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DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

O trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 97 horas e 22 minutos, em dezembro de 2011, para comprar os gêneros alimentícios essenciais. De acordo com o Dieese, que avaliou o preço da cesta básica em 17 capitais, esses produtos ficaram 10% mais caros, em média, no intervalo de um mês.
 
Ao longo de 2011, parte dos alimentos essenciais teve alta generalizada. Café e óleo de soja subiram em todas as localidades. Por outro lado, os preços do feijão e do arroz tiveram queda em 16 capitais.
 
Na capital paulista, as famílias tiveram gastos de R$ 277,27 com a alimentação básica, o maior índice verificado. A cesta básica mais barata foi encontrada em Aracaju (SE), chegando a custar R$ 182,22.
 
Ainda em dezembro de 2011, o custo da cesta representava 48,11% do salário mínimo líquido, que na época estava ajustado em R$ 545. O Dieese calculou que, na ocasião, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.329,35
 
O valor estimado pela instituição considera a quantia que um trabalhador e sua família precisam para custear as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

Brasileiro termina 2011 otimista sobre 2012, o que ajudará economia

Dois terços das famílias apostam que o novo ano trará mais melhorias socioeconômicas ao país. Quanto maior a escolaridade e a renda, maior o otimismo. Em dezembro, Índice de Expectativa das Famílias medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobe e atinge 67%. Segundo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, confiança induz crescimento, via consumo.
 
Após o primeiro ano de mandato da presidenta Dilma Rousseff, os brasileiros de todas as faixas de renda e níveis de escolaridade estão mais otimistas com a situação socioeconômica do país, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
Pelo levantamento, em dezembro, 64,4% das famílias acreditavam que, em 2012, o Brasil passará por melhores momentos do que em 2011. Em novembro, 60,1% das famílias mostravam grandes expectativas para o futuro próximo.
 
Indutor do crescimento econômico

Este otimismo tem chances de se tornar uma espécie de profecia que se autorrealiza. De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a confiança das pessoas atua como fator redutor ou indutor do crescimento econômico. “Se as expectativas estão otimistas em relação ao futuro, tende-se a gastar mais. Quando há forte pessimismo, gasta-se menos”, disse.

 
O otimismo dos brasileiros resulta de uma percepção de que houve melhoria nas condições de vida. Em dezembro, 78,2% das famílias diziam se sentir melhores financeiramente do que um ano antes. Na metade de 2011, eram 74,7%. Para 2012, 86,6% das famílias apostam que irão progredir, percentual maior do que em novembro (82,7%).
 
Os dados apurados pelo Ipea fazem parte de uma pesquisa mensal realizada com 3,8 mil domicílios, distribuídos por 200 cidades diferentes, na qual o instituto tenta apurar um Índice de Expectativas das Famílias (IEF).
 
Em dezembro, o IEF atingiu 67,2 pontos, 3,5 a mais do que em novembro, igualando-se ao mais alto já observado antes (janeiro de 2011). Em dezembro de 2010, o índice estava em 64,6 pontos.
 

Índice
 
No mais recente levantamento, observou-se que todas as regiões do país apresentaram em dezembro um IEF superior ao de novembro, com exceção do Nordeste, que registrou queda de 0,6 pontos.
 
Em relação à expectativa para 2012, a região mais otimista é a Centro-Oeste (82,2% das famílias acham que a situação socioeconômica será melhor este ano) e a menos, o Sul (59,6% apostam em melhoria em 2012).
 
Quando se faz uma análise por escolaridade, verifica-se que, quanto mais estudo, mais otimismo sobre 2012. Estão nas categorias “superior incompleto” e “superior ou pós graduação” as mais altas expectativas (73% e 68,9%, respectivamente). O menor índice é entre os “sem escolaridade” (57,7%). A pesquisa possui ainda outras quatro categorias (fundamental completo e incompleto e médio completo e incompleto).
 
Já num recorte por renda, o maior otimismo sobre 2012 está entre quem ganha de 4 a 5 salários mínimos (75,8%) e entre os mais ricos (acima de 10 mínimos, 71,7%). E o menor, entre os quem ganham até um mínimo (51,9%).

Pela metodologia do Ipea, quando o índice fica entre 60 e 80 pontos, as famílias podem ser consideradas “otimistas”. Acima disso, é “grande otimismo”. Abaixo, na faixa de 40 a 60 pontos, há “moderação”. De 20 a 40 pontos, há “pessimismo” e, de 0 a 20 pontos, “muito pessimismo”.

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

Brasileiro termina 2011 otimista sobre 2012, o que ajudará economia

Dois terços das famílias apostam que o novo ano trará mais melhorias socioeconômicas ao país. Quanto maior a escolaridade e a renda, maior o otimismo. Em dezembro, Índice de Expectativa das Famílias medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobe e atinge 67%. Segundo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, confiança induz crescimento, via consumo.
 
