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Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Despesas pagas pela Câmara Federal e pelo Senado são relativas à atividade parlamentar; Assis do Couto é o ‘‘campeão’’ de gastos
 
O novato Sérgio Souza, substituto de Gleisi Hoffmann, gastou mais de R$ 130 mil em sete meses
 

Geraldo Magela/Agência Senado

Os cinco deputados federais do Paraná que mais gastaram com despesas da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado ”Cotão”, em 2011, foram Assis do Couto (PT), Nelson Meurer (PP), Alfredo Kaefer (PSDB), Abelardo Lupion (DEM) e Moacir Micheletto (PMDB), todos com gastos acima dos R$ 300 mil anuais (ver tabela). Ao total, os 30 representantes do Paraná na Câmara Federal foram responsáveis pelo gasto de mais de R$ 8,19 milhões ao longo do ano passado, o que inclui despesas com divulgação da atividade parlamentar, emissão de passagens aéreas, combustíveis, serviços postais, telefonia, pesquisas e consultorias e manutenção de um escritório de apoio. A Ceap é uma verba a mais que os parlamentares recebem, além do salário mensal a que eles têm direito. Cada deputado do Paraná pode gastar até cerca de R$ 30 mil por mês, e a verba eventualmente não utilizada fica acumulada para o mês seguinte. 
O maior gasto de Assis do Couto ficou concentrado no mês de abril, quando o parlamentar declarou uma despesa total de aproximadamente R$ 73,2 mil, dos quais mais de R$ 33 mil foram usados para a divulgação da atividade parlamentar. Foram R$ 14,5 mil pagos à empresa Grafisul Gráfica e Editora e outros R$ 14,1 mil à Grafit. Naquele mesmo mês, outros R$ 19 mil foram gastos com consultorias e pesquisas. A reportagem tentou falar com Couto, mas, por causa do recesso parlamentar, ninguém atendeu as ligações no gabinete do deputado. 

Pelos valores divulgados no Portal da Transparência da Câmara, propagar o que está sendo feito em Brasília às bases eleitorais de cada um demonstra ser uma das principais preocupações e fonte de gastos. Somente no mês de março, por exemplo, outro deputado federal paranaense, Nelson Meurer, chegou a gastar R$ 39,8 mil, dos quais R$ 10,1 mil foram para divulgar seu trabalho parlamentar, em empresas como Jornal de Beltrão. 

Já o deputado federal que menos gastou com o ”Cotão” foi Rubens Bueno (PPS), seguido por Leopoldo Meyer (PSB), Rosane Ferreira (PV), Dr. Rosinha (PT) e André Vargas (PT), de acordo com as informações disponíveis no Portal da Transparência da Câmara. Líder entre os que tiveram menos gastos, Rubens Bueno evita polemizar e criticar os colegas. ”Há deputados que têm necessidade de gastar mais, isso depende do estilo com que defendem o mandato. Não posso ser juiz de ninguém sobre isso. Na minha maneira de trabalhar, eu procuro zelar pela correta aplicação do dinheiro público, gastando o necessário para desenvolver meu mandato. Eu gasto aquilo que preciso gastar”, declarou. 

Senado 

Da mesma forma como ocorre na Câmara, os senadores têm direito a uma verba específica para gastos diversos. Juntos, os três representantes paranaenses no Senado Federal gastaram mais de R$ 381 mil de verba indenizatória durante todo o ano de 2011. Com mais da metade do valor total, o campeão de gastos é o senador peemedebista Sérgio Souza, que assumiu a cadeira no mês de junho, no lugar de Gleisi Hoffmann (PT), que foi chamada pela presidente Dilma Housseff (PT) para comandar a Casa Civil. 

Souza foi o responsável pelo gasto de mais de R$ 134 mil pelo período de sete meses. Junto com o que foi declarado por Gleisi, o mandato teve um custo total de mais de R$ 198,5 mil só com a Ceap. Desse total, o maior ocorreu em outubro. Foram R$ 33.636,00 gastos naquele mês, cujos maiores valores se destinaram à divulgação da atividade parlamentar (R$ 11,8 mil) e às passagens aéreas (R$ 10,4 mil). Em setembro, de um total de mais de R$ 27,7 mil, foram R$ 11,5 mil destinados às passagens aéreas e R$ 6,4 mil declarados dentro do quesito aluguel de imóveis para escritório político. 

