NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

PDT disputa Ministério do Trabalho

PDT disputa Ministério do Trabalho

A indefinição da presidente Dilma Rousseff em relação às mudanças no primeiro escalão do governo passou a alimentar uma disputa interna no PDT pelo comando do Ministério do Trabalho.
 
Embora integrantes da cúpula da legenda acreditem que só serão chamados a conversar sobre a reforma ministerial por emissários da presidente no início de fevereiro, as diversas alas da sigla já deram início às articulações para definir quem sucederá Paulo Roberto dos Santos Pinto no cargo. O ministro em exercício, ex-secretário-executivo da Pasta, permaneceu interinamente à frente do ministério após a demissão de Carlos Lupi. Mas não é considerado um nome indicado pelo partido.

Lupi deixou o governo em meio a denúncias de irregularidades no ministério e de ter acumulado cargos na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Caiu após a Comissão de Ética Pública da Presidência da República ter recomendado sua demissão.

A ala ligada ao ex-ministro, que se licenciou do cargo de presidente do PDT durante o período em que chefiou o Ministério do Trabalho, e a sindicalistas da Força Sindical defende a nomeação do primeiro vice-presidente da sigla, deputado André Figueiredo (CE). O parlamentar permaneceu ao lado de Lupi na crise que culminou com a saída do ex-ministro do governo.

A ideia desse grupo é eleger Figueiredo logo no início de fevereiro para a liderança do partido na Câmara, função atualmente ocupada por Giovanni Queiroz (PA). Se a promoção de André Figueiredo repercutir junto ao Palácio do Planalto, avaliam os entusiastas desse plano, Figueiredo poderia ser nomeado ministro e o deputado Paulo Rubem Santiago (PE), alçado ao cargo de líder do PDT na Câmara.

Na legenda, há também quem defenda a indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ). A ideia, porém, enfrenta resistências entre os aliados de Lupi. Eles acreditam que Brizola Neto, que, apesar da proximidade com Dilma, é considerado “muito jovem” por autoridades do Planalto, pode ter contribuído para a demissão de Lupi. “Não se vai fazer um ministro contra o presidente do partido”, comentou um integrante da cúpula do PDT ligado a Lupi.

Outro deputado citado como forte candidato ao cargo é Vieira da Cunha (RS). Antes de filiar-se ao PT, Dilma ajudou a fundar o PDT no Rio Grande do Sul e trabalhou na assessoria da bancada estadual do partido entre 1980 e 1985. Mas não é só esse o elo que liga a presidente ao parlamentar: Giles Azevedo, chefe de gabinete e homem da estrita confiança de Dilma, exerceu a mesma função para o então deputado estadual Vieira da Cunha.

O deputado enfrenta oposição de sindicalistas ligados ao PDT, mas é visto como favorito entre auxiliares da presidente. Corre ainda por fora na disputa o secretário-geral da sigla, Manoel Dias, que também é do grupo político de Lupi.

Segundo Vieira da Cunha, autoridades do Palácio do Planalto ainda não entraram em contato com representantes do PDT para tratar da reforma ministerial. “Decidimos aguardar a presidenta tomar a iniciativa”, contou o deputado, referindo-se à última reunião da executiva nacional da legenda, que resultou no retorno de Lupi à presidência do partido. No encontro, ficou acertado também que a interlocução entre o PDT e o Planalto será feita pelos líderes do partido no Congresso, Manoel Dias e o próprio Lupi.

Por outro lado, uma ala minoritária do PDT defende que o partido continue a integrar a base de sustentação do Executivo no Congresso, mas sem ter representante na Esplanada dos Ministérios. A tese chegou a ser apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) a Carlos Lupi durante a crise que atingiu o Ministério do Trabalho, no ano passado. “Defendo o apoio ao governo Dilma sem ter ministérios. Não se deve construir uma coalizão em troca de espaço político. Tem que ser por programa político”, argumenta Miro. “O PDT já foi referencial para uma parcela da população. Acho que pode voltar a ser, se proclamarmos essa convicção.”

PDT disputa Ministério do Trabalho

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

Brasília – O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo.
De acordo com a pesquisa Deixados para trás pelo G20, realizada pela Oxfam – entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.
Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.
A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.
Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.


