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JUSTIÇA SOCIAL

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Ex-presidente critica Serra e diz que partido cometeu ‘erros enormes’ em 2010
 
Em entrevista à revista ‘Economist’, tucano atribui fracasso eleitoral a arrogância da legenda e isolamento de Serra
 
Francisco Cepeda/News Free
Em entrevista à revista "The Economist", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Aécio Neves (PSDB-MG) como candidato à disputa presidencial
Em entrevista à revista “The Economist”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
defendeu Aécio Neves (PSDB-MG) como candidato à disputa presidencial

UIRÁ MACHADO
Em entrevista na qual faz diversas críticas ao PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atribui a José Serra parte da responsabilidade pela derrota tucana nas eleições de 2010 e afirma que o “candidato óbvio” do partido para disputar a Presidência em 2014 é o senador mineiro Aécio Neves.
As declarações foram publicadas pelo blog “Americas View”, da revista britânica “The Economist”.
Para o ex-presidente, Aécio está mais apto a formar alianças, e Serra deveria abrir espaço para outros.
“No caso do PSDB, o ex-governador Serra faz o papel do Lula: ele tem coragem, gosta de competir. Eu não sei até que ponto ele vai se convencer de que [a disputa] não é para ele, a abrir espaço para outros”, diz o tucano.
FHC prevê também uma “briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio” na corrida para 2014. Ele, no entanto, diz que o cenário estará mais claro apenas depois das eleições municipais.
Outra avaliação de FHC é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não está no páreo.
As declarações representam uma mudança de tom do ex-presidente.
Em maio do ano passado, em entrevista ao portal iG, FHC já havia afirmado que Aécio tinha uma vantagem sobre Serra, mas dizia que a questão não estava fechada e ainda considerava Alckmin no cenário.
A entrevista de FHC deve aumentar a tensão entre Serra e Aécio, que disputam a indicação do partido para concorrer à Presidência em 2014.
No final do ano passado, quando Aécio disse publicamente que queria disputar a Presidência em 2014, Serra rebateu pelo microblog Twitter: “Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”.
Ao rever o desempenho tucano em 2010, FHC avalia que o PSDB cometeu “erros enormes” na campanha. Não fosse por isso, afirma, seu partido poderia ter vencido a disputa com a hoje presidente Dilma Rousseff.
“O que estou tentando dizer é que era possível ter vencido. Foi falha nossa”, diz FHC na entrevista, que foi publicada na última quinta.
O ex-presidente é então questionado se o PSDB poderia ter vencido com “o mesmo candidato”.
“Bem, talvez não”, diz.
Para FHC, um dos fatores que pesaram contra os tucanos foi o isolamento do partido, em parte provocado pelas características de Serra.
“Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente”, diz FHC, que concorda quando a entrevistadora pergunta se Serra afastou as pessoas: “Sim. E foi muito ruim”.
Procurado, Serra afirmou por meio de sua secretária que não havia lido a entrevista e não poderia comentá-la.
SONHO COM LULA
Na entrevista, FHC conta que teve um sonho recente com o ex-presidente Lula: “Sonhei que nós, Lula e eu, estávamos propondo juntos consenso nacional [risos]”.
Na vida real, o tucano propõe que o petista se afaste um pouco para permitir a chegada de novos líderes.
“Deixe-me falar sem personalizar: nos últimos 20 anos, houve apenas dois líderes”, diz, logo após concordar que ele ainda é uma das vozes mais importantes do PSDB, “pela falta de alternativas”.
FHC pondera, porém, que há uma nova geração: “É uma questão de tempo. Provavelmente, se Lula não estivesse envolvido -o mesmo se aplica a mim-, seria melhor”.
Quanto a 2014, FHC diz que ninguém sabe qual será o papel de Lula. Porém, ele afirma que o petista deve querer disputar a eleição, porque é “um animal muito competitivo, um animal político”.


DE SÃO PAULO

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Ex-presidente critica Serra e diz que partido cometeu ‘erros enormes’ em 2010
 
Em entrevista à revista ‘Economist’, tucano atribui fracasso eleitoral a arrogância da legenda e isolamento de Serra
 
Francisco Cepeda/News Free
Em entrevista à revista "The Economist", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Aécio Neves (PSDB-MG) como candidato à disputa presidencial
Em entrevista à revista “The Economist”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
defendeu Aécio Neves (PSDB-MG) como candidato à disputa presidencial