A reportagem tentou entrevistar Souza para detalhar esses gastos, mas recebeu apenas uma nota enviada por meio da assessoria de imprensa do parlamentar que se limita a informar que ”os gastos foram feitos dentro da mais absoluta legalidade, seguindo as normas do Congresso Nacional”. 

Na outra ponta, Alvaro Dias (PSDB) foi o mais ”econômico”, com despesas declaradas apenas nos meses de junho a dezembro. Todas elas são referentes a passagens aéreas e começaram a existir depois que o Senado agregou o gasto com passagens aéreas à verba indenizatória, com a instituição da Ceap. Desde 2009, Alvaro havia aberto mão da verba indenizatória a que tinha direito. ”Há questionamentos sobre a utilização dessa verba e por isso passei a defender a sua extinção. Esse é um custo a se pagar na vida pública. Faço sempre palestras em vários estados e pago do bolso meu deslocamento e minha hospedagem”, afirmou. 

Entre os gastos do senador Requião, o maior total foi de julho: R$ 17.185,33, sendo R$ 6,3 mil correspondente a 11 passagens aéreas e R$ 5 mil com despesas no escritório que mantém. O maior valor individual ocorreu em maio: foram R$ 6,7 mil, também com despesas de escritório. 

O levantamento foi realizado pela FOLHA com base nas prestações de contas mensais dos parlamentares, disponíveis nos portais da Transparência da Câmara Federal e do Senado. O valor das despesas, contudo, pode ser ainda maior, já que os parlamentares ainda estão dentro do prazo para acrescentar notas fiscais.

 
Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Despesas pagas pela Câmara Federal e pelo Senado são relativas à atividade parlamentar; Assis do Couto é o ‘‘campeão’’ de gastos
 
O novato Sérgio Souza, substituto de Gleisi Hoffmann, gastou mais de R$ 130 mil em sete meses
 

Geraldo Magela/Agência Senado

Os cinco deputados federais do Paraná que mais gastaram com despesas da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado ”Cotão”, em 2011, foram Assis do Couto (PT), Nelson Meurer (PP), Alfredo Kaefer (PSDB), Abelardo Lupion (DEM) e Moacir Micheletto (PMDB), todos com gastos acima dos R$ 300 mil anuais (ver tabela). Ao total, os 30 representantes do Paraná na Câmara Federal foram responsáveis pelo gasto de mais de R$ 8,19 milhões ao longo do ano passado, o que inclui despesas com divulgação da atividade parlamentar, emissão de passagens aéreas, combustíveis, serviços postais, telefonia, pesquisas e consultorias e manutenção de um escritório de apoio. A Ceap é uma verba a mais que os parlamentares recebem, além do salário mensal a que eles têm direito. Cada deputado do Paraná pode gastar até cerca de R$ 30 mil por mês, e a verba eventualmente não utilizada fica acumulada para o mês seguinte. 
O maior gasto de Assis do Couto ficou concentrado no mês de abril, quando o parlamentar declarou uma despesa total de aproximadamente R$ 73,2 mil, dos quais mais de R$ 33 mil foram usados para a divulgação da atividade parlamentar. Foram R$ 14,5 mil pagos à empresa Grafisul Gráfica e Editora e outros R$ 14,1 mil à Grafit. Naquele mesmo mês, outros R$ 19 mil foram gastos com consultorias e pesquisas. A reportagem tentou falar com Couto, mas, por causa do recesso parlamentar, ninguém atendeu as ligações no gabinete do deputado. 

Pelos valores divulgados no Portal da Transparência da Câmara, propagar o que está sendo feito em Brasília às bases eleitorais de cada um demonstra ser uma das principais preocupações e fonte de gastos. Somente no mês de março, por exemplo, outro deputado federal paranaense, Nelson Meurer, chegou a gastar R$ 39,8 mil, dos quais R$ 10,1 mil foram para divulgar seu trabalho parlamentar, em empresas como Jornal de Beltrão. 

