista, que não vê problemas com o atual contingente de estrangeiros, mas prevê problemas no futuro, caso o Brasil não mantenha sua trajetória de crescimento.
 
O Ministério do Trabalho emitiu até setembro de 2011 mais de 52,5 mil autorizações de trabalho, contra pouco mais de 39 mil emitidas no mesmo período de 2010
 
Já a diretora do Departamento de Estrangeiros disse que esse movimento migratório não preocupa o governo e também não deveria preocupar os brasileiros, nem a longo prazo.
 
“Num universo de 198 milhões de habitantes temos (só) quase 1,5 milhão de estrangeiros regulares”, argumentou Izaura, lembrando que o Brasil já precisou dos imigrantes em vários momentos da sua história para se desenvolver.
 
Para a diretora, esse novo fluxo migratório poderá se reverter no futuro e o próprio Brasil serve de exemplo.
 
“Há 15 anos tínhamos 4 milhões de brasileiros lá fora. Hoje esse número não chega a 2 milhões. Por quê? Porque instalou-se a estabilidade econômica e os brasileiros estão voltando. Retornando a estabilidade econômica lá fora nada impede que esses estrangeiros voltem para seus países”, argumentou.
 
LEGISLAÇÃO
 
Ter a situação regularizada no Brasil é uma tarefa mais fácil do que na Europa ou nos Estados Unidos, segundo a diretora, e um dos argumentos é que o Estatuto do Estrangeiro, que rege a regularização dos imigrantes é de 1982.
 
Com uma legislação tão antiquada, as permissões de permanência no país têm sido regidas muitas vezes por resoluções do Conselho Nacional de Imigração.
 
“É claro que nas lacunas dessa lei (do Estatuto do Estrangeiro) nós trabalhamos com resoluções no Conselho. Já estamos com quase 100 resoluções. Para concessão (do visto) aos haitianos foi necessária uma resolução do conselho”, exemplificou Izaura.
 
No começo do mês, o Brasil concedeu vistos de permanência provisória para aproximadamente 4 mil haitianos que entraram ilegalmente no país. Além disso, para evitar a imigração ilegal, a embaixada brasileira em Porto Príncipe emitirá até cem vistos por mês a haitianos que queiram vir ao Brasil. A concessão vale por cinco anos.
 
Aliás, essa limitação tem provocado inquietações entre os defensores dos direitos humanos.
 
“Estamos preocupados com o funcionamento efetivo do ‘visto humanitário’ e também com a situação daqueles que têm sua entrada negada no Brasil. Há relatos de famílias desabrigadas em zonas de fronteira, confrontadas pela Polícia Federal e sem ter como nem para onde regressar. Isso não é condizente com uma política que se autodenomina humanitária”, disse Juana Kweitel, diretora da ONG Conectas.
 
A entidade, que tem status consultivo desde 2006 junto à Organização das Nações Unidas (ONU), enviou nesta terça uma carta a vários ministros do governo pedindo o detalhamento da medida, questionando como ela está sendo divulgada entre a população haitiana e que tipo de documentos serão exigidos para concessão do visto.