UIRÁ MACHADO
Em entrevista na qual faz diversas críticas ao PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atribui a José Serra parte da responsabilidade pela derrota tucana nas eleições de 2010 e afirma que o “candidato óbvio” do partido para disputar a Presidência em 2014 é o senador mineiro Aécio Neves.
As declarações foram publicadas pelo blog “Americas View”, da revista britânica “The Economist”.
Para o ex-presidente, Aécio está mais apto a formar alianças, e Serra deveria abrir espaço para outros.
“No caso do PSDB, o ex-governador Serra faz o papel do Lula: ele tem coragem, gosta de competir. Eu não sei até que ponto ele vai se convencer de que [a disputa] não é para ele, a abrir espaço para outros”, diz o tucano.
FHC prevê também uma “briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio” na corrida para 2014. Ele, no entanto, diz que o cenário estará mais claro apenas depois das eleições municipais.
Outra avaliação de FHC é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não está no páreo.
As declarações representam uma mudança de tom do ex-presidente.
Em maio do ano passado, em entrevista ao portal iG, FHC já havia afirmado que Aécio tinha uma vantagem sobre Serra, mas dizia que a questão não estava fechada e ainda considerava Alckmin no cenário.
A entrevista de FHC deve aumentar a tensão entre Serra e Aécio, que disputam a indicação do partido para concorrer à Presidência em 2014.
No final do ano passado, quando Aécio disse publicamente que queria disputar a Presidência em 2014, Serra rebateu pelo microblog Twitter: “Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”.
Ao rever o desempenho tucano em 2010, FHC avalia que o PSDB cometeu “erros enormes” na campanha. Não fosse por isso, afirma, seu partido poderia ter vencido a disputa com a hoje presidente Dilma Rousseff.
“O que estou tentando dizer é que era possível ter vencido. Foi falha nossa”, diz FHC na entrevista, que foi publicada na última quinta.
O ex-presidente é então questionado se o PSDB poderia ter vencido com “o mesmo candidato”.
“Bem, talvez não”, diz.
Para FHC, um dos fatores que pesaram contra os tucanos foi o isolamento do partido, em parte provocado pelas características de Serra.
“Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente”, diz FHC, que concorda quando a entrevistadora pergunta se Serra afastou as pessoas: “Sim. E foi muito ruim”.
Procurado, Serra afirmou por meio de sua secretária que não havia lido a entrevista e não poderia comentá-la.
SONHO COM LULA
Na entrevista, FHC conta que teve um sonho recente com o ex-presidente Lula: “Sonhei que nós, Lula e eu, estávamos propondo juntos consenso nacional [risos]”.
Na vida real, o tucano propõe que o petista se afaste um pouco para permitir a chegada de novos líderes.
“Deixe-me falar sem personalizar: nos últimos 20 anos, houve apenas dois líderes”, diz, logo após concordar que ele ainda é uma das vozes mais importantes do PSDB, “pela falta de alternativas”.
FHC pondera, porém, que há uma nova geração: “É uma questão de tempo. Provavelmente, se Lula não estivesse envolvido -o mesmo se aplica a mim-, seria melhor”.
Quanto a 2014, FHC diz que ninguém sabe qual será o papel de Lula. Porém, ele afirma que o petista deve querer disputar a eleição, porque é “um animal muito competitivo, um animal político”.


DE SÃO PAULO

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Um sonho do trabalhador

O brasileiro quer ser dono do próprio negócio, mas esbarra na burocracia; em algumas cidades do interior, é possível abrir empresas rapidamente
Desde 1986, quando fui eleito deputado constituinte, representando as pequena empresas, mantive um relacionamento muito amistoso com o deputado eleito para representar os trabalhadores: Luiz Inácio Lula da Silva.
Eu brincava com Lula, dizendo que ele não poderia me atacar, pois atacaria o sonho do trabalhador brasileiro: ser dono do próprio negócio.
O tom era de brincadeira, mas eu tinha certeza de que esse sonho, embora contido na época, era uma realidade na cabeça do trabalhador.
O tempo passou. A tese foi se consolidando. Hoje, as pesquisas comprovam que mais da metade dos brasileiros sonham em trabalhar por conta própria.
Mas, ao lado do indicador que coloca o brasileiro entre os povos mais empreendedores do mundo, existe a burocracia. Ela faz do Brasil um dos piores lugares para abrir ou fechar um negócio. Em um ranking de 183 países, estamos na posição número 126, de acordo com o Banco Mundial. Um grande paradoxo.
Quando fui secretário do Emprego, no governo José Serra, assumi também a presidência do Programa Estadual de Desburocratização. Nossa prioridade foi melhorar essa estatística. Criamos o Sistema Integrado de Licenciamento (SIL). Ele reúne, em um único ambiente na internet, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária, a Cetesb e os órgãos municipais.
Hoje, 23 municípios paulistas utilizam o SIL, com resultados muito positivos. Entre essas cidades, destacam-se Piracicaba, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Elas oferecem a possibilidade de abrir empresas em tempo recorde, apoiando o empreendedorismo.
Mas, infelizmente, o ranking do Banco Mundial tem como base a cidade de São Paulo. Ela é a cidade mais problemática.
Diante desse fato, fizemos um trabalho com o prefeito Gilberto Kassab e com a Câmara Municipal. Ajudamos a desenhar o projeto que se transformou na lei 15.499/2011. Ela desvincula a regularidade do imóvel da regularidade da empresa, abrindo caminho para o alvará provisório e para a integração do município ao SIL.
Eleito vice-governador, propus ao governador Geraldo Alckmin levar a Junta Comercial para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Isso integrou ainda mais o sistema. Concebi, antes de deixar de ser secretário, o Via Rápida Empresa, que amplia o SIL para todos os municípios do Estado. Espero que ele esteja implantado em um curto espaço de tempo.
Implantado o SIL, restará o problema que considero mais grave: o fechamento de empresas.
Resolver isso depende principalmente da integração de todos os fiscos. O avanço está previsto na lei 11.598/2007, que criou a Redesim, que simplifica e integra todos os fiscos e juntas comerciais. Falta colocar a lei em prática.
Sou confiante sobre o andamento da questão, pois a presidenta Dilma mostrou sensibilidade sobre o tema. Ela teve coragem para reduzir a contribuição previdenciária para o microempreendedor individual, proposta que levei pessoalmente ao presidente Lula.
Acredito, portanto, que ela atenderá a expectativa dos batalhadores brasileiros. Assim, colocaremos o Brasil entre os países que mais apoiam o empreendedorismo.
GUILHERME AFIF DOMINGOS, 68, é vice-governador do Estado de São Paulo. Foi secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo (gestão José Serra) e deputado constituinte
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Um sonho do trabalhador