Já o deputado federal que menos gastou com o ”Cotão” foi Rubens Bueno (PPS), seguido por Leopoldo Meyer (PSB), Rosane Ferreira (PV), Dr. Rosinha (PT) e André Vargas (PT), de acordo com as informações disponíveis no Portal da Transparência da Câmara. Líder entre os que tiveram menos gastos, Rubens Bueno evita polemizar e criticar os colegas. ”Há deputados que têm necessidade de gastar mais, isso depende do estilo com que defendem o mandato. Não posso ser juiz de ninguém sobre isso. Na minha maneira de trabalhar, eu procuro zelar pela correta aplicação do dinheiro público, gastando o necessário para desenvolver meu mandato. Eu gasto aquilo que preciso gastar”, declarou. 

Senado 

Da mesma forma como ocorre na Câmara, os senadores têm direito a uma verba específica para gastos diversos. Juntos, os três representantes paranaenses no Senado Federal gastaram mais de R$ 381 mil de verba indenizatória durante todo o ano de 2011. Com mais da metade do valor total, o campeão de gastos é o senador peemedebista Sérgio Souza, que assumiu a cadeira no mês de junho, no lugar de Gleisi Hoffmann (PT), que foi chamada pela presidente Dilma Housseff (PT) para comandar a Casa Civil. 

Souza foi o responsável pelo gasto de mais de R$ 134 mil pelo período de sete meses. Junto com o que foi declarado por Gleisi, o mandato teve um custo total de mais de R$ 198,5 mil só com a Ceap. Desse total, o maior ocorreu em outubro. Foram R$ 33.636,00 gastos naquele mês, cujos maiores valores se destinaram à divulgação da atividade parlamentar (R$ 11,8 mil) e às passagens aéreas (R$ 10,4 mil). Em setembro, de um total de mais de R$ 27,7 mil, foram R$ 11,5 mil destinados às passagens aéreas e R$ 6,4 mil declarados dentro do quesito aluguel de imóveis para escritório político. 

A reportagem tentou entrevistar Souza para detalhar esses gastos, mas recebeu apenas uma nota enviada por meio da assessoria de imprensa do parlamentar que se limita a informar que ”os gastos foram feitos dentro da mais absoluta legalidade, seguindo as normas do Congresso Nacional”. 

Na outra ponta, Alvaro Dias (PSDB) foi o mais ”econômico”, com despesas declaradas apenas nos meses de junho a dezembro. Todas elas são referentes a passagens aéreas e começaram a existir depois que o Senado agregou o gasto com passagens aéreas à verba indenizatória, com a instituição da Ceap. Desde 2009, Alvaro havia aberto mão da verba indenizatória a que tinha direito. ”Há questionamentos sobre a utilização dessa verba e por isso passei a defender a sua extinção. Esse é um custo a se pagar na vida pública. Faço sempre palestras em vários estados e pago do bolso meu deslocamento e minha hospedagem”, afirmou. 

Entre os gastos do senador Requião, o maior total foi de julho: R$ 17.185,33, sendo R$ 6,3 mil correspondente a 11 passagens aéreas e R$ 5 mil com despesas no escritório que mantém. O maior valor individual ocorreu em maio: foram R$ 6,7 mil, também com despesas de escritório. 

O levantamento foi realizado pela FOLHA com base nas prestações de contas mensais dos parlamentares, disponíveis nos portais da Transparência da Câmara Federal e do Senado. O valor das despesas, contudo, pode ser ainda maior, já que os parlamentares ainda estão dentro do prazo para acrescentar notas fiscais.

 
Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Pensionista poderá continuar com o benefício em caso de novo casamento

Dr. Grilo
Dr. Grilo: o recebimento do benefício tem resistência em algumas agências do INSS.

Tramita na Câmara projeto que possibilita que o pensionista continue tendo direito à pensão por morte do cônjuge caso venha a contrair novo casamento ou união estável. Atualmente, o benefício é suspenso ou cancelado quando o pensionista contrai novas núpcias. A proposta (Projeto de Lei 2508/11), do deputado Dr. Grilo (PSL-MG), altera os planos e benefícios da Previdência Social (Lei8.213/91).

O autor lembra que o extinto Tribunal Federal de Recursos chegou a promulgar súmula para garantir o pagamento do benefício, caso não houvesse a melhoria da situação econômica financeira com o novo casamento. No entanto, mesmo após a súmula, segundo o deputado, o assunto continua sendo discutido nos tribunais.

