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Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Países em todo o mundo vão sofrer uma desaceleração econômica esse ano, já que a crise da dívida europeia continua a se desdobrar. A análise faz parte do informe das Nações Unidas apresentado nesta terça-feira (17) e alerta também que os governos devem tratar urgentemente da questão das altas taxas de desemprego, particularmente entre a juventude.
O relatório ‘Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012′ (WESP) mostra um quadro detalhado de sete regiões geográficas e previsões de que as taxas de crescimento para os próximos dois anos continuarão decrescendo na maior parte dessas regiões, com exceção do continente africano, que continuará a desfrutar de crescimento devido aos preços das commodities estáveis e dos investimentos estrangeiros.

O relatório, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), aponta crise da dívida europeia que irrompeu na Grécia em maio de 2011 como o maior choque na economia global, cujos efeitos negativos continuarão a reverberar em todo o mundo.

“A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013”, afirma o relatório.

Também estima que o crescimento da União Europeia deve ser de somente 0,7% em 2012, substancialmente menor do que o crescimento registrado no último ano, de 1,6%. Além disso, o desemprego em todo o continente permanecerá perto de 10% na área do euro, tendo mudado muito pouco desde setembro de 2009.

Espera-se que a África continue a crescer, desafiando a tendência mundial. O continente tem previsão de presenciar um aumento no seu crescimento total de 2,7% em 2011 para 5% em 2012 e 5,1% em 2013. Esse crescimento será principalmente liderado pelos preços relativamente elevados das commodities, pelos constantes fluxos de capital externo e pela demanda continuada e o investimento da Ásia.

Entretanto, o crescimento variará muito entre os países do continente devido a conflitos militares, corrupção, falta de infraestrutura e severa seca. O relatório também alerta que o desemprego e a pobreza permanecem como os maiores problemas e fontes de instabilidade, fatores que já levaram à agitação política no Norte da África.

A África do Sul deve ter o maior crescimento econômico em 2012, baseado na demanda crescente vinda da Ásia, medidas de estímulo fiscal continuado e um aumento do consumo, impulsionado pelo aumento da renda.

O quadro econômico no mundo árabe continuará sujeito a alta incerteza devido à transição política e aos protestos civis iniciados pela Primavera Árabe. O crescimento regional é previsto para declinar de 6,6% para 3,7% enquanto os conflitos de violência dificultarem a atividade econômica. A agitação social afetou as transações comerciais e as receitas do turismo.

Entretanto, o relatório afirma que medidas de generosos gastos sociais implementadas em 2011 pelos governos árabes tais como da Arábia Saudita, como uma forma de aliviar os protestos populares, ajudaram a impulsionar o crescimento econômico, que continuará em 2012.

Tanto na Europa quanto na África, o desemprego permanece um problema-chave na região. Apesar de as taxas extremamente baixas quanto à participação feminina, as taxas de desemprego estão entre as mais altas do mundo, especialmente entre a juventude escolarizada. O relatório alerta que deixar o desemprego sem solução representa o maior risco à estabilidade das regiões.

Na Ásia Oriental, o crescimento deve cair para 6,9% tanto em 2012 quanto em 2013. A China também deve sofrer uma redução de 9,3% para 8,7%. Caso haja maior desaceleração econômica na China, outros países da região serão ainda mais afetados.

As regiões do Sul da Ásia, da América Latina e do Caribe permanecem particularmente suscetíveis ao futuro das economias desenvolvidas como a União Europeia e os Estados Unidos, que são mercados de exportação fundamentais assim como fontes de receita turística.
Para a América Latina, uma queda no crescimento econômico da China também afetaria a região, uma vez que os chineses são os maiores compradores de suas commodities e investidores-chave do continente.

“As nuvens sobre a região estão escurecendo. Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos”.

No mês passado, o DESA deu um alerta de que medidas de austeridade fiscal prematuras dos países desenvolvidos arriscaram colocar o mundo em uma nova recessão, recomendando medidas de estímulos adicionais para estimular a criação de empregos e investimentos.
Acesse o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012 clicando aqui. O documento está disponível nas seis línguas oficiais da ONU.

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Países em todo o mundo vão sofrer uma desaceleração econômica esse ano, já que a crise da dívida europeia continua a se desdobrar. A análise faz parte do informe das Nações Unidas apresentado nesta terça-feira (17) e alerta também que os governos devem tratar urgentemente da questão das altas taxas de desemprego, particularmente entre a juventude.
O relatório ‘Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012′ (WESP) mostra um quadro detalhado de sete regiões geográficas e previsões de que as taxas de crescimento para os próximos dois anos continuarão decrescendo na maior parte dessas regiões, com exceção do continente africano, que continuará a desfrutar de crescimento devido aos preços das commodities estáveis e dos investimentos estrangeiros.

O relatório, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), aponta crise da dívida europeia que irrompeu na Grécia em maio de 2011 como o maior choque na economia global, cujos efeitos negativos continuarão a reverberar em todo o mundo.

