NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

TRANSPORTE | Negociações entre sindicatos, empresas e Urbs começam hoje. Motoristas e cobradores pedem 40% de recomposição salarial
 

As negociações entre sindicatos, empresas de ônibus e a Urbani­­zação de Curitiba (Urbs) para o reajuste dos salários de motoristas e cobradores devem começar hoje, e podem ter impacto no preço da passagem de ônibus na capital paranaense. De acordo com o presidente da Urbs, Marcos Isfer, a decisão de quanto serão os vencimentos dessas categorias é o que falta para a definição da tarifa técnica da passagem de ônibus em Curitiba, que deverá ser reajustada em fevereiro. A fixação dos novos salários justificaria um aumento no preço das passagens em Curitiba.
A tarifa técnica é a base de referência tanto para a remuneração das concessionárias quanto para o estabelecimento do preço da passagem, baseada no custo mé­­dio de cada ônibus dividido pelo número médio de passageiros pagantes. Segundo o contrato das empresas com a Urbs, ela pode ser reajustada anualmente. Nos últimos dois anos, a correção foi feita em fevereiro. Hoje, ela é de R$ 2,56 – R$ 0,06 acima do preço da passagem.
 
Valor
 
Índice de usuários em queda livre
Variável importante no custo da passagem, o índice de passageiros por quilômetro (IPK) caiu muito entre 1994 e 2012. Esse índice chegou a estar em 3 passageiros por quilômetro, em 1995, de acordo com dados da Urbs. Entretanto, no final dos anos 90, o IPK caiu bruscamente: houve aumento na quilometragem rodada pelos ônibus, mas não no número de passageiros. Com isso, ele chegou a 1,93 em 2003. Depois disso, esse número se manteve relativamente estável, chegando a 2,05 em 2011.
 
Essa queda é um dos motivos pelos quais o preço da tarifa em Curitiba cresceu acima da inflação entre 1994 e 2011. Segundo o INPC, a inflação do período, que é índice usado pela Urbs nos reajustes das tarifas, foi de 292%. Entretanto, as passagens subiram de R$ 0,40 para R$ 2,50, um crescimento de 525%. Isso significa um aumento real de quase 60% – diferença bastante significativa para o bolso do curitibano.
 
Em setembro do ano passado, a Gazeta do Povo divulgou que esse valor poderia chegar a R$ 2,68, segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte Urba­­no e Metropolitano de Passa­­geiros de Curitiba e Região Metro­­poli­­tana (Setransp)– um crescimento de 4,6%. Entretanto, a assessoria do sindicato negou a informação e disse que o órgão só vai se pronunciar sobre esse assunto depois que a Urbs se ma­­nifestar oficialmente.
 
A primeira reunião para discutir o reajuste dos servidores da área será na tarde de hoje. Segundo o presidente do Sindica­­to dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropoli­­tana (Sismoc), Ander­­son Teixei­­ra, o sindicato pedirá recomposição de 40% nos salários da categoria. O vencimento dos servidores é a variável que mais influencia no preço da tarifa. Segundo dados da Urbs, o custo da mão de obra equivale a 42,7% do valor da passagem.
 
O aumento da tarifa técnica, entretanto, não representa necessariamente uma passagem mais cara. Esse valor determina o quanto a Urbs repassa às empresas concessionárias por passageiro pa­­gante transportado. Ou seja: atualmente, para cada passageiro que entra em um ônibus, a Urbs recebe R$ 2,50 e repassa R$ 2,56.
 
Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconô­­micos (Dieese) Sandro Silva, a decisão de se aumentar o preço da passagem é mais política do que técnica. De acordo com ele, o poder público poderia subsidiar a diferença entre as duas tarifas e, inclusive, reduzir o custo das passagens.
 
Um exemplo são as isenções dadas a diversos tipos de passageiros, como funcionários dos Correios e militares. Na prática, quem paga essa isenção é o usuário comum, já que eles geram um custo para as empresas, mas não pagam suas passagens. Silva afirma que, se o poder público subsidiasse essas viagens, seria possível reduzir o preço sem criar um desequilíbrio do sistema.
 
Entretanto, se não houver subsídios, uma tarifa técnica muito acima do preço da passagem pode desequilibrar as contas da Urbs, o que causaria um im­­pacto negativo no futuro, como um crescimento mais acentuado no valor da passagem. “Quanto mais tempo passa com essa diferença, maior o impacto lá na frente”, alerta Silva.
 