O brasileiro quer ser dono do próprio negócio, mas esbarra na burocracia; em algumas cidades do interior, é possível abrir empresas rapidamente
Desde 1986, quando fui eleito deputado constituinte, representando as pequena empresas, mantive um relacionamento muito amistoso com o deputado eleito para representar os trabalhadores: Luiz Inácio Lula da Silva.
Eu brincava com Lula, dizendo que ele não poderia me atacar, pois atacaria o sonho do trabalhador brasileiro: ser dono do próprio negócio.
O tom era de brincadeira, mas eu tinha certeza de que esse sonho, embora contido na época, era uma realidade na cabeça do trabalhador.
O tempo passou. A tese foi se consolidando. Hoje, as pesquisas comprovam que mais da metade dos brasileiros sonham em trabalhar por conta própria.
Mas, ao lado do indicador que coloca o brasileiro entre os povos mais empreendedores do mundo, existe a burocracia. Ela faz do Brasil um dos piores lugares para abrir ou fechar um negócio. Em um ranking de 183 países, estamos na posição número 126, de acordo com o Banco Mundial. Um grande paradoxo.
Quando fui secretário do Emprego, no governo José Serra, assumi também a presidência do Programa Estadual de Desburocratização. Nossa prioridade foi melhorar essa estatística. Criamos o Sistema Integrado de Licenciamento (SIL). Ele reúne, em um único ambiente na internet, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária, a Cetesb e os órgãos municipais.
Hoje, 23 municípios paulistas utilizam o SIL, com resultados muito positivos. Entre essas cidades, destacam-se Piracicaba, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Elas oferecem a possibilidade de abrir empresas em tempo recorde, apoiando o empreendedorismo.
Mas, infelizmente, o ranking do Banco Mundial tem como base a cidade de São Paulo. Ela é a cidade mais problemática.
Diante desse fato, fizemos um trabalho com o prefeito Gilberto Kassab e com a Câmara Municipal. Ajudamos a desenhar o projeto que se transformou na lei 15.499/2011. Ela desvincula a regularidade do imóvel da regularidade da empresa, abrindo caminho para o alvará provisório e para a integração do município ao SIL.
Eleito vice-governador, propus ao governador Geraldo Alckmin levar a Junta Comercial para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Isso integrou ainda mais o sistema. Concebi, antes de deixar de ser secretário, o Via Rápida Empresa, que amplia o SIL para todos os municípios do Estado. Espero que ele esteja implantado em um curto espaço de tempo.
Implantado o SIL, restará o problema que considero mais grave: o fechamento de empresas.
Resolver isso depende principalmente da integração de todos os fiscos. O avanço está previsto na lei 11.598/2007, que criou a Redesim, que simplifica e integra todos os fiscos e juntas comerciais. Falta colocar a lei em prática.
Sou confiante sobre o andamento da questão, pois a presidenta Dilma mostrou sensibilidade sobre o tema. Ela teve coragem para reduzir a contribuição previdenciária para o microempreendedor individual, proposta que levei pessoalmente ao presidente Lula.
Acredito, portanto, que ela atenderá a expectativa dos batalhadores brasileiros. Assim, colocaremos o Brasil entre os países que mais apoiam o empreendedorismo.
GUILHERME AFIF DOMINGOS, 68, é vice-governador do Estado de São Paulo. Foi secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo (gestão José Serra) e deputado constituinte
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

PIB deve acelerar em 2012, diz Tombini

Segundo porta-voz, o presidente do BC também afirmou que a inflação seguirá em direção ao centro da meta
 
Durante a primeira reunião ministerial deste ano, que está sendo realizada pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília,o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez uma apresentação sobre economia internacional, informou há pouco o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann. 
Segundo ele, Tombini afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vai se acelerar ao longo deste ano, principalmente, no segundo semestre. Já a inflação seguirá em trajetória descendente, em direção ao centro da meta, afirmou Tombini, de acordo com o porta-voz. 
 
Mantega 
 
Na mesma reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que a economia brasileira continua em uma trajetória sustentável de crescimento e que o País será um dos poucos que irá crescer mais neste ano em relação a 2011, apesar da crise econômica internacional, segundo relato de Traumann.