“A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013”, afirma o relatório.

Também estima que o crescimento da União Europeia deve ser de somente 0,7% em 2012, substancialmente menor do que o crescimento registrado no último ano, de 1,6%. Além disso, o desemprego em todo o continente permanecerá perto de 10% na área do euro, tendo mudado muito pouco desde setembro de 2009.

Espera-se que a África continue a crescer, desafiando a tendência mundial. O continente tem previsão de presenciar um aumento no seu crescimento total de 2,7% em 2011 para 5% em 2012 e 5,1% em 2013. Esse crescimento será principalmente liderado pelos preços relativamente elevados das commodities, pelos constantes fluxos de capital externo e pela demanda continuada e o investimento da Ásia.

Entretanto, o crescimento variará muito entre os países do continente devido a conflitos militares, corrupção, falta de infraestrutura e severa seca. O relatório também alerta que o desemprego e a pobreza permanecem como os maiores problemas e fontes de instabilidade, fatores que já levaram à agitação política no Norte da África.

A África do Sul deve ter o maior crescimento econômico em 2012, baseado na demanda crescente vinda da Ásia, medidas de estímulo fiscal continuado e um aumento do consumo, impulsionado pelo aumento da renda.

O quadro econômico no mundo árabe continuará sujeito a alta incerteza devido à transição política e aos protestos civis iniciados pela Primavera Árabe. O crescimento regional é previsto para declinar de 6,6% para 3,7% enquanto os conflitos de violência dificultarem a atividade econômica. A agitação social afetou as transações comerciais e as receitas do turismo.

Entretanto, o relatório afirma que medidas de generosos gastos sociais implementadas em 2011 pelos governos árabes tais como da Arábia Saudita, como uma forma de aliviar os protestos populares, ajudaram a impulsionar o crescimento econômico, que continuará em 2012.

Tanto na Europa quanto na África, o desemprego permanece um problema-chave na região. Apesar de as taxas extremamente baixas quanto à participação feminina, as taxas de desemprego estão entre as mais altas do mundo, especialmente entre a juventude escolarizada. O relatório alerta que deixar o desemprego sem solução representa o maior risco à estabilidade das regiões.

Na Ásia Oriental, o crescimento deve cair para 6,9% tanto em 2012 quanto em 2013. A China também deve sofrer uma redução de 9,3% para 8,7%. Caso haja maior desaceleração econômica na China, outros países da região serão ainda mais afetados.

As regiões do Sul da Ásia, da América Latina e do Caribe permanecem particularmente suscetíveis ao futuro das economias desenvolvidas como a União Europeia e os Estados Unidos, que são mercados de exportação fundamentais assim como fontes de receita turística.
Para a América Latina, uma queda no crescimento econômico da China também afetaria a região, uma vez que os chineses são os maiores compradores de suas commodities e investidores-chave do continente.

“As nuvens sobre a região estão escurecendo. Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos”.

No mês passado, o DESA deu um alerta de que medidas de austeridade fiscal prematuras dos países desenvolvidos arriscaram colocar o mundo em uma nova recessão, recomendando medidas de estímulos adicionais para estimular a criação de empregos e investimentos.
Acesse o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012 clicando aqui. O documento está disponível nas seis línguas oficiais da ONU.

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Minha Casa, Minha Vida dará prioridade a desabrigados por chuvas

O governo federal promete dar prioridade no programa Minha Casa, Minha Vida às famílias que tiveram imóveis destruídos pelas chuvas em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional, a demanda estimada é de 3 mil unidades habitacionais. Um grupo de acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve definir a medida.
O governo federal quer ainda antecipar de 2014 para este ano a conclusão do mapeamento geológico de 250 municípios de diferentes regiões do país. O objetivo é avaliar os riscos de desabamentos e alagamentos provocados por tempestades. A demanda para acelerar o processo foi colocada pela presidenta Dilma Rousseff ao ministro Bezerra, que preferiu evitar apresentar prazos antes de saber o tamanho da equipe disponível para a tarefa.

As chuvas em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro desde o início do ano motivaram a decisão de agilizar o levantamento. A Casa Civil coordenará reunião com a Petrobras e representantes de universidades federais para avaliar a possibilidade de se reunir mais geólogos habilitados ao trabalho. A decisão foi anuncida nesta quarta-feira (18) após reunião entre representantes dos ministérios da Integração Nacional, Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente.

Bezerra afirma que, a partir do mapeamento concluído, o poder público terá condições melhores de analisar riscos, até de remover famílias de regiões ameaçadas de desabamento e de outros tipos de desastre natural.

Além disso, São Paulo e Santa Catarina terão a instalação de unidades do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, por causa da previsão de aumento de pluviosidade. O ministério deve transferir ainda R$ 25 milhões para Minas Gerais, para obras de recuperação de estragos provocados por tempestades nos últimos dias.