Após o primeiro ano de mandato da presidenta Dilma Rousseff, os brasileiros de todas as faixas de renda e níveis de escolaridade estão mais otimistas com a situação socioeconômica do país, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
Pelo levantamento, em dezembro, 64,4% das famílias acreditavam que, em 2012, o Brasil passará por melhores momentos do que em 2011. Em novembro, 60,1% das famílias mostravam grandes expectativas para o futuro próximo.
 
Indutor do crescimento econômico

Este otimismo tem chances de se tornar uma espécie de profecia que se autorrealiza. De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a confiança das pessoas atua como fator redutor ou indutor do crescimento econômico. “Se as expectativas estão otimistas em relação ao futuro, tende-se a gastar mais. Quando há forte pessimismo, gasta-se menos”, disse.

 
O otimismo dos brasileiros resulta de uma percepção de que houve melhoria nas condições de vida. Em dezembro, 78,2% das famílias diziam se sentir melhores financeiramente do que um ano antes. Na metade de 2011, eram 74,7%. Para 2012, 86,6% das famílias apostam que irão progredir, percentual maior do que em novembro (82,7%).
 
Os dados apurados pelo Ipea fazem parte de uma pesquisa mensal realizada com 3,8 mil domicílios, distribuídos por 200 cidades diferentes, na qual o instituto tenta apurar um Índice de Expectativas das Famílias (IEF).
 
Em dezembro, o IEF atingiu 67,2 pontos, 3,5 a mais do que em novembro, igualando-se ao mais alto já observado antes (janeiro de 2011). Em dezembro de 2010, o índice estava em 64,6 pontos.
 

Índice
 
No mais recente levantamento, observou-se que todas as regiões do país apresentaram em dezembro um IEF superior ao de novembro, com exceção do Nordeste, que registrou queda de 0,6 pontos.
 
Em relação à expectativa para 2012, a região mais otimista é a Centro-Oeste (82,2% das famílias acham que a situação socioeconômica será melhor este ano) e a menos, o Sul (59,6% apostam em melhoria em 2012).
 
Quando se faz uma análise por escolaridade, verifica-se que, quanto mais estudo, mais otimismo sobre 2012. Estão nas categorias “superior incompleto” e “superior ou pós graduação” as mais altas expectativas (73% e 68,9%, respectivamente). O menor índice é entre os “sem escolaridade” (57,7%). A pesquisa possui ainda outras quatro categorias (fundamental completo e incompleto e médio completo e incompleto).
 
Já num recorte por renda, o maior otimismo sobre 2012 está entre quem ganha de 4 a 5 salários mínimos (75,8%) e entre os mais ricos (acima de 10 mínimos, 71,7%). E o menor, entre os quem ganham até um mínimo (51,9%).

Pela metodologia do Ipea, quando o índice fica entre 60 e 80 pontos, as famílias podem ser consideradas “otimistas”. Acima disso, é “grande otimismo”. Abaixo, na faixa de 40 a 60 pontos, há “moderação”. De 20 a 40 pontos, há “pessimismo” e, de 0 a 20 pontos, “muito pessimismo”.

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

‘É o recomeço’, diz vítima de trabalho escravo em MT após concluir curso

As amizades foram as únicas lembranças boas que Daniel Moraes Ferreira, 27 anos, diz ter guardado na memória dos últimos seis meses de trabalho em uma carvoaria no interior de Mato Grosso. Ele conta não sentir saudades da época do serviço e hoje vê a possibilidade de recomeçar a vida. O sentimento vivido pelo jovem tem uma explicação: Daniel e outros trabalhadores estavam em um grupo considerado de risco e que nos últimos meses foram submetidos ao trabalho escravo em dezenas de propriedades no estado. Atraídos por falsas promessas como a de um emprego com carteira assinada, moradia e alimentação, os trabalhadores eram obrigados a permanecer nas propriedades dos patrões.
Somente em 2011, 91 pessoas em regime de trabalho análogo à escravidão foram resgatadas pela Superintendência Regional de Trabalho de Mato Grosso (SRTE/MT) durante fiscalizações. Ao todo, 194 autos de infração foram lavrados e resultaram em R$ 246.411,40 em pagamento de indenizações. “Eles vêm com mil promessas e caímos na cilada, mas não é nada do que esperamos”, contou Daniel ao G1. O trabalhador diz que chegou a ficar escondido em meio à mata para fugir das fiscalizações que rondavam a propriedade. “Quando apareciam os carros e o fiscal batia, os escravos eram colocados no mato, escondidos. Não tinha como sair da fazenda. Como, com um revólver 38 ameaçando? Quem saía era surra ou bala”, contou.
Mas, aos poucos, o jovem vê a chance de recomeçar a vida ao lado da família. Casado, Daniel morava em Rondonópolis antes de se ver inserido em meio ao regime abusivo. A  oportunidade para o trabalhador está em um novo trabalho junto ao setor da construção civil. Para conseguir a vaga, ele frequentou aulas de qualificação oferecidas pelo projeto ‘Ação Integrada’, cujo objetivo é atender aos trabalhadores egressos e vulneráveis do serviço escravo com cursos em diferentes áreas.
 