Número de passageiros e quilômetros rodados
 
A tarifa do ônibus de Curitiba é definida com base no valor da tarifa técnica, um cálculo que determina o custo de cada passageiro pagante para o sistema. Esse número é obtido pelo custo do quilômetro rodado pelos ônibus da capital dividido pelo índice de passageiros por quilômetro (IPK), que é a média de passageiros pagantes que circulam em cada ônibus por quilômetro rodado.
 
Nos dados utilizados pela Urbs como base para o preço atual, o custo médio por quilômetro na capital é de R$ 5,27. Esse custo varia de acordo com o modelo do ônibus. Um micro-ônibus especial, por exemplo, tem o custo de R$ 3,73, enquanto um biarticulado tem um custo bem mais alto, de R$ 9,73. Entretanto, isso não significa que no veículo mais barato o custo-benefício seja maior, já que os veículos maiores transportam mais passageiros.
 
Já o IPK é calculado a partir da média de passagens pagas mensalmente dividida pela quantidade de quilômetros percorridos de todos os ônibus da frota somados. Segundo dados da Urbs, em fevereiro de 2011, 25,8 milhões de bilhetes eram pagos mensalmente em Curi­­tiba, enquanto a frota rodava 12,5 milhões de quilômetros por mês. Com isso, o IPK ficou em 2,05. Portanto, o valor calculado pela Urbs como a tarifa ideal era de R$ 2,56 – a divisão do custo por quilômetro pelo IPK.
 
O economista do Departa­­mento Intersindical de Estatís­­tica e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sandro Silva questiona os parâmetros usados pela Urbs e pelas empresas para calcular esse valor. Para ele, muitos dos dados que influenciam esse valor, como o consumo de diesel e de pneus, estão defasados. Se corrigidos, a tarifa poderia ser mais barata.

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

Governo resgatou 2,2 mil escravos em 2011

Autuações resultaram em R$ 5,4 milhões em indenizações trabalhistas. Ministério do Trabalho quer intensificar este ano fiscalização em atividades urbanas
 
O país que se tornou a sexta economia do mundo ainda convive com uma das maiores marcas do atraso. Em todo o país, 2.271 pessoas foram encontradas em situação degradante de trabalho em 158 operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego. As autuações resultaram no pagamento de R$ 5,4 milhões em indenizações trabalhistas e são produto de 320 inspeções feitas pelos fiscais. Desde 1995, quando o grupo foi criado e o trabalho escravo passou a ser enfrentado no Brasil, 41.451 trabalhadores foram resgatados em 1.240 operações.
Quem entrou para a “lista suja” do trabalho escravo

Para o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, Alexandre Lyra, ainda não há como prever quando esse tipo de crime será erradicado no país. A ideia agora, segundo ele, é reforçar a fiscalização nas cidades, a exemplo do que já ocorre no campo, para desbaratar a exploração de mão-de-obra em atividades urbanas, como a construção civil e a indústria têxtil. Essas duas áreas têm sido foco de trabalho escravo.
 
“A gente não pode se perder no trabalho. Estamos aprimorando o rastreamento, temos de estar atentos às novas formas de trabalho escravo. Os empregadores vão mascarando a realidade. O caminho é não esmorecer”, avalia. De acordo com o representante do Ministério do Trabalho, o governo federal está mapeando as atividades econômicas e as regiões do país onde esse tipo de crime é mais comum para intensificar as fiscalizações. A maior parte dos flagrantes realizados até agora se refere a atividades do meio rural, como a pecuária e os mais variados tipos de plantações, além de extração de madeira.

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

Governo resgatou 2,2 mil escravos em 2011

Autuações resultaram em R$ 5,4 milhões em indenizações trabalhistas. Ministério do Trabalho quer intensificar este ano fiscalização em atividades urbanas
 
O país que se tornou a sexta economia do mundo ainda convive com uma das maiores marcas do atraso. Em todo o país, 2.271 pessoas foram encontradas em situação degradante de trabalho em 158 operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego. As autuações resultaram no pagamento de R$ 5,4 milhões em indenizações trabalhistas e são produto de 320 inspeções feitas pelos fiscais. Desde 1995, quando o grupo foi criado e o trabalho escravo passou a ser enfrentado no Brasil, 41.451 trabalhadores foram resgatados em 1.240 operações.
Quem entrou para a “lista suja” do trabalho escravo

Para o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, Alexandre Lyra, ainda não há como prever quando esse tipo de crime será erradicado no país. A ideia agora, segundo ele, é reforçar a fiscalização nas cidades, a exemplo do que já ocorre no campo, para desbaratar a exploração de mão-de-obra em atividades urbanas, como a construção civil e a indústria têxtil. Essas duas áreas têm sido foco de trabalho escravo.
 