“A garantia de recebimento do benefício tem resistência dentro de algumas agências do INSS, sendo comum a suspensão do pagamento da pensão em caso de novo casamento. Assim, a presente iniciativa tem por objetivo garantir ao pensionista a manutenção do benefício quando houver contração de novas núpcias”, observa.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Pensionista poderá continuar com o benefício em caso de novo casamento

Dr. Grilo
Dr. Grilo: o recebimento do benefício tem resistência em algumas agências do INSS.

Tramita na Câmara projeto que possibilita que o pensionista continue tendo direito à pensão por morte do cônjuge caso venha a contrair novo casamento ou união estável. Atualmente, o benefício é suspenso ou cancelado quando o pensionista contrai novas núpcias. A proposta (Projeto de Lei 2508/11), do deputado Dr. Grilo (PSL-MG), altera os planos e benefícios da Previdência Social (Lei8.213/91).

O autor lembra que o extinto Tribunal Federal de Recursos chegou a promulgar súmula para garantir o pagamento do benefício, caso não houvesse a melhoria da situação econômica financeira com o novo casamento. No entanto, mesmo após a súmula, segundo o deputado, o assunto continua sendo discutido nos tribunais.

“A garantia de recebimento do benefício tem resistência dentro de algumas agências do INSS, sendo comum a suspensão do pagamento da pensão em caso de novo casamento. Assim, a presente iniciativa tem por objetivo garantir ao pensionista a manutenção do benefício quando houver contração de novas núpcias”, observa.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Parlamentares do PR gastaram mais de R$ 8 milhões em 2011

Quanto custa comprar um imóvel?

Quem está empolgado em comprar um imóvel muitas vezes desconhece que vai arcar com altos custos na hora da transferência. São tantas taxas que fica difícil saber a finalidade de todas. Mas não se engane, sem elas a compra não fica legalizada. A pessoa pode escolher entre transferir o imóvel por meio de escritura ou registrá-lo. A escritura pode ser feita em qualquer cartório e custa R$ 530.00 para imóveis em que o valor de venda ultrapasse R$ 24 mil. “Quem escolher essa opção deve levar ao cartório a matrícula do imóvel, a certidão do valor venal e negativa dos impostos. Juntamente com a documentação do vendedor e comprador, como RG e CPF”, diz o diretor de imóveis da Associação dos Notários e Registradores do Paraná, (Anoreg-PR), Romão Otto Weiss”.
Segundo ele, o comprador, antes de fazer o negócio, deve pesquisar qual é a situação do imóvel, o que pode ser feito junto aos tabeliões. “É função do tabelião verificar todos os documentos necessários para que a pessoa não compre um imóvel que não pode ser vendido, estando ele em inventário ou penhora, por exemplo”. Mas para verificar se o imóvel é vendável ou não, é preciso adquirir uma série de documentos, como a matrícula do imóvel com averbação de construção em caso de novos e negativa do ônus de alienação; certidão negativa do IPTU juntamente com o carnê com todas as parcelas pagas; documentos pessoais do vendedor e comprador. Precisa-se ainda de certidões retiradas no cartório, como a certidão de protesto, da justiça federal, tutelar e fiscais, entre outras. O conjunto de todas essas certidões custa R$ 150.00 e demoram, em média, 30 dias para ficarem prontas. Após essa pesquisa, a pessoa pode assinar a escritura. No entanto, aqueles que querem mais segurança e decidem transferir o imóvel para o nome, o número de documentos é ainda maior.  
 
Registro garante maior segurança
 
O corretor de imóveis Edson Carlos Vieira explica qual é a diferença entre a escritura e o registro visando à segurança. “A escritura é como se fosse um contrato de compra e venda que a pessoa pode cancelar a qualquer momento. Digamos que o comprador deu alguns cheques pré-datados para comprar o imóvel. Se ele não pagar, o vendedor pode cancelar o contrato. Já no registro a pessoa passa automaticamente o imóvel para o outro, o que é mais seguro para ambas as partes”, diz. Para fazer a transferência, deve-se registrar o imóvel no cartório de registro de imóveis.
Para isso, o comprador precisa levar a nova escritura e todos os documentos que solicitou anteriormente. “O valor do registro de imóveis é cobrado de acordo com o valor do bem. Ele chega a custar até R$ 470.00”, diz Otto. O comprador terá que pagar ainda o ITBI, que custa 2% do valor do imóvel, e o Funrejus, que é de 0.02%.