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Minha Casa, Minha Vida dará prioridade a desabrigados por chuvas

O governo federal promete dar prioridade no programa Minha Casa, Minha Vida às famílias que tiveram imóveis destruídos pelas chuvas em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional, a demanda estimada é de 3 mil unidades habitacionais. Um grupo de acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve definir a medida.
O governo federal quer ainda antecipar de 2014 para este ano a conclusão do mapeamento geológico de 250 municípios de diferentes regiões do país. O objetivo é avaliar os riscos de desabamentos e alagamentos provocados por tempestades. A demanda para acelerar o processo foi colocada pela presidenta Dilma Rousseff ao ministro Bezerra, que preferiu evitar apresentar prazos antes de saber o tamanho da equipe disponível para a tarefa.

As chuvas em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro desde o início do ano motivaram a decisão de agilizar o levantamento. A Casa Civil coordenará reunião com a Petrobras e representantes de universidades federais para avaliar a possibilidade de se reunir mais geólogos habilitados ao trabalho. A decisão foi anuncida nesta quarta-feira (18) após reunião entre representantes dos ministérios da Integração Nacional, Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente.

Bezerra afirma que, a partir do mapeamento concluído, o poder público terá condições melhores de analisar riscos, até de remover famílias de regiões ameaçadas de desabamento e de outros tipos de desastre natural.

Além disso, São Paulo e Santa Catarina terão a instalação de unidades do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, por causa da previsão de aumento de pluviosidade. O ministério deve transferir ainda R$ 25 milhões para Minas Gerais, para obras de recuperação de estragos provocados por tempestades nos últimos dias.

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Indústria perde 35,5 mil vagas e fecha ano “melancólico”

Índice de Emprego divulgado pela Fiesp e Ciesp aponta corte de 500 postos de trabalho no acumulado de 2011
Em dezembro, a indústria paulista fechou 35 mil postos de trabalho, uma queda de 1,36% em comparação com novembro, na série sem ajuste sazonal. Mas na leitura com ajuste sazonal, o índice ficou com taxa positiva de 1,72% versus o mês anterior.

A variação positiva, no entanto, não alivia o cenário de baixa percebido ao longo do ano no qual houve um desempenho “melancólico” do mercado de trabalho da indústria, alertou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon).

“Um único mês não conta grande coisa. Não dá para extrair de um mês uma verdade. Em um conjunto de meses é possível extrair uma tendência”, argumentou Francini durante divulgação do Nível de Emprego da Fiesp e Ciesp, na tarde desta quinta-feira (12).

A entidade acredita que o crescimento da indústria deve ter ficado em torno de 1% em 2011, resultado que segundo o diretor é medíocre.

De acordo com Francini, a entrada de produtos importados no Brasil persistiu durante todo o ano de 2011, expandindo o valor negativo de manufaturados na balança comercial para US$91 bilhões, contra saldo negativo anterior de US$71 bilhões.

No acumulado do ano, o setor produtivo paulista registrou um corte de 500 vagas, o que equivale a uma taxa praticamente estável (-0,01%) na comparação com dezembro do ano anterior. O levantamento de novembro apontou um ganho de 1,40% de janeiro a novembro, o que representa a criação de 36 mil empregos.

Do total de vagas fechadas, 7.426 correspondem ao setor sucroalcooleiro, o qual apresentou queda de 0,28% em dezembro. Em contrapartida, os demais setores da indústria de transformação foram responsáveis pelo fechamento de 28.074 postos de trabalho no mês, o equivalente a uma variação negativa de 1,08%.

De janeiro a dezembro, o setor sucroalcooleiro criou 170 vagas, com variação estável, enquanto o restante da indústria fechou 670 postos, com taxa ligeiramente negativa em 0,01%.

Olhando para 2012

Na avaliação de Francini, o emprego da indústria em 2012 não deve ser tão melancólico como foi o comportamento verificado no ano passado. Mas alerta que, assim como o desempenho da economia global, a atividade econômica será ruim. “Disso ninguém tem dúvida”.

Ele afirmou ainda que, livre de qualquer acidente econômico como a quebra de alguma instituição financeira ou um possível não pagamento de dívida por algum país da Europa, “a economia brasileira deve crescer em torno de 3% para o próximo ano de 2012, a indústria deve crescer alguma coisa em torno de 1,5%, podendo chegar a 2%, e o emprego deve aumentar até 1%”.

Por outro lado, Francini avalia que para se chegar a uma previsão mais clara do desempenho econômico do país, ainda falta contabilizar alguns agentes econômicos verificados ao longo do ano. Entre eles a redução da Selic, incentivo para consumo de produtos de linha branca e materiais de construção, bem como o dólar de volta ao patamar de R$1,80.

“Portanto são vários agentes soltos por aí para estabelecer o desempenho de 2012”, afirmou.