“A gente não pode se perder no trabalho. Estamos aprimorando o rastreamento, temos de estar atentos às novas formas de trabalho escravo. Os empregadores vão mascarando a realidade. O caminho é não esmorecer”, avalia. De acordo com o representante do Ministério do Trabalho, o governo federal está mapeando as atividades econômicas e as regiões do país onde esse tipo de crime é mais comum para intensificar as fiscalizações. A maior parte dos flagrantes realizados até agora se refere a atividades do meio rural, como a pecuária e os mais variados tipos de plantações, além de extração de madeira.

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

Cuba: 80% dos trabalhadores independentes se sindicalizam

Oitenta por cento dos trabalhadores cubanos que desempenham suas tarefas de maneira independente do Estado optou por sindicalizar-se, informou o secretário geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), Salvador Valdés Mesa.
A cifra “reflete a disposição da maioria deles de se organizar e ser representados pelos setores afins às especialidades e ofícios que desempenham”, expressou Mesa, em declarações publicadas na sexta-feira (6) pelo diário oficial Granma.

Atualmente existem na ilha cerca de 357.000 empregados por conta própria, mais do dobro da quantidade de 2010, que aumentou assim que o presidente Raúl Castro flexibilizou as normas para os pequenos empreendedores nos marcos de uma atualização econômica do modelo cubano. 

As leis aprovadas por Castro permitem aos trabalhadores independentes filiar-se aos sindicatos ligados à CTC – única em Cuba -, vinculada ao governo e ao Partido Comunista.

Os setores que concentram hoje o maior número de trabalhadores não estatais sindicalizados são o de Comercio e Gastronomia com mais de 100.000 – e agrupa a centenas de proprietários de cafeterias ou ‘paladares’ (pequenos restaurantes) – e o de Transporte – para táxis – com perto de 60.000, os quais se agrupam para sua atenção por meio de delegados, comitês ou seções sindicais, expressou Valdés

“Representamos em igualdade de condições a todos os trabalhadores do país, estatais ou não estatais, com a missão de organizá-los, ajudar no seu treinamento e formação e elevar sua cultura política e econômica”, assinalou. 

Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba

Cuba: 80% dos trabalhadores independentes se sindicalizam

Oitenta por cento dos trabalhadores cubanos que desempenham suas tarefas de maneira independente do Estado optou por sindicalizar-se, informou o secretário geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), Salvador Valdés Mesa.
A cifra “reflete a disposição da maioria deles de se organizar e ser representados pelos setores afins às especialidades e ofícios que desempenham”, expressou Mesa, em declarações publicadas na sexta-feira (6) pelo diário oficial Granma.

Atualmente existem na ilha cerca de 357.000 empregados por conta própria, mais do dobro da quantidade de 2010, que aumentou assim que o presidente Raúl Castro flexibilizou as normas para os pequenos empreendedores nos marcos de uma atualização econômica do modelo cubano. 

As leis aprovadas por Castro permitem aos trabalhadores independentes filiar-se aos sindicatos ligados à CTC – única em Cuba -, vinculada ao governo e ao Partido Comunista.

Os setores que concentram hoje o maior número de trabalhadores não estatais sindicalizados são o de Comercio e Gastronomia com mais de 100.000 – e agrupa a centenas de proprietários de cafeterias ou ‘paladares’ (pequenos restaurantes) – e o de Transporte – para táxis – com perto de 60.000, os quais se agrupam para sua atenção por meio de delegados, comitês ou seções sindicais, expressou Valdés

“Representamos em igualdade de condições a todos os trabalhadores do país, estatais ou não estatais, com a missão de organizá-los, ajudar no seu treinamento e formação e elevar sua cultura política e econômica”, assinalou.