Formandos do curso receberam diplomas (Foto: Leandro J. Nascimento / G1)
Formandos do curso receberam diploma
(Foto: Leandro J. Nascimento / G1)
 
No fim de dezembro, Daniel e outros 16 formandos encerraram a etapa do curso e receberam os diplomas na condição de formandos. O mais novo pedreiro no mercado de trabalho planeja construir um novo futuro. “Tudo vai mudar e não quero mais serviços de mato. É um recomeço para minha vida e espero fazer outras coisas”, contou Daniel.

As aulas foram ministradas em uma das unidades do Senai em Mato Grosso. O projeto é desenvolvido em parceria com diferentes instuições e durante o período de formação na capital, todos os estudantes foram acolhidos pelo Centro de Pastoral para Migrantes.

“Esse projeto faz mais que qualificar. O que queremos é que todos cresçam como cidadãos, tenham expectativa de vida. Não precisamos nos igualar a ninguém, sermos ou não melhores. É preciso apenas sermos nós”, declarou Alda Tereza Attílio, coordenadora executiva do projeto.
 
Geraldo Rodrigues Neto, 45 anos, e Marcos Barbosa Magalhães, 42 anos, também foram certificados no curso de pedreiros. Os dois também compartilham de uma mesma história. Trabalhavam em propriedades rurais e, apesar de estarem empregados, viviam na condição análoga à de escravos. “O sonho é mudar de vida. O canteiro de obras vai ser um recomeço”, descreveu Geraldo, em entrevista ao G1.
Já Marcos Barbosa é enfático. “Não quero mais o serviço de escravo”, pontuou. Os trabalhadores resgatados e que frequentaram o curso de alvenaria predial em Cuiabá são provenientes de municípios como Rondonópolis, Juscimeira, Jauru, Chapada dos Guimarães e Comunidade do Chumbo (próximo a Poconé). As aulas foram ministradas entre os dias 28 de novembro a 20 de dezembro, com a carga horária de 180 horas.
 
O projeto é fruto de uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso, Ministério Público do Trabalho e Centro Pastoral para Migrantes. Desde 2009 foram qualificadas 302 pessoas egressas do trabalho escravo ou em condição de vulnerabilidade em cursos como pedreiro, pintor, eletricista e corte e costura.
 

Escravidão
De acordo com o superintendente-adjunto Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso, Amarildo Borges, a maior parcela dos frequentadores do curso estava em condição de vulnerabilidade. Ou seja, mesmo não tendo sido encontrados durante as fiscalizações nas propriedades, eram submetidos à prática escrava no local onde trabalhavam.
“O trabalho escravo é a situação onde o ambiente não respeita as regras, as condições de trabalho, o registro profissional, a alimentação. Quando se contrata alguém é preciso manter condições mínimas”, argumentou.
Segundo a instrutora do curso, Bernadete da Silva Siqueira, os formandos saem preparados para o mercado de trabalho e aptos a executar serviços como ‘tocar obras’, reboco, contrapeso. “Eles redescobriram um novo horizonte”, observou a instrutora.
Mercado em alta
 
Os novos pedreiros formados vão ingressar em um dos segmentos que mais abre portas de trabalho em Mato Grosso. A construção civil figurou na quarta posição dos setores que mais geraram empregos entre janeiro e novembro no estado. O saldo da atividade somou 6.874 vagas, obtido a partir da contratação de 46.601 pessoas e o desligamento de 39.727