Avanços

Mesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.
O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo).
A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com cinco milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.
No entanto, a Oxfam diz que, se houver um aumento da desigualdade nos próximos anos, nem mesmo um forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá retirar um número significativo de brasileiros da pobreza.
“Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área”, disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.
“As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática”, acrescentou.
Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição.
“Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)”, afirma.
Ticehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos. “As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta”.
Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade. “Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vivem no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza”, disse TiceHurst.
“É preciso fechar esse circuito para que os produtores que alimentam o país tenham condições menos vulneráveis e precárias”.
Segundo o estudo da Oxfam, a maioria dos países do G20 apresenta uma tendência “preocupante” no sentido do aumento na desigualdade. A entidade afirma que algumas dessas nações foram “constrangidas” pelas reduções significativas da desigualdade registradas nos países de baixa renda nos últimos 15 anos.
“A experiência do Brasil, da Coréia do Sul e de vários países de renda baixa e média-baixa mostra que reduzir a desigualdade está ao alcance dos dirigentes do G20”, diz o texto.
“Não existe escassez de potenciais alavancas para políticas (de redução da desigualdade). Em vez disso, talvez exista uma escassez de vontade política”, diz o estudo.
PDT disputa Ministério do Trabalho

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

Brasília – O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo.
De acordo com a pesquisa Deixados para trás pelo G20, realizada pela Oxfam – entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.
Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.
A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.
Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.


Avanços

Mesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.
O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo).
A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com cinco milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.
No entanto, a Oxfam diz que, se houver um aumento da desigualdade nos próximos anos, nem mesmo um forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá retirar um número significativo de brasileiros da pobreza.
“Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área”, disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.
“As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática”, acrescentou.
Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição.
“Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)”, afirma.
Ticehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos. “As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta”.
Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade. “Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vivem no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza”, disse TiceHurst.
“É preciso fechar esse circuito para que os produtores que alimentam o país tenham condições menos vulneráveis e precárias”.
Segundo o estudo da Oxfam, a maioria dos países do G20 apresenta uma tendência “preocupante” no sentido do aumento na desigualdade. A entidade afirma que algumas dessas nações foram “constrangidas” pelas reduções significativas da desigualdade registradas nos países de baixa renda nos últimos 15 anos.
“A experiência do Brasil, da Coréia do Sul e de vários países de renda baixa e média-baixa mostra que reduzir a desigualdade está ao alcance dos dirigentes do G20”, diz o texto.
“Não existe escassez de potenciais alavancas para políticas (de redução da desigualdade). Em vez disso, talvez exista uma escassez de vontade política”, diz o estudo.
PDT disputa Ministério do Trabalho

Desigualdade cresce em 14 de 18 países do G-20, aponta estudo

Nas duas últimas décadas, a desigualdade de renda cresceu em 14 de 18 países do G-20. De acordo com relatório divulgado ontem pela ONG Oxfam, as quatro nações em que o crescimento econômico veio acompanhado por uma divisão mais equitativa da renda foram Brasil, Coreia do Sul, Argentina e México.
“Se o G-20 pretende atacar a pobreza, precisa fazer mais do que promover crescimento. Precisa adotar políticas que impulsionem a renda dos pobres e os protejam da degradação ambiental”, disse Caroline Pearce, coautora do relatório “Deixados para trás pelo G20? (Desigualdade e degradação ambiental ameaçam excluir os pobres dos benefícios do crescimento econômico)”. “De maneira contrária ao mito popular, uma maré econômica ascendente não necessariamente levanta todos os barcos e pode, na verdade, afundar alguns deles.”
A Oxfam destaca o Brasil como o país em que houve a maior queda na desigualdade de renda a partir de 1990. “O desempenho do Brasil mostra como um país com alta desigualdade e comparativamente baixo crescimento pode reduzir substancialmente a pobreza por meio do enfrentamento da desigualdade. Indo além, nosso modelo indica que, se os formuladores de políticas públicas puderem intensificar seu foco na desigualdade enquanto o crescimento acelera – ou seja, na promoção de crescimento verdadeiramente inclusivo -, eles poderão virtualmente erradicar a miséria”, afirma o relatório.