Dieese: brasileiros trabalham 97h para comprar cesta básica

‘É o recomeço’, diz vítima de trabalho escravo em MT após concluir curso

As amizades foram as únicas lembranças boas que Daniel Moraes Ferreira, 27 anos, diz ter guardado na memória dos últimos seis meses de trabalho em uma carvoaria no interior de Mato Grosso. Ele conta não sentir saudades da época do serviço e hoje vê a possibilidade de recomeçar a vida. O sentimento vivido pelo jovem tem uma explicação: Daniel e outros trabalhadores estavam em um grupo considerado de risco e que nos últimos meses foram submetidos ao trabalho escravo em dezenas de propriedades no estado. Atraídos por falsas promessas como a de um emprego com carteira assinada, moradia e alimentação, os trabalhadores eram obrigados a permanecer nas propriedades dos patrões.
Somente em 2011, 91 pessoas em regime de trabalho análogo à escravidão foram resgatadas pela Superintendência Regional de Trabalho de Mato Grosso (SRTE/MT) durante fiscalizações. Ao todo, 194 autos de infração foram lavrados e resultaram em R$ 246.411,40 em pagamento de indenizações. “Eles vêm com mil promessas e caímos na cilada, mas não é nada do que esperamos”, contou Daniel ao G1. O trabalhador diz que chegou a ficar escondido em meio à mata para fugir das fiscalizações que rondavam a propriedade. “Quando apareciam os carros e o fiscal batia, os escravos eram colocados no mato, escondidos. Não tinha como sair da fazenda. Como, com um revólver 38 ameaçando? Quem saía era surra ou bala”, contou.
Mas, aos poucos, o jovem vê a chance de recomeçar a vida ao lado da família. Casado, Daniel morava em Rondonópolis antes de se ver inserido em meio ao regime abusivo. A  oportunidade para o trabalhador está em um novo trabalho junto ao setor da construção civil. Para conseguir a vaga, ele frequentou aulas de qualificação oferecidas pelo projeto ‘Ação Integrada’, cujo objetivo é atender aos trabalhadores egressos e vulneráveis do serviço escravo com cursos em diferentes áreas.
 
Formandos do curso receberam diplomas (Foto: Leandro J. Nascimento / G1)
Formandos do curso receberam diploma
(Foto: Leandro J. Nascimento / G1)
 
No fim de dezembro, Daniel e outros 16 formandos encerraram a etapa do curso e receberam os diplomas na condição de formandos. O mais novo pedreiro no mercado de trabalho planeja construir um novo futuro. “Tudo vai mudar e não quero mais serviços de mato. É um recomeço para minha vida e espero fazer outras coisas”, contou Daniel.

As aulas foram ministradas em uma das unidades do Senai em Mato Grosso. O projeto é desenvolvido em parceria com diferentes instuições e durante o período de formação na capital, todos os estudantes foram acolhidos pelo Centro de Pastoral para Migrantes.

“Esse projeto faz mais que qualificar. O que queremos é que todos cresçam como cidadãos, tenham expectativa de vida. Não precisamos nos igualar a ninguém, sermos ou não melhores. É preciso apenas sermos nós”, declarou Alda Tereza Attílio, coordenadora executiva do projeto.
 
Geraldo Rodrigues Neto, 45 anos, e Marcos Barbosa Magalhães, 42 anos, também foram certificados no curso de pedreiros. Os dois também compartilham de uma mesma história. Trabalhavam em propriedades rurais e, apesar de estarem empregados, viviam na condição análoga à de escravos. “O sonho é mudar de vida. O canteiro de obras vai ser um recomeço”, descreveu Geraldo, em entrevista ao G1.
Já Marcos Barbosa é enfático. “Não quero mais o serviço de escravo”, pontuou. Os trabalhadores resgatados e que frequentaram o curso de alvenaria predial em Cuiabá são provenientes de municípios como Rondonópolis, Juscimeira, Jauru, Chapada dos Guimarães e Comunidade do Chumbo (próximo a Poconé). As aulas foram ministradas entre os dias 28 de novembro a 20 de dezembro, com a carga horária de 180 horas.
 
O projeto é fruto de uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso, Ministério Público do Trabalho e Centro Pastoral para Migrantes. Desde 2009 foram qualificadas 302 pessoas egressas do trabalho escravo ou em condição de vulnerabilidade em cursos como pedreiro, pintor, eletricista e corte e costura.
 

Escravidão
De acordo com o superintendente-adjunto Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso, Amarildo Borges, a maior parcela dos frequentadores do curso estava em condição de vulnerabilidade. Ou seja, mesmo não tendo sido encontrados durante as fiscalizações nas propriedades, eram submetidos à prática escrava no local onde trabalhavam.
“O trabalho escravo é a situação onde o ambiente não respeita as regras, as condições de trabalho, o registro profissional, a alimentação. Quando se contrata alguém é preciso manter condições mínimas”, argumentou.
Segundo a instrutora do curso, Bernadete da Silva Siqueira, os formandos saem preparados para o mercado de trabalho e aptos a executar serviços como ‘tocar obras’, reboco, contrapeso. “Eles redescobriram um novo horizonte”, observou a instrutora.
Mercado em alta
 
Os novos pedreiros formados vão ingressar em um dos segmentos que mais abre portas de trabalho em Mato Grosso. A construção civil figurou na quarta posição dos setores que mais geraram empregos entre janeiro e novembro no estado. O saldo da atividade somou 6.874 vagas, obtido a partir da contratação de 46.601 pessoas e o desligamento de 39.727