Segundo a Oxfam, são cinco as políticas governamentais cruciais para diminuir a desigualdade: transferência de renda; investimentos em acesso universal à saúde e à educação; impostos progressivos; promoção dos direitos e de oportunidades para as mulheres; reforma agrária. O estudo prevê que mais de 1 milhão de pessoas na África do Sulserão empurradas à pobreza na próxima década se não forem tomadas ações preventivas.

No G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, os países em que a desigualdade avançou com maior velocidade são Rússia, China, Japão e África do Sul. Mesmo nações ricas como Canadá, Reino Unido e Alemanha apresentaram um aumento na distância entre milionários e pobres.

Na semana passada, o Fórum Econômico Mundial, no relatório “Riscos Globais 2012”, classificou a “severa desigualdade de renda” como a ameaça à economia mundial com maiores chances de se manifestar na próxima década. Isso, afirma o documento, “sugere que a preocupação com suas consequências está crescendo”.

Para fazer a análise, a Oxfam acompanhou a evolução do índice Gini dos países do G-20 ao longo das duas últimas décadas. Criado pelo estatístico italiano Corrado Gini, esse índice mede a desigualdade de renda de uma população. Varia de zero a 1, em que zero significa a perfeita igualdade e 1 a máxima desigualdade.

PDT disputa Ministério do Trabalho

Desigualdade cresce em 14 de 18 países do G-20, aponta estudo

Nas duas últimas décadas, a desigualdade de renda cresceu em 14 de 18 países do G-20. De acordo com relatório divulgado ontem pela ONG Oxfam, as quatro nações em que o crescimento econômico veio acompanhado por uma divisão mais equitativa da renda foram Brasil, Coreia do Sul, Argentina e México.
“Se o G-20 pretende atacar a pobreza, precisa fazer mais do que promover crescimento. Precisa adotar políticas que impulsionem a renda dos pobres e os protejam da degradação ambiental”, disse Caroline Pearce, coautora do relatório “Deixados para trás pelo G20? (Desigualdade e degradação ambiental ameaçam excluir os pobres dos benefícios do crescimento econômico)”. “De maneira contrária ao mito popular, uma maré econômica ascendente não necessariamente levanta todos os barcos e pode, na verdade, afundar alguns deles.”
A Oxfam destaca o Brasil como o país em que houve a maior queda na desigualdade de renda a partir de 1990. “O desempenho do Brasil mostra como um país com alta desigualdade e comparativamente baixo crescimento pode reduzir substancialmente a pobreza por meio do enfrentamento da desigualdade. Indo além, nosso modelo indica que, se os formuladores de políticas públicas puderem intensificar seu foco na desigualdade enquanto o crescimento acelera – ou seja, na promoção de crescimento verdadeiramente inclusivo -, eles poderão virtualmente erradicar a miséria”, afirma o relatório.

Segundo a Oxfam, são cinco as políticas governamentais cruciais para diminuir a desigualdade: transferência de renda; investimentos em acesso universal à saúde e à educação; impostos progressivos; promoção dos direitos e de oportunidades para as mulheres; reforma agrária. O estudo prevê que mais de 1 milhão de pessoas na África do Sulserão empurradas à pobreza na próxima década se não forem tomadas ações preventivas.

No G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, os países em que a desigualdade avançou com maior velocidade são Rússia, China, Japão e África do Sul. Mesmo nações ricas como Canadá, Reino Unido e Alemanha apresentaram um aumento na distância entre milionários e pobres.

Na semana passada, o Fórum Econômico Mundial, no relatório “Riscos Globais 2012”, classificou a “severa desigualdade de renda” como a ameaça à economia mundial com maiores chances de se manifestar na próxima década. Isso, afirma o documento, “sugere que a preocupação com suas consequências está crescendo”.

Para fazer a análise, a Oxfam acompanhou a evolução do índice Gini dos países do G-20 ao longo das duas últimas décadas. Criado pelo estatístico italiano Corrado Gini, esse índice mede a desigualdade de renda de uma população. Varia de zero a 1, em que zero significa a perfeita igualdade e 1 a máxima desigualdade.